domingo, 22 de fevereiro de 2009

Entrevista com Neonírico

Com nome novo, formação renovada e álbum novo, Martinho Torres regressa com a sonoridade que caracterizou os The SymphOnyx ainda mais trabalhada e intrincada. O álbum de estreia desta nova entidade Neonirico chama-se muito a propósito Renaissance. Martinho Torres, explicou-nos as tranformações que a banda sofreu e o que espera do futuro lançamento.


VIA NOCTURNA (VN): Em primeiro lugar, por que razão se deu a mudança de nome de The SymphOnyx para Neonírico?
NEONIRICO (NN):
A mudança de nome deve-se ao facto de termos assumido um novo rumo para o projecto. Sentimos que este era o momento indicado para traçarmos uma nova direcção, tanto a nível musical como a nível de conceito, pelo que optámos por proceder a essa revolução assumindo uma completa renovação.

VN: Neonírico é uma entidade completamente nova ou a sequência de The SymphOnyx apenas com uma diferente designação?
NN
: Neonírico é uma entidade nova, mas que mantém algumas das características que moldavam o projecto The SymphOnyx. A esse propósito, não deixa de ser curioso o título do nosso novo álbum: Renaissance. Fizemos uma recriação incorporando nesse título todas as metamorfoses a que fomos sujeitos ao longo dos últimos tempos. Quando escolhemos o nome do disco, tivemos em conta o processo de assimilação que lhe está subjacente. O renascimento é o assumir de uma nova alma, de um novo rumo, partindo do que já existia para alcançarmos novas metas, novos objectivos.

VN: O termo Neonírico parece-me bastante forte. O que significa exactamente?
NN
: Neonírico é um termo com uma composição fonética que pretende realçar o melhor de dois aspectos dominantes do projecto: o neo de novo, e o onírico de sonho. Este novo sonho vai de encontro ao novo rumo por nós idealizado.

VN: O single Angel Of Faith já roda por aí e tem recebido boas críticas. Era a reacção que esperavam?
NN
: O single Angel of Faith foi uma óptima escolha, pois reúne todas as características que definem a banda: composições sólidas, coerentes e diversificadas, orquestrações, jogos de vozes, um instrumental eléctrico consistente e muitos pormenores de estúdio que se descobrem após várias audições. Estamos bastante satisfeitos com as reacções obtidas.

VN: Depois do single o que podem os fãs esperar de Renaissance?
NN
: Renaissance é um disco de descoberta. Vamos à procura da conquista de novos fãs, pois sentimos que este disco é bastante abrangente em termos de estilo e conceito. Queremos ser surpreendidos, pelo que vamos aguardar pelas reacções logo que o álbum seja editado.

VN: Sei que estão a planear um grande espectáculo adequado a salas de média/grande dimensão. Podem levantar um pouco do véu a esse respeito?
NN
: O nosso espectáculo está, neste momento, a ser trabalhado. Temos já várias sessões experimentais realizadas e sentimos que estamos a construir uma obra de grande qualidade. Pensamos neste concerto para salas de média/grande dimensão, pois integramos nele elementos que servem o propósito de o tornarmos num espectáculo narrativo. Haverá projecção, um cenário, uma imagem forte e uma gestão eficaz dos diferentes momentos do concerto. Procuramos, acima de tudo, transmitir sensações, pelo que o foco central do nosso espectáculo será a temática do disco (a descobrir…). Cada um será livre de interpretar as imagens e a música que transmitiremos.

VN: E em termos de datas e locais, já há algo confirmado?
NN: Temos já dois espectáculos marcados, mas estamos, neste momento, a agendar outras datas, as quais serão oportunamente divulgadas. O primeiro acontecerá no novíssimo Teatro de Fafe, a 22 de Maio, e servirá de apresentação do nosso novo álbum. O concerto seguinte acontecerá a 30 de Maio, no Auditório Municipal de Lousada. Ambos terão início pelas 22 horas.

VN: Em termos de formação, quem está agora nos Neonírico?
NN
: Os Neonírico são, actualmente, formados pelo João Guimarães e Carla Ricardo nas vozes, pelo Martinho Torres na guitarra e Carlos Torres na bateria.

VN: Como decorreu o processo de gravação? Sentiram demasiada pressão, uma vez que Opus I: Limbu tinha colocado a fasquia bem alta?
NN:
Este disco foi gravado sem pressões, sempre com o objectivo de darmos o nosso melhor. A pressão que existia vinha de nós, pois sempre idealizámos um trabalho que fosse o reflexo da nossa personalidade multifacetada, o resultado da nossa diversidade artística. Queríamos alcançar metas sem preconceitos ou formatações, sempre com o intuito de satisfazer o nosso desejo de ir um pouco mais além em termos estéticos e musicais.

VN: O álbum voltará a ser editado pela Ethereal Sound Works, certo? Já há data previsível para sua edição?
NN
: O trabalho será editado em meados de Março de 2009.


VN: Obrigado
NN
: Um abraço Neonírico para todos os fás do programa Via Nocturna.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Review: Painstained (Entwine)

Painstained (Entwine)
(2009, Spinefarm)


Dos tempos do death metal praticado por este finlandeses já nada resta, definitivamente. A sua lenta mas consistente transformação numa mas mais importantes bandas do movimento gótico surgiu de forma tão natural como o seu natural afastamento, agora que o metal doce tem os dias contados. O colectivo percebeu que deveria continuar a evoluir e, por isso, Painstained aproxima-se muito mais de um heavy metal melódico que propriamente do metal gótico. Aliás, a abertura com a rápida e poderosa Soul Sacrifice deixa, desde logo, isso bem patente. Há algo de thrash na forma como a rápida bateria é abordada. Mas é nos temas mais melódicos onde mais se salienta a veia de excelência deste álbum. E se por metal finlandês se quer dizer, capacidade técnica acima da média (em termos colectivos, principalmente), emotividade desarmante e sensibilidade extrema, então estamos na presença de um dos melhores álbuns oriundos da terra dos mil lagos. As canções verdadeiramente construídas e superiormente vocalizadas por um Mika Tauriainen em perfeita forma e que apresenta uma capacidade invulgar de cantar de forma sensual e emotiva, sucedem-se a um ritmo alucinante. Dying Moan, Lost In My Denial, Dead By Silence, Say Goodbye e a cereja no topo do bolo, Caught By Desire, são verdadeiros hinos que irão, seguramente ficar na história do metal e irão proporcionar excelentes momentos ao vivo. Indispensável em qualquer discografia.

Tracklisting:
Soul Sacrifice
Strife
Dying Moan
Beautiffuly Confined
Lost In My Denial
Greed Of Mankind
Dead By Silence
Hollow
Caught By Desire
Say Goodbye

Edição: Spinefarm (http://www.spinefarm.fi/)
www.spinefarm.fi)
Line up: Aksu Hanttu (bateria), Tom Mikkola (guitarra), Joni Miettinen (baixo), Mika Tauriainen (vocais), Jaani Kahkonen (guitarra)

www.entwine.org
...
Nota VN: 17,8 (2º)

Review: Miss Lava (Miss Lava)

Miss Lava (Miss Lava)
(2008, Raging Planet)



Contendo na sua formação ex-elementos de bandas como Dawnrider, Fiona At Forty ou Ethereal Grief, os Miss Lava apresentaram-se, em 2008, com os 4 temas que fazem parte deste EP em raro formato vinil vermelho. Prometem álbum completo para 2009 e as expectativas são elevadas atendendo à qualidade do material apresentado. Desde a rápida e pesada abertura (com Sleep With The Angels) até à lenta e plena de groove The Line que fecha o trabalho, os Miss Lava mostram-se perfeitamente escaldantes e capazes de derreter tudo à sua volta. O stoner também está presente em Stone Me, sendo que este sub-género é o mais frequentemente visitado pelo colectivo lisboeta. A atitude e poder destes quatro temas fazem aguardar, impacientemente, por algum mais substancial em termos musicais. Ainda assim, para início estamos muito bem encaminhados.

Tracklisting:
1- Sleep With The Angels
2- Stone Me
3- Electrify
4- The Line
....
Edição: Raging Planet (http://www.ragingplanet.pt/)

Line up: Mr. Johnny Lee (vocais), K. Raffah (guitarra), Dancing Crow (baixo), J. Cuca (bateria)

Myspace: www.myspace.com/misslavarock

Nota VN: 15,5

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Review: The 13th Floor (Sirenia)

The 13th Floor (Sirenia)
(2009, Nuclear Blast)



Primeiras constatações: ao quarto álbum de originais, os Sirenia apresentam a quarta vocalista e o terceiro trabalho com números no título genérico (se incluirmos mais três temas com números nos seus títulos, parece evidente a queda dos noruegueses para a matemática!). Segundas constatações: ao quarto álbum Morten Veland assume a responsabilidade de colocar os Sirenia num patamar único de excelência, afirmando-se como a mais importante proposta do movimento melódico/gótico de vocalizações femininas. Sinceramente, a troca de vocalistas não acrescentou grande ganho à banda, atendendo às similaridades entre ex- e actual dona do microfone. Para este The 13th Floor o que realmente faz a diferença é a capacidade criativa e de composição de Morten Veland, pegando no melhor que o colectivo já tinha escrito no seu passado (mais longínquo e mais recente) e, a partir daí, homogeneizando-o de forma a obter o que aqui se escuta. Quem gostou de At Sixes And Sevens mas não achou grande piada à progressiva simplificação de processos dos álbuns subsequentes tem aqui um novo motivo de interesse: regressam (de forma consistente pois algumas nunca deixaram de estar presentes, se bem que de forma pontual) as estruturas mais complexas, os coros grandiosos, os guturais, o violino e a fantástica participação de Jan Kenneth Barkved com vozes limpas. Para quem achou Nine Destinies And A Downfall o melhor do colectivo porque achava muita confusão ou agressividade nos inícios da banda tem aqui as melodias catchy, as vocalizações doces e a sonoridade mais mainstream. No fundo o que salta à vista é a invulgar capacidade inata de Morten Veland criar grandes canções com melodias memoráveis. E quando consegue conciliar essas melodias com orquestrações sinfónicas, leads de violino, texturas de piano assombrosas, apontamentos acústicos, vozes limpas (masculinas e femininas) e guturais, os temas (ou canções que é mais o que aqui se trata!) só podem tomar as proporções que aqui atingem. The 13th Floor assume-se assim como o mais completo, consistente, estruturado e brilhante álbum da carreira dos Sirenia, só, eventualmente, comparado com a sua estreia. Ouçam The Seventh Summer, Led Astray, Winterborn 77 e, principalmente, Sirens Of The Seven Seas, confirme-no e deliciem-se.

Tracklist:
01. The Path to Decay

Edição: Nuclear Blast (http://www.nuclearblast.de/)

Line-up: Jonathan A. Perez (bateria), Aylin (vocais), Morten Veland (guitarra e vocais), Michael S.Krumins (guitarra)

Nota VN: 18,00 (1º)




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Review: Who's Watching You? (Urban War)

Who’s Watching You? (Urban War)
(2008, Ed. autor)


Oriundos do Porto, os Urban War começaram, em 2005, a dar nas vistas pelos seus espectáculos. Em 2007 editaram a demo 7h3 War 1s Coming e, no ano transacto, voltam a marcar presença com o EP, Who’s Watching You?. Este contém cinco temas que navegam entre um metal de inspiração alternativa (como em Life Form ou Lights On), algum thrash metal (Lights On remete-nos muitas vezes para uns Ramp), ou um harcdore/punk desenfreado (como em M.U.Y.A.). Se, de acordo com o press-release, o objectivo do colectivo é mostrar a sua diversidade sonora, esse foi plenamente atingido. Os Urban War mostram possuir imensas ideias que vão espalhando pelos temas, proporcionando que cada um tenha uma identidade muito própria. Fica a curiosidade em saber que caminho irão seguir em próximos trabalhos ou se voltarão a brindar-nos com uma mesca de estilos que só enriquece o trabalho. A partir de um EP com as características de Who’s Watching You? tudo é expectável. A banda mostra que, realmente, conhece os terrenos que pisa e isso só pode ser positivo para um lançamento mais volumoso. No fundo, a atender por estes cinco temas, os Urban War têm tudo para singrar. Assim lhes dêem as devidas oportunidades.

Tracklist:
1. Warning
2. Life Form
3. Light’s On
4. No Return
5. M. U. Y. A.

Line-up: Pedro Espinha (guitarra/voz), Emanuel Nelo (bateria), Filipe (baixo) e Ricardo Chipa (voz)

Nota VN: 16

Review: Human Clouds (One Hundred Steps)

Human Clouds (One Hundred Steps)
(2009, Rastilho)


Ainda não está decorrido o primeiro trimestre de 2009 e já a Rastilho, uma das mais activas editoras nacionais, tem editadas duas obras que prometem ficar para a história do metal nacional. Depois da estreia dos Switchtense (já aqui comentada) surge agora o novo trabalho dos One Hundred Steps, que não são apenas mais uma banda da prolífera cidade de Setúbal, mas sim A MELHOR banda sadina. E comprovam-no claramente em Human Clouds, um disco onde o, agora, quinteto, eleva a patamares únicos o seu género, conseguindo ser mais pesado, duro e agressivo e, simultaneamente, mais doce, melódico e emocional. A sensibilidade pop está muito presente e, com ela a parte mais adocicada do álbum. Independentemente de terem perdido um teclista (apesar de ainda ter contribuido para o crescimento destes temas, como vimos na recente entrevista que banda nos concedeu), as passagens de piano (como na faixa que baptiza o álbum) são brilhantes e ajudam a cimentar essa vertente. Em termos melódicos e emocionais, temas como The Living Fog Hides Your Home: Hope, The Bitter Truth ou Come In são do mais belo que já se fez. No vértice oposto a costela mais hardcore também se faz notar em momentos de raiva intensa, espalhados um pouco por todo o álbum e que a banda faz questão em não controlar. E é desta dicotomia entre raiva e melodia e entre poder e melancolia que todo o álbum se desenvolve num nível elevado, assumindo-se, desde já, como um sério candidato a album do ano. Argumentos não lhe faltam.

Tracklist:
1. Revival
2. Love The Sinner, Hate The Sin
3. The Living Fog Hides Your Home: Hope
4. The Bitter Truth
5. Jesus, Where’s The Rest Of Her: Decay
6. The Pledge
7. Come In
8. Life’s Aiming Our Hearts
9. They Are Upon Us
10. Unholy Sky
11. Human Clouds
12. Deep Waters: Regret

Edição: Rastilho (
http://www.rastilhorecords.com/)

Line-up: Paulino (vocais), Gonçalo (guitarra e vocais), Kasin (baixo), Danny (guitarra) e Raminhos (bateria)



Nota VN: 15,5 (1º)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Entrevista com One Hundred Steps

Setúbal volta a andar nas bocas do mundo devido a um dos seus colectivos. Desta vez chamam-se One Hundred Steps e o seu novo trabalho, Human Clouds, editado pela Rastilho, mostra-nos que o colectivo cresceu, evoluiu e está mais maduro. Por isso quisemos saber o que a banda pensa deste seu novo registo.

VIA NOCTURNA (VN): Com um passado tão proeminente em termos de edições com que expectativas partiram para a composição deste álbum?
ONE HUNDRED STEPS (OHS): As expectativas para este disco sempre foram maiores do que as que tínhamos para os trabalhos anteriores. Apesar disso tentamos sempre ser uma banda realista em relação ao que nos rodeia ou seja, temos uma noção clara do tipo de banda que somos, onde nos podemos inserir e do que podemos usufruir do nosso panorama musical.

VN: Actualmente são um quinteto. De que forma a ausência de um teclista afecta ou afectou a composição em Human Clouds?
OHS: Na altura em que compusemos o disco Human Clouds o nosso ex-teclista ainda estava connosco ou seja na fase de composição não existiram problemas. Como não quisemos adicionar ninguém à banda para os teclados decidimos colmatar essa ausência com samplers nas actuações ao vivo.

VN: Voltaram a trabalhar com Vegeta e nos Generator Estudios. Sentem-se confortáveis?
OHS:
Sim, nós gostamos muito de trabalhar com o Vegeta, é extremamente organizado e ao mesmo tempo consegue deixar-nos bastante à vontade. É um produtor que nos consegue levar ao nosso máximo e tem sempre um bom conselho para nos dar. É fácil e bom trabalhar com uma pessoa assim.

VN: Quais as principais diferenças entre Human Clouds e os seus antecessores?
OHS:
As principais diferenças entre este disco e o anterior são, nível de sonoridade musical que é um disco muito mais escuro e a nível de composição que é mais espontâneo ou seja, no trabalho anterior (The Eyes of Laura Mars) preocupamo-nos em fazer músicas com estruturas fortes que nos possibilitassem chegar às rádios e televisão mais facilmente, isso não acontece no novo trabalho. Quando compusemos o Human Clouds quisemos que as malhas fossem o mais honestas possíveis, então abdicamos de pensar muito a música para seguirmos o nosso feeling enquanto músicos e com isso achamos que conseguimos um trabalho com uma entidade mais vincada do qual nos orgulhamos muito.

VN: Uma das vossas características mais apreciadas é a forma extremamente natural e espontânea com que fazem o cruzamento entre a melodia pop e a agressividade hardcore. De que forma surge tal cruzamento?
OHS:
Tal como tu disseste, surge de forma natural e espontânea, todos nós somos grandes consumidores de música e temos influencias musicais muito vastas e diversas. Com isso conseguimos ter uma mente bastante aberta para experimentarmos tudo o que nos der na gana, dai os vários cruzamentos musicais que criamos.

VN: Human Clouds parece um título algo metafórico. Qual o seu significado?
OHS:
Sim, é um título metafórico e existe uma temática para o disco. Basicamente sentimos que o mundo em geral está enfiado num buraco de desinteresse brutal para com o próximo, ninguém está disponível para perder tempo com os outros, parece que estamos todos extremamente pendentes no nosso próprio umbigo e não há interesse nem disponibilidade emocional para olhar à volta. Não censuramos o comportamento individual de cada um apenas lamentamos esse mesmo comportamento. Nós como grupo de amigos e como banda achamos que cada vez mais as pessoas carecem de interacção humana, todos deveríamos de interagir mais uns com as outras e temos esperança que as coisas vão mudar para melhor e este é outro tema forte do álbum a Esperança, tentamos sempre ter um olhar positivo sobre coisas e dizer que apesar de tudo podemos sempre melhorar o que nos rodeia.

VN: De que forma está a ser preparada a apresentação ao vivo do álbum?
OHS:
Dentro das nossas possibilidades estamos a tentar preparar um espectáculo apelativo e energético que entretenha quem nos vem ver. Não esperem fogo de artifício nem cenas do género, mas sim muito suor e sentimento.

VN: Este é o primeiro resultado da vossa ligação à Rastilho. Que expectativas para o futuro?
OHS:
Sim, estamos muito contentes e gratos pelo Pedro da Rastilho Records nos ter dado esta oportunidade e por ter acreditado no nosso disco. Desde há muito tempo que conhecemos a editora e sempre apreciámos seu trabalho e isso tem-se comprovado connosco mesmo, a Rastilho tem feito um trabalho fantástico connosco. Para o futuro as expectativas são boas, queremos tocar muito e divulgar o nosso disco ao vivo no maior número de sítios possíveis.

VN: Obrigado!!
OHS: Nós é que temos que agradecer a oportunidade, os nossos melhores cumprimentos.Enjoy Life

Playlist 05 de Janeiro de 2009


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Entrevista com Switchtense


A estreia dos Switchtense não poderia ser mais empolgante. Confrontation Of Souls, editado recentemente pela Rastilho promete dar que falar pela sua intensidade e poder sónico. Via Nocturna quis saber tudo sobre a banda, que em Fevereiro é Grupo do Mês, e a sua obra e foi falar com o vocalista Hugo Andrade. Aqui fica o resultado.
VIA NOCTURNA (VN): Havia muita expectativa para este vosso lançamento. Sentiram muita pressão na altura de gravar Confrontation Of Souls?
SWITCHTENSE (SWT): Obrigado ao Via Nocturna pela oportunidade dada para conversarmos acerca do álbum! O processo de composiçao do disco foi feito com a maior das calmas e descontrações! Não quero dizer com isto que foi tudo pacifico, não....a questão é que como não tinhamos obrigações com ninguém a não ser connosco próprios, fomos compondo o álbum ao nosso ritmo! As ideias iam aparecendo, eram gravadas, ouvidas mais tarde, mudadas quando eram preciso ser mudadas...enfim, o processo normal! Contudo pressão não existiu. Foi tudo muito natural e contínuo!
VN: Após um EP auto-financiado, como vêm a vossa evolução para este novo álbum?
SWT: A forma como foi feito o EP difere totalmente da maneira como trabalhamos em Confrontation of Souls. As mudanças de formaãao aconteceram entrentanto e por estas diferenças já notámos uma evolução brutal! Vemos o álbum como uma nova etapa na nossa carreira... Reformulámos ideias, corrigimos erros feitos no passado e sobretudo, depois de tanto tocarmos ao vivo, crescemos enquanto músicos e tudo isso permitiu a uma evolução no som da banda! Desta vez tivemos o apoio da Rastilho para a ediçao do cd e o excelente trabalho do Joao Diogo no artwork, o que eriquece e de que maneira o trabalho final!

VN: Brainwash Show já, na altura, vos proporcionou alguma projecção. Que expectativas têm para este novo disco, sendo que também será distribuído na Alemanha e Holanda?
SWT: Sim o EP permitiu-nos chegar a muita gente, quer a nível de cd como em concertos! Penso que toda essa intensa actividade ao vivo fez com que evoluissemos bastante nestes 2 anos! As expectativas sao as melhores...Temos a consciência do trabalho sincero e profissional que fizemos neste disco! Sabemos que temos aqui um bom disco nas mãos, e apesar de ser apenas o primeiro, pensamos que é um excelente cartão de visita e mostra bem a nossa vontade e o nosso querer estar na música! Queremos levar o nome da banda, e este disco o mais longe possível!
Alemanha e Holanda parecem-nos um óptimo começo!

VN: Para a mistura e masterização escolheram o Daniel Cardoso, um nome muito requisitado actualmente. Consideram que era a pessoa ideal para sacar todo o poder da vossa sonoridade?
SWT: É uma pergunta já recorrente mas que não nos cansamos de responder: o Daniel funcionou aqui como mais um elemento da banda. Ele e o Pedro Mendes que também trabalha nos Ultra Sound Studios. Ele é responsavel por uma grande percentagem dos óptimos trabalhos que se têm feito a nivel de metal em território português e como a nossa aposta era forte, queriamos gravar o material que tinhamos em mãos, com o maior rigor possível! Para fazer isso só sabiamos um nome: Daniel Cardoso! Como tal, a nossa ida para Braga durante 15 dias para gravar o álbum foi uma escolha obrigatória ! E em boa hora o fizemos...

VN: Os Switchtense são agora um quinteto, sendo que só passaram a contar com dois guitarristas a partir da entrada de Neto, em finais de 2006. Sentem-se mais confortáveis com dois guitarristas?
SWT: Com a entrada do Neto ganhamos outro fôlego e outra dimensão para trabalharmos! É um guitarrista que já tinha a onda de tocar que gostávamos e foi muito fácil a sua adaptaçao à sonoridade que estávamos a fazer.... Depois com ele, começámos a explorar outro tipo de coisas, e as músicas para o álbum começaram a ganhar forma! Nesta altura, são imprescindiveis as 2 guitarras... Com a entrada do Neto apurámos a nossa música e conseguimos fazer coisas que até ele entrar não seriam possiveis!
VN: Consideram esta a vossa formação mais estável?
SWT: Sem dúvida alguma... Estamos em grande forma actualmente! Tanto a nível musical como pessoal! Somo uma família e tamos todos com muita vontade de levar o nome SWITCHTENSE a muitas paragens! Não nos queremos restringir a Portugal e quando dizemos que não queremos é porque vamos procurar a sorte lá fora e não vamos ficar a espera que as coisas aconteçam! Temos que aproveitar a embalagem e neste momento, estes 5 tipos que fazem os SWITCHTENSE estão no mesmo barco! Isso poderá fazer toda a diferença...

VN: Xinês foi o último elemento a entrar. Ainda veio a tempo de colocar algum in-put na composição de Confrontation Of Souls?
SWT: Claro.... O Xinês entrou numa altura em que já tinhamos alguns dos temas compostos para o álbum! Mas com ele ainda fizemos temas novos. Tivemos cerca de 4 meses de ensaios com o Xinês para preparar a gravação, e durante esse tempo compusemos músicas para o álbum também! A maneira dele tocar encaixou perfeitamente no que queriamos para os nossos temas. Ele toca exactamente como nós queriamos que a coisa soasse... é perfeito! Gravámos o disco todo na sala de ensaios antes de irmos para Braga e penso que esse trabalho foi essencial para preparamos bem o disco! Depoios todos os pormenores são da cabeça do Xines. Ele é muito criativo e o felling dele é exactamente aquele que as nossas músicas precisavam! Foi grande simbiose!

VN: De que trata, em termos líricos, esta vossa obra?
SWT: Liricamente é um disco negro... mas que deixa em aberto que algo de positivo se pode passar! É só uma questão de querermos! Os temas trazemo-nos cenários de caos, destruição, confronto, revolução, resistência etc.. São letras que criticam o actual estado das coisas, dão pistas para soluções de alguns problemas, ou que pelo menos pensamos que possam ser... Mostram-nos que por vezes teremos que destruir para recomeçar de novo e com mais força e persistência! De um confronto de ideias, nascem outras ideias e isso é a solução para evoluirmos...

VN: Apesar de ainda não estar à venda para o público [na altura da realização das questões], têm já alguma noção das reacções por parte, nomeadamente da imprensa?
SWT: [Na altura que respondo a tua pergunta o álbum já saiu] Já começamos a ter as primeiras impressões de pessoas que vão comprando o álbum! Elas vão passando pelo myspace e vão deixando a sua ideia... Tem sido fantástico! Quanto à imprensa, vão começar a aparecer as reviews, entrevistas etc... O Via Nocturna foi o primeiro a publicar uma review ao álbum. Agradecemos por isso!

VN: Em termos de apresentação ao vivo de Confrontation Of Souls, o que nos podem adiantar, desde já?
SWT: O disco foi apresentado no passado dia 31 Janeiro no In Live Caffe na Moita e foi uma grande festa de lançamento! A casa estava cheia e o concerto foi brutal. Resolvemos tocar o disco todo pela mesma ordem que está no CD e sentimo-nos muito bem a fazê-lo! As pessoas reagiram muito bem.. foi muito boa a noite! Tivemos amigos de vários pontos do país que nos visitaram nesta noite inesquecível para nós! Vendemos muitos cds e t-shirts, o que para uma banda como nós, é um excelente passo e uma grande vitória! Estamos a partir de agora a trabalhar com a Hell Xis e eles são os responsaveis pelo nosso agenciamento! Agora vêm ai mais datas, o melhor é visitarem o myspace para estarem actualizados!

VN: OK, obrigado e felicidades!
SWT: Obrigado ao Via Nocturna por todo o apoio!