sábado, 3 de dezembro de 2016

Review: Malha Urbana (Brando Fel)

Malha Urbana (Brando Fel)
(2016, Independente)
(6.0/6)

Este ano tem sido fértil em lançamentos nacionais de grande qualidade, em géneros diferenciados, mas sob o denominador comum de uma grande capacidade criativa. Nomes como Liane, Dona Elvira, Xerife, UGO, SeBenta, Esfera, entre outros já por aqui passaram e agora surge mais um: Brando Fel. A banda da Amadora apresenta Malha Urbana, naquele que é já o seu terceiro trabalho. Apesar disso, este é o nosso primeiro contacto com o coletivo que nos surpreendeu de forma altamente positiva. O seu rock dançável, numa linha que cruza o funk de Pedro Abrunhosa, os ritmos estranhos (pelo menos ao nível da métrica) de Jorge Palma, os ritmos latinos de Raúl Marques e os Amigos da Salsa e as melodias próximas de cantores como Carlos Mendes ou Paulo de Carvalho, revela-se uma lufada de ar fresco. São nove temas de grande qualidade e criatividade, com letras sempre em português de grande requinte e com uma sensacional inclusão de sopros, cortesia de alguns elementos que colaboram permanentemente com a banda. A riqueza de Malha Urbana fica ainda mais acentuada com a participação especial de um ensemble de cordas que dão um colorido diferente ao tema Soco. Assim, rock, funk, jazz e latino dançam juntos como se tratasse de uma big band saída do Hot Club. Inicialmente, Malha Urbana está mais virada para os ritmos onde os sopros são preponderantes e nesse particular merece destaque um tema imortal como Problematizar. À medida que se avança no disco, a costela rock fica mais evidente, sendo o sensacional Quem Vier Atrás, o exemplo mais flagrante. E até nesse particular a banda foi inteligente criando um ordenamento perfeito para um disco arrebatador. Mais que altamente aconselhado, Malha Urbana é um disco OBRIGATÓRIO!

Tracklist:
1.      Euforia
2.      Dançar a Sós
3.      Problematizar
4.      Não Digas Nada
5.      Bairro Alto
6.      Alguma Coisa
7.      Do Avesso
8.      Quem Vier Atrás
9.      Soco

Line-Up:
Vasco Lima – guitarra e vocais
Gonçalo Martinho – teclados e coros
João Pereira – baixo e coros
Miguel Caiado – guitarra, percussão e coros
Nuno Almeida – bateria e coros

Colaboradores:
Jörg Demel – saxofone soprano e tenor
Pedro Azevedo – trompete e flughel
Tiago Afonso – trompete em # 5

Participação especial:
Clara Gomes – violino
Filipa Gonçalves – violoncelo
Bruno Gomes – violino

Internet:
Website    
Facebook   
Youtube   

Notícias da semana

Depois de Make Art, trabalho que granjeou aos Sticky Boys excelentes críticas, a banda francesa está de regresso com o seu terceiro disco intitulado Calling The Devil. Um disco onde o trio oferece 14 temas em 45 minutos de rock na sua forma mais pura e brutal, reinventando-se a cada momento. Calling The Devil traz, mais uma vez, o selo Listenable Records e tem lançamento agendado para 27 de janeiro.



Os hard rockers australianos Dellacoma lançaram um novo vídeo para o tema Time Falls Away, tema extraído do seu trabalho de estreia South Of Everything. O vídeo foi filmado nas históricas ruas de Boston pela Red 13 Media e realizado por Jim Foster.


Supernovas At Fever Pitch é o single digital de avanço ao próximo álbum dos Soundscapism Inc. O álbum chamar-se-á Desolate Angels e tem lançamento previsto para 16 de janeiro via Ethereal Sound Works. O single já está disponível em todas as plataformas digitais, nomeadamente Spotify, iTunes e Amazon, bem como no bandcamp do projecto e incluí dois temas novos: Supernovas At Fever Pitch e Sleep Arrives Under Your Wings.


Os Bed Legs lançaram o segundo videoclip do tema homónimo do seu primeiro álbum, Black Bottle. Um lamento sobre os vícios, desgostos e dissabores que desvirtuam a nossa essência ao longo da vida. Um berro vindo do fundo do oceano escuro e frio onde nos afundamos.




O novo e quarto álbum dos gregos Need chama-se Hegaiamas: A Song For Freedom e será lançado em janeiro. No entanto, os primeiros vídeos, para os temas Tilikum e Rememory já foram disponibilizados. A banda é praticante de um metal progressivo que justifica plenamente o epíteto de sofisticado.



Circles On The Water é uma fantástica balada dos russos Slot. O vídeo é o seu trabalho mais ambicioso até à data contento imagens poderosas e uma história que capta na perfeição a essência do tema. Este é um tema que faz parte do álbum Septima lançado na primavera deste ano pela Sliptrick Records.



O músico Arkadius Antonik (SuidAkra, Fall Of Carthage) e o conceptualista Kris Verwimp (Marduk, Manegarm, Thyrfing, Arkona) estão prontos para lançar Second Age, o novo álbum de Realms Of Odoric. O trabalho inclui 18 faixas que, conforme se reconhece pelo título, contam a história da Segunda Era de Odoric. O disco será lançado pela MDD Records. Devido ao estudo de Arkadius Antonik na Audiocaution Academy, as composições são agora mais maduras do que anteriormente. Pela primeira vez na carreira do projecto, as gravações tiveram a participação de vários convidados vindos de todo o mundo. Podem dar um breve olhar à evolução dos Realms Of Odoric na faixa Odoric Overture que foi executada pela Brandenburg State Orchestra ou na faixa Towering Solitude com a participação da violoncelista Eva Brömer.


Os Akoma são uma banda dinamarquesa de symphonic metal que acaba de assinar pela Massacre Records para o lançamento da sua estreia Revangels. Primeiro, foi revelado o artwork criado por Stefan Heilemann; depois foi apresentado o vídeo do tema-título, onde aparece como convidada especial Liv Kristine em dueto com Tanya.



Mais de quatro anos após as gravações, aís está o tão aguardado álbum de estreia dos … Of The Horizon. O trio traz consigo os opressivos graves, muito fuzz na guitarras e uma bateria intensa. Um álbum que irá transportar os ouvintes para qualquer deserto californiano.




Os Age Of Man são uma banda sulista de fuzzy blues-rock, composta por Matt Benson (guitarra solo e vocais), Brandon Borden (bateria) e Eric Stone (baixo/órgão). Com o seu novo trabalho, About Time, o power trio mostra os seus talentos: riffs catchy, grande trabalho vocal e uma secção rítmica fantástica. São 10 temas, seis dos quais já vêm do álbum anterior, mas apresentam novas remasterizações.



A banda húngara Ann My Guard assinou com a germânica Rock ‘n’ Growl Records para o lançamento do seu segundo álbum Ourania, previsto para janeiro de 2017 nos formatos CD e digital. Para já, foi disponibilizado o vídeo do tema Callisto.




Os Future Thives são a mais recente adição ao catálogo da Black Pike Favorits. O álbum de estreia desta banda de Nashville chamou-se Horizon Line e colocou o nome da banda entre os preferidos de Ryan Adams, Kings Of Leon e My Morning Jacket. O segundo álbum está quase aí e chama-se Live At Blue Rock. O vídeo para Rosie já foi disponibilizado.



Big Brother, Little Brother o primeiro single extraído do próximo álbum dos Mabel Greer’s Toyshop e foi lançado no passado dia 1 de dezembro. Este é o primeiro de um conjunto de oito temas a serem lançados na frequência de um por mês. Os oito temas estarão disponíveis para download e quem comprar a totalidade das oito canções terá direito, no final, ao CD e booklet de forma gratuita. Big Brother, Little Brother é um épico de quase nove minutos que giram em torno dos índios norte-americanos.


Karney é uma compositora/cantora sedeado em S. Francisco que tem escrito grandes músicas e colaborado com alguns notáveis e talentosos artistas, tendo sempre em vista as injustiças sociais e a passagem de mensagens positivas. Desde agosto deste ano que Karney tem vindo a lançar de forma digital algumas canções que fazem parte do seu álbum Renditions a lançar no início do próximo ano. Por outro lado, Singles Vol. 2: Restless w/ Same Song é um EP lançado no passado dia 18 de novembro em formato digital que faz parte de uma colecção de EP’s digitais que a cantora está a publicar incluindo diferentes versões dos seus temas.


A uma semana do lançamento de Blue & Lonesome, os Rolling Stones revelam uma nova canção deste álbum. Ride‘Em On Down é a terceira canção retirado do disco e já está disponível em vários formatos, inclusivamente em vinil azul de 10”, uma edição limitada a mil cópias do Record Store Day e disponível apenas em lojas de discos independentes. Blue & Lonesome é o primeiro álbum de estúdio da banda em mais de uma década e é editado a 2 de dezembro


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Entrevista: The Livesays

 
À partida para o seu novo álbum Billy Livesays não tinha ideias pré-concebidas sobre como iria soar. O músico de Miami pegou nalgumas canções mais antigas, construiu umas outras novas e o resultado é o melhor disco da carreira –acima de tudo, um disco de grandes canções de neo-classic-rock made in Florida.

Olá Billy! Obrigado pela disponibilidade! Novo álbum cá fora - quais são os teus sentimentos neste momento?
Bem, estou muito animado. Há algo especial neste disco. Adoro os outros álbuns que fizemos, mas por alguma razão este destaca-se.

Quais são os aspetos que consideras inovadores, relativos aos teus trabalhos anteriores?
Bem, não diria inovador, é mais como uma evolução em relação aos outros. Este é mais rock e, ao mesmo tempo, é mais sentido.

Neste álbum, há algumas músicas que foram feitas há alguns anos. É a primeira vez que surgem num álbum?
Sim. Parece que me esqueci delas (risos). A canção This Side Of Town foi regravada. É uma que a banda gosta, temo-la tocado ao vivo e recuperamo-la. Foi uma das primeiras canções que apresentamos em televisão.

Não considerando essas canções mais antigas, durante quanto tempo trabalharam nesta coleção de músicas?
Desde Faith, Hope and Love, aproximadamente 2anos. Começamos logo a tocar ao vivo.

Analisando as letras, este parece ser um álbum autobiográfico. É verdade? Basicamente sim embora, algumas músicas sejam sobre amigos e situações humanas.

E, também, olhando para o título, um álbum muito positivo...
Bem, a vida é um passeio selvagem como sabes e pode ser implacável se não estiveres atento às tuas costas.

Como descreverias este álbum para quem não vos conhece?
Eu diria que tem muitas influências Springsteen, bem como pop/rock de Miami.

Há outros projetos nos quais estejas envolvido atualmente?
Eddie Zyne, o baterista e eu tocamos com Tony Stevens, o baixista original de Foghat e Savoy Brown.

A respeito de estrada... o que está previsto?
Para já estaremos na Florida nos próximos meses. Estamos ansiosos por ir à Europa em 2017.

Muito obrigado, Billy! Queres acrescentar algo mais?
Apenas dizer obrigado pelo teu interesse e esperamos que o disco vos toque de alguma forma.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Playlist Via Nocturna 01 de dezembro de 2016

(clicar na imagem para ampliar)

Review: Elements (Fourth Circle)

Elements (Fourth Circle)
(2016, Dark Tunes)
(5.3/6)

Os elementos são quatro… os círculos, aparentemente para estes franceses, também. E o novo álbum dos Fourth Circle é, simultaneamente, bombástico, cinematográfico, sinfónico e… um pouco confuso. Tudo o que está em Elements já foi feito pelos Nightwish, pelos Within Temptation, pelos Epica… os coros, os vocalizos, os elementos eletrónicos, os vocais operáticos, as linhas melódicas e estruturais, as dinâmicas. Elements pouco mais adiciona, embora tenha um conjunto de algumas malhas com algum interesse: Write Your Own Story, a abertura sinfónica e cinematográfica está muito bem conseguida; Iron Drops (mesmo muito colada a WT) consegue agarrar o ouvinte; Beyond Death pelos ritmos eletrónicos que remetem para o trabalho de Arjen Anthony Lucassen; e The Tale, uma história contada em formato Hollywoodesco. Por algumas vezes a princesa que é Audrey Adornato transforma-se numa bruxa maléfica e solta os seus guturais – algo desnecessários, diga-se, em função do tipo de música apresentado – embora se adequem ao aspeto mais teatral que os Fourth Circle trazem para a sua música. O resto é complementado com riffs pesadões, estruturas complexas e interessantes dinâmicas, aproximando-se muito, neste particular, dos Epica. Por isso, este é um álbum destinado a esses tipos de fãs que podem encontrar algo de interessante em Elements.

Tracklist:
01.       Write   Your    Own    Story              
02.       Take               
03.       Water's           Child              
04.       These  Walls              
05.       From   Moon             
06.       Iron     Drops             
07.       Signals           
08.       Beyond            Death             
09.       Crossing          the       Air                  
10.       In         The      Dark               
11.       Seducing                    
12.       The      Tale                
13.       Sleepless         Son                 

Line-Up:
Audrey Adornato – vocais
Julien Blanchet – bateria
Henri Friedrich – baixo
Maxime Boriolo – guitarras
Olivier Keller – teclados

Internet:
Website    
Facebook    

Edição: Dark Tunes    

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Entrevista: PhaZer

Depois de Kismet e Rockslinger, duas bombas de hard rock os Phazer como que desaparecerem para reaparecer este ano, quatro anos depois com uma formação renovada e um som, também ele renovado, mostrando-se mais poderoso e contemporâneo que nunca. Gil Neto explica-nos o que mudou no reino Phazeriano.

Olá, Gil! Depois de dois grandes álbuns, como Kismet e Rockslinger, como que desapareceram. O que têm feito neste últimos anos?
Viva Pedro e todos os seguidores do Via Nocturna, antes de mais, deixar aqui o nosso apreço por mais uma vez nos concederem o vosso tempo e espaço, para todos por aqui ficarem a saber um pouco mais sobre o mundo Phazeriano. Indo direto à tua questão, percebo a tua observação, pois de facto a banda “abrandou” nas suas aparições ao vivo, tendo tudo a ver não só com as mudanças de lineup que a banda teve (e estamos a falar de metade dela) após o Rockslinger, como também por termos sentido que o circuito para uma banda com a nossa estética, foi ficado sem dúvida mais pequeno, com menos espaços para nos expormos ao vivo e sem dúvida termo-nos apercebido, pelo menos no que a nós diz respeito, existe uma menor predisposição na generalidade das pessoas em querer assistir a um concerto de Phazer. Conclusão óbvia: Menos espaços, menos pessoas = menos concertos.  

Agora regressam como Un(Locked). Podes explicar-nos o porque deste título, nomeadamente pela inclusão dos parêntesis na palavra?
Basicamente foi uma sugestão minha, creio que na altura tinha sugerido os parêntesis no (Un), e por sugestão (creio que do Miranda) acabaram os parêntesis por ficar na palavra (Locked). O porquê do título, tem a ver basicamente com algo que está escondido, sem o estar, algo que está fechado mas que pode ser aberto, o que ainda não foi desvendado mas que é desvendável. Brincar um pouco com algo irónico e contraditório, mas que faz parte da nossa vivência diária em sociedade, cada vez mais creio. Falo por mim!

Este é um disco substancialmente mais forte do que os anteriores. Simplesmente aconteceu ou estava previamente decidido que seria assim?
Tal como os anteriores trabalhos, não teve nada de premeditado, foi mais um just go for. Quanto ao ser mais forte, não sei, … diria talvez mais eclético.

É também um disco muito negro, daí também essa agressividade vocal. A que se deve tanta escuridão?
Disco mais negro… hmmm… tentar por aqui entender essa alusão… De forma franca e honesta, na minha opinião, e tentando aqui sintonizar-me com a tua ideia, diria hmmm… talvez seja um disco que não tenha aquele tipo de malhas single carismáticas quanto os anteriores, com aqueles refrões orelhudos (rock stadium anthem ahahah). Melhor dizendo, creio que é um disco que merece uma escuta talvez mais atenta, não sendo ao longo do seu curso, um disco totalmente easy going, mas creio ser um disco mais maduro, com uma produção quiçá mais moderna e relacionada com os dias de hoje… Um disco mais apelativo se calhar a uma audiência mais nova, onde os anteriores talvez não fossem tão apelativos a estas gerações. Por outro lado, sendo um disco mais ecléctico, e longo (14 músicas) poderá ser mais “inconclusivo” a uma primeira audição, sobre o que é que este disco se propõe, mas posso-te dizer que é provavelmente o meu disco favorito de toda a discografia Phazeriana.

A entrada de uma nova secção rítmica, de alguma forma contribui para esse aumento de peso e de escuridão?
Curiosa a tua pergunta, mas creio que é exactamente o contrário por incrível que pareça. Os gostos assumidos por eles passam mais por aquele rock e metal clássico mainstream dos anos 90. Como também não estou a vislumbrar que os gostos deles passem muito pela cena grunge, não posso afirmar tacitamente que seja por aqui, que o gato vai às filhós.

Há quanto tempo estão estes novos músicos na banda? Como foi a sua adaptação?
O Nuno Machado encontra-se connosco a seguir à saída do RockSlinger, tendo sido já ele que fez toda a “estrada” promocional do disco. O Falé é o elemento mais recente, creio que está connosco há ano e meio/2 anos, não consigo precisar nesta fase com rigor isso. Quanto à adaptação, creio que não foi fácil e exigiu muito de todos eles. Estamos a falar de toda uma discografia do passado, mas creio ter sido até aqui uma experiência positiva para todos nós, uma vez que eles com o seu cunho pessoal também acrescentaram outras mais-valias que até então, ainda não tinham sido exploradas. Apesar de todo o trabalho, e tem sido muito, creio tem sido gratificante o feedback que vamos obtendo, desse mesmo empenhamento deles.

Durante quanto tempo trabalharam neste conjunto de temas?
3 a 4 anos. Há ali temas de primeiras ideias desenvolvidas na era Rockslinger, claro que houve mais temas que ficaram para outras núpcias na gaveta, à espera de outras oportunidades, e claro está, há mais meia dúzia de temas novos feitos à posteriori da gravação deste disco.

E como foi todo o trabalho de composição e gravação desta vez?
O processo normal que foi nos últimos trabalhos, ou seja eu trazer a ideia de casa, mostrar aos restantes, experimentarmos a coisas, validar-se e efetuar os arranjos que achamos necessários.

Há planos para irem para a estrada com este trabalho?
Já o estamos a fazer neste momento. Quanto à longevidade de estrada deste disco, só a procura e interesse inerente à vontade das pessoas em quererem ver-nos ao vivo, é que ditará a continuidade desta banda na estrada nesta fase.

Mais uma vez obrigado! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Uma vez mais o agradecimento a ti Pedro Carvalho, pelo tempo e interesse manifestado à nossa causa e reiterar o quanto importante é a vossa divulgação para uma banda como nós. O nosso apreço e estima!! A todos reiterar o convite para ficarem a conhecer um pouco o nosso projeto musical, e trajeto efetuado até aqui, através de toda a nossa presença online nas mais diversas plataformas, bem como se possível aparecerem num espectáculo nosso. Agradecer também a todas as pessoas que tem de facto apoiado a banda de todos os quadrantes do universo, incentivando-nos e felicitando-nos pelo trabalho desenvolvido até aqui. O nosso apreço! Por último, a todos aqueles que se tem mobilizado em ajudar de facto esta banda, aparecendo nos nossos espetáculos, predispondo-se a ajudar-nos na logística, ou comprando um disco ou uma peça de merchandise da banda, o nosso grande, grande apreço e estima!! 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Review: The Stage (Avenged Sevenfold)

The Stage (Avenged Sevenfold)
(2016, Capitol Records/Universal Music)
(6.0/6)

O trajeto em crescendo dos Avenged Sevenfold previa que algum dia isto tinha que acontecer: um disco como The Stage que é verdadeiramente sensacional e que coloca os americanos no topo do que de melhor se faz no metal contemporâneo. O quinteto tem mais ideias numa música só que muitos grupos em todo um álbum e isso fica demonstrado num The Stage que mostra um coletivo altamente inspirado, para além de imensamente talentoso, como já se sabia, que arrisca e inova em todos os momentos. E que em tudo o que fazem se pautam por uma altíssima qualidade. Desde o grunge de Seattle atualizado e revisto em Creating God à thrashalada à Metallica de God Damn (que delicia aquelas quebras e aquele final melódico em registo acústico!); desde o prog thrash dark, complexo, pesadão e opressivo (incluído vocais muito agressivos) de Paradigm ao avantgard que leva à inclusão de metais de Sunny.Disposition; do experimental e teatral Simulation à balada de forte componente sinfónica em Roman Sky, tudo isso é simplesmente magnífico. Uma banda camaleónica variando sistematicamente o seu registo não só de tema para tema, como também dentro da mesma canção. E nesse aspeto, o épico final de mais de 15 minutos, Exist, é o exemplo como órgãos space rock, solos shred, riffs thrash, guitarras acústicas prog rock, violinos symphonic rock e blastbeats death metal se fundem, se envolvem e se desenvolvem passo a passo até à apoteose final. Depois há também a forma como os Avenged Sevenfold cruzam fases de metal muito pesado com melodias quase singelas. Ora isso acontece em temas como Paradigm e Fermi Paradox e, principalmente, neste é paradoxal mas espetacular a forma como belíssimas melodias são construídas sobre bases rítmicas devastadoras, por vezes a roçar o death metal. E é tudo isso que faz de The Stage um álbum impressionante de classe, trabalho e talento. E ainda não falamos nos 8 minutos e pico do tema título de abertura. Porque, para esse simplesmente não há palavras! Incrível! Espetacular! Depois disto, meus amigos, onde poderão chegar estes californianos?

Tracklist:
1.      The Stage
2.      Paradigm
3.      Sunny.Disposition
4.      God Damn
5.      Creating God
6.      Angels
7.      Simulation
8.      Higher
9.      Roman Sky
10.  Fermi Paradox
11.  Exist

Line-Up:
M. Shadows – vocais
Zacky Vengeance – guitarra ritmo
Synyster Gates – guitarra solo
Johnny Christ – baixo
Brooks Wackerman - bateria

Internet:
Website   
Facebook   
Youtube   
Twitter   

Edição: Capitol Records/Universal Music