domingo, 30 de outubro de 2011

Review: Rhyme & Reason (Chris Ousey)

Rhyme & Reason (Chris Ousey)
(2011, Escape)

Permitam-me que faça, desde logo, um reparo a este trabalho de Chris Ousey, vocalista dos Heartland, nesta sua primeira aventura em nome próprio: vai ser difícil impressionar com uma capa tão fraquinha. No entanto, e para bem do músico, o que lá está dentro, o conteúdo é muito superior ao invólucro. Acompanhado de alguns grandes nomes, donde destacaríamos, Gregg Bisonette, na bateria (ele tocou com David Lee Roth e Ringo Starr) ou Neil Murray (Whitesnake, Gary Moore) no baixo, Rhyme & Reason é um disco de puro hard rock melódico, orientado para as ondas de rádio, e onde fica perfeitamente claro a evolução que o vocalista tem tido nos últimos anos. Este trabalho aparece sob a chancela de qualidade da Escape Music que nos tem apresentado alguns dos melhores momentos do hard rock atual. Embora este Rhyme & Reason esteja uns furos abaixo de algumas produções da editora britânica (assim de repente, Rob Moratti, Saracen ou NOW), ainda assim não deixa os seus créditos por mãos alheias. No entanto, num género onde tudo já foi feito é necessário uma forte aposta em termos de compor grandes temas. E se Rhyme & Reason nesse aspeto não desilude, também não surpreende. Acaba assim por ser um disco certinho, situado na mediana, com alguns bons momentos e algumas canções que realmente se destacam como Mother Of Invention, On Any Other Day, Watch This Space, The Reason Why, ou as incursões pela pop, como acontece com A Chemical High. Um outro motivo de interesse neste disco é a boa prestação do guitarrista Tommy Denander (Radio Active, Alice Cooper). Mas, também aqui, quando se diz boa, quer dizer nade de verdadeiramente transcendental. Tal como o álbum: não desilude mas também não surpreende.

Tracklist:
1- Mother of Invention
2- Motivation
3- To Break A Heart
4- Bleeding Heart
5- A Chemical High
6- Give Me Shelter
7- The Reason Why
8- Any Other day
9- Don’t Wanna Dance
10- Watch This Space
11- By Any Other Name
12- A Natural Law


Line up:
Chris Ousey – vocais
Mike Slamer – guitarras e teclados
Tommy Denander – guitarras e teclados
Neil Murray – baixo
Gregg Bisonette – bateria

Edição: Escape Music

sábado, 29 de outubro de 2011

Review: Dear Revolution (The Vegabonds)

Dear Revolution (The Vegabonds)
(2010, Edição de Autor)

Oriundos de Alabama, os The Vegabonds nasceram em 2009 e logo no ano seguinte editaram o seu trabalho de estreia, precisamente este Dear Revolution que agora chega à Europa e que marca a sonoridade The Vegabonds de uma forma indelével. Uma extraordinária mistura onde cabe rock sulista, blues, country e até reagee, claramente assente sobre bases dos anos 60/70. Lynyrd Skynyrd, The Allman Brothers ou mesmo Led Zeppelin são algumas das referências que por aqui vão desfilando, neste conjunto intenso e brilhante de 12 temas. À sequência inicial, em ritmos sulistas e com travo a country, vão-se seguindo diversas incursões, todas bem conseguidas, por outros campos musicais. We’d Escape visita a Jamaica com o seu toque reagee, até em termos vocais e Dizzy Loves Blues é um momento de pura magia blues, num dos pontos mais altos de todo o disco. Mas Dear Revolution apresenta outros verdadeiros momentos de inesquecível prazer auditivo: Shaky Hands é excelente; Pick Me Up Mary é divinal e o fecho, The Border, brilhante  nos seus registos acústicos. Para trás ficou muita slide guitar, algum hammond, pontual honky-tonk piano entre outros malabarismos técnicos e instrumentais. Todos eles usados com inteligência, sem saturação, nas devidas doses. Todos eles usados em prol de temas que são verdadeiras canções, cantadas com emotividade, tocadas com feeling. Todos eles proporcionadores de momentos intensos e belos de rock verdadeiro. Como há muito já não se fazia.
Tracklist:
1.      Ballad Of The Movers And Shakers
2.      Brandee
3.      Dorothy Gayle (Here We Are Again)
4.      We’d Escape
5.      Dizzy Loves Blues
6.      Shaky Hands
7.      Streetlight Gypsy
8.      Pick Me Up Mary
9.      The Wanderer
10.  The Preacher
11.  Dear Revolution
12.  The Border

Line up:
Alex Cannon - guitarras
Daniel Allen - vocais
Bryan Harris - bateria
Paul Bruens - baixo
Richard Forehand - guitarras
Jamie Hallen - teclados

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Review: The Kings Of Bullet Alley (SoulHealer)

The Kings Of Bullet Alley (SoulHealer)
(2011, Edição de Autor)

Os finlandeses SoulHealer são um daqueles coletivos que estão mais de 20 anos atrasados. Fortemente baseado no heavy metal dos anos 80, principalmente na NWOBHM, The Kings Of Bullet Alley está claramente radicado nos Iron Maiden dos tempos de Killers, adicionado de outras sonoridades como Accept, Judas Priest ou mesmo Twisted Sister. A sonoridade muito densa, mesmo suja, e sempre retro, adicionada a grandes solos e a melodias simples, mas muito eficazes dos refrães, fazem deste álbum um dos melhores do seu segmento, neste ano. É barulhento sem ser opressivo e é altamente ritmado, sem ser hipersónico. Desde a abertura com um coro muito sing-a-long até ao fecho em registo acústico, isto é verdadeiro heavy metal como se faziam no século passado. Claro que os mais velhotes, como nós, nos lembrámos de todos estes riffs; para os mais jovens que agora descobriram a velha coleção de vinil dos pais, este é um nome a seguir, definitivamente. Kings Of Bullet Alley é a estreia do coletivo e dele se destacam temas como Wheels Of Fire, Nightfall, The Die Is Cast, My Last Day ou Heading For Tomorrow.

Tracklist:
1.       Kings Of Bullet Alley
2.       Wheels Of Fire
3.       Zoned Out
4.       Nightfall
5.       Dirty Little Wars
6.       The Die Is Cast
7.       My Last day
8.       Nowhere Man
9.       Heading For Tomorrow
10.   Blind Faith
11.   The Real Me

Line up:
Teemu Aho – baixo
Jorï Kärki – vocais
Sami Mikkonen – guitarras
Teemu Kuosmanen – guitarras
Timo Immonen - bateria

Internet:

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Playlist Via Nocturna - 27 de outubro de 2011

Prey For Nothing e Re-Armed na Massacre Records

Os israelitas Prey For Nothing são a nova contratação da Massacre Records. Depois de terem tocado com o vocalista original dos Iron Maiden, Paul Di'Anno, Yaniv Aboudy (guitarras), Amir Salomon (baixo) and Iftah Levi (bateria) decidiram abandoner a banda de metal progressivo Damnation para se dedicarem a escrever temas mais extremos e consentâneos com os seus gostos musicais. Inspirados por nomes como Death, At The Gates e Testament, nasceram os Prey For Nothing, que já conta com um álbum editado em 2008, sob a denominação de Violence Divine. O segundo álbum, Against All Good And Evil será, então, publicado pela Massacre a 9 de dezembro. Também os finlandeses Re-Armed, banda que combina technical e grooving death metal com influências thrash e grind e linhas melódicas, assinou pela editora germânica para o lançamento do seu próximo trabalho, Worldwide Hypnotized, a 27 de janeiro do próximo ano.

Darkside Of Innocence na Infektion Records e Xenogenesis em janeiro

Os Darkside Of Innocence assinaram um contrato com a editora independente Infektion Records para a edição do seu próximo álbum, Xenogenesis, sucessor do aclamado Infernum Liberus EST de 2009. A data de edição está marcada para 10 de janeiro de 2012.

Akphaezya na Code666 e novo álbum em março

A banda francesa de avantgard metal, Akphaezya assinou um contrato com a editora Code666 (pertencente à Aural Music Group). O grupo encontra-se, de momento, a trabalhar no artwork e vídeo para o seu próximo trabalho,  Anthology IV: The Tragedy Of Nerak, com edição prevista para março de 2012.

The Amenta trabalham num novo álbum

Os The Amenta estão a trabalhar num novo álbum, o seu terceiro e sucessor de n0n, de 2008. Para já o título é Flesh Is Heir. Podem esperar um cruzamento entre os riffs agressivos de Occasus e os ambientes eletrónicos destrutivos de n0n. Alguns dos temas a incluir neste novo trabalho são Ego Ergo Sum, Flesh Is Heir, Cell ou Teeth. O álbum será editado no inicio de 2012. Entretanto, continua disponível para download no seu site, o seu último trabalho, o épico e multifacetado V01D.

Rock'nRoll Circus: novo trabalho de Rob Mancini

O novo álbum de Rob Mancini chama-se Rock’nRoll Circus e promete apresentar uma visão retrospetiva e simultaneamente moderna do rock dos anos 80 e 90, como uma mistura entre Bon Jovi e Nickelback. A tracklist é a seguinte:
1. Carnival of Fools
2. Rock’n'Roll Circus
3. Edge of a broken heart
4. Every time you cry
5. Running up that hill (Kate Bush cover)
6. Lay down the law
7. Weak as I am
8. Stranger in paradise
9. Too late to die
10. The Reaper
11. United we stand
12. Time stops for no one but you
13.Edge of a broken heart (Radio Edit)

Thee Orakle revelam preview sample do álbum Smooth Comforts False

Enquanto decorrem as negociações com as editoras para editar Smooth Comforts False, os Thee Orakle revelam o preview sample de amostra do segundo álbum. Esta amostra contém variados pedaços de quase todas as faixas de uma nova produção de Daniel Cardoso nos UltraSoundStudios em Braga. Este álbum conta com a honrosas participações de Yossi Sassi dos israelitas Orphaned Land, Adolfo Luxúria Canibal dos Mão Morta, Marco Benevento dos italianos The Foreshadowing, o galego Ricardo Formoso que tocou trompete e Fábio Almeida que tocou saxofone.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Hélder Oliveira - estreia com For Eternity

Está para breve a estreia discográfica de Hélder Oliveira: será no próximo dia 12 de novembro, com uma festa pelas 22 horas no CNC Bar em Pindelo dos Milagres, S. P. Sul. O álbum intitulado For Eternity é composto por 8 temas instrumentais de heavy metal neoclássico, influenciado por nomes como Marty Friedman, Tony MacAlpine ou Yngwie Malmsteen. Para já o músico assume toda a instrumentação, mas encontra-se em fase de recrutamento de um baixista para completar o line up da banda em construção. Os candidatos ao lugar poderão contactar através do email helmetalmad@hotmail.com. Interessados em adquirir o CD poderão saber como o fazer no myspace do projeto.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Review: One Foot To Chaos (Anonymous Souls)

One Foot To Chaos (Anonymous Souls)
(2011, Edição de Autor)

Oriundos de Sta. Maria da Feira os Anonymous Souls estão de regresso com um novo trabalho ainda mais poderoso. One Foot To Chaos é musicalmente o que as palavras do título deixam antever: precisamente um passo rumo à devastação, à violência e ao caos. Este terceiro registo, sucessor de Condolences e Agony (respetivamente 2005 e 2008), marca, simultaneamente, a passagem do décimo aniversário da banda. Por isso, nada melhor para festejar que lançar um disco capaz de criar estilhaço por todo o lado. Os momentos verdadeiramente brutais sucedem-se uns atrás dos outros, embora a banda demonstre capacidade para os ir intercalando com momentos de muita técnica e algum groove. No primeiro grupo destacaríamos a abertura com Regrets e Relentless, precisamente dois temas que servem para avisar desde logo que os Anonymous Souls não estão para brincar à violência. São mesmo violentos. A brutalidade quase no seu estado mais puro regressa em A Question Of Pride e Scar Tear. A alinhar pelo segundo conjunto, apontam-se Night Falls e Aloner, naquele que é, quanto a nós o melhor momento do disco. Uma referência ainda para dois curtos momentos mais introspetivos, claramente diferenciados do resto do trabalho, mas comprovativos de que nos Anonymous Souls não há limites. Narcotic Flow e Endpoint servem, também, para permitir que o ouvinte relaxe um pouco e se prepare para levar mais uma tareia sonora, continuando a ouvir One Foot To Chaos (no primeiro caso) ou voltando ao inicio do álbum (no segundo caso).

Tracklist:
1. Regrets
2. Relentless
3. Night Falls
4. Sub-Human
5. Aloner
6. The Release
7. Narcotic Flow
8. A Question Of Pride
9. Scar Tear
10. A Sense Of Relief
11. Promise Of A Wise Man
12. Endpoint

Line up:
Jorge – vocais
André – teclados
Emanuel – baixo
Miguel – bateria
Rui – guitarras
Ricard - guitarras

Internet:

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Entrevista: Cornerstone

Rock, pop, indie e uma grande dose de AOR, assim se podem definir os Cornerstone, banda austríaca que tem obtido um assinalável reconhecimento na sua ainda curta carreira. Patricia Hillinger e um bem disposto Michael Wachelhofer, respetivamente, vocalista e baixista/teclista contam a Via Nocturna o trajeto que os trouxe até Somewhere In America, sem esquecer um concurso vencido e um filme que conta com dois temas do coletivo.

Somewhere In America é já o vosso segundo lançamento. Como é que ele regista a vossa evolução, enquanto banda, desde a estreia?
Patricia Hillinger (PH): Com Somewhere in America, sinto que demos um enorme passo em relação à nossa estreia, Head Over Heels. O Michael e Steve, que escreveram as músicas juntos, foram inspirados por suas tournées americanas de 2009, o que se reflete na escolha do título. Depois de concluídas as melodias e letras, ficámos, muitas vezes, a ensaiar até à meia-noite para fazer as músicas únicas. E aí estão elas!
Michael Wachelhofer (MW): Para além do facto de Somewhere In America ser, na minha opinião, mais maduro, e ser - deixa-me dizê-lo desta forma - uma espécie de meio caminho entre diversos estilos musicais. Na época que fizemos Head Over Heels, éramos profundamente influenciados por nomes como REM, The Smiths e Faith No More, que, como é óbvio, ainda se podem ouvir neste álbum. De um lado tínhamos músicas mais orientadas para o Punk/Grunge como Changed, Something In The Way ou Leave; por outro lado, havia músicas como Regret ou Crises, que poderiam muito bem ser incluídas em Greatest Love Ballads Vol.5 ou algo assim. Mas, exceto Ready To Go e Fade Away, não existia nada no meio. Ironicamente foram estas inbetween songs que se tornaram os hits e as músicas mais memoráveis no álbum. Então, tentámos criar mais músicas como estas e tentei encontrar uma espécie de "meio caminho". Como conclusão, acho que Head Over Heels é alternativo com um pouco AOR, enquanto Somewhere In America é AOR com pouco de alternativo (risos).

O vosso primeiro álbum, permitiu-vos fazer uma tournée pelos EUA. Podemos considerar este Somewhere In America como um diário das vossas próprias experiências?
MW: Hm, eu não diria que é um diário ... mas para fazermos o Somewhere In America tivemos muita inspiração, em especial a partir dessa tournée. Musicalmente ela foi muito, muito boa, sem dúvida, e estamos ansiosos para fazer outra, quer em 2012 ou em 2013, porque as pessoas simplesmente adoraram o que fizemos. Mas, nos bastidores ... bem, esse foi um pouco de um backstage-drama, mas eu não vou mais longe neste ponto. Mas definitivamente essa tournée deu-me material e histórias para novas músicas - canções, que agora se podem encontrar no nosso novo álbum Somewhere In America. Mas músicas como Being Unaware ou High And Low são retrabalhadas a partir de canções mais antigas que nós escrevemos em 2004 ou assim, numa altura em que já ficávamos felizes de encontrar a América no mapa (risos).

Os Cornerstone são ainda uma banda jovem, mas apresentam já um curriculum invejável. Vejamos: para começar, algumas músicas do álbum Head Over Heels foram incluídas na banda sonora do filme Little Alien. Como se concretizou essa situação?
MW: Eu não me lembro exatamente, mas penso que esse projeto veio do nosso advogado. Um dia chamou-me e disse-me: "Mike, preciso de duas canções para a banda sonora de um filme". Grande surpresa! Enquanto isso, o filme ganhou vários prémios, foi mostrado em Nova York, Los Angeles etc ... que posso pedir mais? (risos)

Também ganharam o Concurso Next Big Thing. Que impacto teve esse prémio na vossa carreira?
MW: Foi muito bom! Enviamos a nossa contribuição mais como divertimento, e de repente ganhámos esse concurso! Isso deu-nos um grande impulso, especialmente nos Estados Unidos.

Depois, algumas pessoas importantes (a saber: Beau Hill, Dennis Stratton ou Steve Price) têm prestado declarações importantes sobre os Cornerstone. É uma enorme responsabilidade, não? Como reagem a tais comentários?
PH: É uma enorme honra para nós, estamos gratos e somos afortunados quando alguém, que já anda na música há tanto tempo, tenha olhado para nós. Ter obtido esse feedback produtivo é muito importante, pois ajuda-nos a crescer musicalmente. Portanto, todos são bem-vindos para dar a sua opinião.
MW: Sim, especialmente Steve Price é uma lenda no Reino Unido, por isso é ótimo ler tais linhas de um homem como ele! Já fizemos dois espetáculos em Londres com o Dennis. É uma pessoa fantástica e muito terra a terra. Quero dizer, ele está no mundo musical há 35 anos, ele teria todo o direito do a dizer "Esta banda é uma merda". Mas ele gostou muito e tivemos muita diversão no palco com ele em julho!

Portanto, uma pergunta se impõem: qual é o vosso segredo?
MW: Deixa-me dizer-te, que eu próprio tenho o CD Barry Manilow Greatest Hits! E sim, eu gosto! Alguém, nesta banda, tem que escrever músicas como Right Or Wrong (risos).

De regresso a Somewhere In America, como decorreu o processo de escrita e as sessões de gravação?
PH: Foi muito cansativo. Passámos o dia inteiro de gravação no estúdio, apenas com pequenos intervalos para o almoço, etc. Para mim, foi a primeira experiência em estúdio. Ainda demorei algum tempo para me adaptar, mas foi definitivamente uma experiência para recordar e para além do trabalho duro tivemos muita diversão.
MW: Muito cansativo, para ser honesto. E difícil. Há três anos que a banda estava em tournée, as músicas não estavam prontas a 100%, e queríamos ir em aproximadamente oito direções diferentes. Acho que isto, foi uma experiência muito difícil para a banda e também para o produtor do álbum, Kristian Ignatov. Claro, no final fizemos este grande álbum homogéneo, mas percebemos isso de uma maneira muito difícil. Para este álbum também fizemos algumas pré-produções, com a lenda do AOR Dennis Ward. Não posso falar mal do Dennis, mas na minha opinião ele não poderia lidar com o nosso material, nem com a própria banda própria. Ele simplesmente não funcionou.

E agora é hora de ir numa nova tournée, certo? Já há algo planeado?
PH: Estou ansiosa para mais uma tournée na Inglaterra no ano que vem, mas nós temos alguns espetáculos planeados para a Áustria e Alemanha também.
MW: Nós definitivamente iremos voltar ao Reino Unido no próximo ano, e até poderíamos repetir toda a tournée 2011 – Tour 1:1 porque cada local onde tocámos nos queria novamente. Mas vamos fazer alguns espetáculos na Áustria em 2011 e, em seguida, vamos parar cerca de dois meses para nos dedicarmos um pouco às nossas vidas pessoais. Em março e abril vamos fazer mais alguns concertos. Vamos ver. Convites para concertos e festivais são sempre bem-vindos, desde que se encaixam no nosso calendário! A terminar, deixo saudações de todos os membros da Cornerstone e tudo de melhor para ti e para os leitores da Via Noturna! E não se esqueçam de conferir o nosso novo álbum Somewhere In America, que está disponível no Amazon, iTunes, etc! Adeus.

domingo, 23 de outubro de 2011

Regresso de Rob Mancini

Depois de quase uma década de ausência, o produtor e músico Rob Mancini está de regresso com o hit Edge Of the Broken Heart e a poderosa balada Every Time You Cry, temas extraídos do seu novo trabalho, Rock’n’Roll Circus. Recorde-se que Rob Mancini tocou e gravou discos, na década de 90 com nomes como Victory, Thunderhead ou Dare até se mudar para a Irlanda para trabalhar como produtor e músico de sessão. Para este trabalho o músico ítalo-germânico assume as guitarras, baixo, sintetizadores e programações, fazendo-se acompanhar de Aine Mancini nos vocais.

Hugo Flores em dose dupla

Hugo Flores já se encontra a trabalhar no seu próximo álbum, o quarto, para o projeto Factory Of Dreams. Este será um álbum conceptual, uma aventura de ficção científica quando a Terra é invadida por algo único. Por outro lado, também com os Project Creation, o músico está concentrado na continuação do capítulo anterior, Dawn On Pyther. Para já sabemos que foram descobertos novos planetas, cidades escondidas, oceanos inteligente e muito mais. Mais uma vez, Hugo Flores contará com a presença de diversos músicos e vocalistas que transmitirão ao projeto aquele sentimento épico já habitual.

sábado, 22 de outubro de 2011

Review: Man With A Mission (Golden Resurrection)

Man With A Mission (Golden Resurrection)
(2011, Doolitle Group/Liljegren Records)

Na nossa terra, zona de bom vinho (passe a publicidade, o delicioso Terras do Demo), os viticultores têm uma expressão curiosa: “muita parra, pouca uva”. Vem isto a propósito do novo álbum da banda de Tommy ReinXeed, Golden Resurrection, Man With A Mission. A realidade é que entre ReinXeed e Golden Resurrection, o guitarrista sueco já editou quatro álbuns em dois anos. Tanta produção só pode ter um de dois desfechos: ou o homem é, de facto, um génio intemporal (o que não é, apesar da reconhecida competência) e consegue criar sucessivas obras divinais ou então, em algum momento, a quebra será inevitável. Man With A Mission enquadra-se no segundo campo e, comparativamente ao trabalho do ano passado, Glory To My King, representa claramente um passo atrás. O problema é que, independentemente da competência técnica dos instrumentistas ser indiscutível e intocável (se bem que nos pareça o desempenho de Kenneth Lillqvist ligeiramente menos conseguido que o do seu antecessor Olov Andersson), tanta velocidade a produzir canções não dá tempo para que elas cresçam e se desenvolvam a ponto de ser possível limar arestas. Por outro lado, também o crivo da qualidade acaba por não funcionar de forma adequada. Como resultado, Man With A Mission é um álbum que tem, certamente, momentos de grande nível dentro do seu género de metal neoclássico (eventualmente mais clássico e menos power que Glory To My King), mas que em igual número (ou até superior) apresenta futilidades, banalidades, clichés e momentos melosos onde aqueles coros que, aparentemente, estão na rotação errada voltam a aparecer. O álbum até abre forte e competente com uma introdução à lá Rhapsody Of Fire e um par de temas com belíssimas melodias, nomeadamente o tema-título e Golden Times. Mas, a partir daí o disco vai decaindo, até se tornar completamente enfadonho, onde até o instrumental com o pomposo nome de Metal Opus 1 In C# Minor, se cola de maneira irritante a Yngwie Malmsteen. Felizmente que os dois temas extra finais (para quem aguentou chegar até lá), curiosamente duas homenagens aos Kansas e Gary Moore, voltam a colocar os níveis de interesse em alta. Mas, de facto, não deixa de ser peculiar e preocupante para uma banda quando os dois temas mais interessantes são… covers. Diz tudo.

Tracklist:
01. The Light Overture
02. Man With A Mission
03. Identity In Christ
04. Golden Times
05. Finally Free
06. Generation Of The Brave
07. Standing On The Rock
08. Metal Opus 1 In c# Minor
09. Are You Ready For The Power
10. Flaming Youth
11. Point Of No Return
12. The End Of The World

Line up:
Christian Liljegren – vocais
Tommy ReinXeed – guitarras, teclados e vocais
Rickard Gustafsson - bateria
Steven K - baixo
Kenneth Lillqvist - teclados

Internet:

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Review: Dawn Of The Sociopath (Echidna)

Dawn Of The Sociopath (Echidna)
(2011, Rastilho Records)

Se Insidious Awakening tinha provocado um bruahh de espanto com a qualidade que uns novatos de nome Echidna apresentavam, três anos depois já não existe esse estado de admiração mas de respeito. Respeito pelo trajeto que a banda portuense tem vindo a seguir e respeito pelo crescimento e amadurecimento que já demonstra. Dawn Of The Sociopath, o seu novo trabalho, mostra-nos uns Echidna com o seu death metal poderoso, com riffs demolidores, bateria arrasadora e vocais demoníacos. Aparentemente este é um disco menos exuberante que a estreia, muito principalmente porque a dupla de guitarristas já não faz solos eternos. Agora a sua preocupação é um maior trabalho coletivo, em que o desempenho das guitarras acaba por se centrar mais em pormenores no trabalho de base, bem patentes em temas como Comanded By Demons ou, muito principalmente, Dawn Of The Sociopath. Isso significa que os Echidna apresentam um trabalho mais forte, mais compacto e mais maduro, onde são capazes de explorar as sonoridades mais extremas e conjuga-las com interlúdios (dois) calmos na forma, mas densos e negros nos conteúdos nas suas apresentações narradas. Com a inclusão de um novo vocalista, Bruno Capela, a banda aposta, pela primeira vez, num trabalho conceptual que se baseia na evolução do rescendo de violência na mente se um sociopata, um assunto que se assume plenamente em temas como Violent Compulsion ou Obscuring My Reason. A produção voltou a estar a cargo de Daniel Carvalho, tendo a masterização sido realizada pelo influente Jens Bogren (Amon Amarth, Soilwork, Opeth) nos não menos influentes Fascination Street Studios, naquele que é um digno sucessor da sua promissora estreia.

Tracklist:
01 Synaptic Entropy
02 The Antagonist
03 Violent Compulsion
04 Comanded by Demons
05 Agon
06 Obscuring My Reason
07 Sentient Nightmare
08 Dawn of the Sociopath
09 Bloodlust
10 Catharsis
11 The Fallout

Line up:
Bruno Capela – vocais
David Doutel – guitarras
Miguel Pinto – baixo
Pedro Lima – guitarras
Tiago Cardoso – bateria

Internet:

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Playlist 20 de outubro de 2011

Grave Desecrator: Novo CD será produzido por Harris Johns

A banda brasileira de Black/Death Metal Grave Desecrator, anuncia que assinou com a editora Pulverised Rec. de Singapura, que possui no seu cast as bandas Master, Whiplash, Impiety, Guillotine, Suicidal Winds, Desultory entre outras. O novo CD sairá em 2012 com produção do renomado Harris Johns (Kreator, Coroner, Helloween, Ratos de Porão etc). Alguns split ‘7 EP´s em vinil sairão muito em breve por selos europeus e americanos, com as bandas Martyrvore (EUA), Augrimmer (Ale) e com a lenda Mystifier (ambas as bandas farão um histórico split com faixas inéditas!) que sairá em split 7 EP vinil duplo pelo ex-selo da banda, Ketzer Rec. Já pelo selo italiano Despise the Sun, saiu o CD Deathspells Rising, contendo a demo, primeiro ‘7 EP, ensaios, uma cover dos Bathory e uma música ao vivo! O artwork foi feita pelo renomado Chris Moyen, famoso pelas capas do Beherit, Blasphemy, Incantation e diversas outras. Finalmente, em março/abril de 2012 a banda fará mais uma tournée pela Europa, assim como três shows exclusivos no Chile em dezembro deste ano. O site da banda já está no ar completamente reformulado.

Distraught: Novo vídeo-clip é disponibilizado no Youtube

Os thrashers Distraught acabam de lançar seu novo vídeo-clip oficial, para a música Hellucinations, presente no seu último álbum, Unnatural Display of Art, lançado em 2009. Gravado no dia 26 de junho do ano passado - após cerca de 12 horas de trabalho - o clip expressa de forma clara e sucinta todo o conceito da música, em um ambiente caótico, perfeito para o que a banda buscava.

EP dos Eisregen em novembro

Será já no próximo dia 18 de novembro que os Eisregen lançaram um novo EP, denominado Madenreich - Ein Stück Rostrot. Este trabalho estará disponível em CD (limitado a 2000 cópias numeradas) e a um 7” (limitado a 500 cópias numeradas à mão). O CD conterá os seguintes temas:
1. Madenreich (Album Version)
2. Madenreich (Edit)
3. Ich, Zombie
Quanto ao 7”, e de acordo com a banda, este não terá o tema Madenreich (Album Version) e apenas estará disponível para aquisição nas próximas tournées. Apenas um número muito limitado de exemplares estará disponível na Klangkreis Thüringen web shop.

Persona Non Grata na Massacre Records

Os Persona Non Grata, banda nascida em 2003 quando John Ioannidis (teclados) convidou Chris Gatsos (guitarras) para se juntar ao seu grupo Fatal Error, são a mais recente contratação da Massacre Records. O novo álbum da banda, Quantum Leap tem data prevista de edição para dezembro.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vox Trooper Tour

Os Defying Control e Amor Terror preparam-se para levarem a afeito a Vox Trooper Tour. Confiram as datas:

2011

Gloria do Ribatejo - 29/10

Montijo - 5/11

Benavente - 11/11

Viseu - 26/11

Marinha Grande - 10/12



2012

Beja - 13/1

Rio Maior - 14/1

Sardoal - 28/1

Maceira - 3/2

Aveiro - 10/2

Espinho - 11/02

Figueira da Foz - 10/3

Byfall: electro-metal em 2012

Os Byfall são a mais recente contratação da promotora germânica, Rock'n'Growl Promotion. Formados por Andy Drake (vocais), Jason D (música) e Kevin Klein (guitarras), os Byfall levam-nos para uma nova geração de metal: o electro-metal, uma mistura hibrida de texturas sintéticas com metal. A banda hispano-germânica planeia editar a sua estreia em 2012. Para já podem ir tomando contacto com o trio através do promo video teaser.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Review: Kingdom Of Ruin (Vangough)

Kingdom Of Ruin (Vangough)
(2011, Nightmare Records)

Os norte americanos de Oklahoma Vangough, banda criada sob a influência da mente inspirada de Clay Withrow, estão de regresso com o seu terceiro álbum onde expandem ainda mais o seu artmetal, levando as suas visões conceptuais alguns patamares acima do que já tinham conseguido. Kingdom Of Ruin retrata a história de Rabbit Kingdom, contada por um homem que vive em duas realidades. Musicalmente influenciado quer pelos clássicos do prog rock como ELP, King Crimson ou Genesis, quer pelos atuais nomes da cena progressiva, tais como Pain Of Salvation ou The Flower Kings, a banda adiciona ainda, apontamentos metal de áreas tão diversas como Evergrey, Mastodon ou Pantera. Kingdom Of Ruin combina a atitude groovy de momentos de metal cinematográfico com sons retro do sintetizador incutindo um forte sentimento de rock clássico, transformando-os numa banda contemporânea e com uma sonoridade refrescante. A sensação é que o ouvinte se embrenha num conto de fadas dos tempos modernos e de repente acorda com violentas explosões de loucura melódica. O expoente máximo é conseguido em Choke Faint Drown, onde os Vangough criam uma doce melodia que é cortada, sem previsão, por alguns guturais. No tema seguinte, Abandon Me, volta a acontecer algo semelhante: ora somos embalados por doces pianos e guitarras acústicas, ora somos agredidos por riffs e vocais agrestes. É dessa dualidade que se vai repetindo ao longo de 76 minutos de música que é feito Kingdom Of Ruin. A mistura entre metal/rock e realidade/fantasia, promete tornar-se num ponto de audição obrigatório para os fãs da música progressiva. No entanto, a maioria dos momentos são calmos e proporcionadores de períodos contemplativos, onde o piano, a guitarra acústica e as vozes tranquilas desempenham um papel fundamental, merecendo realce as faixas The Rabbit Kingdom e An Empire Shattered. O disco fecha com um dreamtheateriano épico de catorze minutos, The Garden Time Forgot, uma verdadeira delicia para os fãs de progressivo seja eles mais retro sejam mais atuais.

Tracklist:
1. Disloyal
2. Choke Faint Drown
3. Abandon Me
4. Drained
5. Kingdom Of Ruin
6. Frailty
7. The Transformation
8. The Rabbit Kingdom
9. Stay
10. Sounds Of Wonder
11. A Father's Love
12. Requiem For A Fallen King
13. An Empire Shattered
14. Alice
15. The Garden Time Forgot

Line up:
Clay Withrow – vocais, guitarras, baixo, teclados
Brandon Lopez - bateria
Corey Mast - teclados
Jeren Martin – baixo

Internet:

domingo, 16 de outubro de 2011

Review: A Dramatic Turn Of Events (Dream Theater)

A Dramatic Turn Of Events (Dream Theater)
(2011, Roadrunner)

Mantendo a tradição, desde que chegaram à Roadrunner, de um álbum a cada dois anos, aí está o novo trabalho dos Dream Theater. A grande questão que se colocava à partida era como iria a banda recuperar da importante perda que foi a saída de Mike Portnoy, membro fundador, há 25 anos na banda, baterista de eleição e um dos mais importantes compositores. Pois bem, a resposta foi dada na forma de A Dramatic Turn Of Events, um disco em que parece que os americanos pretendem regressar ao formato canção e onde apresentam algumas diferenças em relação aos anteriores trabalhos. Por um lado, a emotividade está mais presente, nomeadamente ao nível vocal, os temas ligeiramente mais curtos (afinal o maior só tem cerca de 12 minutos) e a curiosidade de aqueles típicos malabarismos e devaneios técnicos só surgirem, mesmo a sério, à terceira faixa. Por outro lado desapareceram (esperemos que de vez) os trejeitos de agressividade mal amanhada que surgiu nos dois últimos trabalhos. Ao invés surgem alguns apontamentos techno de gosto duvidoso. Seja como for, se por aqui está um dos piores temas escritos pelos DT (Build Me Up, Break Me Down), independentemente da bela melodia do refrão ou do muito atraente solo neoclássico, também por aqui há diamantes como há muito o quinteto não escrevia. Lost Not Forgotten é muito diversificada e apresenta uma mudança de tempo no refrão (fantástica melodia, refira-se) verdadeiramente assombrosa e só ao alcance de génios; This Is The Life, um dos três temas calmos e o mais bem conseguido com um lead de guitarra de uma beleza arrebatadora e Breaking All Illusions, simplesmente brilhante desde as linhas de baixo, às texturas de teclado e terminando num dos mais belos solos de Petrucci: calmo, limpo, emotivo, quase blues. Muito próximo, ainda andam Bridges In The Sky e Outcry com momentos empolgantes e bem conseguidas melodias. Este é um álbum onde Jordan Rudess tem mais exposição, nomeadamente na utilização de belas passagens de piano, mas não se pode afirmar que é um álbum centrado nos teclados. Antes é, como todos os álbuns de Dream Theater um trabalho onde todos brilham a grande altura e, sendo progressivo no verdadeiro sentido do termo, um álbum pouco imediato, exigindo algumas audições atentas para se conseguir absorver toda a qualidade patente. Ah, e quanto a Mike Portnoy? Nem se deu pela sua falta…

Tracklist:
1. On The back Of Angels
2. Build Me Up, Break Me Down
3. Lost Not Forgotten
4. This Is The Life
5. Bridges In The Sky
6. Outcry
7. Far From Heaven
8. Breaking All Illusions
9. Beneath The Surface

Line up:
James Labrie – vocais
John Petrucci – guitarras
John Myung – baixo
Jordan Rudess – teclados
Mike Mangini - bateria

Internet:

Edição: Roadrunner

sábado, 15 de outubro de 2011

Review: Dystopia (Iced Earth)

Dystopia (Iced Earth)
(2011, Century Media)

O nexo mágico da arte e da vida é o espaço que todos os músicos procuram, mas, na realidade, poucos encontram. Em Dystopia, o novo e décimo álbum dos ícones Iced Earth, Jon Schaffer encontrou esse espaço. Da mesma maneira que Horror Show (tributo às clássicas personagens da literatura e filmes) nasceu, o interesse Schaffer em temas distópicos da literatura e do cinema levou-o a tentar criar algo relacionado, prestando, neste novo disco, homenagem aos filmes Dark City, V For Vendetta,e Soylent Green. No entanto, este não um álbum conceptual, apesar de haver temáticas que são transversais a várias faixas. Para além deste conceito distópico, os Iced Earth adicionam uma pitada de Orwell e um punhado de manchetes de todo o mundo e o resultado é Dystopia, provavelmente o álbum mais pesado e mais ameaçador da banda. Com um conjunto excitante de 12 temas que exploram o mundo orwelliano do pesadelo do futuro, por Dystopia distribuem-se baladas sensuais, riffs poderosos, cavalgadas dinâmicas, vocais estratosféricos e letras soberbas naquela forma única e bem personalizada de fazer power/thrash metal. É, claramente, um álbum diretamente apontado para os fortes e resistentes. Não é para os fracos. Para os fãs de longa data da banda, dois temas merecem especial destaque e interesse: o tema-título e Tragedy And Triumph. Isto porque recuperam a história de Something Wicked e a mascote Set Abominae que, no lançamento de 2008, The Crucible Of Man tinha assumido a sua posição de governante do mundo. Destaque ainda para o novo vocalista Stu Block (ex-Into Eternity) que injeta uma paixão que já não se ouvia há muito tempo nos Iced Earth. Block poderá ser mesmo considerado o ponto-chave neste lançamento, com uma performance de grande nível. Poderíamos dizer na linha de Matt Barlow, mas para melhor, como se poderá notar em Anthem, Anguish Of Youth ou End Of Innocence.

Tracklist:
1. Dystopia
2. Anthem
3. Boiling Point
4. Anguish of Youth
5. V
6. Dark City
7. Equilibrium
8. Days of Rage
9. End of Innocence
10.Tragedy and Triumph

Line up:

Jon Schaffer – guitarras e vocais
Troy Seele – guitarras
Brent Smedley – bateria
Freddie Vidales – baixo
Stu Block – vocais

Internet:

Edição: Century Media

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Entrevista: Electric Mary

Mais um coletivo australiano que chega até nós: os Electric Mary que editam o seu terceiro trabalho simplesmente intitulado III, primeiro para a francesa Listenable. Em plena tournée europeia, o vocalista Rusty atendeu-nos e deu a conhecer as atividades e objetivos dos Electric Mary, numa conversa onde até o campeonato do mundo de futebol foi abordado.

O vosso terceiro álbum está quase cá fora. Que expectativas têm para III? Esperamos poder avançar para pessoas com mentes de rock clássico como era feito antes, onde a grande maioria das coisas já foi feita. Gostamos de ser fiéis ao estilo e esperar o que o DNA de cada membro consegue adicionar ao som.

Eu penso que este trabalho é um passo em frente, relativamente a Dawn To The Bone. Concordas? Na tua opinião o que melhorou desta vez? O facto de ter sido escrito como  banda ajudou. O Pete trouxe material, o Alex trouxe material e claro o nosso novo elemento na guitarra, o Glenn trouxe outro som e outro peso aos Electric Mary.

Desta vez vocês têm, na minha opinião, mais poder, mais groove e mesmo assim
soam honestamente retro. Como conseguem fazer isso?

Obrigado. Tentamos ser honestos em tudo o que fazemos. Também acho que o facto de termos atuado com os Deep Purple no ano passado ajudou-me enquanto compositor, já que eles são a minha banda preferida e todas as noites me imaginava de regresso a onde toquei música pela primeira vez.
Rock’n’Roll the way you used to taste é o vosso lema. Os Electric Mary, definitivamente tentam regressar à origens com o seu hard rock
Sim, definitivamente. Quando gravamos, tocamos todos juntos até conseguirmos um take que nos satisfaça. 90% das gravações que fazemos são completamente live.

Novo álbum, nova editora. Desta fez fizeram uma melhor escolha também nesta matéria, com a Listenable, suponho…
O Eric fez um ótimo trabalho para ajudar a encontrar nos EUA uma audiência para os Electric Mary mas desta vez ele não pode continuar connosco. Eu já vinha tendo algumas conversas com o Laurent sobre as cenas musicais francesa e europeia e sobre o alinhamento dos planetas. Portanto, foi fácil começarmos esta viagem com eles.
Para aqueles que ainda não conhecem os Electric Mary, como descreverias a banda e este novo álbum?
Grandes guitarras, bateria louca, groove e muita melodia para levar para a cama.

Entretanto já lançaram o EP, Long Time Coming. Trata-se de um preview para o
álbum?

Sim, é um lançamento apenas para a Austrália que queríamos dar aos nossos fãs de casa. Depois a Europa fica com o álbum completo e um DVD ao vivo.

Um detalhe curioso é que os Electric Mary tocaram no campeonato do mundo de futebol na África do Sul. Como decorreu essa experiência? Foi uma grande experiência para nós até no campo!

Chegaram a ver algum jogo?
Sim, foi o Austrália-Alemanha que perdemos por 4-0. O treinador foi despedido um mês depois…

E agora, para promover III, já estão em tournée...
Sim, faremos França, Bélgica, Espanha e Suíça, em setembro, outubro e novembro, Depois regressaremos e casa para mais algumas gravações. Depois voltaremos no verão de 2012.