quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Farwell To Arms na Massacre Records

Os Farwell To Arms são a nova aposta da editora germânica Massacre Records. Melódicos, sem compromissos, ambiciosos, versáteis e curiosos assim se pode definir o coletivo que, com um estilo único, cruza death metal, thrash metal, prog e hardcore.  A banda entrará em estúdio na primavera de 2012 para gravar o sucessor do seu EP de 2010, Exhalation.

ThanatoSchizo: últimos momentos em concerto

Os ThanatoSchizo irão divulgar até ao final do ano três vídeos que ilustrarão os últimos momentos em concerto da banda transmontana. O primeiro deles com uma filmagem do tema Suturn, captada no dia 12 de março no Hard Club já foi disponibilizado e pode ser visto aqui.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Review: Tales Of The Sands (Myrath)

Tales Of The Sands (Myrath)
(2011, Nightmare Records)

Do mundo oriental não chegam apenas notícias de guerras e golpes de estado. Da Tunísia, precisamente um dos países afetados pela onde de violência interna que culminou no fim do regime ditatorial, chegam-nos os Myrath. A banda, com o seu excelente álbum de 2010, Desert Calls, chamou a atenção do mundo musical para o seu estilo oriental metal cruzado com metal progressivo na linha dos Symphony X. E quem achou esse trabalho uma deliciosa surpresa, seguramente ir-se-á deliciar com a nova proposta dos tunisinos, Tales From The Sands. Porque, na realidade, esta nova proposta consegue estar, ainda, uns furos acima do seu antecessor. Trata-se de um disco mágico, étnico, quente, onde o sabor oriental de ritmos, escalas e harmonias árabes são introduzidas de forma brilhante no seu metal que (apesar das semelhanças com Symphony X ainda estarem presentes) começa a ser cada vez mais personalizado e a apresentar uma identidade muito própria. Zaher Zorgatti assume-se cada vez mais como um dos melhores vocalistas da atualidade. De facto, é impressionante como consegue, de forma superior, explanar a sua capacidade melódica, o seu toque de emotividade, as suas variações árabes. E por trás deste homem, existe um conjunto de músicos evoluídos tanto ao nível da execução como da criação. Aliás, é na criação que reside toda a magia de Tales From The Sands. Em termos gerais, os temas são mais curtos que em Desert Calls, mas em contrapartida ganham uma nova alma, são (ainda) mais criativos, mais ricos em termos étnicos, mais trabalhados em termos sinfónicos e orquestrais. Ouvir Tales From The Sands é entrar numa verdadeira aventura das mil e uma noites onde temas como Braving The Seas, Mercilesss Times, Tales Of The Sands, Dawn Within, Requiem For A Goodbye ou Apostrophe For A Legend se assumem como verdadeiras obras-primas do metal. Absolutamente obrigatório!
Tracklist:
1.       Under Siege
2.       Braving The Seas
3.       Merciless Times
4.       Tales Of The Sands
5.       Sour Sigh
6.       Dawn Within
7.       Wide Shut
8.       Requiem For A Goodbye
9.       Beyond The Stars
10.   Time To Grow
11.   Apostrophe For A Legend


Line up:
Zaher Zorgati – vocais
Malek Ben Arbia – guitarras
Elyes Bouchoucha – teclados
Anis Jouini – baixo
Piwee Desfray – bateria

Internet:





Edição: Nightmare Records

domingo, 27 de novembro de 2011

Review: Small Town Hymns (American Aquarium)

Small Town Hymns (American Aquarium)
(2010, Last Chance Records)

Com 5 álbuns em apenas 4 anos e mais de 600 espetáculos, os American Aquarium, liderados por BJ Barham são a face mais visível da nova geração das culturas rock’n’roll e country. Por outro lado é mais um nome descoberto para a Europa pela Teenage Head Music, a par de The Delta Saints, The Creepshow, Dirty York, The Vegabonds ou Zack Williams and the Reformation (de que falaremos em breve). Small Town Hymns é o disco do ano passado, numa altura em que Dances For The Lonely, uma gravação de 2009, será editada na Europa no próximo mês de janeiro. Para já abordamos esta obra que nos apresenta um cruzamento entre o southern rock, o blues e o country, com uma forte ênfase nos registos acústicos (guitarras, banjo, violino, contra baixo, bandolim) e com um acentuado sabor a western, a deserto e a cowboys. Em muitos momentos, como Reidsville, Water In The Cell, Brother, Oh Brother ou Hard To Quit, a eletricidade é desligada e somos envolvidos por canções puras e simples, despidas de artificialismos, tocantes. Quase na forma de contos de histórias musicadas de forma simples, a lembrar, algumas vezes, Bob Dylan. Noutros momentos, como em Hurricane ou Nothing To Lose, é o sentimento do oeste selvagem que nos assola e nos transporta para inóspitas paisagens, ranchos e vaqueiros, foras-da-lei e xerifes. Já Meredith é uma faixa de uma beleza extraordinária em que a única coisa que pede é… que se fechem os olhos e nos deixemos levar e deliciar. Depois existe aquele espetacular country/blues, Rattlesnake, com um sensacional piano honky-tonk ou as memoráveis  Coffee & Cigarettes e Gone Long Gone, que nos remetem para uns Dire Straits da época pré-Alchemy. Sem dúvida, os amantes de sonoridades menos convencionais têm nos American Aquarium um excelente exemplar a descobrir.

Tracklist
1. Hurricane
2. Nothing To Lose
3. Reidsville
4. Coffee & Cigarettes
5. Meredith
6. Water In The Well
7. Rattlesnake
8. Brother, Oh Brother
9. Gone Long Gone
10. Hard To Quit

Line up
BJ Barham – vocais, guitarra acústica
Zack Brown – piano
Bill Corbin – baixo, contrabaixo
Kevin McClain – bateria
Ryan Johnson – guitarras, banjo
Jay Shirley – hammond
Whit Wright – guitarras

Internet

Edição: Last ChanceRecords

sábado, 26 de novembro de 2011

Entrevista: Joah Ann Lee

O primeiro álbum dos Joah Ann Lee retrata a viagem humana através do ciclo da vida e explora temáticas como manipulação da mente, movimento de grandes massas, a busca da fé, o sentido da vida, o destino e a eminente queda do homem/sociedade. Vasco Marques acedeu a contar a Via Nocturna em que consiste esta viagem em que embarcaram os lisboetas.

Em termos musicais, este vosso trabalho sucede ao EP de estreia. Que balanço fazem da evolução de um lançamento para outro?
O salto evolutivo entre ambos é colossal. Os Joah Ann Lee são hoje uma banda mais adulta, amadurecida. Se o EP foi uma descarga de adrenalina, de testosterona acumulada, o álbum representa uma abordagem muito mais estruturada, pensada e capaz. Quase como uma tentativa de sedução mais subtil, em vez da pura demonstração masculina de virilidade e supremacia.

Agora, em The Great Migration, apresentam um trabalho conceptual. De forma sucinta podem descrever o conceito abordado neste disco?
Todo o conceito da GRande Migração assenta numa história baseada em três personagens e desenvolvida em redor da forma como se relacionam entre si, criando uma parábola em microsistema de um universo humano superior a estes... Versa sobre temas como a manipulação mental e o movimento das grandes massas, a bi«usca da fé, o sentido da vida, destino, o ciclo humano e a eminente e inevitável Queda do Homem/Sociedade.


Quando se aperceberam que deveriam (ou queriam) fazer um álbum conceptual e como trabalharam todo o conceito em termos líricos?
Os Joah Ann Lee sempre foram uma banda conceptual, criativamente falando. A criação musical assenta sempre em algo tangente, palpável… seja uma imagem, um texto, um tema concreto, um sentimento. Sempre criámos música com o objetivo de “sonorizar” um filme, um espelho artístico para uma realidade; uma peça num puzzle maior do que apenas a música em si mesma. No que respeita ao álbum em si, tratou-se de traduzir na nossa “língua mãe” uma história escrita em doze contos sobre o conceito mencionado na resposta anterior.

Como está a ser o feed-back de público e imprensa?
Bastante positivo… Ainda estamos numa fase bastante primária de divulgação… o álbum está nas lojas desde o início de outubro, o que para um primeiro disco, representa ainda pouco tempo. Mas as reações são ótimas e atingimos já um patamar mais sustentado, no que toca à exposição radiofónica. Temos passado regularmente em algumas das rádios de cobertura nacional em segmentos de especialidade e aguardamos agora pelas primeiras reviews de imprensa escrita. Terminada também a primeira fase de concertos/showcases nas FNAC’s, a receção tem superado a expectativa e a venda de discos também.

Trabalharam com o Makoto Yagyu, nome associado a álbuns projetos de sucesso neste campo mais indie. Como foi a experiência?
Não foi uma novidade, pois já tínhamos trabalhado em conjunto na gravação do EP de estreia. Desta vez, penso que captou muito bem o que pretendíamos, quer a nível de sonoridade, quer no ambiente geral do disco. “Leu” muito bem para onde pretendíamos evoluir e contribuiu criativamente em diversos arranjos e sonoridades psicadélicas que deram um toque extra ao material que lhe apresentámos.
E com a masterização feita por Chris Common! Como se processou o contacto com este nome sonante?
O Chris foi uma sugestão do Makoto. A captação em estúdio correu tão bem que ele (ainda muito antes de nós) percebeu que precisava de alguém com tarimba para dar o toque final necessário, aquele “polimento” que deixa um brilho completamente diferente. Ele vinha para Portugal passar uma temporada e o Makoto apresentou-lhe a banda e o resultado das gravações… o Chris gostou do que ouviu e como é óbvio, a decisão não foi difícil… fez um trabalho fantástico.
E concertos? O que já está a ser programado?
Estaremos no início de dezembro (dias 1, 2 e 3) a norte, Porto (Breyner 81), FNAC Braga, FNAC Guimarães e Vila Real, respetivamente. Serão as últimas datas de apresentação do LP The Great Migration durante o ano de 2011. Para 2012, temos já algumas datas e locais em fase final de negociação, mas serão anunciadas assim que confirmadas. Esperamos ainda viajar até algumas cidades/salas que não visitámos anteriormente e espalhar a palavra… afinal, esta é a nossa Grande Migração!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Review: Harvest (The Man-Eating Tree)

Harvest (The Man-Eating Tree)
(2011, Century Media)

Mesmo considerando que o segundo álbum dos finlandeses The Man-Eating Tree foi gravado durante uma das maiores ondas de calor que afetou o seu país, Harvest afigura-se altamente sombrio e melancólico. Mas demora um pouco até nos conseguirmos embrenhar em todo o turbilhão de emoções que aqui se apresenta. Todavia, quando finalmente se chega à faixa final, apercebemo-nos que estamos completamente envolvidos por um denso manto de melancolia e desespero. Mesmo assim, ainda há alguma luz em tanta escuridão. Como sempre acontece: há sempre algo que começa quando outro algo acaba. Tal como o outono finlandês, na expressão dos seus criadores e a sua relação com título desta obra, Harvest. Para os The Man-Eating Tree o outono é uma estação muito criativa e descreve o álbum na perfeição. Aliás, já o álbum de estreia, Vine, tinha um título muito ligado ao outono e, curiosamente, ambos os álbuns se viram também para temáticas agrícolas e da natureza. Toda a beleza e desolação da natureza voltam, então, a estar presentes, não só no conceito, como também no artwork. Mais uma vez a gravação esteve a cargo de Hiili Hiilesmaa (HIM, Sentenced, Moonspell), aparentemente, a pessoa certa para gerir toda a emoção melancólica que é criada no país dos mil lagos (e não só…). Por isso, Harvest também é um álbum que representa, na perfeição, o romantismo e a melancolia finlandesa, com muitos ambientes pintados de sombras escuras e densas. Mas sempre com alguma luz, como já se referiu, numa dualidade perfeitamente percetível nas letras de Tuomas Tuominen. Karsikko o último tema do disco não se limita a ser apenas isso; é acima de tudo uma reflexão e um resumo de tudo que se tinha apresentado antes em termos de sonoridades e atmosferas com as guitarras acústicas e o órgão a criarem um momento verdadeiramente único e sensacional. Tal como os ambientes criados pelo piano na abertura com Harvest Bell. No entanto, Harvest apresenta uma diferença principal em relação a Vine: a inclusão de um segundo guitarrista (Antti Karhu dos Clock Paradox) de forma a fortalecer a profundidade e as paisagens sonoras que a criação musical exigia. Aliás, seria mesmo este guitarrista quem acabaria por escrever um dos temas mais pesados do disco, Exhaled.


Tracklist:
1.       Harvest Bell
2.       At The Green Country Chapel
3.       Code Of Surrender
4.       Armed
5.       Like Mute Companions
6.       Exhaled
7.       Down To The Color Of The Eye
8.       Incendere
9.       All You Kept Free
10.   Karsikko

Line up:
Tuomas Tuominen – vocais
Janne Markus – guitarras
Antti Karhu – guitarras
Mikko Uusimaa – baixo
Heidi Määttä – teclados
Vesa Ranta – bateria

Internet:

Edição: Century Media

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Playlist 24 de novembro de 2011

Nemesis Radio leva a efeito Putrefacted Xmas Fest

A Nemesis Radio, rádio online que se enquadra no género musical Rock/Metal, apresenta no próximo dia 3 de Dezembro o primeiro evento com bandas. Putrefacted Xmas Fest acontecerá na República da Música em Alvalade, Lisboa onde irão actuar os Concealment, Decayed, Web  e os cabeças de cartaz Grog. Para mais informações, consultem o Cartaz.

Chaos In Paradise atualizam videoblog

Os Chaos In Paradise acabam de fazer upload do seu novo vídeo blog! Este vídeo contem filmagens da viagem dos Chaos in Paradise a Madrid para tocar na sala mais antiga e mais icónica da capital espanhola. Podem ver o vídeo aqui.

Distraught: inicio das gravações do novo álbum

A banda gaúcha de thrash metal Distraught informa que já iniciou o processo de gravação de seu novo álbum, sucessor de Unnatural Display of Art, lançado em 2009. As gravações tiveram início no dia 20 de novembro, no Estúdio Navarro, localizado na cidade de Canoas/RS, e a mistura será feita no conceituado estúdio Mr. Som, de propriedade de Pompeu e Heros (Korzus).

Under The Pipe: novo ep em 2012 pela Awal UK

Os Under The Pipe informam que assinaram pela Awal UK, para distribuição do novo Ep Fix You, You Are Not Alone, com edição prevista para 2012. Esta é uma distribuidora que conta no seu catálogo com nomes como  Radiohead, Arctic Monkeys, Moby, Skunk Anansie, Editors, Mazgani, Blasted Mechanism, Expensive Soul, Linda Martini, Mind da Gap, Os Dias De Raiva, Fonzie entre outros. Entretanto, o videoclip do tema Fix You pode ser visto aqui.

Kill Ritual na Rock'n'Growl Management

Os thrashers da Bay Area Kill Ritual, banda formada com membros dos Imagika, Dark Angel e Eldritch, são a nova aquisição da Rock,’n’Growl Management. A banda encontra-se neste momento a promover o seu novo trabalho The Serpentine Ritual.

Novo vídeo para os Love.Might.Kill

Os italo-germânicos Love.Might.Kill editaram o segundo videoclip para o album Brace For Impact. Desta feita o tema escolhido foi Down To Nowhere e pode ser visualizado aqui.

OZ: novo projeto portuense

Oriundos da cidade invicta, surge pelas mãos de Jorge Oliveira (Ex-Secrecy/Ex-Navajo/In Tempus) o projeto OZ cujo álbum de estreia, Voyages, disponível a partir do dia 28 de novembro, promete uma aposta forte numa nova sonoridade para o panorama musical Português. O single extraído deste álbum intitula-se Karma Style/ Zenith, e conta, também, com versões e remisturas destacando-se uma remix do tema Karma Style construída pelo conceituado DJ FastMove. O projeto OZ conta ainda com as participações de: Barrosonyx (Dark Wings Syndrome/Ex-The SympOnyx) na voz; David Reis (Phantom Vision) na voz; Luiz Ferreira (The Melancholic Youth of Jesus, Ex-Secrecy, Ex-Heavenwood) na bateria e percussões; Mário Amora (In Tempus/João C Bom) no baixo; Paulo Barreto (Ex-The Melancholic Youth of Jesus/Ex-Navajo) na guitarra e voz e Susana Silva (finalista do programa de TV Ídolos II/projecto DaSilva) na voz.

Web: concertos em dezembro

Em dezembro, os Web vão voltar a tocar em força, apresentando a seguinte agenda:

03.12.2011 - Putrefacted Xmas Fest
Grog + Web + Decayed + Concealement @ Républica da Música - Lisboa

10.12.2011 - 25 Years Party
Web + Crushing Sun + Buried Alive @ Metalpoint - Porto

17.12.2011 - Side B
Web + Tarantula + Gargula + Midnight Priest @ Side B - Benavente

25.12.2011 - Invicta X-Massacre III
Web + Holocausto Canibal + Pitch Black + TBA @ Hard Club - Porto

Novos videos de Nightqueen e Winter's Verge

Já estão disponíveis os novos videos dos Nightqueen, Lady Fantasy e Winter’s Verge, Not Without A Fight. Podem visualisá-los aqui.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Review: My Own Angel (Ankor)


My Own Angel (Ankor)
(2011, STF Records)
O press release apresenta os espanhóis como melodic metal. E de facto, a banda liderada pela bela Rosa de la Cruz, conseguiu criar um disco competente neste segmento. Algures num cruzamento entre os nossos Oratory e Chaos In Paradise, embora menos melódico que os primeiros e menos potente que os segundos, My Own Angel é um disco bem conseguido e com agradáveis melodias. Todavia parece que a banda ainda procura um caminho, neste que já é o seu segundo disco e o primeiro cantado em inglês, depois da estreia Al Fin Descansar, de 2008. E dizemos isso, porque a tentativa de introduzir elementos agressivos, nomeadamente ao nível dos vocais, nos parece muito forçada em grande parte dos momentos. Poder-se-á dizer que são momentos pontuais que inserem alguma negritude que falta no restante do trabalho. Eventualmente será esse o motivo. Mas parece-nos que os Ankor são bons essencialmente quando perdem a áurea negra e criam apenas canções que apetece cantarolar e melodias que se colam à memória. Como aliás acontece em It Would Be Easier ou na sensual My Own Angel. Já os temas de abertura, Remaining e Completly Frozen apesar de terem boas melodias, apresentam a tal vertente de agressividade que poderíamos apelidar de desnecessária. Outro dos momentos altos surge em Awaiting Your Awakening, com um bom trabalho da guitarra ritmo e um subtil piano a proporcionar arranjos interessantes. Finalmente uma referência para No Matter What pela riqueza da composição, naquele que é um tema em que as partes agressivas são apropriadas. Começando por uma secção hard rock evolui até ao death metal. Não sendo brilhante, My Own Angel é um disco agradável de ouvir e apresenta uns Ankor como uma das bandas de nuestros hermanos com mais potencial para evoluir, não repetindo os sistemáticos erros em que os seus compatriotas teimam em cair.

Tracklist:
1.       Remaining
2.       Completely Frozen
3.       It Would Be Easier
4.       Awaiting Your Awakening
5.       No Matter What
6.       My Own Angel
7.       Pride
8.       Reborn
9.       Against The Ground
10.   Starting Over


Line up:
Rosa de la Cruz – vocais
David Romeu – guitarras e vocais
Fito Martinez – guitarras
Jordi Vidal – bateria
Julio A. Lopez – baixo e vocais
Javier Casanova - teclados

Internet:



Edição: STF Records


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Entrevista: Hélder Oliveira

For Eternity, como o próprio nome indica, pretende ser um trabalho para a eternidade. Porque é único. Porque é inovador. Porque não deve nada ao que melhor se faz lá fora neste género. Hélder Oliveira é um verdadeiro guitar-hero. Mas é português. Beirão. Forjado no granito do Montemuro. Via Nocturna não quis deixar passar a oportunidade de conhecer este fantástico músico por alturas do seu disco de estreia.

Para começar, Hélder, parabéns pelo teu excelente trabalho. Quando decidiste que estava na altura de gravares um álbum como este?
Boa noite, em primeiro lugar obrigado pela oportunidade dada para falar sobre este projeto. A ideia de gravar um álbum destes surgiu por volta de 2006 ou até antes, quando comecei a ouvir vários álbuns instrumentais de guitarristas a solo tais como Marty Friedman, Jason Becker…., na altura fiquei fascinado por este tipo de música e decidi fazer o meu próprio álbum a solo.
 
 
E porque decidiste que seria instrumental?
Decidi que seria instrumental simplesmente porque adoro música instrumental (risos), acho que essa é a principal razão…. por outro lado devido ao facto de ser instrumental acho que isso me trouxe mais liberdade para me exprimir a nível musical.
Que expectativas tens para este lançamento?
Tenho boas expectativas apesar da música instrumental não ser muito apreciada, digamos assim, sobretudo em Portugal, mas ao mesmo tempo como não há muitos trabalhos deste género no nosso país isso também pode ser algo positivo para mim. Vamos ver como é que as pessoas vão continuar a reagir ao álbum, até agora têm reagido bastante bem.

Este foi trabalho composto entre 2007 e 2009. Foi um longo percurso de composição. A que se deveu tanto tempo?
Pois …(risos), já muita gente me perguntou isso, quero começar por dizer que algumas partes musicais já as tinha escrito antes de 2007. A razão pela qual demorou tanto tempo a ser composto foi porque, por outro lado as ideias para as músicas foram surgindo de uma forma natural, sem pressões, e também foram escritas em alturas em que o meu tempo para me dedicar à música não era assim tanto por causa do emprego, etc…, daí ter levado este tempo todo.

E depois mais um longo período de produção, suponho, uma vez que só agora, em 2011, o disco vê a luz do dia. Contingências da interioridade ou nem por isso?
Não, acho que o período de produção levou também tanto tempo até estar concluído porque quis-me certificar que os temas ficariam o melhor possível também a nível de produção, deixámo-los assim amadurecer até estarem prontos a ver a luz do dia, em vez de me precipitar e no final o resultado não ser tão bom, mas nunca tive dúvidas que iria concluir este projeto, custasse o que custasse…

E como decorreu todo esse processo de gravação e produção?
O processo de gravação foi um pouco, eu diria estranho…. porque comecei por gravar uma pré-produção do álbum em minha casa no meu computador portátil com uma placa de som de 50 euros (risos), isto mais ou menos de novembro do ano passado até fevereiro deste ano. Depois de ter gravado tudo fui ter com um amigo chamado Ricardo Sousa que é produtor e tem um estúdio em Viseu chamado Estúdios Singular para começarmos a gravar definitivamente o álbum. Entretanto aproveitámos todas as guitarras elétricas que eu tinha gravado em casa, (ritmos e solos) assim como vários teclados e regravámos o baixo, guitarras acústicas e os restantes teclados. Foi uma experiencia agradável e interessante visto que foi a primeira vez que gravei mesmo num estúdio….

E pode dizer-se que o Hélder Oliveira de hoje faria exatamente o mesmo tipo de trabalho?
Sim, sem dúvida, faria o mesmo tipo de trabalho instrumental, mas certamente tentaria melhorar alguns aspetos no álbum porque sinceramente nunca estou totalmente satisfeito com o que faço, de cada vez que faço algo tento superar-me a mim mesmo (risos)

Em termos técnicos, quais são os teus principais inspiradores?
Marty Friedman, Jason Becker, Tony Macalpine, Michael Angelo Batio, Yngwie Malmsteen, etc….

Neste trabalho assumes todos os instrumentos. Foi uma opção porque te sentias melhor assim, ou simplesmente não encontraste músicos que te acompanhassem?
Na realidade desde que surgiu a ideia de gravar um álbum deste género quis ser eu a assumir todos os instrumentos porque este álbum para mim é bastante pessoal e também quis provar a mim mesmo que o conseguia fazer. Entretanto, por exemplo no que diz respeito à bateria, esta foi construída em midi por mim inicialmente e depois com a ajuda do produtor (Ricardo Sousa) e de dois amigos meus bateristas trabalhámos as baterias no estúdio, em termos de dinâmicas, aperfeiçoando ritmos, etc, de modo a parecer o mais real possível.

Para promover este trabalho tens feito algumas apresentações ao vivo com backing tracks. Como tem sido a receção a este formato?
Até agora tem sido boa, porém, as pessoas ficam curiosas e perguntam-me porque é que ainda não formei banda… (risos)

Mas sei que já estás a montar uma banda para te acompanhar. Para já quem está contigo?
Neste momento já tenho baterista e segundo guitarrista mas só gostaria de anunciar o nome dos elementos da banda quando tiver o line-up completo, visto que ainda me falta arranjar um baixista, por isso já agora para quem estiver interessado em preencher o lugar de baixista na banda é contactar-me…

Por falar em apresentações ao vivo, como decorreu a apresentação do álbum em Pindelo dos Milagres?
A apresentação do álbum correu bastante bem, o bar esteve cheio e o público foi magnífico, foi uma noite para relembrar mais tarde.

Antes de terminar colocava-te uma questão, que eventualmente já te colocaram: sem letra, como é que se batiza um tema? Em que te baseias para pôr este ou aquele título?
É verdade, já não é a primeira vez que me fazem essa pergunta, na maior parte das vezes baseio-me no tipo de melodia da música, se a música tem uma melodia triste então a música terá um título mais negativo como por exemplo Life’s Unfair que para mim é a música do álbum mais sentimental e triste; já Illusion’s Paradise é uma das músicas mais agressivas do álbum, e para mim a melodia transmite um bocado de raiva e indignação, daí ter posto esse nome. Normalmente a melodia e os títulos das músicas refletem um bocado o estado de espírito em que eu estava na altura que as compus (risos).

Finalmente, que objetivos pretendes atingir com este trabalho e que aspirações tens para um futuro mais próximo?
Com este álbum pretendo conseguir por exemplo um contrato com alguma editora musical do género, formar a banda e tocar ao vivo o máximo possível, e claro, agora é continuar a divulgar o álbum o melhor que conseguir, inclusive para outros mercados no estrangeiro mais virados para este género de música por que daí podem surgir boas oportunidades também…., e num futuro próximo logo se verá, mas provavelmente gravar um álbum novo mas primeiro veremos no que dará este For Eternity.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Review: The Great Migration (Joah Ann Lee)

The Great Migration (Joah Ann Lee)
(2011, Edição de Autor)

The Great Migration é o trabalho de estreia dos Joah Ann Lee e retrata uma viagem humana através do ciclo da vida, num conceito que gira em torno das relações violentas entre três personagens: Melissa, William e Harvey que partem numa viagem que definirá o futuro da humanidade. Feita a sinopse do que se desenvolve neste primeiro álbum da banda lisboeta, falta referir que todo o trama se desenvolve em 12 episódios, correspondendo a cada uma das faixas do disco. Destination N. York é uma abertura mais orientada para sonoridades ambientais, mas logo a seguir vêm Rooftops e Southern Decadence, duas faixas que caracterizam, na perfeição os sentimentos transmitidos por The Great Migration, sendo que na segunda, se abrem as portas a um blues negro que acabará por ter sequência em Harvey e, mais tarde, em Chasing The Dragon. O psicadelismo retro surge em The Frozen Border e as ambiências negras e obscuras aparecem em Skullflower; por outro lado, The Great Migration surpreende pela agressividade latente. Todas estas emoções surgem envolvidas por diferentes tipos de sonoridades que abraçam o rock, o indie, o garage e o ambiental num cenário de sentimentos extremos que a banda faz questão de enfatizar.

Tracklist:
1. Destination N. York
2. Rooftops
3. Southern Decadence
4. Harvey
5. The Frozen Border
6. Skullflower
7. 6 AM (Smokin` Gun)
8. Chasing The Dragon
9. Strangers
10. She Is (Woman)
11. The Great Migration
12- The Showdown




Line up:
Vasco Marques (guitarras)
João Silva (guitarras)
Júlio Pereira (bateria)
Renato Portela (baixo)

Internet:

domingo, 20 de novembro de 2011

Review: As The World Bleeds (Theocracy)

As The World Bleeds (Theocracy)
(2011, Ulterium Records)

Depois de uma auspiciosa estreia na forma de Theocracy e do seu sucessor Mirror Of Souls, que também recebeu excelentes críticas, As The World Bleeds é o terceiro trabalho para os norte americanos Theocracy três anos depois. Seguindo a mesma veia dos álbuns anteriores, As The World Bleeds é um trabalho muito forte de power metal melódico da linha europeia. Por aqui se percebem influências que vão desde os Helloween aos Sonata Arctica passando por Avantasia. Mas também se percebe a grandiosidade das composições, o brilhantismo dos arranjos, a eloquência dos coros e vocais. Por isso, As The World Bleeds é mais um disco de grande qualidade na carreira do quinteto oriundo de Athens, GA.. Um disco que se revela imediato ao nível das melodias mas que esconde pormenores no capítulo da composição e arranjos que se vão descobrindo ao longo de subsequentes audições. Dito de outra forma, sempre se afirma que o power metal dos Theocracy está impregnado de apontamentos subtis mas deliciosos de prog. I Am, o longo tema de onze minutos que abre o disco é o exemplo mais perfeito do que foi dito. É um tema com muitas variações, com um desempenho vocal brilhante conjugado com arranjos vocais de eleição (daqueles que parecia que só Jon Oliva conseguia fazer) e que termina numa cavalgada épica memorável. Logo a seguir, The Master Storyteller, numa linha a lembrar Avantasia, apresenta uma das mais agradáveis melodias do disco e Nailed acaba por se revelar, inicialmente, como a mais obscura, se bem que com um breakdown flamenco seguido de uma impressionante melodia à lá Helloween, acabe por trocar completamente as voltas ao ouvinte. Hide In The Fairytale tem um inicio tipicamente Iron Maiden acabando por evoluir para mais uma peça melódica de power metal; pelo contrário, 30 Pieces Of Silver começa muito forte e termina com uma cavalgada típica da dama de ferro. Mais melodia e técnica se vai sucedendo em temas como Drown, Altar To The Unknown God, Light Of The World e As The World Bleeds, e, propositadamente para o fim, deixamos The Gift Of Music. Esta é uma das nossas preferidas, cheia de melodia, sentimento e emotividade. Trata-se de uma homenagem à música em geral e, a espaços, lembra Glenn Miller. O final rápido vem incutir variabilidade num tema, já de si, de excelente nível. Definitivamente, As The World Bleeds é o álbum mais forte dos Theocracy até à data e promete, à semelhança dos seus antecessores, tornar-se um verdadeiro êxito.
Tracklist:
1. I AM
2. The Master Storyteller
3. Nailed
4. Hide In The Fairytale
5. The Gift Of Music
6. 30 Pieces Of Silver
7. Drown
8. Altar To The Unknown God
9. Light Of The World
10. As The World Bleeds


Line up:
Matt Smith: vocais
Val Allen Wood: guitarra solo
Jonathan Hinds: guitarras
Jared Oldham: baixo
Shawn Benson: bateria

Internet:

Edição: Ulterium Records