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Entrevista - The Delta Saints

Para os amantes de sonoridades distintas, os The Delta Saints são um nome a considerar. A sua mistura de diversos estilos mostra-se muito atraente e A Bird Called Angola, o seu segundo EP editado no ano passado deixa antever muita criatividade que deverá ser explorada num próximo lançamento em formato longo, como nos explica o vocalista Benjamin Ringel.

Podes apresentar-nos os The Delta Saints?
Claro! Somos uma banda de cinco elementos originária de Nashville, TN. A nossa música resulta de uma mistura de American Delta Blues e Rock N’Roll. Atualmente temos bateria, baixo, harmónica, guitarra e dobro. Nos últimos dois anos andámos em tournée na região sudeste dos Estados Unidos e estamos agora a preparar-nos para uma tournée de dois meses na Europa a começar em agosto.

Quais são as vossas principais influências?
As nossas influências vêm de todos os tipos de música. David, o nosso baixista, cresceu a ouvir soul e música Motown como James Brown, Sly and the Family Stone ou James Jamerson. Ben Azzi, o nosso baterista cresceu no pop-punk e música alternativa como Blink 182, The Red Hot Chili Peppers e Death Cab For Cutie. Greg, na harmonica, veio do blues de Chicago e da bluegrass music, ouvindo artistas como Little Walter, Muddy Waters e Bill Monroe. O guitarrista, Dylan anda mais na onda do reggae e Texas blues como Albert King, Bob Marley e Stevie Ray Vaughan. E eu, cresci a ouvir nomes como Howlin’ Wolf, John Lee Hooker e R.L. Burnside. Todos viemos de realidades diferentes, mas parece que resulta.

Assim sendo, como descreverias a vossa música?
Como já disse, penso que uma mistura de American delta blues e Rock N’Roll.

A respeito do vosso EP, A Bird Called Angola, o que nos podes dizer?
Estamos realmente orgulhosos do que conseguimos. Levou tempo até que estivéssemos seguros que as canções estavam completamente conseguidas. Também encontrámos um produtor que partilhava as mesmas ideias e a mesma visão de como as músicas haveria de soar para o tipo de disco que queríamos. O J. Hall tem um background muito centrado no rock’n’roll comercial e estava apto para pegar no nosso som e redefini-lo um pouco.

Quais são os principais objetives que pretendem atingir com este disco?
Quando começámos a trabalhar neste disco, todos nós queríamos criar algo que, não só estabelecesse o nosso som enquanto banda, mas que também o permitisse negociar com agentes, managers e promotores de concertos.

Este EP é uma edição de autor, certo? Já estão em vias de se associarem a alguma editora para trabalhos futuros?
Já nos reunimos com algumas labels, agentes e managers, desde o lançamento do nosso EP. Por agora, não temos pressa em assinar com qualquer editora, apesar de estarmos em conversações com algumas. O que procuramos são novos meios que permitam que a nossa música seja ouvida e novas ideias que ajudem a crescer a nossa base de fãs. Claro que temos a ideia de vir a assinar por uma editora, mas sendo uma banda independente, temos trabalhado muito bem até agora.

Para este EP mudaram de guitarrista. De alguma forma esta alteração motivou algumas mudanças na direção musical do coletivo?
Oficialmente já haviamos adicionado o guitarrista há algumas semanas atrás. O Dylan é um grande músico e, definitivamente, adicionou uma nova dimensão à nossa música. Adicionou algo de novo ao processo de escrita e a sua forma de tocar adicionou uma nova dimensão aos nossos espetáculos ao vivo. Ele ouve muito funk e reggae portanto a sua forma de tocar encaixa na perfeição com o baixo e bateria. E é quando ele sola, que a sua relação com o blues vem ao de cima. Desde que o Dylan entrou que o nosso som está mais bluesy e com mais alma. Estamos muito felizes por o termos adicionado à banda.

Atualmente já estão a trabalhar num longa duração. O que poderemos esperar?
Sim, já estamos em fase de composição do nosso próximo longa duração. E estamos muito contentes com a forma como as canções têm vindo a crescer. Já temos 5 ou 6 seis canções finalizadas e uma série de outras iniciadas. Para esse disco procuraremos abraçar as raízes que a nossa música têm. Felizmente seremos capazes de produzir um album que combinará rock’n’roll sincero e honesto com o primitivo som delta blues que tanto procuramos.

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