sábado, 25 de fevereiro de 2017

Flash-Review: Rockeando El Pavimento (Lujuria)

Álbum: Rockeando El Pavimento
Artista:  Lujuria                   
Editora: Cleopatra Records   
Ano: 2017
Origem: Argentina
Género: Punk Rock, Grunge, Stoner Rock
Classificação: 4.6/6
Breve descrição: Com um conjunto de temas que já havia pertencido ao álbum anterior, Tokikiller, os Lujuria adicionam alguns outros e aí está um disco que provavelmente lhes dará mais visibilidade, pelo menos na parte norte do continente americano. Rockeando El Pavimento carateriza-se por apresentar temas curtos, com muita atitude, muito barulho, muita energia, muita disponibilidade, muita rebeldia, mas pouca consistência e pouco conteúdo – estas últimas surgem a espaços nos temas mais longos.
Highlights: Autopista, Feel So High, Down, Ira, Ritual, Viernes Oscuro
Para fãs de: Nirvana, Queens Of The Stone Age, Eagles Of Death Metal, Red Hot Chilli Peppers

Tracklist:
1.      Autopista
2.      Feel So High
3.      Bar Whisky Bar
4.      Cabaret 11AM
5.      Caceria
6.      24
7.      Down
8.      Dr. Bruto
9.      Desertor
10.  Intravenus
11.  Ira
12.  Ritual
13.  Viernes Oscuro
14.  Voltios

Line-up:
Dohko – vocais e guitarras
Franco Gravante – baixo
Charles Monroe - bateria

Notícias da semana


Os Vain estão de regresso com um novo álbum, Rolling With The Punches, sucessor do altamente aclamado álbum de 2011, Enough Rope. Rolling With The Punches tem lançamento agendado para 17 de março via Pledge Music. As pré-vendas podem ser feitas aqui.



The Start é o novo single do projeto Urban Tales. Após o regresso no ano passado, com o bem recebido The Name of Love, a banda volta ainda mais diferente, marcando decisivamente uma mudança no seu som. The Start é rock/pop-Hip Hop, conta com a participação do rapper canadiano Loren Dayle e com a vocalista residente do projeto, Ana Sofia. Apesar de diferente do som que caraterizou os Urban Tales, no novo single existe a mesma melancolia que os consagrou como uma das mais importantes bandas de rock de Portugal. A composição e produção esteve a cargo de Marcos César. 


Pierre van der Linden, baterista dos lendários prog rockers Focus tem o seu primeiro álbum a solo a circular. Intitulado Drum Poetry é dedicado aos fãs e estudantes da sua variedade de estilos e técnicas. O baterista pode ser ouvido em inúmeras bandas de rock, jazz e de improvisação, mas é a primeira vez que o ouvimos e estudamos a solo ou acompanhado por alguns instrumentos inesperados, também eles executados por Pierre van der Linden.


O grupo finlandês de hard rock Serpico acaba de lançar o seu novo single e vídeo intitulado Ain't Better To Leave pela Inverse Records. Este vídeo remete-nos para os tempos em os vídeos eram visualizados em VHS gravados por algum familiar que tinha TV por cabo e foi inspirado na anterior visita dos Serpico ao Reino Unido.



Quase a completar-se o primeiro aniversário do lançamento de The Wizard Spell, os Cheers Leaders presenteiam os seus fãs com dois temas novos: Everlasting Vampire Love e Drifting Desert Haze. Ambos os temas fazem parte da demo 2017 da banda do Vimeiro composta por Nelson Fontes (vocais) Tiago Marques (guitarras) Mike Ferreira (bateria) e Gilberto Ferreira (baixo).


Ter e Não Ter é o tema que dá mote ao novo vídeo dos Xerife. Gravado num só take, ao estilo do manequin challenge, mas numa tarefa ainda mais difícil, uma vez que as personagens acompanham sempre o percurso da história. Ter e Não Ter fala-nos da forma como muitas vezes encaramos a vida, deixando-a passar sem nada fazermos contra esta inércia. Uma dança de antagonias e ironias, que nos prende numa teia difícil de romper.


Os italianos Scala Mercalli lançaram um vídeo do making of de September 18, 1860. Este vídeo é dedicado à batalha de Castelfidardo, onde o exército do reino da Sardenha derrotou o exército do Pontificado. O vídeo foi filmado nos precisos locais onde teve lugar essa batalha. Este tema faz parte do álbum New Rebirth lançado já em 2015 via Art Gates Records.


A banda Persona 77, oriunda do Montijo, lançou, no dia 15 de fevereiro de 2017, o seu novo single, A Solução, juntamente com o respetivo Lyric Video. O single começou a ser gravado no fim de outubro nos Madalena Studios, em Azeitão, ficando concluído já em janeiro, marcando assim o novo passo da banda, após a vitória no Concurso Nacional de Bandas de Garagem da Festa do Avante 2014 e o lançamento do EP Monomania, de 2015. Jovens e criativos, os Persona 77 são uma banda de rock alternativo, que procura inovar o panorama musical português, experimentando com letras profundas e os mais diversos estilos musicais. As influências de Radiohead, Arctic Monkeys, The Strokes, Queens of the Stone Age, The Doors e mesmo Metallica são audíveis, cimentando, assim, a sua identidade musical eclética. A Solução surge como o passo seguinte na evolução da banda, com um som mais maduro e trabalhado.


Está disponível desde o dia 20 de fevereiro, o novo videoclip Social Insecurity para os Terrakota É o terceiro videoclip do novo álbum Oxalá, filmado na praia do Meco e na praia de Galapos (Sesimbra ). Criado a partir de constantes linhas de guitarra e coros afro, o tema é um Afrobeat poderoso executado com um feeling rock 70s.


Good Boys é o álbum debutante de Stone Dead, quadrilha de Alcobaça versada em rock e a nova adição à equipa Lovers & Lollypops. O disco sai para a rua a 13 de março e a música de avanço Moonchild já está disponível para audição. Namorando o conceptual, e ao longo de dez faixas, o quarteto de Alcobaça percorre o rock ’n roll de lés a lés nas botas de Tony Blue, personagem que vive nas músicas de Good Boys, que variam do psicadélico até guitarradas mais robustas sem que nunca se abdique do riff e das linhas de baixo gingonas como principais motores da narrativa.


Os Them Vibes estão de regresso à Europa e consigo trazem o novo álbum Electric Fever que mantém as referências a Rolling Stones, The Faces, The Band, The Beatles, Bob Dylan, Led Zeppelin ou Tom Petty. Este novo disco é, pois, uma mescla de sons que ultrapassam a verdadeira definição de rock ‘n’ roll. Electric Fever sai em finais da primavera.


Tendo passado pelas Super FM e 105.4, e um mês após entrevista dada à RTP2, os Onica lançam agora o single Not Looking Back nas plataformas digitais, com videoclip no YouTube. É um tema produzido por Wilson Silva dos More Than a Thousand - da co-autoria de João Bettencourt Pedroso e André Pires -, tal como aconteceu com o álbum Same Old Stories, lançado há 2 anos e que conta com mais de 250.000 streams, tendo o tema Stay Strong chegado ao TOP VIRAL 50 do Spotify. Tendo dado o primeiro concerto em 2011 com apenas 15 anos de idade, no então Rock N´Shots, e tendo sido em 2013, a banda mais nova a ser convidada para tocar na Festa do Avante, contam com mais de 30 concertos, entre os quais se destacam os dados no NOS Alive 2015, no Lounge D do Casino do Estoril e o de banda de abertura dos suecos Spiders.


Signs Of Freedom é o título do próximo trabalho dos Waterland a sair a 18 de março. Miguel Gomes (guitarras) surge acompanhado de Patrícia Loureiro (vocais), António Silva (teclados), Ivan Batista (baixo) e Tiago Moreira (bateria), com mais um conjunto de 14 temas que prometem abalar o power/symphonic metal nacional. Via Nocturna já ouviu Can We Go Home, Timeline e Turn On The Lights So We Can Dance, três dos temas presents em Signs Of Freedom e pode confirmer isso mesmo. Signs Of Freedom é o quarto álbum do coletivo nacional depois de Our Nation (2015), Virtual Time (2010) e Waterland (2008).


Depois do lançamento do quarto álbum Awakening a 25 de outubro via Steel Gallery Records e a 27 de outubro via Spiritual Beast, no Japão, os Wardrum juntaram-se à Rockshots Music para o agendamento dos próximos espetáculos que servirão de suporte ao seu melhor disco até à data.



Com produção artística de David Fonseca e um elenco muito especial, BOWIE 70 celebra um nome maior da história da música: David Bowie. Starman, cantado por Aurea, é o primeiro avanço deste disco muito especial, disponível em todas as lojas desde o dia 17 de fevereiro. O disco conta com um elenco de luxo: Afonso Rodrigues (Sean Riley), Ana Moura, Aurea, António Zambujo, Camané, Catarina Salinas (Best Youth), Márcia, Marta Ren, Manuela Azevedo, Rita Redshoes, Rui Reininho e o próprio David Fonseca, emprestam a sua voz a alguns dos temas mais emblemáticos de David Bowie. Chama-se BOWIE 70, e chega precisamente no ano em que Bowie completaria 70 anos. A coordenação artística e ainda a interpretação de todos os instrumentos musicais tem a assinatura de David Fonseca. BOWIE 70 é uma edição SONY Music Portugal/Universal Music Portugal, com distribuição a cargo da Sony Music Portugal.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Entrevista: Daniel Gazzoli Project





Há muito tempo guitarrista, só agora Daniel Gazzoli se aventurou num projeto mais consistente que o levou ao primeiro disco Night Hunter, um verdadeiro must para os fãs dos anos 80. Para já apenas um projeto de estúdio, o guitarrista italiano não descarta a hipótese de poder levar este disco para o palco. Fiquem com as palavras de Daniel Gazzoli.

Olá Daniel, como estás? Importas-te de apresentar este teu projeto aos rockers portugueses?
Olá a todos! Estou feliz por estar aqui no Via Nocturna! Este projeto nasceu há alguns anos a partir da minha grande paixão e amor pelos sons hard rock e heavy dos anos 80. Às vezes penso que Night Hunter é uma espécie de tributo a todas as bandas que sempre me influenciaram. É um álbum a solo onde escrevi todas as músicas e letras.

Este é o teu primeiro álbum com este projeto, mas como tem sido o teu passado na música?
Sou guitarrista e toco guitarra há muitos anos. Toquei vários estilos de música, mas acho que os anos 80 foram a única maneira de colocar emoção na minha música. Nunca estive em qualquer outro projeto ou banda. Night Hunter é o meu primeiro álbum e este projeto é o meu principal interesse musical atualmente.

Quem está contigo neste projeto?
Neste projeto encontramos Leonardo F. Guillan (ex-membro ao vivo dos Soul Seller) nos vocais e backing vocals, Luca Ferraresi (dos Perfect View) na bateria e Luca Zannoni nos teclados. O produtor é Davide Rossi.

Sendo Night Hunter a tua estreia, que objetivos pretendes alcançar?
Acho que Night Hunter poderá ser um álbum interessante para todos os fãs de Hard Rock da velha escola dos anos 80. Claro que conheço a situação da indústria musical da atualidade. É muito difícil para um novo nome como eu na cena underground. O primeiro objetivo a alcançar é para mim. Este é um álbum a solo e ao lado da paixão pela música, coloquei um pedaço do meu coração nestas músicas. Gostaria que todos que tivessem a paciência de ouvir Night Hunter pelo menos um par de vezes pudessem sentir a honestidade deste álbum!

Como foi o processo criativo neste álbum?
Para mim, não é fácil explicar. Tornando curta uma longa história: foi como um quebra-cabeças. Eu tinha alguns riffs e algumas melodias... mas precisava das emoções para criar uma imagem. A noite é o fundo principal deste álbum. E para mim o som dos anos 80 é um bom dispositivo para ligar as emoções na música.

Como descreverias Night Hunter pelas tuas próprias palavras?
Night Hunter é uma homenagem ao som Hard e Heavy dos anos 80 fortemente influenciado por bandas como Dokken, Skid Row, Bon Jovi, Whitesnake, mas também FM e House of Lords. Os riffs de guitarra são fortes e poderosos, os vocais são melódicos e às vezes irritados. Uma secção rítmica trovejante, coros e teclados refinam e embelezam todas as músicas. Em Night Hunter a melodia e os hinos dos sons dos anos 80 unem cada música.

Podes contar-nos como foi a experiência de estúdio?
Foi minha primeira experiência real em estúdio real. Trabalhei durante muito tempo no processo de pré-produção no meu estúdio caseiro e gravei guitarra, baixo, sintetizadores e backing vocals. Os vocais e bateria foram gravados num estúdio profissional no Music Inside em Rovereto s/S, Modena. A mistura e masterização foi feita por Davide Rossi no Crazy Sound em San Giovanni Lupatoto, Verona. Acompanhei cada parte da gravação, mistura e masterização e aprendi muitas coisas preciosas sobre a gravação de estúdio enquanto trabalhava neste álbum!

Tens algum vídeo retirado deste álbum?
Não. De momento não tenho nenhum vídeo de suporte ao álbum.

No que diz respeito a aparições ao vivo, o que nos podes adiantar?
Daniel Gazzoli Project é apenas um álbum de estúdio. Atualmente não há uma banda real, mas no futuro gostaria de levar as músicas do Night Hunter para palco. Vou tentar com certeza!

Obrigado! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Um agradecimento muito especial à Via Nocturna e a todos os rockeiros portugueses pelo seu precioso apoio ao Night Hunter! Com todo o meu coração! OBRIGADO!!!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Playlist Via Nocturna 23 de fevereiro de 2016


Review: À Moda Antiga (Click)

À Moda Antiga (Click)
(2017, Independente)
(6.0/6)

O distrito da Guarda não costuma aparecer muito por aqui em termos de rock, embora exemplos como Join The Vulture ou A Cepa Torta tenham demonstrado que ali também há muita qualidade. O mais recente nome a mostrar-se são os Click, coletivo de Figueira de Castelo Rodrigo que se estreia de forma brilhante com À Moda Antiga. E apesar de se ainda notarem algumas naturais arestas para limar, os Click apresentam um conjunto de 10 temas de grande criatividade, ideias brilhantes e capacidade para as executar. E, principalmente, um disco diversificado, com imensas variações estilísticas e inúmeras surpresas para se descobrir. Isto porque se Soldado do Pecado, tema de abertura, nos remete para um rock clássico, já Vício (deliciosa canção!) é puro delta blues, cheio de elementos minimalistas e órgãos envolventes. Por outro lado, À Moda Antiga cruza blues e funky de uma forma magistral enquanto Empresta-me o Teu Olhar é uma sentimental balada onde o saxofone desempenha um papel mágico quer nos diálogos com a voz, quer no solo, fazendo a ponte para a empolgante reação final. A atitude mais adocicada que se vinha a verificar muda radicalmente em Marionetas (Ao Vento), um tema reivindicativo com ritmos e estruturas punk (aquele sax no inicio vem diretamente da era mais punk dos Xutos & Pontapés) onde encaixam rimas métricas de rap/hip hop. O som mais cru a áspero do punk regressa em Dias No Vazio, aqui a lembrar Peste & Sida, mas antes surge Not A Really Good Time, um piscar de olhos às ondas radiofónicas com o primeiro de dois temas em inglês, num registo acústico pop. O segundo tema em inglês é Discotime, uma canção cheia de ritmos disco e funky onde os efeitos de guitarra se tornam inebriantes. Para o fim está guardada a costela hard rock, primeiro com Macaco de Imitação, com bons riffs, e a lembrar os saudosos V12 e depois a fechar com Heterocosmia, num registo mais compassado e comedido. Em suma, o que se pode dizer de À Moda Antiga é que é um disco sensacional, onde se nota perfeitamente a entrega dos elementos e uma forma muito orgânica de trabalhar. Um disco que deverá catapultar os Click para ribalta na nova música feita em Portugal. Porque À Moda Antiga é, de facto, um disco soberbo e os Click uma enorme revelação!

Tracklist:
1.      Soldado do Pecado
2.      Vício
3.      À Moda Antiga
4.      Empresta-me o Teu Olhar
5.      Marionetas (Ao Vento)
6.      Not a Really Good Time
7.      Dias no Vazio
8.      Discotime
9.      Macaco de Imitação
10.  Heterocosmia

Line-up:
Pedro Maia Lopes – guitarras, vocais e sintetizador
Rui Moço – guitarras, vocais
Rafael Pereira – vocais
Maryna Sobolyeva – baixo e vocais
Marco Valente – bateria, percussão e vocais

Internet:
Facebook   

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Entrevista: 15Freaks

Cocktail explosivo de rock de estrada com requintes de malvadez. É desta forma que os 15Freaks se autodefinem. O EP de estreia, Stuntman, saiu no final do ano passado depois de um período conturbado pela mudança de vocalista, mas o quinteto mostrou força suficiente para ultrapassar a situação. Agora, com uma formação estável, a banda prepara a estrada enquanto se apresenta a Via Nocturna.

Olá, tudo bem? Quem são os 15Freaks? Como se proporcionou o nascimento desta banda?
Olá e antes de mais obrigado pela entrevista. Os 15Freaks são uma banda de 5 amigos com backgrounds musicais distintos e que juntos misturam vários estilos que resultam no nosso som. A banda nasceu no decorrer de 2011 simplesmente pela paixão pela música e a enorme vontade de criar e tocar! Fomos criando o nosso próprio estilo, assente num rock duro e apelativo com laivos de punk e metal! Temos dado alguns concertos, tivemos algumas alterações na formação e há cerca de um ano consolidámos o nosso projeto com a atual formação.

E o que vos motivou a erguerem este projeto?
Sem dúvida o gosto e o vício pela música. Todos nós já tocamos em bandas há muitos anos e sempre recusámos baixar os braços, apesar do retorno ser cada vez mais escasso. É caso para dizer que, enquanto músicos, não ficamos muito tempo parados quando terminamos um projeto. Com os 15Freaks, para além da música, foi sendo criada uma amizade e camaradagem que tem permitido manter o nosso projeto vivo! 

Qual é background musical dos elementos da banda?
Dentro da banda os gostos divergem um pouco. O Carlos (bateria) e o Mário (guitarra) são mais virados para o metal. O João (guitarra) e o Rui (baixo) têm um background mais rock e punk rock. O Alex (voz) gosta de tudo dentro do rock. Todos nós já tocamos em várias bandas como Bleeding Display, CBX, Míssil, Subcaos, Rolls Rockers entre outras... Atualmente o Carlos toca também nos Secret Symmetry e o Mário toca nos Ravensire.

Porque a escolha deste nome, 15Freaks?
A banda era para se chamar Stallion! Soubemos que já existia ou tinha existido uma banda americana com esse nome mas nunca nos importámos muito. No entanto decidimos alterar o nome da banda. Na altura tínhamos uma malha chamada 15Freaks, que fala sobre malta de uma outra banda que chegou a partilhar o estúdio connosco. O 15 é o número do silo de garagens onde temos o nosso estúdio perto de Sintra e os Freaks, lá está, são os elementos da outra tal banda. Lendo a letra no booklet do cd dá para ter uma ideia mais apurada.

Disponível já desde o final do ano passado está Stuntman, o vosso EP de estreia. Como está a ser a reação ao mesmo?
Até ao momento está a ser boa. A venda do cd está a correr bem e as críticas têm sido positivas (aproveitamos desde já para vos agradecer também!). A música presente no EP define o nosso som, rock duro e batido, sujo e denso quanto baste! As letras são da vida, dura, paranoica e de algum desencanto! A produção a cargo do Fernando Matias é excelente! O EP de estreia tem tudo para agradar aos que gostem de punk rock e metal! Esperamos que o cd nos abra outras portas para que consigamos tocar mais ao vivo, que acaba por ser o que nos move.

De que forma descreveriam Stuntman nas vossas próprias palavras?
Cocktail explosivo de rock de estrada com requintes de malvadez.

Aparentemente a mudança de vocalista não afetou o vosso processo criativo…
O cd esteve masterizado com a voz do anterior vocalista (Rafael Maia) mas este decidiu sair da banda por motivos pessoais. Este facto criou-nos um dilema: ou lançar o EP de estreia com um vocalista que não iria estar presente ou encontrar, num curtíssimo espaço de tempo, um novo vocalista com capacidade para regravar a voz e que assegurasse a continuidade da banda. Optámos pela segunda hipótese pois achamos que não faria sentido lançar um primeiro trabalho que seria apresentado ao vivo com outro vocalista. Temos que agradecer ao Rafael Maia pelo importantíssimo contributo que deu à banda mas também ao Alex (atual vocalista), que merece uma grande vénia porque após 3-4 meses de ensaios já estava pronto para colocar a voz em estúdio. Um obrigado também à Ethereal por ter estado sempre do nosso lado. O Alex entretanto já tem liberdade total nas novas músicas que temos composto e que poderão ouvir ao vivo.

Portanto, o Alex já não veio muito a tempo de colaborar em alguma parte da composição…
Como as músicas já estavam gravadas e completas, a margem de manobra do Alex era reduzida. Contudo, a voz dele difere da do Rafael e claro que teve alguma liberdade para colocar pormenores de forma diferente.

Quando foi que a ESW cruzou o vosso caminho?
Nós já conhecíamos o trabalho da ESW com outras bandas e o seu notável apoio à musica rock feita em Portugal. A ESW já tinha publicado o EP de estreia dos Secret Symmetry (a outra banda do nosso baterista) e com esse conhecimento foi fácil chegar à fala com a editora.

Como estamos em termos de agenda no que diz respeito a apresentações ao vivo?
Temos já alguns concertos agendados e pretendemos agendar o maior número possível nos próximos tempos. Tocar ao vivo é para nós o auge enquanto banda.

Obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
Queremos agradecer-vos pela divulgação do nosso projeto, pelo convite para a entrevista e por se darem ao trabalho de promover a música portuguesa de forma tão profissional e completa. O nosso obrigado e esperamos conhecer-vos pessoalmente um destes dias. Que continuem assim!!! Aproveitamos para convidar todo o pessoal a visitarem a nossa página no Facebook!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Review: Heart Of The Phoenix (Victorious)

Heart Of The Phoenix (Victorius)
(2017, Massacre Records)
(5.6/6)

Ao seu quarto álbum, na sua estreia para a Massacre Records, os Victorious não podiam fazer a coisa por menos: querem power metal? Então tomem lá um Heart Of The Phoenix, com doses maciças de power metal, sempre a abrir, com uma bateria supersónica e demolidora, vocais limpos e melodias épicas. Um instrumental de tal forma devastador que chega a aproximar-se do death metal. E nos primeiros quatro temas não se vislumbra qualquer hipótese do tornado diminuir de intensidade, mesmo com a aproximação a Freedom Call em Hero e com a excelente End Of The Rainbow. Em Sons Of Orion os alemães alteram o seu registo e a velocidade dá lugar ao groove, numa parede sonora que afinal apresenta algumas brechas. Mas um tema volvido e estamos de novo no mesmo registo que se manterá até ao final, na faixa, A Million Lightyears, aqui sim, diferenciada, compassada e com uma melodia quase infantil. Como se vê, o principal problema de Heart Of The Phoenix é a sua repetitividade. Sim, temos aqui boas doses de power metal e até mesmo de true metal. Mas será suficiente? Sim, é um facto que nada de novo se apresenta aqui, mas está bem patente que os Victorious fazem o que gostam, com honestidade e entrega a uma causa que já vem dos Manowar e que aqui se recorda principalmente nas semelhanças entre Black Wind Fire And Steel dos americanos e Beyond The Iron Sky dos teutónicos.

Tracklist:
1. Shadowwarriors
2. Hero
3. End Of The Rainbow
4. Die By My Sword
5. Sons Of Orion
6. Heart Of The Phoenix
7. Empire Of The Dragonking
8. Hammer Of Justice
9. Beyond The Iron Sky
10. Virus
11. A Million Lightyears

Line-up:
David Baßin - vocais
Dirk Scharsich - guitarras
Florian Zack - guitarras
Andreas Dockhorn - baixo
Frank Koppe - bateria

Internet:
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Edição: Massacre Records