terça-feira, 3 de abril de 2012

Entrevista: Reality Slap

A história recente do hardcore em Portugal faz-se com a inclusão obrigatória dos Reality Slap. A banda lisboeta está de regresso com o seu segundo trabalho, poderoso e abrasivo como sempre. Via Nocturna foi falar com João a respeito desta nova descarga de adrenalina intitulada Necks & Ropes.

Obrigado por acederem a responder a Via Nocturna. Para começar, quem são os Reality Slap?
Hey,  nós é que agradecemos esta entrevista. Os Reality Slap são uma banda de Lisboa, e que neste momento é composta por mim João, Hugo, Tim, Jp e Tiago.

Que bandas se podem considerar como as vossas principais referências?
Essa pergunta não é simples de responder pois cada um tem as suas próprias referências mas no início quando começámos a fazer músicas na brincadeira eu e o Hugo, as referências eram Agnostic Front, Breakdown e Dmize.

Este Necks & Ropes é já o vosso segundo álbum. De que forma representa a vossa evolução enquanto banda desde a estreia em 2009?
Penso que evoluímos bastante desde o início apesar de o método ter sido bastante idêntico. Desta vez pensámos um bocadinho mais nas músicas e na estrutura do álbum. Decidimos ir para um estúdio melhor e apostar numa gravação de melhor qualidade.

Então, como descreverias o material incluído em Necks & Ropes?
Existe alguma diferença para oque fizemos no passado, as músicas estão mais pesadas mas ao mesmo tempo não se perdeu a identidade da banda e percebe-se logo que tem lá o toque de Reality Slap. Há músicas um bocadinho maiores (risos).

Como está a ser a reação dos fãs e da imprensa?
Até agora tem sido muito boa, estamos muito contentes com o produto final e penso que as pessoas que gostam da nossa música também ficaram contentes com este novo disco. Das reviews que li também só dizem coisas boas por isso não nos podemos queixar

Sei que têm alguns convidados neste álbum. Queres apresentá-los?
Sim, temos quatro. Estamos mesmo muito orgulhosos de poder ter essas participações no Necks &  Ropes. Vou apresentar pela ordem que aparecem no disco. A primeira é a do Winston Mccall que é o vocalista de Parkway Drive. Tivemos a oportunidade de tocar com eles em Lisboa e ele adorou o nosso concerto e como estávamos a preparar-nos para ir gravar surgiu a possibilidade dele participar numa música. Mantivemos o contacto e ele mais tarde gravou na Austrália. Vou estar com ele daqui a uma semana e vou-lhe entregar um cd. Depois a segunda é a do meu amigo Justice Tripp vocalista de Trapped Under Ice. Fiz uma tour a tocar em Devil In Me e ficámos amigos. Durante a tour fui-lhe mostrando as músicas e ele pode escolher uma para participar e juntos pensámos numa parte para ele. Por fim temos duas participações portuguesas, que são as do Poli vocalista de Devil In Me e do irmão dele Mike Ghost vocalista de Men Eater. Estas faziam todo o sentido pois são nossos amigos há bastante tempo e o Mike gravou a bateria deste nosso álbum, então decidimos juntar os dois numa música.

O que está a ser preparado para levar Necks & Ropes para o palco?
Temos alguns concertos já marcados para breve. Primeiro temos uma mini tour com More Than a Thousand e Devil In Me dias 20, 21 e 22 de abril, Porto, Lisboa e Faro. Depois ainda temos O Jurássic Club fest onde tocamos no dia 6 de maio em Lisboa com Dog Eat Dog.

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