quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Review: Signs Of Decay (Livarkahil)

Signs Of Decay (Livarkahil)
(2011, Listenable)

A Listenable já nos habituou a trazer à ribalta jovens nomes franceses explosivos e cheio de poder. Depois dos Betraying The Martyrs, surgem os Livarkahil, banda que edita Signs Of Decay, um disco brutal em todos os sentidos. Musicalmente, a banda é simplesmente demolidora, com guitarras poderosíssimas, blast beats demoníacos e muito groove; liricamente, adota uma postura anti religiosa marcante e frontal, sem pragmatismos tendo como conceito principal a autocracia religiosa. Como resultado, Signs Of Decay, é um álbum forte, destinado a fãs de sons extremos que não admitem concessões. Ao longo dos onze temas que compõem este disco, os Livarkahil contam com as prestimosas prestações de outros nomes extremos, como Lyzanxia (em Art Of Bleeding), Inrvi dos Aosoth (em Heaven Shall Fall) e BST dos The Order Of Apollyon (em Signs Of Decay). Trata-se de uma importante conjugação de forças devastadoras que tem como único resultado a criação de temas assustadoramente bélicos e como única finalidade… arrasar.

Tracklist:
1. In Nomine Patris…
2. When Hell Is Near
3. Quiet Heresy
4. The End Of Everything
5. Art Of Bleeding
6. … We Hail The Victory
7. Above All Hatred
8. The Flesh Of All Damned
9. In Light We Die
10. Heaven Shall Fall
11. Signs Of Decay

Line up:
Neil – baixo
Kaiin – guitarras
HK – vocais
Skvm – bateria
Träume - guitarras

Internet:

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Entrevista: Silverdollar

Passaram dez anos da sua existência a fazer versões dos seus ídolos e essa experiência acumulada está agora a dar os seus frutos. Os Silverdollar, coletivo sueco, edita pela gigante Massacre o seu segundo álbum, intitulado Morte, numa referência à Mafia italiana. O vocalista Esa Englud, abre-nos a porta destes dólares prateados.

Os Silverdollar regressam quatro anos depois. A que se deveu um intervalo tão grande?
Nós temos trabalhos a tempo inteiro e quando temos um estúdio nosso para gravar, torna-se dificil estarmos concentrados. O tempo voa… quando nos estamos a divertir!

Passaram cerca de 10 anos como banda de covers e tributos. Quando e porque decidiram que estava na altura de criar os vossos próprios originais?
Nós queríamos fazer algo especial por altura do nosso 10º aniversário e como já estávamos um pouco aborrecidos de estarmos sempre a tocar covers, alguém veio com a ideia de criarmos as nossas próprias canções e tentar um contrato discográfico. Isso pareceu-nos um excelente desafio e era o que estava a ser preciso para manter a banda ativa.

Sendo este o vosso primeiro álbum para uma major label, a Massacre, suponho que as vossas expectativas sejam altas?
Sim, claro, mas também temos consciência que este é um mundo difícil e que existem muitas bandas de qualidade por aí.

Porque chamaram Morte ao álbum? Sabias que existe essa palavra em Portugal?
Bem, de facto, é uma palavra latina e os italianos também a usam e a palavra Morte é sobre a mafia italiana e achámos que seria interessante utilizar uma palavra estrangeira forte como Morte. Afinal, uma palavra bem conectada com a máfia.

E que diferenças apontas entre Morte e o seu antecessor, Evil Never Sleeps?
É um trabalho melhor, todos nós estivemos envovidos na composição, desta vez. Depois o Markus Teske deu o toque final. E claro, uma nova e sólida editora a apoiar.

E como descreverias musicalmente Morte?

Heavy metal melódico de vanguarda, com influências de outros géneros como thrash, prog, hardrock e power metal.

Apercebi-me, na abertura do disco, de algumas conotações ecológicas. Existe algum tipo de conceito em Morte?
Não, basicamente, escrevemos sobre muitos temas, desde que sejam do nosso interesse.

Para além dos Silverdollar algum de vocês está envolvido noutros projetos?
Para já, não.

E próximos projetos e/ou atividades onde os Silverdollar venham a estar envolvidos?
Já temos alguns riffs onde estamos a trabalhar para um próximo CD, mas para já, queremos ter contacto com os nossos fãs europeus e por isso esperemos fazer uma tournée num futuro próximo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Review: Inert (The Dead Of Night)

Inert (The Dead Of Night)
(2011, Invisible Eye Productions)

Shadow e Morgana Duvessa são as duas mentes responsáveis pelos The Dead Of Night, um projeto de dark ambient que em Inert apresentam um disco tranquilo, cinematográfico, clássico e negro. Mas o que mais salta à vista neste trabalho é a manipulação dos sons através das programações, levando o ouvinte numa viagem através de um filme simultaneamente celestial, religioso, soturno e até fúnebre. Alternando momentos instrumentais com forte ênfase neoclássica e/ou contemporânea com a introdução de vocais enigmáticos e tímidos, Inert é uma obra perfeita para a meditação, introspeção e reflexão. Uma daquelas obras para se ouvirem após um stressante dia de trabalho. O piano é um dos instrumentos mais em destaque, com uma presença muito marcante na forma como é abordada a sua utilização. Por isso, Shallow Imagery acaba por ser um dos mais fortes temas do álbum. Apesar da aparente fragilidade, acaba por ser o piano a transmitir a principal sensação de força deste trabalho. Uma força subtil, que acaba por se substituir nas passagens por momentos negros e angustiantes ou nos sons da natureza. Pontualmente coros fazem a sua aparição, ajudando a acentuar toda uma áurea de infausto e lamentações, já de si bastante vincada pelos sons frios criados pelas programações de Shadow e pelas vocalizações de Morgana.

Tracklist:
1. The Gift Of Witch We Spoke
2. One Breath In Catharsis
3. His Wicked Voice Returns
4. Journey Mine
5. Broken Doll
6. Arcane Preparation
7. Restfulness
8. Shallow Imagery
9. The Black
10. Ghost Of perennial Mourning
11. The Subtle Poignancy Of A Dewdrop
12. Frontier

Line up:
Shadow – programações
Morgana Duvessa – vocais

Internet:

domingo, 28 de agosto de 2011

Entrevista: Stonelake

Da Suécia chegam-nos os Stonelake, banda de metal melódico que se estreia com um trabalho agradável, Marching On Timeless Tales. Formado por elementos com vasta experiência no mundo metálico, os Stonelake, através do guitarrista Jan Akesson, retrata-nos, numa entrevista rápida, o caracteriza este novo projeto.

Agora que Marching On Timeless Tales foi editado, os vossos objetivos foram alcançados?
Absolutamente... nós tínhamos a ideia de como queríamos o álbum e como queríamos que ele soasse, por isso estmos muito contentes.

Então, estão totalmente satisfeitos com o resultado final?
Sim, cada uma das peças encaixou no seu devido lugar durante todo o processo, por isso sentimo-nos entusiasmados.

Como descreverias Marching On Timeless Tales?
Nós podemos descrever Marching On Timeless Tales como um passo na direção de como os Stonelake irão soar no futuro. As canções são fantásticas e o som é cru e muito compacto. Sempre esperámos que o resultado fosse este, uma vez que fomos perfecionistas durante o processo de criação.

Os Stonelake são constituídos por músicso com bastante experiência. Isso acaba por se repercutir no processo de composição?
Nós conhecemos todos muito bem e todos sabemos bem os nossos papeis. Por isso, posso dizer que é confortável toda essa experiência em cada passo do processo. Torna as coisas muito mais simples quando existe quimica entre nós e essa quimica está ao mesmo nível em todos.

Como tem sido a recção da comunicação social e dos fãs?
Fantástica! A maioria das reviews é realmente muito boa e tem ocorrido uma grande resposta por parte dos nossos fãs. Não poderíamos estar mais contentes a esse respeito.

Existe algum conceito subjacente a Marching On Timeless Tales?
O conceito é pensar duas vezes sobre a nossa existências e a forma como a história nos afeta hoje em dia, no modo como se vive e passeia em volta do globo.

O que está a ser preparado para levar este álbum para palco?
Temos feito alguns espetáculos cá na Suécia, nomeadamente em Skogsröjet e Rejmyre mas há muito mais previsto. Estejam atentos ao nosso facebook e lá ficarão a saber todas as novidades a este respeito.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Review: Breathe In Life (Betraying The Martyrs)

Breathe In Life (Betraying The Martyrs)
(2011, Listenable)

Segundo trabalho para a banda parisiense que faz do seu metal agressivo carregado de mensagens positivas o seu ponto maior de interesse. Musicalmente situados numa onde de metal poderoso e, por vezes, violento, cheio de groove, com referências a Pantera ou Machine Head, o sexteto assina com Breathe In Life um trabalho de extremos. Por um lado, é metal extremo que aqui se ouve. Mas, por outro lado, a banda consegue incorporar elementos de extrema melodia quer em alguns vocais, quer em alguns solos. Oiçam, por exemplo Man Made Disaster. Mas o que, de facto, enriquece esta obra é a forma como, numa dose muito bem calculada, a banda incorpora elementos progressivos e sinfónicos (Martyrs), coros (Man Made Disaster), pianos (Tapestry Of Me, Love Lost), atmosféricos (Leave It All Behind), industrial (Liberate Me Ex-Inferis) e até pop (Azalee). E são estes adereços que fazem com que simples (simples é uma forma de escrever, pois o coletivo acaba por criar estruturas até bem complexas) músicas extremas se transformem em verdadeiros hinos extremos. A secção rítmica é demolidora, chegando a ser brutalmente violenta a espaços, mas o contra peso é feito de uma agradável forma, levando a que a audição de Breathe In Life até se torne fácil.

Tracklist:
1. Ad Astra
2. Martyrs
3. Man Made Disaster
4. Because Of You
5. Tapestry Of Me
6. Liberate Me Ex-Inferis
7. Leave It All Behind
8. Life Is Precious
9. Love Lost
10. Azalee
11. When You’re Alone

Line up:
Aaron Matts- vocais
Victor Guillet – teclados e vocais
Baptiste Vigier – guitarras
Lucas D’Angelo – guitarras
Valentin Hauser – baixo
Antoine Salin - bateria

Internet:

domingo, 21 de agosto de 2011

Review: Morte (Silverdollar)

Morte (Silverdollar)
(2011, Massacre)

Têm um nome que lembra a moeda Americana e um álbum com um título português mas são suecos. Nasceram em 1996 mas passaram os primeiros dez anos da sua carreira como tribute/cover band. São os Silverdollar, que após um hiato de 4 anos apresentam a sua estreia para a germânica Massacre. Morte, o título genérico desta nova proposta apresenta mais de cinquenta minutos de bom, genuíno e poderoso heavy metal, feito como mandam as regras e as tradições. Uma batida forte, linhas de baixo assombrosas, muito groove, refrães catchy, riffs muito bem conseguidos, solos fantásticos e muito poder unem-se para criar um conjunto de verdadeiros e inesquecíveis hinos heavy metal. Temas como CO2, Evil Never Sleeps, H.F., Morte ou (Still) A Rocker prometem colocar o nome de Silverdollar no topo do metal atual, pela forma inovadora e criativa como combinam o tradicional heavy metal, com apontamentos de power metal, thrash metal e até algo de stoner rock. A base remete-nos claramente para os ícones do género, ou seja, Judas Priest ou Iron Maiden, os primeiros pelos picos de velocidade; os segundos pelas cavalgadas épicas. Pontualmente aparecem apontamentos de outras áreas, como o baixo, com um trabalho que se pode enquadrar no que faziam as bandas de thrash metal da Bay Area (Overkill e afins…). Omnipresente está uma capacidade invulgar do vocalista, perfeitamente à vontade nos momentos mais calmos e mais agressivos, nos mais graves e nos mais altos. Com todos os elementos a executar num patamar elevadíssimo, com um nível de composição soberbo, Morte tem todas as condicionantes para se tornar a curto prazo numa obra clássica do género.

Tracklist:
1. CO2
2. Damage Done
3. Eternal Glory
4. Evil Good
5. Evil Never Sleeps
6. Hear Me
7. H.F.
8. Morte
9. Raging Eyes
10. Rot
11. (Still A) Rocker
12. Three Finger Man

Line up:
Ola Berg - guitarras
Mats Hjerp - bateria
Fredrik Hall - baixo
Esa Englund – vocais

Internet:
Edição: Massacre Records

sábado, 20 de agosto de 2011

Review: Bilateral (Leprous)

Bilateral (Leprous)
(2011, InsideOut)

Para o terceiro álbum dos Leprous, a banda faz uma completa redefinição do que é ser progressivo. Após 10 anos de carreira, a banda norueguesa é única na forma como cruza rock progressivo com metal, com todos os condimentos exigidos por (ambos) fãs, sendo que o som da banda continua bem enraizado num tipo de metal de vanguarda. Bom, convenhamos que o termo progressivo tem vindo a diluir-se e atualmente, basta ter um guitarrista solo virtuoso para ser ser prog. Mas os Leprous não são nada disso. São uma verdadeira banda progressiva no sentido em que não são convencionais, quebram barreiras e estilos, inovam. Isto fica provado pelo ecletismo das suas presenças: foram escolhidos como backing band pelo vocalista dos Emperor, Ihsahn e têm incontáveis presenças ao vivo como suporte de Opeth, Pagan’s Mind e até Therion. A prova que as barreiras podem e devem ser quebradas. E este novo álbum, Bilateral, é cheio de surpresas. Os vocais limpos e calmos de Solberg são mais fortes e uma nova dinâmica foi acrescentada com o recurso a intensos guturais em determinados momentos. Musicalmente, Bilateral nunca fica muito tempo no mesmo lugar. O tema título é uma peça clássica de metal progressivo obscuro, enquanto Forced Entry, Restless ou Cryptogenic Desires trazem até nós atualizações de um hard rock sinfónico, com uma forte componente metálica nos dois últimos (em Restless até momentos à lá Muse surgem!). Pelo contrário, Waste Of Air é uma complexa faixa com reminiscências da agressividade de uns Protest The Hero. Pink Floyd e Porcupine Tree surgem espelhados em temas como Mb. Indifferentia, Acquired Taste ou Mediocrity Wins. Existe ainda um outro tema, perfeita demonstração da inexistência de limites nos Leprous: Thorn mistura agressivos vocais (cortesia do próprio Ihsahn) com um solo de trompete verdadeiramente genial. Para o final fica guardada a coroa da joia, Painful Detour, um longo tema de uma sensibilidade arrepiante. Para a história fica mais um trabalho com uma identidade muito própria de uma banda, também ela, com uma personalidade muito vincada. Uma banda que não teme entrar por caminhos desconhecidos. E se dúvidas existissem, esas ficam completamente desfeitas em Bilateral.

Tracklist:
1. Bilateral
2. Forced Entry
3. Restless
4. Thorn
5. Mb. Indifferentia
6. Waste Of Air
7. Mediocrity Wins
8. Cryptogenic Desires
9. Acquired Taste
10. Painful Detour

Line up:
Einar Solberg – sintetizadores/vocais
Tor Oddmund Suhrke - guitarras
Øystein Landsverk - guitarras
Rein Blomquist - baixo
Tobias Ørnes Andersen – bateria

Internet:
www.leprous.net/mobile (mobile website)

Edição: InsideOut

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Entrevista: Hunted

Do País de Gales surgem os Hunted, banda de heavy metal que se estreia em formato longo com Welcome The Dead. Originalmente o disco foi editado de forma independente em 2010, mas a Massacre Records viu o potencial que havia no jovem coletivo e assinou com a banda, para uma distribuição mundial. Sobre este e muitos outros assuntos, Steve Barberini (guitarrista) e Jonathan Letson (baixista) conversaram com Via Nocturna.

Podem apresentar os Hunted? Vocês começaram como um quarteto mas evoluíram para quinteto. Foi decisiva esta mudança na vossa sonoridade?
Steve Barberini (SB): Nós somos os Hunted, banda de heavy metal sediada no País de Gales. Lançámos anteriormente uma demo chamada Alone e recentemente editámos a nossa estreia Welcome The Dead. Este trabalho foi oficialmente editado pela Massacre Records e está disponível em todo o mundo nos habituais sites de venda música. Nós tocamos heavy metal com influências do prog, power e thrash, e somos inspirados por nomes como Judas Priest, Dream Theater, Helloween, Metallica, Queen, Iced Earth entre outros. Os Hunted tem variado entre um quarteto e um quinteto. Gravámos Welcome The Dead como um quarteto mas depois de termos assinado com a Massacre recrutámos o Dan Owen como segundo guitarrista. De facto, ser um quarteto ou quinteto não nos afeta muito, apesar de com um segundo guitarrista podermos orientar as nossas prestações ao vivo para formas mais energéticas, uma vez que a nossa música possui diversas camadas que exigem, ao vivo, mais que um guitarrista. Claro que como quinteto somos mais criativos e temos mais inputs técnicos nas gravações e estamos até bastante ansiosos pelo inicio do novo processo. Isto porque, na realidade, já começámos a preparar novas canções e estamos muito contentes com o rumo que elas estão a tomar.

Apesar de já teres referido algumas, quais as principais influências coletiva e individualmente nos Hunted?
SB: Cada membro da banda tem diferentes influências, mas todos nós ouvimos os clássicos como Iron Maiden, Priest, Helloween, Manowar, Dream Theater, Metallica, Queensryche, Blind Guardian, Queen, Rainbow, etc.... Acreditamos que estas influências acabam por estar presentes na nossa música, isto sem prejuízo de tentarmos soar o mais original possível. Gostamos de misturar as nossas influências no nosso processo de composição mas estamos sempre atentos ao rumo que a canção toma para que possa fazer sentido. Alguns elementos são influenciados por bandas mais extremas como Dissection, Burzum, Immortal, Emperor, Opeth, Behemoth, My Dying Bride, etc... no entanto, como as nossas bases são o heavy metal melódico, apenas incorporamos esses elementos em doses muito pequenas e limitadas.

Jonathan Letson (JL): Para mim, as maiores influências são Maiden and Megadeth, juntamente com outros nomes mais técnicos e progressivos como Dream Theater, Nevermore e Communic e outros mais doomy como My Dying Bride/November’s Doom e até um pouco de bandas mais recentes como Shadows Fall e Killswitch Engage. Enfim, um pouco de tudo!

A vossa demo de estreia foi muito aclamado. De alguma forma isso afetou o vosso processo de escrita para Welcome The Dead? Sentiram algum tipo de pressão?
SB: No que diz respeito a demos, sim, Alone, recebeu uma resposta muito satisfatória, mesmo levando em linha de conta as limitações naturais devido à nossa inexperiência em termos de promoção. Definitivamente, serviu como ponto de partida para nós, mas sabíamos que teríamos que melhorar o nosso som, as estruturas musicais e harmonias para permitir que as músicas ganhassem mais vida. Eu penso que a gravação de Alone foi crucial para o nosso crescimento e desenvolvimento e para ser honesto, também acho que Welcome The Dead foi um importante passo na evolução da banda. Nós adoramos Welcome The Dead e estamos muito orgulhosos do que conseguimos, mas temos a noção que teremos que continuar a trabalhar para criar cada vez melhor música. Quanto à pressão… eu não lhe chamaria pressão. Adoramos escrever e adoramos pegar na estrutura mais simples e torná-la na melhor que pudermos. Surpreendentemente, nos Hunted, a escrita surge de uma forma muito natural, provavelmente porque todos na banda têm algo a acrescentar e o trabalho em conjunto ajuda-nos a melhorar a nossa música. Portanto, por agora, a minha resposta será “sem pressão”. Temos tantas ideias para novas músicas e riffs que ficaria muito surpreendido se isso afetasse a nossa composição.

JL: Eu penso que a gravação da demo foi realmente uma experiência muito útil para nós – ajudou-nos a perceber melhor o processo de composição, produção e o que realmente funciona nos Hunted, enquanto banda. Como o Steve disse, estamos felizes com a forma como fomos capazes de aprender e evoluir para Welcome The Dead, que tem tido ótimas respostas até agora.

Mas serem considerados como os próximos Dream Theater deve ser um pouco assustador, não? Como reagem a essas comparações feitas pelos media?
SB: Estás absolutamente certo! Pessoalmente fiquei muito surpreendido quando as referências aos Dream Theater surgiram, uma vez que somos fãs da banda e gostamos de incorporar ideias da sua música na nossa. Nós nem soamos como eles e nem sequer somos uma banda progressiva. Sem dúvida é uma honra sermos comparados a eles mas nós nunca nos propusemos a fazer música complexa, se bem que a complexidade é algo subjetivo. Eu diria que os fãs incondicionais de Dream Theater não ouvirão muito DT na nossa música, embora os fãs mais casuais possam aperceber-se de algo. Não penso que fiquemos assustados com essas comparações, uma vez que teremos que continuar a escrever boa música como fizemos até aqui e, honestamente, posso dizer que não temos guiões, gostamos de introduzir mudanças técnicas, mas estamos também a tentar a tentar escrever canções mais simples, mais catchy, portanto acho que vai surgir uma mistura de ambas as coisas.

JL: Essas coisas são fantásticas de ouvir mas acho que não deves dar demasiada importância a isso, sob pena de te começares a concentrar em outras coisas que não a nossa música. Quero dizer, como fã de Dream Theater (mal posso esperar para ouvir o novo álbum!) é bom terem escrito isso sobre a minha banda, mas, para ser honesto, não penso que sejamos uma banda verdadeiramente progressiva no mesmo sentido dos DT. Por isso acho que não a pena focarmo-nos muito nessas comparações.

Welcome The End é a vossa estreia e já foi editada, em formato independente, em 2010. Agora ocorre a distribuição mundial pela Massacre Records. É exatamente a mesma versão da edição independente ou acrescenta alguns extras?
SB: É exatamente a mesma versão o que testemunha o grande trabalho de produção feito nos estúdios Sonic-One com o engenheiro Tim Hamil. A música e o artwork da edição da Massacre é exatamente a mesma da nossa edição independente em novembro de 2010, incluindo o booklet com todas as letras o que é muito importante para nós.

JL: Yep yep – a mesma música, o mesmo artwork… Eles nem sequer substituíram os meus loucos colegas por 4 mulheres bonitas! Acho que as editoras já não são o que eram… (risos).

Mas, ainda representa os atuais Hunted no que se refere ao line up e sonoridade?
SB: Yup! Welcome The Dead é 100% Hunted! Bem, quase… infelizmente, Dan Owen não fazia parte dos Hunted na altura das gravações mas desde que ele entrou na nossa família, que temos olhado em frente de forma a incluir os seus fantásticos solos no próximo álbum.

JL: Com a exceção do nosso novo e talentoso segundo guitarrista, Dan Owen, é definitivamente, uma boa apresentação do que os Hunted são.

Existe algum conceito subjacente a Welcome The Dead?
SB: Welcome The Dead não é um álbum conceptual, mesmo que algumas pessoas pensem que é. Não há uma história condutora nem um assunto ou tema central. Nós gostamos de cantar sobre problemas e emoções reais de forma a nos conseguirmos conectar com os nossos ouvintes e todas as nossas canções têm, de facto, algo em comum: escrevemos sobre morte, destino, religião etc. Tentamos não ser muito filosóficos nas nossas líricas mas gostamos de sentir que a música seja algo mais que um conjunto de riffs adornados com palavras vazias e sem sentido.

JL: (risos) Não! Definitivamente não é um álbum conceptual (apesar de eu gostar de álbuns progressivos, épicos e conceptuais). Penso que, como o Steve já disse, se trata de colocar algum cuidado e atenção na criação das letras, da mesmo forma que o fazemos com a música. E são temas como morte, destino, perda que nos permitem fazer isso.

As reações têm sido, mais uma vez, muito boas. Naturalmente sentem-se satisfeitos, mas não consideram que vos aumenta a responsabilidade?
SB: Bem, sentimos que temos que manter os nossos níveis agora. A última coisa que queremos é perder os elementos que as pessoas esperam ouvir nos próximos discos e ao vivo. Mas posso garantir que vamos manter os standards obtidos em Welcome The Dead e acreditamos que somos capazes de os melhorar. Honestamente, a maioria dos reviewers (não todos naturalmente) presentearam-nos com bons e construtivos feedbacks e iremos levar em linha de conta essas apreciações. Ultimamente temos escrito música não só para nós próprios mas também para os nossos fãs para que realmente se unam a nós.

JL: Estamos realmente muito felizes com as reações a Welcome The Dead – diria que 90% das reviews foram realmente positivas e mesmo as poucas que não foram tão boas, conseguem ver em nós muito potencial para o futuro. Eu sempre disse que devemos retirar algo útil de todas as reviews (todas as bem escritas e com fundamento!), quer sejam positivas ou negativas. Portanto, o nosso objetivo agora é mantermo-nos honestos com a nossa música mas tentar incrementá-la o mais que pudermos. Estamos realmente entusiasmados com o novo material que já temos pronto para o próximo álbum, portanto, penso que estamos, felizmente, na direção certa.

Por fim, o que está a ser preparado para levar Welcome The Dead para os palcos?
SB: Estamos a trabalhar arduamente para termos alguma exposição quer aqui no Reino Unido, quer na Europa. Estamos a delinear algumas mini-tours de forma a levar a nossa música até perto dos nossos fãs num futuro próximo. Tendo dito isto, também daremos a boas vindas a promotores e/ou fãs que entrem em contacto connosco para que toquemos próximo deles e nós prometemos dar o nosso melhor.

JL: Espetáculos e mais espetáculos, esperamos nós! Atualmente estamos no meio de um processo de estudo com o nosso agente e adoraríamos ir ao continente fazer alguns shows. Portanto, se tocarmos perto de vocês venham ver-nos que nós prometemos uma fantástica noite de metal.

Obrigado!
SB: Obrigado a Via Noturna e aos teus leitores pela entrevista. Caso o desejem podem contactar-nos para o email huntedrock@hotmail.co.uk, ou visitar-nos em www.myspace.com/huntedrock. Adquiram uma cópia de Welcome the Dead em www.metalmerchant.com ou em outros locais de compra de música online. Muito obrigado pelo vosso apoio. Saudações metálicas.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Review: In Times Of Solitude (Solitude Aeturnus)

In Times Of Solitude (Solitude Aeturnus)
(2011, Massacre)

Formados em 1987, os Solitude Aeturnus são um dos nomes mais importantes da cena doom mundial de todos os tempos. A sua história é por demais conhecida e os seus registos também. E é neste particular que surge a sua lendária gravação de 1988, um EP em cassete denominado Justice For All. In Times Of Solitude acaba por fechar um buraco existente na discografia do grupo e apresenta essa histórica gravação do período antes da mudança do nome com o acrescento de Aeturnus, adicionada de mais quatro temas da mesma altura, hoje considerados como raros. O próprio John Perez, mentor da banda, remasterizou todo o material e adicionou um extenso booklet com fotos raras e notas. Da lista de extras constam Rememberance Of Life e Sojourner, gravadas em ensaios, a primeira ainda em 1987, a segunda um ano depois; And Justice For All, gravada ao vivo no Joes Garage em 1988 e Mirror Of Sorrow, retirada de uma demotape de 88. In Times Of Solitude é, por isso, um documento histórico de grande importância para conhecimento do doom metal e de uma das suas bandas mais importantes e onde podemos ouvir a voz de Rob Lowe, atual vocalista dos Candlemass. E o que se pode ouvir, naturalmente é doom metal do mais fino e categórico que pode existir. Tradicional, com vocais sempre limpos e pincelado de momentos mais power. No fundo, a base daquilo que os Solitude Aeturnus se viriam a transformar.

Tracklist:
1. It Came Upon One Night
2. Transcending Sentinels
3. Into Battle
4. Sojourner
5. Where Angels Dare To Tread
6. Rememberance Of A Life
7. And Justice For All
8. Sojourner
9. Mirror Of Sorrow

Line up:
Robert Lowe - Vocais
John Perez - Guitarras
Steve Moseley - Guitarras
Steve Nichols - Bateria
James Martin – Baixo

Internet:

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Review: The Wheel (The Wheel)

The Wheel (The Wheel)
(2011, Music Buy Mail)

Hoje em dia, pouca bandas há que se possam considerar completamente inovadoras e por isso, a originalidade surge da forma mais ou menos inspirada como as suas influências provenientes de diversos géneros são combinadas. Surge esta conversa a propósito dos The Wheel, banda que não inventa nada, naturalmente, mas após anos de contacto com os grandes nomes, aprendeu a fazer essas combinações. Portanto, a sua estreia homónima acaba por ser uma explosiva mistura de riffs tipicamente 70’s (na linha de Led Zeppelin, Free ou Van Halen), conjugando com o som dos 80 (como por exemplo, Badlands) e retocado com apontamentos dos 90’s (da era grunge, nomeadamente Alice In Chains ou Soudgarden). Uma forma musicada de apresentar a história do rock nos nossos dias, de uma banda nascida em 2007 e que tem conquistado um lugar em destaque fruto das suas prestações ao vivo, onde já compartilhou palco com nomes como UFO, Ken Hensley ou The Quierboys. E uma banda que apresenta um rock sólido, verdadeiro e com todos os elementos indispensáveis a um bom disco do género.

Tracklist:
1. Stand Up
2. Into The Water
3. Love
4. Tellin’ No Lies
5. Sparks
6. Lost Soul
7. Comin’ On
8. Walk On Out
9. Cry Of The Night
10. All This Time

Internet:

Edição: Music Buy Mail

domingo, 14 de agosto de 2011

Review: Storm Seeker (ICS Vortex)

Storm Seeker (ICS Vortex)
(2011, Century Media)

Desde a sua estreia no album The Archaic Course (1998) dos Borknagar que ICS Vortex tem tido uma das mais importantes presenças na sua área. Desde os vocais limpos e baixo durante 10 anos nos Dimmu Borgir até à sua prestação, como músico de estúdio, em cerca de 15 edições marcantes ou a experiência acumulada numa década de tournées com diferentes grupos, ICS Vortex é uma personalidade que marca, definitivamente, a cena norueguesa dos últimos anos. Por isso, já tardava que o seu nome aparecesse assinado na capa de um lançamento. Finalmente isso acontece, na forma de Storm Seeker, um trabalho com uma poderosa atitude groove, cruzada de forma inteligente com rock progressivo dos anos 70 e stoner rock. Em 45 minutos de boa música, ICS Vortex apresenta um disco caracterizado pelos seus vocais limpos, riffs fortes e temas agradáveis e apelativos. A faixa de abertura, The Blackmobile, combina a crueza do black metal com a total ausência de vocais cruéis. E quando as harmonias vocais surgem, surge a surpresa: nada de vocais maléficos, antes pelo contrário. São vocais consistentes e fortes, mas épicos. E, à medida que o disco avança, os ICS Vortex vão acrescentando referências e estilos que expandem todos os horizontes previsíveis. Storm Seeker é um tributo épico a todos os demónios da humanidade onde temas como Skoal, Dogsmacked, Oil In Water ou Odin’s Tree mostram uma deliciosa variedade, vivenciam uma experiência única e explanam uma bem doseada intensidade, ao nível do melhor que o metal norueguês tem oferecido.

Tracklist:
1. The Blackmobile
2. Odin’s Tree
3. Skoal!
4. Dogsmacked
5. Aces
6. Windward
7. When Shuffled Off
8. Oil In Water
9. Storm Seeker
10. Flaskeskipper
11. The Sub Mariner

Line Up:
ICS Vortex – vocais
Asgeir Mickelson – bateria
Terje “Cyrus” Andersen – guitarras
Jens F. Ryland – guitarras
Steinar “Azarak” Gundersen – baixo

Internet:

Edição: Century Media

sábado, 13 de agosto de 2011

Entrevista: Chaos In Paradise

Depois de um EP/demo que permitiu aos Chaos In Paradise percorrer o país em frenéticos concertos, a banda personalizou o seu som, cresceu, amadureceu e surgiu em 2011 completamente rejuvenescida. Let The Bliss Remain não deixou ninguém indiferente à evolução do coletivo portuense e à força e à personalidade que imprime às suas novas composições. O guitarrista Alex explica o crescimento da banda.

Depois do sucesso alcançado com a vossa demo de estreia, de que forma encaram a composição deste novo trabalho? Muita pressão?
O processo de composição ocorreu de maneira muito natural e semelhante à composição da demo. Nessa ainda estávamos a tentar criar a nossa própria identidade sonora e para o EP já sabíamos aquilo que queríamos fazer. Quisemos experimentar coisas novas, tivemos em conta as nossas novas influências e fomos mais rigorosos na escolha das ideias com que avançamos e nas que deixamos para trás.

Desde a edição de Chaos In Paradise, vocês não ficaram parados e fizeram-se à estrada. Como foi essa experiência e de que forma todo o conjunto de espetáculos se refletiu na criação de novos temas?
Fizemo-nos à estrada após o lançamento da demo e tocámos de norte a sul do país, daí resultou uma maior consistência e união como banda. A experiência de ouvir e conhecer novas bandas, algumas já com muita experiência, foi muito enriquecedora. Deram-nos muitas dicas e aprendemos em primeira mão o que se deve e o que não se deve fazer, tanto em palco como em estúdio.

Penso que será unânime a consideração que vocês deram um significativo salto qualitativo. Na vossa opinião, tal ficar-se-á a dever a quê?
A banda evoluiu muito como grupo e a nível individual durante o tempo em que estivemos na estrada e o facto de não termos sofrido mudanças de line-up durante esse percurso também ajudou imenso, pois permitiu que todos os membros continuassem a explorar mutuamente o som da banda até chegar ao produto que é hoje. Penso que será correto dizer que durante a composição houve uma maior entrega por parte de cada um de nós na composição de Let the Bliss Remain. Não podemos esquecer de mencionar o nosso coprodutor Paulo Lopes que deu vida ao nosso trabalho e fez a banda soar exatamente como queríamos.

Suponho que as vossas expectativas para este trabalho sejam bastante altas. Como está a ser até agora, apesar de ser ainda cedo, o feedback?
O feedback está a ser excelente e graças a isso temos recebido encomendas dos Estados Unidos e da Europa o que nos está a trazer comentários muito lisonjeadores, e mais seguidores estrangeiros atentos aos Chaos in Paradise. Quem já nos conhecia ficou surpreendido com a evolução e a qualidade de Let the Bliss Remain mas sobretudo com o peso que a banda ganhou com a adição de novos elementos, como os screams da Sara e os riffs com mais groove, ao som dos Chaos in Paradise.

Desta vez optaram por um formato mais profissional. Como decorreram as coisas nos Soundvision Estudios em Vila do Conde?
As gravações correram muito bem, o Paulo Lopes é uma pessoa descontraída, muito fácil de trabalhar e acima de tudo sabe o que está a fazer. Tivemos tempo de sobra para brincadeira e para trabalhar a sério. Só temos bem a dizer do Paulo e do Soundvision! Sem dúvida alguma fizemos a escolha acertada quando escolhemos o Paulo para gravar, coproduzir, misturar e masterizar o nosso EP.

Há um ano atrás falam de ser ainda cedo para surgir uma editora. Agora com um EP com esta qualidade pensam que poderá ser agora a altura ideal? Nesse particular, já existem proposta em cima da mesa para discutir?
Antes do EP ser editado já haviam propostas em cima da mesa de editoras Portuguesas e estrangeiras, mas decidimos recusar e editar nós mesmos simplesmente porque as propostas têm de ser vantajosas para os dois lados. Agora com mais experiência e trabalho demonstrado podemos fazer um melhor pacote promocional e fazê-lo chegar a algumas editoras e esperar por propostas que sejam benéficas para os Chaos in Paradise e para a editora.

Sendo os Chaos In Paradise uma banda muito dinâmica e empreendedora, o que já estão a planear no sentido de levar Let The Bliss Remain para a estrada?
Para já, estamos a tratar da promoção online e a preparar e marcar concertos para 2011. Acabamos de disponibilizar o nosso single Awareness para download gratuito através da nossa página no Reverbnation, este tema vai também fazer parte de algumas compilações portuguesas e estrangeiras, sendo que uma delas a compilação Light-Bearers da Infektion Magazine saiu no passado dia 1 de agosto. Estamos também a tratar do videoclip da Sanzu River, a última música do nosso EP, que será filmado durante o outono de 2011 após as merecidas férias.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Entrevista: Voodoo Highway

Bandas de hard rock há muitas. Agora bandas com a verdadeira atitude de hard rock já não serão assim tantas. Um dos melhores exemplos (se não mesmo o melhor da atualidade) vem de Itália, tem apenas um ano de existência mas já pôs todo o mundo a falar deles e do seu álbum de estreia: Broken Uncle’s Inn. Já há quem os chame os novos Deep Purple mas, para já, nas palavras do simpático e irreverente baixista Filippo Cavallini, são apenas os Voodoo Highway, a grande revelação do hard rock mundial, nas nossas palavras.

Antes de mais, parabéns pelo vosso álbum. Sendo ainda uma banda jovem, podes falar um pouco do vosso trajeto enquanto banda?
Viva meu amigo e uma grande saudação para todos os leitores. Obrigado pela grande review… OK, Os Voodoo Highway nasceram na primavera de 2010 apenas por brincadeira, para ter alguma animação nas entediantes e enevoeiradas noites da nossa cidade, Ferrara, na Itália. Depois de alguns ensaios, apercebemo-nos que algumas coisas boas estavam a sair dessas jams e decidimos levar as coisas um pouco mais a sério. No inicio era eu (Filippo Cavallini – baixo), Matteo Bizzarri (guitarras) e Federico Di Marco (vocais) e outros dois gajos, mas logo se juntou a nós o Lorenzo Gollini (bateria) e o Alessandro Duo (órgão) que foi o primeiro line-up real dos Voodoo Highway. Gravámos um EP em 2010, This Is Rock’n’Roll, Cocks, que incluía alguns temas deste álbum, tocámos muito e sempre com apresentações muito fortes, com muitos efeitos circenses e coisas do género. Nós gostamos disso.

Estiveram envolvidos noutros projetos antes?
Claro… Eu e o Alessandro tocámos numa banda de power prog chamada Black Wings. Chegámos a abrir para André Matos, Vision Divine e Circus Maximus e o nosso primeiro álbum até vendeu muito bem, mas pessoalmente, não era o meu género musical preferido, para ser honesto. Matteo, Federico e Lorenzo estiveram noutras bandas como Gargaroz, Vez, Ero Digitali. Atualmente, o nosso novo baterista Vincenzo Zairo, que substitui Lorenzo, participou, também, em alguns projetos anteriores.

Falando de Broken Uncle’s Inn, a vossa estreia é absolutamente fantástica. Qual é o segredo para se criar um disco assim, logo em inicio de carreira?
Mmmmh… antes de mais, OBRIGADO!! De qualquer forma, suponho que para se criar boa música tens que a sentir. Retro hard rock sempre foi a minha paixão bem como do Matteo e do Federico, desde que éramos crianças. É por isso que sabemos como as coisas se fazem. E depois, nós achamos que a composição tem que nascer de jams. Sem computadores nem nada. Só compor, divertirmo-nos, gravar, divertirmo-nos ainda mais (preferencialmente com algumas gajas) e ouvir. Sem tecnologia. Assim mesmo, tocar duro, o mais que se puder até os dedos sangrarem.

Suponho que devem estar muito orgulhosos do vosso disco. Esperavam, sinceramente, ter tanto sucesso?
Bem… o album realmente está a ir muito bem. Mesmo sendo uma edição de autor, está a vender muito bem e a imprensa anda muito excitada connosco. E nós também estamos muito animados! As coisas estão muito bem, casas cheias todas as noites, é fantástico. Para ser honesto contigo, nós não esperávamos tanto sucesso. Mas acredito que este seja o caminho para se construir algo de bom. Só tens que ser divertido, fazer rir as pessoas e martelar-lhes os ouvidos com toneladas de watts de hard rock.

Já foram comparados aos Deep Purple. Como reagiram a esses elogios?
Eheheh… é muito dificil sermos comparados a esses gigantes… mas estamos, realmente, orgulhosos dessas comparações, mesmo que não sejamos comparáveis a um simples pelo do cu dos Deep Purple.

Mas, não consideram isso uma responsabilidade extra?
Mmmmh…. sim! Mas apenas no caso de considerares a música uma responsabilidade. Atualmente somos apenas os Voodoo Highway, um grupo que adora hard rock e divertimento e espera por umas gajas depois dos concertos. “Para a posteridade as decisões difíceis”

Este trabalho acaba por ser uma edição independente. Já há alguns contactos com alguma editora?
Não… tivemos diversas propostas mas preferimos trabalhar nós próprios de que assinarmos por uma má editora. O nosso manager, Axel Wiesenauer da Rock’n’Growl Management está a fazer um trabalho fantástico por nós e, seguramente, tomará bem conta de nós. Sabemos que um dia uma boa editora nos oferecerá uma boa proposta. No passado, algumas labels disseram-nos: “pensamos que a vossa música não será fácil de vender, mesmo que seja, realmente boa; boa sorte para o futuro, malta.” É engraçado, porque algumas das bandas dessas editoras venderam 100 cópias nos últimos dois meses enquanto os Voodoo Highway venderam quase 400 cópias no mesmo período. Boa sorte para essas editoras!

Têm estado em tournée pela Itália. Como tem corrido as coisas?
Fantásticas! Temos tido algumas experiências impecáveis, lotações esgotadas, fantásticos ambientes e muito rock durante os nossos shows extravagantes. Amanhã tomarei conta de um novo membro da família Voodoo Highway: um porco gigante que liberta doces pelo traseiro. Não é fixe? (risos).

Para o outono, estarão em tournée no Reino Unido e na Dinamarca. As expectativas são altas…
Espero bem que sim, meu amigo! Para a Dinamarca ainda não está nada confirmado. Teremos alguns anúncios para fazer. Para o Reino Unido as coisas estão certas. Iremos anunciá-las assim que tenhamos todas as confirmações.

Obrigado!
Obrigado também a ti por tudo. Uma grande saudação para os teus leitores. Sois os únicos que realmente rockais! Gozem a vida!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Review: Welcome The Dead (Hunted)

Welcome The Dead (Hunted)
(2011, Massacre)

Mais uma estreia de um jovem coletivo: os Hunted são de Gales e apresentam em Welcome The Dead um disco de verdadeiro e emocional heavy metal com algumas influências de power e thrash. A banda que, graças ao EP de 2009 (Alone) foi considerada, por alguma comunicação social, os novos Dream Theater (comparação exagerada e completamente ridícula!) desde muito cedo apostou na criação de um som único e isso levou-os a criar um disco que tanto se aproxima de Iron Maiden como de Nevermore, como de Blind Guardian, como de Opeth. Welcome The Dead foi editado de forma autónoma em 2010 mas as boas críticas levaram a banda a assinar com a germânica Massacre para a sua edição mundial. O destaque deve ser dado ao desempenho vocal, altamente dinâmico, muito teatral e até circense. Estruturalmente, a banda aposta em diversas alterações rítmicas que imprimem algumas dinâmicas interessantes, originando alguma complexidade. No entanto, por vezes, eventualmente fruto de alguma falta de experiência, essa complexidade traduz-se em alguma confusão de ideias e, consequentemente, algum aborrecimento. Nada que algum traquejo não elimine, porque as raízes de classe estão presentes. Apenas devem deixar que elas evoluam.

Tracklist:
1. Welcome the Dead
2. Silence of Minds
3. Chosen
4. Aria (In Memoriam)
5. The Incident
6. Impaled
7. Scars
8. I Want Nothing
9. Shadows
10. The Heart Collector (Cover track)

Lineup:
Chris G - vocais
Jonathan Letson - baixo
Matthew ‘Animal’ Thomas - bateria
Daniel Owen - guitarra
Steven Barberini - guitarra

Internet:

Edição: Massacre Records

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Entrevista: ThanatoSchizO

Com Origami, os ThanatoSchizo atingiram um patamar inigualável dentro do espectro metálico nacional. Se há disco em que o termo brilhantismo se aplica com todo o rigor, esse disco chama-se Origami. Por isso era pertinente conhecer o antes, durante e depois da criação de uma obra com esta envergadura. Patrícia Rodrigues foi a eleita para nos elucidar.

Este trabalho é algo de diferente no contexto TSO e mesmo a nível nacional. Como e quando surgiu a ideia de criar uma obra desta envergadura?
Este álbum é um sonho nosso já desde 2002, aquando dos concertos que começámos a fazer em lojas FNAC. Na altura foi-nos pedido que tocássemos num formato mais “leve”, ao que acedemos com todo o gosto, uma vez que representava um desafio aliciante. Como notámos que o resultado era amplamente satisfatório para nós e que o público também aderira muito bem, resolvemos que um dia iríamos registar as nossas músicas com uma roupagem diferente.

Deve ter sido um período de árduo trabalho. De que forma descreverias todo o processo de reconstruir esses temas com esta nova roupagem?
Foi um processo moroso e de bastante trabalho, sim, mas mais por causa dos arranjos, dos pequenos detalhes que iriam conferir o caráter original a temas que já eram do conhecimento do público. Seria demasiado fácil retirar a distorção dos temas e abandonar as vozes mais rasgadas. Isso não seria um desafio! Seria, isso sim, ludibriar as pessoas que nos estavam a ouvir e que estariam à espera de algo mais, como já é hábito quando se trata de ThanatoSchizO. Daí que, até para nos sentirmos motivados, houve todo um processo de modificação dos temas, de maneira a proporcionar uma nova viagem aos ouvintes.

Em termos de convidados, gostaria de saber como foi feita a sua escolha e que input tiveram eles na criação do produto final?
A escolha foi feita da forma mais natural possível e não foi preciso pensar muito para chegar à conclusão de quais seriam os convidados que melhor se enquadrariam no que pretendíamos criar. Após termos feito a seleção dos temas a incluir em Origami, a reflexão foi célere e não levantou quaisquer dúvidas. Sabíamos o que queríamos, mas demos total liberdade aos intervenientes para poderem colocar o seu talento em prática, pois estávamos cientes de que o seu contributo iria enriquecer ainda mais o nosso trabalho.

E como foi feita a gestão de um grupo tão vasto de músicos?
Requereu algum trabalho em termos de gestão de tempo, de agendas, de compromissos. Houve a necessidade de haver uma adaptação regular ao nível de horários, imprevistos. Porém, tínhamos todos o mesmo objetivo e havia uma vontade imensa de tornar Origami no registo especial que é, por isso, com muita paciência, empenho e capacidade de adaptação, foi possível gerir tudo de forma eficiente.

Agora que o trabalho está pronto, que visão crítica têm os TSO sobre o mesmo? Está de acordo com as expectativas iniciais ou superou-as?
Depois de terminado todo o processo e volvidos alguns meses após a conclusão de Origami, o sentimento que temos é de concretização, satisfação, felicidade e vontade de fazer ainda mais e melhor. As expectativas eram enormes e foram saciadas, mas já estamos a pensar no próximo trabalho, tendo em mente a superação deste.

E como tem sido a reação dos fãs e dos media? Está a corresponder ao vosso empenho e dedicação?
A reação quer dos fãs quer dos media tem sido muito boa, tendo em conta que o álbum transporta consigo não só uma mudança musical em ThanatoSchizO, mas também um virar de página em termos humanos, mais não seja pela saída de dois elementos muito importantes do nosso grupo. Creio que é um álbum mais abrangente em termos de gostos, o que se traduz na abertura de mais horizontes ao nível dos ouvintes. Quanto aos media, a mudança foi bem aceite, uma vez que não apareceu do nada. Como já disse anteriormente, não foi a primeira vez que nos aventurámos no mundo acústico.

Como vês a edição desta obra e que influência poderá vir a ter no cenário musical nacional?
Este álbum pode abrir mais portas a este tipo de música, o qual não é propriamente popular no nosso país. É uma maneira de mostrar ao público em geral que metal não implica apenas peso e agressividade. Existem outras facetas tão ou mais apelativas que o que se faz em outros géneros. Além disso, poderá encorajar as bandas deste estilo a experimentar novos caminhos, para que não se sintam como que obrigadas a respeitar os “trâmites” deste estilo musical, havendo lugar para a criatividade e para o extravasar das ideias, superando-se limites e redefinindo tendências.

Não é de hoje, mas os TSO tem vindo a superar-se álbum após álbum e este disco surge precisamente após o tão aclamado Zoom Code. Sentiram que esta era a altura certa para este passo?
Sentimos que tinha chegado a altura de concretizar este sonho, pois tínhamos alcançado a maturidade musical necessária para transportar as nossas ideias para notas musicais. Era o momento propício para efetuar mais uma mudança e começar a escrever um novo capítulo.

Que critérios presidiram à escolha dos temas para recriar?
Na realidade, não existiu um conjunto de critérios específico para a seleção dos temas presentes em Origami. De facto, poderíamos ter escolhido outros e ainda assim ter um álbum representativo do nosso percurso. A questão aqui prendeu-se apenas com a inclusão de temas que resultassem ao vivo num formato acústico, o que se tornou fácil, uma vez que já tínhamos tocado neste formato em showcases da FNAC.

Zoom Code acaba por ser o álbum mais coberto. Algum motivo em especial?
Não posso afirmar que existe um motivo em especial para tal a não ser que se trata de um álbum mais criativo, maduro, abrangente e aberto a possibilidades. Creio que foi o álbum que mostrou um vislumbre do que poderia vir a seguir na nossa carreira, sem que nós próprios nos dessemos conta disso.

Acho curioso verificar que têm passado, ao longo do vosso trajeto editorial, por diversas editoras. É este um sinal da vossa individualidade e independência?
Podemos ver as coisas desse prisma, mas também podemos abordar a questão de outra maneira: uma busca inacabada pela editora que trate o nosso trabalho com respeito e que não veja o produto final como apenas uma maneira de ganhar dinheiro. Isso é algo muito importante para nós aquando da escolha de uma editora e é o que continuará a pautar o nosso futuro.

E mais uma vez isso ocorre: este é um lançamento Major Label Industries. Como se processou o contacto a este nível?
Conhecemos o Fernando Reis há muitos anos, pelo que o seu contacto não nos surpreendeu, pois sabemos que ele é um apreciador do nosso trabalho já desde há muito tempo. Deste modo, todo o processo de negociação ocorreu de forma natural e calma, num ambiente de respeito pela obra criada e pelos criadores.

Sendo que este não é propriamente um disco de originais, já há algo a ser preparado para suceder a Zoom Code neste capítulo?
Se há algo que nos dá imenso prazer é a criação de novos temas, numa tentativa de nos desafiarmos e isso não será descurado no nosso próximo registo. Posto isto, já estamos em processo de criação e, depois de um álbum como Origami, o sucessor de Zoom Code será um desafio ainda maior.

Vamos ter a hipótese de ver TSO ao vivo em formato acústico ou não?
Até agora já concretizámos 3 datas neste formato e queremos continuar a mostrar todo o potencial de Origami ao público, num espetáculo muito especial, intimista, dinâmico e cheio de surpresas. Estamos a tratar de próximas datas, porque o que nos dá uma enorme satisfação são os concertos ao vivo, onde o contacto com o público é extremamente estreito e pessoal.

A terminar, depois de mais este passo, aonde pensas que os TSO ainda podem chegar?
Este continua a ser o nosso sonho, mesmo depois de treze anos de carreira com as adversidades conhecidas que qualquer banda do género tem de passar em Portugal, mesmo depois de todas as mudanças que foram ocorrendo. Assim sendo, acredito que continuaremos a rumar para novos destinos, aceitando novos desafios, sem nunca colocar de parte a nossa enorme vontade de criar mundos diferentes e surpreendentes.

domingo, 7 de agosto de 2011

Review: Broken Uncle's Inn (Voodoo Highway)

Broken Uncle’s Inn (Vooddo Highway)
(2011, Edição de Autor)

Ser considerado como os novos Deep Purple deve ser uma honra mas, simultaneamente, uma responsabilidade acrescida. E ser comparado a tais monstros apenas com um álbum editado faz crescer a curiosidade de fãs e imprensa para conhecer, então, o que de tão fantástico têm estes italianos Voodoo Highway e a sua tão aclamada estreia Broken Uncle’s Inn. Para começar, refira-se que as comparações com os Purple são genuínas; agora parece-nos prematuro afirmar que este coletivo é o legítimo herdeiro de um legado tão valioso. Mas indiscutivelmente, Broken Uncle’s Inn é um fantástico disco de hard rock clássico, podendo mesmo ser considerado como um dos melhores dos últimos anos. Grandes guitarras, excelentes vocais, uma secção rítmica forte e, acima de tudo, um hammond de elevada qualidade a criar momentos únicos de magia, concentram-se para criar temas de verdadeira euforia e excitação, plenos de energia e melodias apelativas. O que os Voodoo Highway fazem é captar o melhor do rock dos anos 70 e pincelá-lo com as melhores e mais orelhudas melodias criando temas como Till It Bleeds, The Fire Will Burn Away ou J. C. Superfuck, verdadeiramente únicos e explosivos. Broken Uncle’s Inn é um disco viciante, que apetece estar sempre a ouvir, daqueles que aparece uma vez de tempos a tempos, carregado de emoções fortes e grandes canções. E este é um coletivo que apenas se juntou o ano passado e já demonstra este assinalável potencial. Claro que agora, o peso sobre os seus ombros aumenta exponencialmente. Mas quem consegue criar um disco como Broken Uncle’s Inn promete muito.

Tracklist:
01. Intro (Since 1972)
02. Till It Bleeds
03. The Fire Will Burn Away
04. J.c. Superfuck
05. Window
06. Running Around
07. Broken Uncle's Inn
08. Heaven with No Stars
09. Gasoline Woman
10. In Fact It's the Worst

Lineup:
Matteo Bizzarri – guitarras
Filippo Cavallini – baixo
Federico Di Marco – vocais e guitarra ritmo
Lorenzo Gollini – bateria
Alessandro Duo – órgão, guitarras

Internet:

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Review: Marching On Timeless Tales (Stonelake)

Marching On Timeless Tales (Stonelake)
(2011, Massacre)

Os Stonelake, quinteto sueco de hard rock/metal melódico, estão de regresso e já vão no seu quinto trabalho, Marching On Timeless Tales. Uma obra destinada aos fans de grupos como Masterplan, Jorn ou Beyond Twilight pela forma inteligente como interligam elementos de hard rock clássico com tópicos progressivos. Composta por músicos de grande experiência em diversos coletivos do género na Suécia, esse pormenor acaba por se notar na forma competente como conseguem escrever os temas. Não sendo nada de transcendental entrando, inclusive, muitas vezes pelos clichés do género, o que é certo é que a sua experiência os leva a limar fillers e a cumprir minimamente os requisitos. Ainda assim, Marching On Timeless Tales é o mais ambicioso, maduro e poderoso disco da carreira dos Stonelake, assinando alguns temas bem apelativos, como por exemplo Sound Of A Whisper, SnakeChild, Fool With No Denial ou Lay Down The War, de intensa componente melódica, vocalmente fortes, com a presença de bases rítmicas, também elas, fortes e tecnicamente evoluídos.

Tracklist:
1. Red Canyon
2. Liar
3. Sound Of A Whisper
4. SnakeChild
5. Fool With No Denial
6. Rain
7. Lay Down The War
8. Give It Up
9. Winds Of Fire
10. Enter The Temple

Lineup:
Peter Grundström: vocais
Jan Åkesson: guitarras
Lasse Johansson: baixo
Jens Westberg: bateria
David Lindell: teclados

Internet:

Edição: Massacre Records