sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Playlist 29 de Agosto de 2008

1ª hora:

Moonlight Sinatra (Exillon)
Afterlife (Forever Slave)
Toast To Tomorrow (Blackmore’s Night)
My EarthDream (Edenbridge)
Rock On Roll Out (Alkateya)
Amerikasthan (Megadeth)

Flashback da semana: Reign In Blood (Slayer)
Angel Of Death

Fears Won’t Bring A Change (All Against The World)
Repentagram (Demiricous)

2ª hora:

The Ride (Jon Oliva’s Pain)
L’Amour Detruit (My Dying Bride)

Disco da semana: Nostradamus (Judas Priest)
Prophecy
Exiled
Visions
New Beginnings
Nostradamus

Dancing With The DBD’s (Canker)
Pray (Crematory)
Sleezevil (Himsa)

sábado, 23 de agosto de 2008

Playlist de 22 de Agosto de 2008

1ª hora:

Last Of The Wilds (Nightwish)
Everlast Tranquility (Neverland)
A New Moonlight (André Matos)
Alone (Judas Priest)
Changes (Oracle Sun)

Flashback da semana: Nevermore (Nevermore)
The Sanity Assassin

Remembrance (Raunchy)
Never Tell (All Against The World)

2ª hora:

Brighter Than A Thousand Suns (Iron Maiden)
The Nethergod (In Solitude)
Lost In Space (Avantasia)

Disco da semana: Insidious Awakening (Echidna)
Ephemera
Insidious Awakening
Juggernaut
No Lenience In The Final Judgement

Hers In The Twilight
(Moonspell)
Horror Vacui (The Legion)

Review: Apotheosis (Endamage)


De Braga surge-nos mais um jovem colectivo que com este EP se apresenta ao público. Desde logo salta à vista o extremo bom gosto na confecção da capa o que vem provar que os nossos nomes também já começam a preocupar-se com a roupagem em que envolvem os seus produtos. Todavia, e infelizmente neste caso, esse produto não acompanha, em qualidade, a embalagem. É certo que é prematuro avaliar uma banda pelo seu primeiro trabalho, ainda por cima se esse trabalho só incluir três temas, já que Apotheosis é uma pequena introdução. O que se nota é, de facto, bom death metal, poderoso qb, técnico, com bons solos e boas harmonias. A bateria é poderosa e os vocais são bem arrojados. A produção também é competente. Então o que falta a este moços de Braga? Se calhar nada! Se calhar apenas terem coragem para evoluir um pouco mais, destacar-se um pouco mais da concorrência em termos de criatividade, conseguirem fugir da linha estabelecida e apresentarem um produto completo, porque como já se disse, três temas é manifestamente pouco para se dar a conhecer. Ainda assim, acreditamos que o quarteto tem potencial para evoluir e crescer dentro do seu género. Ficamos à espera do segundo murro!


Tracklisting:
1. Apotheosis
2. The Search For Redemption
3. Aeons
4. Of Truth And Wisdom


Lineup: Zé (guitarra e voz), Vitor (guitarra), Slayer (baixo) e Suraj (bateria)

Myspace:
www.myspace.com/endamage

Nota VN: 14,17 (10º)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Review: Sleep Now, Quiet Forest (Todesbonden)


Existem alguns álbuns que, ainda antes de serem postos a tocar, já se revelam envoltos numa certa áurea. Muitas das vezes, após as primeiras audições essa áurea desaparece e a ilusão dá lugar à desilusão. Seja pela magia do nome, seja pela poesia do título, seja pela beleza da capa, Sleep Now, Quiet Forest era um desses trabalhos envoltos num manto de desejo. E, realmente, não desilude. Apesar de ser mais uma banda com vocalista feminina, anda sempre muito longe dos clichés habituais nesse tipo de colectivos. Musicalmente, o quinteto navega entre o neo-classicismo tão típico do nosso Rodrigo Leão (por exemplo) em Flow My Tears e um doom metal pouco funéreo próximo de nomes como (os também nossos) Ava Inferi (em Ghost Of The Crescent Moon). Pelo meio notam-se alguns (poucos mas superiormente aplicados) apontamentos góticos (Surrender To The Sea) e muita influência celta. Com uma voz soberba, pianos sublimes e arranjos e solos de violino de arrepiar (ouçam Trianon, Fading Empire ou Ghost Of The Crescent Moon) os Todesbonden sabem ser intimistas e sensuais quando devem e densos e intensos quando se justifica. Por falar em voz, a senhora Laurie Ann Haus é dona de um registo fantástico, mas muitas das vezes utiliza a sua voz como mais um instrumento (como acontece em Surya Namascara) que ajuda a criar e a preencher a sonoridade final do álbum. Para além disso, a sua versatilidade permite-lhe viajar sem dificuldades por diversos registos desde o mais operático ao mais pop/rock ou até étnico. As guitarras recorrentemente acústicas são do mais belo que já fez neste campo nos últimos anos como se comprova em Aengus Og Fiddle, um dos temas mais intimistas do álbum com um soberbo jogo entre as citadas guitarras acústicas, os violinos e a voz. E é da conjunção fantástica de tantas nuances que os Todesbonden conseguem criar um álbum dinâmico, intenso e suficientemente variado para manter a atenção do ouvinte em alta.


Tracklisting:
1. Surrender To The Sea
2. Surya Namascara
3. Trianon
4. Aengus Og Fiddle
5. Fading Empire
6. Ghost Of The Crescent Moon
7. Flow My Tears
8. Sailing Alone
9. Lullabye
10. Battle Of Kadesh
11. Sleep Now, Quiet Forest


Line Up: Laurie Ann Haus (vocais), Jason Aaron Wood (guitarra), Patrick Geddes (violino), James Lamb (teclados), Jason Ian-Vaugham Eckert (baixo)




Edição: Prophecy (http://www.prophecy.cd/)


Nota VN: 17,65 (5º)

sábado, 9 de agosto de 2008

Playlist 08 de Agosto de 2008

1ª hora:

Liberty Bell (The Gathering)
Mother Nature (Luca Turilli)
The Black Halo (Kamelot)
Walking By A Wire (Katatonia)

Flashback da semana: No Rest For The Wicked (Ozzy Osbourne)
Fire In The Sky

Souls In Pain (Pyramaze)
Fooled By The Serpent (Communic)
Through The Fire And Flames (Dragonforce)

2ª hora

Garuda (Aghora)
Apart (Lacrimosa)
The Ride (Jon Oliva´s Pain)

Disco da semana: Lady Cobra (Riding Panico)
Running Kids
One Winged Cessna
Vox Humana
Capelo
Volvo

Awareness (ThanatoSchizo)
Incisions (Kneeldown)
Life Under The Sun (All Against The World)
Dreamsectory (Poema Arcanus)

sábado, 2 de agosto de 2008

Playlist 01 de Agosto de 2008

1ª hora:

Unbroken (Silentium)
My Girl (She Loves Her) (Forever Slave)
Pelicula Divina (The Dead Poets)
Via Dolorosa (Tiamat)
The Clan (Royal Hunt)
Pilot In The Sky Of Dreams (Threshold)
Looking Back (André Matos)

Flashback da semana: Vulgar Display Of Power (Pantera)
Hollow

Eternally (Agon)

2ª hora:

A Crisis In Mid-Life (The Tangent)
Circus (Tristania)
Liquid View (Trail Of Tears)

Disco da semana: Interactivist (Canker)
Cold Gate
Mirus
Error Is The Man
The Miscalculations Of The Photophobia
Marcha Prá Morte
Dancing With The DBDs
Loko Loko Man

All In The Past (All Against The World)
Pride Of The Free (X-Cons)
Juggernaut (Echidna)

Review: Not As Good As The Book (The Tangent)


Liderado por Andy Tillison que aqui aparece superiormente auxiliado por nomes grandes da cena progressiva como são os de Jaime Salazar e Jonas Reingold (dos The Flower Kings), o quarto trabalho destes suecos volta a levar até aos tímpano dos ouvintes uma mão cheia de grandes canções. Dividido em duas partes (A Crisis In Mid Life e Throwing Metal At The Sky), este Not As Good As The Book, poderá não ser tão bom como o livro, realmente, mas será muito melhor que a grande maioria do material que diariamente nos chega. Assentado a sua base num rock progressivo da década de 70 mas que estende os seus tentáculos até ao 90, com nomes como Yes ou Spock’s Beard sempre presentes, o trabalho evolui por fantásticas passagens de piano, muita técnica, muito groove, muito jazz e quase que diríamos muita improvisação. Nenhum pormenor foi deixado ao acaso e os temas, sejam os mais curtos ou os mais longos são fantásticos, permitindo uma audição tranquila de forma a se poder degustar toda a panóplia de ideias que brotam daquele génio musical. Os constantes duelos entre guitarra, piano, órgão e saxofone ajudam a criar o tal ambiente de improvisação tão peculiar no jazz. No fundo este é um trabalho para os amantes do progressivo mas que acham que os Dream Theater já foram longe demais em termos de peso.

Tracklisting:


CD 1: A Crisis In Mid-Life




A Crisis In Mid-Life
Lost In London (25 Years Later)
The Ethernet
Celebrity Mincer
Not As Good As The Book
A Sale Of Two Souls
Bat Out Of Basildon




CD 2: Throwing Metal At The Sky




Four Egos, One War
The Full Gamut – The Travelogue

Lineup: Andy Tillison (vocais, teclados, guitarras), Guy Manning (guitarras), Jonas Reingold (baixo), Jaime Salazar (bateria), Theo Travis (saxofone e flauta), Jokko M. Jakszyk (guitarras e vocais)

Website: http://www.thatangent.org/

Edição: InsideOut (http://www.insideout.de/)

Nota VN: 17,0 (11º)

Entrevista com Kneeldown


A propósito da edição de Volcano, Mau, baterista dos Kneeldown, concedeu uma entrevista a Via Nocturna. Confiram já a seguir.


Via Nocturna (VN): Em primeiro lugar quando surgiu o projecto Kneeldown e com que objectivos.
Kneeldown (KD):
Se contarmos a partir da data de 10 de Abril de 1999 (primeiro ensaio), já lá vai quase uma década, embora o nome KNEELDOWN tenha surgido apenas em 2001, devido ao facto de uma outra banda já existir sob o nome TRUST NO ONE, que foi o seu primeiro ID. Quanto a objectivos... eram os mesmos de quaisquer putos que se juntem para tocar... fazer barulho! Não havia nada definido na altura... queríamos apenas tocar.

VN: Qual a vossa formação, actualmente?
KD:
Neste momento, estou eu na Bateria, o Phur na Voz e o Nã na guitarra.

VN: Volcano surge cerca de cinco anos após a edição de 06:51AM. Quais foram os motivos?
KD:
O principal motivo era mostrar que somos persistentes, e tentar mostrar a quem dizia que estávamos "mortos" que afinal ainda existem os KNEELDOWN... renovados, cheios de energia, ideias novas e esperança. Claro que além disto, está o tal bichinho que é alimentado pelo que fazemos... e como o gajo andava cheio de fome... lá lhe demos um vulcão para ele se calar!

VN: Essa vossa primeira gravação resultou de um prémio num concurso, certo? Falem-nos dessa experiência.
KD:
Sim, é verdade. O 06:51AM resultou de um prémio que ganhámos no concurso Musicbox, realizado pelo IPJ, que aconteceu em Portalegre. Passámos 3 eliminatórias e vencemos a final com 3 prémios: "Banda revelação", "Melhor presença em palco" e "1º Lugar". Por ironia do destino... ou não... este foi um facto negativo em muitos aspectos... a gravação do EP foi feita num estúdio profissional (escolhido pela organização), mas comandado por além muito pouco competente na área (Metal). Era a primeira vez que estávamos em estúdio e não percebíamos patavina daquilo. Para teres noção de como as coisas correram, o estúdio não tinha microfones suficientes para micar a minha bateria, as guitarras nem foram dobradas, e ainda tivemos que largar do nosso bolso 120 contos (na altura) para podermos ter o EP nas mãos. Além disto, o dinheiro dos outros prémios nunca nos foi atribuído, nem o concerto na Festa do Avante foi realizado. Como vês, até as coisas boas nas mãos dos KNEELDOWN se transformam em coisas más (risos). Não somos nenhuns "coitadinhos", mas é certo que as cenas tendem em não nos correr bem.

VN: Após a edição de 06:51AM, vocês passaram por um período muito conturbado. De que forma essas vivências afectaram o estado de espírito da banda e se reflectem na vossa sonoridade?
KD:
Depois da gravação do 06:51AM, perdemos a sala de ensaios... O Skumalha, o Heich e o Duart (excepto eu) saíram da banda por motivos pessoais, e foi difícil continuar com a banda... mas lá arranjei uma nova sala de ensaios e a banda recompôs-se com novos elementos. Voltamos a ensaiar... a ganhar pica... mas acabamos por perder a sala de ensaios outra vez.

VN: Volcano foi gravado na vossa sala de ensaios e auto produzido. Porque não apostaram em termos mais profissionais?
KD:
Dinheiro é coisa que não abunda nas nossas carteiras, e como deves ter noção, um estúdio é demasiado caro para podermos gravar as cenas em condições... Então, quando te vês sem mais opções, só tens duas hipóteses: ou acabas com a banda e não te preocupas mais com isso, ou tentas "desenrascar-te" com o que tens. Foi o que os KNEELDOWN fizeram... comprámos um computador a um amigo, uma placa de som já mais profissional, pedimos uns micros emprestados, e depois foi aprender a trabalhar com o programa de gravação. Volcano não é um EP profissional, mas já vi e ouvi coisas bem piores com budgets bastante elevados... Estamos satisfeitos e orgulhosos com o Volcano porque é algo que saiu totalmente do nosso suor e força de vontade.

VN: Ainda assim, a mistura e masterização foi efectuada por Nexion K (dos Re:Aktor). Como chegaram até ele e de que forma analisam o seu trabalho.
KD:
O Nexion é uma peça fundamental no Volcano. Tive o prazer de trabalhar com ele na More Agency (empresa de audio-visuais) e de tocar com ele - num espectáculo a convite - em Re:Aktor e foi a partir dessa situação que lhe pedi que ajudasse os KNEELDOWN a conseguirem um EP mais sólido e consistente. Passei-lhe os projectos... ele ouviu e aos poucos foi-nos ajudando. Se existem falhas na masterização/mistura, a culpa é totalmente minha, porque não percebo nada de som, e gravei os temas à minha maneira... sem regras ou conhecimentos de estúdio. Ainda assim, o Nexion conseguiu dar uma nova vida e power aos temas... Sem ele, acredita que o Volcano não tinha a aceitação que está a ter.

VN: Como têm sido as reacções a Volcano, quer por parte da imprensa quer do público?
KD:
As reacções têm-nos surpreendido. Ainda não ouvi uma crítica negativa, tirando o facto do EP poder soar mais profissional (infelizmente não foi possível devido aos factos que já disse na questão anterior). Mas no geral, todas as pessoas nos dão os parabéns e estão contentes com o que ouvem... até pessoas que não gostam deste tipo de som já nos disseram que estão surpreendidas com o que fizemos. E claro, compararem-nos a bandas como Mnemic, Tool ou Meshuggah é sempre uma honra!

VN: Uma das características que parece afectar os Kneeldown, parecem ser as constantes mudanças de formação. De que forma, positiva ou negativa isso tem contribuído para o crescimento do grupo?
KD: Esse parece ser o facto mais destrutivo da história da banda. É necessária uma força de vontade gigante, para recrutar novos elementos e ter de passar pela fase de aprendizagem dos temas, vezes e vezes sem conta. Isso destrói-nos a esperança, mas fortalece-nos o ego e dá-nos vontade de não desistir, e de querermos ser mais teimosos que o destino.

VN: Ainda agora andam à procura de um novo baixista, certo? Já encontraram a pessoa adequada?
KD: Este é um grande problema. O facto de não termos ainda uma sala para ensaiar, não nos dá credibilidade suficiente como banda para abordarmos um baixista para integrar nos KNEELDOWN. É a mesma coisa que dizer "tens sede mas não tenho bebida para ti... ainda assim, queres dar um gole?" Não faz sentido! É necessário haver um espaço físico para ensaiarmos de modo a podermos voltar a ser uma banda "real". É muito frustrante teres um trabalho nas mãos, e não poderes divulgá-lo ao vivo devido ao facto de não existir uma sala de ensaios.

VN: Curiosamente, muitos dos vossos recrutamentos tem sido feito na vossa base de fãs. Algum motivo especial para tal?
KD:
Talvez o facto de vivermos num meio relativamente pequeno contribua bastante para isso... Não existem muitos músicos nesta zona do país, e os que existem não estão muito virados para a área do Metal... pelo que a abordagem à nossa base de fans seja uma das nossas primeiras opções. O Nã, o Phur, o Znet e o Duart faziam parte dessa base, pelo que não foi muito difícil a integração na banda... claro que havia sempre as ameaças de rapto de elementos da família e cenas assim caso não quisessem entrar para a banda (risos).

VN: Como estamos em termos de concertos?
KD:
Zero... é o algarismo negro!!! Não temos condições para tal... infelizmente.

VN: Para quem estiver interessado, onde poderão adquirir o vosso trabalho?
KD:
Podem adquiri-lo através do endereço http://shop.kneeldown.net (ainda há t-shirts) ou http://www.etherealsoundworks.com/store/?p=productsMore&iProduct=57 ou enviando um email para band@kneeldown.net

VN: O vosso site está com um grafismo fantástico. Quem é o responsável?
KD:
Obrigadinho (risos). Fui eu quem fez o site através da minha pseudo-empresa... BAD THISeyeNZ (http://badthiseyenz.netpita.com).

VN: A terminar, gostaria que me dissessem o que os Kneeldown estão a fazer neste momento.
KD:
Neste momento estamos a fazer o mesmo que estávamos a fazer há um ano atrás... que é nada mais que ... procura incessante de uma sala de ensaios! Além disto continuamos a divulgar o EP, apenas pela net, já que em concertos será muito pouco provável de nos verem... pelo menos para breve.