Entrevista: Empires Of Eden


O terceiro álbum do projeto global com base na Austrália, Empires Of Eden, está aí. Channelling The Infinite mostra-nos um Stu Marshal ainda mais ambicioso no que diz respeito aos seus convidados e participantes. Nomes míticos como UDO, Rob Rock, Mike Dimeo, Sean Peck, Steve Grimmett colaboram de forma grandiosa num trabalho também ele mais consistente e que marca a evolução do criativo músico australiano. Via e-mail, o próprio Stu Marshal respondeu a Via Nocturna.

Viva Stu obrigado por tirares alguns minutos a responderes a Via Nocturna sobre o teu novo álbum Channelling The Infinite. Mas, antes de mais, podes falar um pouco sobre o teu background musical? Quando começaste a tocar guitarra e qual foi a tua primeira banda?
Obrigado também pelo teu tempo. Comecei a tocar quando eu tinha uns 6 anos. Comecei a ouvir Kiss e Black Sabbath bastante jovem, por isso eles são uma grande influência para mim. As minhas primeiras bandas eram muito más! Mas nós divertimo-nos!

Como era a cena metal na Austrália quando começaste? E agora? Como se tem desenvolvido?
Em termos de clubes era uma grande cena com os Mortal Sin a levar bem longe o nome do metal australiano. Mas há outras bandas como Hobbs Angel of Death e outras que tiveram sucesso no estrangeiro também.

Quem mais te influenciou como guitarrista e compositor?
Penso que se podem dividir em guitarristas como Malmsteen, Paul Gilbert e Tony MacAlpine e outros mais melódicas como Steve Lukather e Neale Schon. Do ponto de vista da escrita, bandas como Judas Priest, Iron Maiden, Helloween, Manowar, mas há tantas influências…

Que recordações guardas dos teus tempos nos Dungeon?
Deixei os Dungeon em 2006. Grandes momentos e fizemos boa música. Penso eu! Os Dungeon foi uma grande experiência. Eu entrei para a banda, na altura em que eles assinaram um bom contrato na Europa e as coisas correram bem. Fizemos duas tournées mundiais e várias no Japão. O ponto mais alto foi uma tournée com os Megadeth pela Europa em 2005.

Especificamente sobre Empires Of Eden, quando e porque decidiste iniciar este projeto?
Quando saí dos Dungeon tinha algum material que nunca apareceu nos álbuns, acho que 5 faixas na altura. Eu queria muito que essas músicas fossem publicadas. A ideia era trabalhar com os meus amigos e divertirmo-nos mas desenvolveu-se no monstro que é agora. O objetivo era apenas passar um bom tempo, escrevendo algumas músicas e ver onde chegaria. As minhas motivações sempre foram manter a música pura, demonstrando exatamente aquilo que o artista quer expressar. É importante notar que todos os cantores têm a liberdade para compor as suas próprias letras e melodias, por isso se consegue algo muito original a partir das diferentes performances vocais.

O primeiro álbum dos Empires Of Eden teve apenas três vocalistas, certo? Channelling The Infinite tem imensos! Achas que este crescimento representa o próprio crescimento e reconhecimento do teu projeto?
Sim, certamente, o crescimento do projeto e o envolvimento de mais vocalistas. Logo que o primeiro álbum ficou pronto, quis manter o feeling aproximando-me de cantores dos quais sou fã. Por isso podem imaginar o quão grande é poder compor para pessoas que me influenciaram!

Mas uma pergunta tem que ser feita: como se consegue juntar nomes lendários como UDO, Rob Rock, Mike Dimeo, Sean Peck, Steve Grimmett?
Bem, com as músicas concluídas contactei os seus managers e tudo começou aí. É importante para mim escrever músicas para os cantores, como um fã, escrever o que eu quero ouvir deles. É bom porque em alguns casos, temos cantores que se aventuram por territórios novos e outras vezes, permanecem fiéis ao que eles são. Conseguir a participação de UDO foi um sonho. O seu manager tinha apenas um curto espaço de tempo livre enquanto não estava em tournée e ele tinha que gostar da música, por isso tivemos um grande momento com sua faixa, Hammer Down.

Como é o teu processo de escrita? Já tive oportunidade de perceber que os vocalistas podem personalizar as suas canções, certo?
Sim. Empires of Eden é uma verdadeira colaboração. Eu faço as entrevistas e trato da imprensa, é uma verdadeira combinação de esforços. É sempre melhor deixar que os vocalistas contem as suas histórias à sua maneira

Como descreverias Channelling The Infinite?
Eu acho que é um álbum muito profundo. Acontecem muitas coisas, muitas partes complexas, mas também algumas músicas e ganchos realmente fortes. Acho que atingi um novo nível no que diz respeito à minha maneira de tocar a guitarra e espero que as pessoas consigam detetar algo novo cada vez que ouvem o álbum.

Existe algum significado especial relacionado com o título do álbum?
O título foi criado por um bom amigo, o autor Gun Avidssen. Ele é um escritor de ficção científica e depois de ouvir a demo comentou que eu estava sempre "Canalizar o Infinito". Como poderia eu não utilizar esse título?

E qual é o próximo passo? Haverá alguma hipótese de levar este projeto para a estrada?
Bem, todos os cantores querem. Precisamos de um promotor que consiga lidar com isto e que faça a gestão de forma correta. Estou esperançado que a editora possa fazer isso acontecer.

A terminar há algo mais que queiras acrescentar aos nossos leitores e aos fãs portugueses?
Em primeiro lugar, para todos que gosta de EOE, quero agradecer pessoalmente! Por favor, visite-nos em www.empiresofeden.com e também no facebook, nós respondemos e eu estou sempre lá. A vocês em Via Nocturna, mais uma vez obrigado pelo tempo que estiveram a conversar comigo!

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