Review: Synthetic (Hemina)

Synthetic (Hemina)
(2012, Nightmare Records)

Falar dos Hemina não é fácil. Desde logo porque, ao contrário do que o título do seu álbum deixa transparecer, este conceptual segundo trabalho dos australianos é tudo menos sintético. É muito orgânico, muito verdadeiro, muito autêntico. São quase 80 minutos de puro e verdadeiro metal progressivo que viaja entre os primórdios do prog rock (com Marillion à cabeça) e a mais avançada e criativa fação do metal. As melodias, as harmonias, os arranjos e as atmosferas estão na base de um trabalho emocional e, por vezes, obscuro. Por momentos, Synthetic cresce e torna-se sumptuoso, nomeadamente nas longas partes instrumentais e complexas onde os músicos revelam capacidades de eleição e explanam não só a sua técnica enquanto instrumentistas, mas também como compositores. Um assinalável ecletismo de exploração sonora de proporções épicas que origina momentos pontuais verdadeiramente brilhantes. O problema são outros momentos espalhados por todo o disco onde a banda, notoriamente, não consegue agarrar o ouvinte, mostrando-se monótona, complicativa e nada empolgante. E o facto de ter três temas acima dos dez minutos e mais um a andar por lá perto, permite que estes momentos mais enfadonhos vão surgindo vezes em demasia. Por outro lado, os momentos vocalizados, embora reduzidos, também acabam por afetar negativamente este trabalho, ficando no ar a ideia que os Hemina deveriam ter feito um álbum simplesmente instrumental.

Tracklist:
1. This Hour Of Ours
2. To Conceive A Plan
3. The Boy Is Dead
4. For All Wrong Reasons
5. And Now To Find A Friend
6. With What I See
7. Hunting Is For Women
8. Even In Heaven
9. Conduit To The Sky
10. Haunting Me!
11. Divine

Line-up:
Douglas Skene – vocais e guitarras
Mitch Coull – guitarras e vocais
Phil Eltakchi – teclados e vocais
Jessica Martin – baixo e vocais
Mathew Irsak – bateria

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