Entrevista: Michael Des Barres

Com uma carreira de 40 anos dividida entre o rock e a representação, Michael Des Barres resolveu voltar às suas raízes e, acompanhado pela elite do rock, assina uma verdadeira obra-prima do género. Em Carnaby Street o músico retorna à Londres dos anos 60/70 e marca de forma brilhante o seu regresso. Numa entrevista rápida o músico inglês passou em revista a sua longa carreira e falou deste seu novo trabalho.

Viva Michael! Para mim é uma enorme honra que tenhas aceitado responder a esta pequena entrevista para Via Nocturna. Obrigado por estes minutos. Antes de mais, os meus parabéns pelo teu novo e fantástico álbum. Carnaby Street é um disco muito forte e cheio de feeling rock. Sentes-te em ótima forma…
Obrigado pela tua opinião! Eu sinto-me ótimo sobretudo a respeito da receção inicial ao nosso álbum! A minha banda está muito contente que tu e todos os outros tenham entendido a nossa intenção de recriar as nossas memórias.

Quando decidiste que estava na altura de regressar e começaste a trabalhar neste novo álbum?
Decidiu começar a trabalhar num novo álbum há 2 anos. Queria voltar a ter contato com tudo o que me inspirou no início de minha carreira através do rock’n’roll!

Que músicos te acompanham nesta gravação?
A minha banda é incrível. Paul III, no baixo, é meu parceiro em tudo; na guitarra está Eric Schermerhorn da banda de Iggy Pop; os teclados está Jebin Bruni da banda de Fiona e na bateria está David Goodstein. Tudo músicos brilhantes que amam o música que eu gosto. Rock com uma orientação blues.

Neste álbum regressaste às tuas raízes dos anos 60…
Sim! Quando tinha 16 anos fui a todas as casas noturnas de Londres e tomei contacto com a revolução do blues britânico. Vi Hendrix, The Faces, Cream, etc, etc…

Portanto, este é um álbum inspirado em Londres?
Londres era um paraíso criativo! Eu pude explorar cada fissura dos passeios da cidade swing!

Podemos viajar um pouco até ao passado? Foste membro dos Silverhead e dos Detective. Os Silverhead reuniram-se recentemente após muitos anos de ausência. Como está a química na banda?
A reunião dos Silverhead foi mágica! A combinação gloriosa de reconhecimento e de encerramento! E muito amor. Os nossos fans japoneses ficaram loucos e nós também!

E a respeito dos Detective? Na altura chegaram a assinar pela editora de Jymmy Page, a Swan Song. Que memórias guardas desses tempos?
Jimmy e Robert eram fãs dos Silverhead. Naquela altura os Detective eram muito indulgentes, criativos e às vezes muito obscuros… uma perigosa combinação de rock and roll

Outro projeto onde estiveste integrado foi nos The Power Station. Este foi um projeto iconográfico de meados dos anos 80. Ainda existe alguma hipótese de se reunirem ou ser reativado?
Tudo é possível! Quem teria pensado que eu estaria no palco do Live Aid? Foi um dia incrível na minha louca carreira…

Depois de uma carreira de 40 anos, como te sentes olhando para trás? Se tivesses oportunidade, alterarias algo do que que fizeste?
Não alteraria nada!...

Estiveste presente em todos os altos e baixos que o rock teve nas últimas 4 décadas. Que comparação fazes dos tempos mais recentes com os mais antigos?
Olha, sinto que sempre fiz a música que sempre quis fazer. Com o meu coração e não com a cabeça.

Para além de rocker, tiveste uma interessante carreira como ator. O teu papel mais importante deve ter sido o de Murdoc na série MacGyver, certo? Que memórias guardas desses tempos?
Murdoc foi fantástico. Ele ajudou a criar para mim uma carreira maravilhosa na TV e em filmes O maléfico bastardo trouxe-me grandes presentes!

A terminar, queres acrescentar mais alguma coisa?
Sim, amor para todos! E também os meus cumprimentos para ti e para os teus leitores. E mais uma vez, muito obrigado pelas tuas palavras amáveis.

Comentários