sábado, 24 de setembro de 2016

Notícias da semana

Rui Vieira (voz/guitarra) e Hélder Rodrigues (bateria) (dos Machinergy) acabam de terminar uma curta-metragem intitulada A Bruxa d'Arruda. Arruda dos Vinhos é a vila onde Rui e Hélder vivem e cresceram e esse lugar tem a lenda mais conhecida e misteriosa sobre uma bruxa em Portugal. Chamam-lhe a Bruxa de Arruda. Alguns acreditam, outros não, como é sempre apanágio neste tipo de histórias. Com este material precioso em mãos, decidiram forjar uma história, mas não uma normal e previsível. O resultado é perturbador, negro e com uma aura sobrenatural. A Bruxa d'Arruda irá estrear muito em breve (outubro 2016) em Portugal. A Bruxa d'Arruda tem cerca de 10 minutos de duração e uma grande mistura de cores e tons. O filme foi rodado em 4 dias seguidos em vários locais de Arruda dos Vinhos e arredores. O trailer já está disponível, bem como a Banda Sonora Original.


Os brasileiros Almah, liderados por Edu Falaschi (ex-Angra) lançaram esta semana o seu novo trabalho intitulado E. V. O. via Test Your Metal Records. A distribuição na Europa está a cargo da Pride & Joy Music e no Japão da King Records. Este quinto trabalho dos Almah foi gravado em S. Paulo nos IMF Studios. O tema Age Of Aquarius já pode ser ouvido aqui.



Fight é novo vídeo retirado do mais recente disco dos Seven, Shattered, lançado a 23 de setembro via Escape Music. Este novo tema foi coescrito pelo bem conhecido Jeff Paris (Mr. Big, Vixen, Y & T, Paul Stanley).



Good Morning Apocalypse é o título do trabalho dos Heaven Below que tem data de lançamento prevista para 14 de outubro via EMP Label Group. Um trabalho do melhor nível do hard rock americano, que os levou a serem já considerados como os novos Guns n’ Roses. Podem ir confirmando isso no vídeo do tema Renegade Protest Movement.

Searching For The Spark é o título da caixa a ser lançada brevemente que inclui 22 álbuns de Steve Hillage. Uma caixa, verdadeira obra de coleccionador, que percorre toda a carreira do brilhante guitarrista britânico. Para além dos trabalhos conhecidos, Searching For The Spark ainda inclui para cima de 40 minutos de material nunca antes disponibilizado entre outras raridades e peças de coleccionador. Um vídeo promocional pode ser visto aqui.


Os membros do prog trio This Oceanic Feeling, continua a promover o seu trabalho de estreia, Universal Mind. Para isso, a banda acaba de lançar, em formato digital, o seu segundo single retirado deste álbum, I Play Debussy que pode ser descarregado aqui. Entretanto, a canção Put Down The Gun está nomeada para o Anthems Award nos Prog Awards 2016.



Quem é Mr. Gallini? É Bruno Monteiro, baterista do avassalador quarteto rock and roll luso Stone Dead e o que Mr. Gallini propõe é um vislumbre a um imaginário particular com sons que emanam da sua mente como uma espiral de referências musicais de tempos idos onde o relógio pára e o tempo se dilui. Neste seu projecto a solo, o alter ego de Bruno Monteiro pode igualmente ser descrito como calmaria idílica Psych harmonioso à beira mar em contraste com o acelerado dia a dia de quem não quer ceder a crescer e deixar para trás o charme, a inocência e a criatividade quasi-infantil que tantos de nós perdem com o passar dos anos.


O percurso dos Cave Story ficou desde cedo definido, confundindo-se com as suas intenções bárbaras de avançar no panorama pop com a desenvoltura do post-punk e a energia incontida do indie rock: é em direção à infame revolução em que dançar é condição inegociável. Editadas as primeiras aventuras discográficas em formato EP, o trio das Caldas da Rainha prepara-se para se estrear no formato longa-duração com West, registo onde desbravam refrães com a urgência do rock sem pôr de lado a doçura pop que nos agarra e envolve em eletricidade. A primeira amostra chega-nos na forma de Body Of Work.


Chasing Rainbows é o álbum que os finlandeses Wishing Well lançaram, já este ano, a 5 de fevereiro pela Inverse Records. Depois do primeiro vídeo para a faixa Science Fiction, o coletivo acaba de lançar mais um vídeo, desta feita para a quinta canção Luck Is Blind.




A Valery Records e a V-Promotion anunciaram o lançamento do álbum Bloop dos Acid Muffin. Os Acid Muffin são um power trio que toca rock melódico e experimental claramente inspirado pelo grunge dos anos 90. Bloop sucede ao EP Nameless editado em 2013 e a uma forte atividade ao vivo no seu país natal, sendo lançado a 28 de outubro.



Os Fingertips estão de volta aos palcos portugueses, com concertos no Estúdio Time Out e na Casa da Música, em novembro, integrantes da Constellation Tour. Nos últimos tempos a banda nacional tem trabalhado com Mark Needham (Imagine Dragons, The Killers, Fleetwood Mac) nas novas canções que estão a ser gravadas no The Ballroom Studios e no East West Studios em Los Angeles.



Os Parallel Minds juntaram-se ao estúdio Piranaking e o resultado é uma nova canção. Chama-se Last Fight e será utilizada no seu primeiro videogame. O tema pode ser ouvido e descarregado no bandcamp dos franceses.




Nome incontornável do rock progressivo e voz única, Jon Anderson vê agora a sua estreia conceptual em DVD, Tour Of The Universe, originalmente lançada em 2005, ser relançada com áudio digital.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Entrevista: Tempt

São apresentados como os Van Halen da nova geração. Ainda será cedo para se avançar com uma afirmação com tanto peso, mas o certo é que os miúdos Tempt se estreiam com Runaway de uma forma impressionante. De tal forma que até foi o lendário Michael Wagener quem masterizou o álbum. E o furor em torno deste coletivo nova-iorquino tem sido tanto que quisemos conhecer os mentores. Fiquem então com as impressões de Harrison Marcello (guitarras) e Zach Allen (vocais).

Viva, como estão? Jovens na idade, jovens como banda, mas já a criar um enorme burburinho em torno da banda. Como se sentem?
Harrison Marcello (HM): Hey! Estamos muito bem. Estamos, obviamente muito animados com a grande resposta que o disco está a ter. Sentimo-nos muito bem quando estávamos a gravar, mas nunca se sabe, até ser lançado, se as pessoas o vão ouvir.
Zach Allen (ZA): Estamos animados que as pessoas estão a procurar o disco e também estamos animados que isso vai permitir-nos sair e tocar ao vivo para essas pessoas.

Contem-nos como nasceram os Tempt e quais os objetivos que estão a tentar alcançar.
ZA: Eu trabalhava com o compositor e produtor Jack Ponti. Ele era o meu mentor e a determinado ponto sentiu que realmente precisava de um parceiro musical da minha idade. Ele imaginou uma parceria como The Glimmer Twins ou Page/Plant, Tyler/Perry etc. Viu vídeos de Harrison no youtube e disse "é este o miúdo". Descobriu-se que ambos vivíamos em Nova York e até tínhamos um monte de amigos em comum.
HM: Era surpreendente que nunca nos tivéssemos visto antes. Depois de Jack nos ter apresentado (obrigado Jack!), começamos a escrever juntos e as coisas funcionaram. Acabamos por compor 10 canções em cerca de 4 meses. Trabalhamos de uma maneira muito disciplinada, porque tinha começado a faculdade no Boston Conservatory e vinha apenas aos fins-de-semana para trabalhar com Zach. Começamos apenas com um objetivo que era escrever e tocar música rock. Queríamos que tivesse guitarradas, melodias muito fortes e killer vocals.

Depois de um EP, Under My Skin, este é o primeiro longa-duração, Runaway. Como definiriam este disco?
ZA: O EP foi parte da gravação original do disco. Fizemos um número muito limitado para nos ajudar a financiar uma tournée que fizemos nos EUA para um grande festival chamado Rocklahoma. Runaway é o nosso içar da bandeira do rock and roll para a nossa geração. Gostamos de todos os tipos de música, mas quantas vezes podes assistir a um DJ acenar as mãos no ar? Queremos trazer essa arrogância que é o rock and roll de volta e nós adoramos isso.
HM: O álbum completo é a nossa declaração criativa. É o resultado de muito trabalho duro e muita diversão e captura onde estávamos musicalmente naquele momento. Sentimos que é um álbum realmente coeso e estamos orgulhosos disso.

Um álbum misturado por Michael Wagener... Foi uma honra! Foi fácil trabalhar com essa autêntica lenda viva?
HM: Tínhamos terminado o álbum e nosso produtor, Tag, estava à procura de potenciais misturadores. Ele e o seu parceiro já tinham misturado algumas músicas, mas queriam experimentar com outras pessoas para ver o que resultaria. Contactaram o Michael, ele gostou das músicas e concordou em trabalhar com ele. Fizemos tudo remotamente. Enviamos-lhe as faixas e ele enviou as misturas. Ouvíamos, fazíamos comentários e ele revia. Foi muito simplificado, mas nunca o conheci até muito tempo depois do disco estar pronto.
ZA: Conhecemos Michael em Nashville e tivemos a oportunidade de ir ao seu estúdio e de comer com ele sushi no seu sítio favorito. Ouvimos grandes histórias. Também tivemos Mario McNulty que tinha trabalhado nos últimos álbuns de David Bowie a misturar algumas das canções. Juntos fizeram um disco com um grande som. Michael também masterizou o álbum o que, naturalmente o tornou mais coeso.

Acredito que vos tenha dado alguns conselhos... Querem compartilhar algum?
HM: Enquanto esperávamos em Nashville, contou-nos muitas histórias e também falou de alguns guitarristas com quem havia trabalhado e como alguns estavam tão envolvidos com eles mesmos que nunca olhavam para o público, especialmente durante os solos! Nessa noite, ele foi ver o nosso espetáculo e em cada solo eu fazia questão de estar sempre a olhar para ele e não para a minha guitarra! Michael é impecável e estamos ansiosos por trabalhar com ele novamente.

Grandes têm sido as primeiras críticas. Sinceramente, esperavam tal?
ZA: Sabíamos que potencialmente havia público para a nossa música, só tínhamos que encontrar a melhor maneira de aproveitar isso e colocar a música lá fora. Tínhamos uma ideia de que o que tínhamos feito era muito bom porque tínhamos visto como Derek Oliver respondeu quando ouviu pela primeira vez e certamente estamos orgulhosos do disco. Sendo o primeiro lançamento de uma nova banda no Rock Candy é realmente especial para nós.

E como têm lidado com isso? Mais pressão, mais responsabilidade...
HM: Como disse Zach, Derek gostou da nossa música. Ele sentiu a energia juvenil e a vibração que trouxemos. Somos fiéis a nós mesmos e à nossa visão da música. Também fomos pacientes em encontrar os parceiros certos na Rock Candy para o lançamento. À medida que avançamos, simplesmente tentamos manter essa mesma mentalidade. Continuamos a acreditar no que fazemos e a afastar as distrações. Da maneira como o negócio está atualmente, não vai ser um caminho rápido para o sucesso. Vamos ter muito trabalho árduo mas estamos prontos! Portanto, não estamos a sentir pressão. Vamos ficar a sentir-nos bem.

Quais são os próximos passos para os Tempt? Em que estão a trabalhar?
HM: Já escrevemos e começamos a gravar demos para o álbum número dois, por isso estamos animados e energizados. Também estamos muito animados com a ida ao Reino Unido e, possivelmente, à Europa para alguns espectáculos, neste outono. Os fãs vão ouvir um set que contará com faixas do álbum, bem como algum material novo. Portanto, estamos prontos para rockar, malta!

Muito obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
ZA: Obrigado! Obrigado a todos os fãs que nos têm apoiado. Tem muito significado receber e-mails e mensagens no Facebook de apoio. Também tem um grande significado fazer entrevistas como esta que são muito importantes no sentido de podermos espalhar a palavra. Portanto, um agradecimento a ti, também. Se ainda não o fizeram, pedimos a todos os nossos fãs para comprar o CD físico!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Playlist Via Nocturna 22 de setembro de 2016


Review: As You Were (Elijah Ford & The Bloom)

As You Were (Elijah Ford & The Bloom)
(2016, Independente)
(5.2/6)

Para quem não está familiarizado com o nome sempre informamos que Elijah Ford é filho de Marc Ford, antigo membro dos Black Crowes e aos 17 anos já andava em tournée com o pai nos Fuzz Machine. O jovem aprendeu, cresceu e eis que junta os The Bloom, banda que o acompanha neste registo As You Were, terceiro trabalho após o álbum Upon Waking (2011) e o EP Ashes (2012). Quatro anos foi, então, o tempo que separa As You Were do seu mais próximo lançamento e que resulta num disco médio, sem grandes rasgos, de audição fácil, é verdade, mas soando um pouco ao mesmo. Voltado um pouco para a pop e para as ondas radiofónicas de uns Coldplay, por exemplo, As You Were tem, ainda assim, alguns momentos interessantes, nomeadamente ao nível das harmonias vocais e alguns arranjos um pouco mais minimalistas. Por outro lado, registam-se algumas referências ao pop rock 60’s com The Beatles a surgirem a espaços no horizonte. Outras variações surgem, interessantes pela inclusão, mas sempre de reduzido impacto. O órgão surge muitas vezes sempre de forma tímida, assim como o soul em Say The Words, ou country em If Not Today. Curioso é um tema como Hollow Years, dos pontos mais altos, a soar como se os U2 tivessem nascido… sulistas. Mas o destaque maior, o ponto mais alto apresentado por Elijah Form & The Bloom surge em Relief. Som sujo, arrastado, sinistro a desenvolver-se numa espiral atmosférica verdadeiramente hipnótica. Diríamos que só estes dois temas (Hollow Years e Relief) justificam quase 70% da classificação num disco que, como se percebe, tem bons momentos mas não consegue manter esse nível elevado, vivendo demasiados altos e baixos.

Tracklist:
1.      Try As You Might
2.      The Way We Were
3.      Say The Words
4.      Blessed
5.      Black & Red
6.      Hollow Years
7.      Daggers
8.      If Not Today
9.      Relief
10.  Faltering

Line-Up:
Elijah Ford
Alexander Lynch
Chris Konte
Ryan Bergeron

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Entrevista: CousCous

Ideia genial – de braço dado música e romance desenvolvem-se num álbum Tales e num livro A História do Menino que Tinha Borboletas no Estomago. A ideia foi criada pelo duo Tine Schulz (vocais) e Moritz T. Eßinger piano e guitarras), os CousCous. Falamos com o duo para perceber melhor toda a extensão desta obra sensacional.

Olá! Podem apresentar os CousCous aos portugueses?
Olá Portugal! Somos os CousCous de Dresden, Alemanha. Juntamo-nos os dois em 2011 e instantaneamente aconteceu magia. Imediatamente começamos a escrever música juntos, e apenas um ano depois gravamos nosso primeiro CD, Paper Tiger. Muita coisa aconteceu desde então, e acabamos de lançar o nosso segundo álbum, Tales.

Tales é mais do que uma simples viagem musical. Podem explicar em que consiste esta criação?
O título Tales diz tudo - é um álbum a respeito de contar histórias. Por isso pensamos: nós não queremos apenas colocar o CD numa caixa de plástico com um booklet fino. Na realidade, queremos contar um conto. Por isso, escrevemos um romance para ser apresentado junto com a música. A História do Menino que Tinha Borboletas no Estomago fala-nos de um menino que vive num mundo desprovido de sentimentos, e da sua jornada para encontrar as emoções ausentes.

Portanto, há um conceito real por trás de tudo o que ouvimos?
A novela e a música cresceram juntos durante um período de aproximadamente um ano. Falávamos sobre as aventuras do menino neste mundo estranho, o que iria desencadear a ideia para uma nova canção. Ou estávamos a escrever uma música e, de repente, víamos uma cena que queríamos que aparecesse no livro. Portanto, sim, tudo está ligado. Mas não é um musical - os laços entre as letras das músicas e o livro estão lá, mas nem sempre literal ou mesmo corajosamente aparente.

Verdadeiramente uma incrível mistura entre música, cinema e literatura?
Há algum tempo atrás pensávamos sobre quem seria essas pessoas que vinham aos nossos concertos ouvir a nossa música. Descobrimos que, sendo velhos ou jovens, onde quer que as suas paixões se encontrassem ou independentemente da sua origem, havia um elemento comum. É que eles se abriam e sentiam a música. Assim como fazemos quando estamos escrever ou a tocar canções. Isso é basicamente o núcleo de Tales – dar-te uma oportunidade de desenhares com todos os sentidos.

Este álbum tem sido descrito como sendo genialidade pura. Como reagem a isso?
Tales tornou-se muito bonito. Mas não é apenas o nosso trabalho - nós, enquanto compositores, certamente, fomos a força motriz por trás de tudo, mas todos os envolvidos deram o seu melhor. Os músicos de estúdio, os engenheiros de produção e de áudio, o fotógrafo, o layouter e, claro, Anemone, o nosso ilustrador - todos eles deram a Tales muito mais do que lhe havíamos pedido. Foram todas essas contribuições combinadas que levaram a esse resultado fantástico.

A verdadeira filosofia de que menos é mais, certo?
Temos uma política rígida sobre o que usar nas gravações: apenas instrumentos reais e músicos reais. Queremos manter-nos focados no que a música realmente precisa, em vez de simplesmente adicionarmos sintetizadores para engordar o som. Por outro lado, para algumas músicas queríamos aquele som rádio pop. Começamos a experimentar com vocais polifónicos o que, realmente, forma o som caraterístico de todo o álbum.

Assim sendo, de que forma descreveriam Tales?
Para nós, é uma aventura - e gostaríamos que os nossos ouvintes ou leitores embarcassem na sua própria viagem ao mundo dos contos.

Para terem obtido esse som mágico esteve tudo a vosso cargo ou contaram com alguns convidados?
A visão principal foi sempre nossa, mas o nosso coprodutor Peter Junge contribuiu bastante para o som final. Também tivemos, penso, que nove músicos em estúdio (bateria, baixo, cordas, metais) que também tiveram diferentes graus de input criativo.

Como foi a experiência de gravação desta obra?
A gravação de Tales foi, ela própria, um conto de fadas. O estúdio foi criado num verdadeiro castelo medieval situado numa colina e vivemos lá durante um mês. Como era verão, a maioria dos dias trabalhamos até tarde, apreciando o ar fresco da noite e o sossego do campo entre as gravações.

Próximos passos para os CousCous?
Agora andamos animados com o lançamento do primeiro vídeo. Nos próximos meses estaremos em tournée por toda a Alemanha, que é realmente emocionante. Mais tarde, em 2017, estamos a planear uma visita a alguns países europeus - quem sabe, não iremos a Portugal. Seria fantástico!

Mais uma vez, muito obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
Muito obrigado por nos convidares para essa entrevista. Estamos ansiosos por te conhecer quando tocarmos em Portugal.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Review: Neon Alley (Neon Alley)

Neon Alley (Neon Alley)
(2016, DMV Music)
(6.0/6)

David Vacaro teve uma experiência, até bem-sucedida, com os V-Project com os quais lançou dois álbuns. Agora apresenta-se com uma nova formação, em formato power-trio, a assinar um disco sensacional de rock clássico/hard rock. O projeto chama-se Neon Alley e o disco, homónimo, assenta em oito temas que recuperam toda a grandeza do rock clássico. Entre temas mais orientados para o arena rock, outros mais hard rock, outros a piscar o olho ao southern, a realidade é que é um privilégio poder ouvir um disco com a qualidade de Neon Alley. Um disco de puro rock ‘n’ roll com vivacidade, elegância, atitude, guitarradas afiadas e um punhado de grandes canções onde nem falta uma enérgica cover de Jailhouse Rock, de Elvis Presley. Long live rock ‘n’ roll! Long live Neon Alley!

Tracklist:
1.      That’s How It Is
2.      All I Want
3.      Jailhouse Rock
4.      I Only Want To be With You
5.      Let Your Lovin’ Come Down
6.      Piece Of The Pie
7.      Got To Rock
8.      ‘till I’m Done

Line-Up:
David Vacaro – guitarras, vocais e teclados
Mike McDonald – baixo e vocais
Scott Marion – bateria e percussão

Internet:
Facebook   

Edição: DMV Music   

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Review: Rapid Foray (Running Wild)

Rapid Foray (Running Wild)
(2016, Steamhammer/SPV)
(5.8/6)

Os Running Wild são uma autêntica instituição dentro do metal e cada álbum lançado acaba por ser um momento de êxtase para os milhões de fãs da banda espalhados pelo mundo. Em 2012 a banda, que ajudou a fundar as regras do que na altura se chamava de speed metal, entrou na vasta família da Steamhammer/SPV e desde essa altura já lá vão três discos, contando com este Rapid Foray. O carismático líder Rock ‘n’ Rolf Kasparek continua igual a si próprio e se a idade tem passado por ele, sinceramente, nem se dá conta. Também por isso Rapid Foray é um disco à Running Wild, sendo perfeitamente percetível o seu DNA caraterístico. Mas Rapid Foray não deixa de ser um disco que merece ser analisado detalhadamente. Porque tem contrastes que o valorizam. Por um lado, temos as habituais linhas frásicas simples (nomeadamente nos refrães) que não complicam a participação dos seus fãs nos gigantescos coros ao vivo. Mas, visto sobre outro prisma, arriscaríamos afirmar que os germânicos nunca tinham construído um disco com tanta complexidade instrumental. Ouçam, por exemplo o épico final, The Last Of The Mohicans, com mais de onze minutos e comprovem-no. Já agora… um tema tão bem conseguido que os onze minutos parece que passam… em segundos! Bem, a entrada por campos mais complexos já ia surgindo nos temas anteriores, mas é nesse final estrondoso que mais se revela. Para além disso, Rapid Foray é também um disco diversificado. Uma abertura compassada dá lugar à thrashada que é Warmongers (um dos temas mais ásperos da banda). Depois vem Stick To Your Guns onde as harmonias criadas pelas guitarras mostram o elevado ponto de evolução que atingiu o processo de composição na banda – a tal complexidade que falávamos já aqui se começa a notar! Em By The Blood In Your Heart surge a influência celta de uma gaita-de-foles e The Depth Of The Sea – Nautilus é um instrumental de enorme classe. Apenas exemplos de como Rapid Foray se torna, de repente, num disco de uma audição extremamente agradável. Porque aqui há boas canções, porque há uma excelente produção, porque os músicos são competentes e porque ainda há, ao fim de tantos discos e tantas canções, capacidade criativa suficiente para continuar a explorar, a evoluir e a… surpreender!

Tracklist:
1. Black Skies, Red Flag
2. Warmongers
3. Stick To Your Guns
4. Rapid Foray
5. By The Blood In Your Heart
6. The Depth Of The Sea – Nautilus
7. Black Bart
8. Hellestrified
9. Blood Moon Rising
10. Into The West
11. Last Of The Mohicans

Line-Up:
Rock N’ Rolf – vocais, guitarras
Peter Jordan – guitarras
Ole Hempelmann – baixo
Michael Wolpers – bateria

Internet:
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Edição: Steamhammer/SPV