sexta-feira, 4 de maio de 2012

Entrevista: Gun Barrel

Depois de um silêncio de 4 anos, os Gun Barrel estão de regresso. Nova editora, novo vocalista e um disco poderoso para delícias dos fãs. Pelo meio, a comemoração do décimo aniversário da banda com um DVD e um álbum ao vivo. Via Nocturna esteve à conversa com um Tomcat Kintgen, baixista dos teutónicos, altamente motivado pela boa forma da sua banda.

Olá Tomcat, obrigado por aceitares responder a Via Nocturna. Em termos de originais, os Gun Barrel têm estado em silêncio desde 2008. O que se passou entretanto?
Tivemos várias questões a ultrapassar. Primeiro tivemos que encontrar um novo vocalista. Depois de o Xaver ter deixado a banda, trabalhamos com o Silver durante algum tempo. Esse relacionamento não durou muito e pouco antes de entrarmos em estúdio, tivemos de encontrar um novo vocalista tendo a escolha recaído em Patrick Suehl. Ele acabou por ser a peça que faltava no puzzle. Parece que ele foi sempre o vocalista dos Gun Barrel. O nosso produtor, Yenz Leonhardt, teve que cumprir as suas obrigações com os Stormwarrior e Saxon. Esperamos por ele para termos o álbum concluído. No final, tudo acabou bem. Às vezes até mesmo as más circunstâncias têm o seu lado positivo no final.

Entretanto, para comemorar o vosso 10º aniversário, lançaram um DVD e um álbum ao vivo. Quais foram os vossos objetivos?
Queríamos comemorar o nosso aniversário com algo especial. Queríamos dar aos nossos fãs algo para eles colecionarem. O DVD é mais um documentário dos primeiros anos, um espetáculo num clube e algum material extra como bónus. Quisemos fornecer muito material para dar valor ao dinheiro. Tenta encontrar um DVD com mais de três horas hoje em dia. Fizemos o mesmo com o álbum ao vivo. Músicas que não encontras no DVD, digipack, autografados e numerados à mão pela banda e estritamente limitada a 1000 cópias. Sem contrato com qualquer editora. Pode ser obtido através de alguns comerciantes que conhecemos pessoalmente ou nos nossos espetáculos ou através da nossa homepage. Portanto, estas são verdadeiramente peças de colecionador.

Agora, de regresso aos originais, nova editora e com novo vocalista. Como se sentem?
Sentimos muito bem. A editora fez um trabalho muito bom e o vocalista é o único que se encaixa. Temos tido grandes reações nos nossos espetáculos e os fãs adoram o Patrick. A banda mudou-se para overdrive e estamos na pista rápida novamente. Parecemos uma máquina de rock’n’roll, imparável e bem oleada.

Começando pela nova editora, depois terem estado na Limb, como aconteceu o contacto com Massacre e quais são as vossas expectativas para esta nova fase?
Telefonamos-lhes. Parece muito fácil, não é? Nós tínhamos contactos com diferentes editoras que estavam interessados em lançar Brace For Impact. Decidimos trabalhar com a Massacre Records, porque eles apresentaram as condições adequadas e sentimos uma vibração muito boa do seu lado. Isso é importante para nós. Temos que nos sentir confortáveis com os nossos parceiros.

A respeito do novo vocalista, essa mudança de alguma forma afetou o vosso processo de escrita?
Não. Ele juntou-se quando as músicas já estavam prontas. Apenas teve a oportunidade de colocar as suas linhas vocais e letras. Ele foi rápido e fez um trabalho muito bom.

Com tantas e tão importantes mudanças, de alguma forma sentem que existe tempo perdido para recuperar?
Não. Não acho que tenhamos que recuperar tempo. Nós não perdemos tempo a olhar para o espelho. Estamos a planear atividades futuras e a escrever músicas para o próximo álbum. É isso que fazemos.

Pelo que me pude aperceber, Brace For Impact tem alcançado excelentes críticas em todo o mundo. Naturalmente estão satisfeitos. É uma forma de recompensa pelo vosso trabalho árduo ao longo dos anos…
Estamos muito felizes com o resultado. Parece que as pessoas estão a entrar no espírito desta banda cada vez mais. Isso é o que acontece quando se trabalha duro: recebem-se estas recompensas. Mas sabes: a estupidez é um pecado mortal. Se nos encontrares nos dias de hoje verás um sorriso permanente no nosso rosto. Vai ser necessário uma cirurgia para o tirar.

O álbum foi masterizado por essa lenda viva que é Tommy Hansen. Qual foi o seu input?
Ele incrementou o som de uma forma fantástica. Ficamos muito satisfeitos com a mistura que Yenz fez, mas quando ele regressou dos Jailhouse Studios e nos deu o master, os nossos maxilares literalmente caíram. Esse senhor é um autêntico feiticeiro.

Este é um álbum claramente orientado para ser tocado ao vivo. Já há alguma coisa agendada neste aspeto?
Iremos tocar em alguns festivais alemães no verão e precisamente nesta altura estamos a começar a programação de outono/inverno. Só têm que se manter atualizados em www.gunbarrel.de.

A terminar, há mais qualquer coisa que que queiras acrescentar?
Não nos percam ao vivo! Esta é a mensagem! Os Gun Barrel sempre foi uma banda de palco e é isso que gostamos de fazer. Mexam-se na nossa linha da frente e preparem-se para o impacto. Obrigado por nos apoiarem.

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