segunda-feira, 9 de julho de 2012

Entrevista: Tin Scribble

Alternativos, progressivos, psicadélicos, avant-garde. Eis os Tin Scribble um dos mais excitantes e refrescantes nomes a surgir no cenário norte-americano. Desde Pink Floyd a In The Woods… a banda de Detroit propicia, em Unlive From A Dead City, uma inesquecível viagem por um intenso cromatismo musical. O principal mentor criativo do projeto, Michael Allen Moore, respondeu, via e-mail, a algumas questões colocadas por Via Nocturna.

Quem são os Tin Scribble? Podes apresentar a banda?
Sou eu (Michael Allen Moore) principal compositor, guitarrista, teclista e vocalista; Kylee Remington, vocalista; Danielle Colen – baixista; Todd Richardson, guitarrista  e Lambert RJ, baterista.

Todos vocês têm um importante background na cena musical de Detroit. Como surgiu a oportunidade de criar esta nova entidade Tin Scribble?
Eu queria um grupo onde todos nós nos pudéssemos esticar artisticamente.

Quais são as vossas principais influências?
No nosso background temos muitas influências desde o tradicional clássico e jazz até ao hard rock e ao jazz de fusão da década de 70, como Zeppelin e Mahavishnu Orchestra.

Qual foi o objetivo que norteou o lançamento de um trabalho com as caraterísticas de Unlive From A Dead City?
As novas músicas são mais elaboradas e pensativas. Há alguns instrumentais mais curtos que acho que são importantes para unir uma série de peças. Mas os principais objetivos eram mostrar o crescimento como compositor e escritor. Para tentar fazer um álbum melhor que o anterior em todas as vertentes.

Tiveram vários convidados que colaboraram convosco. Como foi o processo de seleção e que papel desempenharam esses convidados?
Quem estava disponível! (Risos) Sim! Tenho muita sorte de conhecer esses grandes músicos locais, como Clinton Sabon e Missy.

Esta é uma gravação ao vivo em estúdio, certo? Pode descrever-nos um pouco de todo o processo de gravação?
Tinha a ideia de gravar um espetáculo ao vivo por volta de 2007-2008, mas não funcionou devido a problemas logísticos tecnicamente insuperáveis. Por isso decidimos gravar ao vivo no estúdio em março de 2008 utilizando três músicas: Wake, For A While e Breakable. Fiz algumas correções técnicas muito pequenas e adicionei Kylee nas vozes de apoio. Utilizei caixas diretas e simuladores palmer para evitar os overheads da bateria e todos usámos fones de ouvido para monitorização.

Sendo este um lançamento independente, quem quiser adquirir o álbum o que deverá fazer?
Está disponível no CD Baby, Amazon e iTunes. Algumas pessoas têm-me enviado dinheiro e eu forneço-lhes os arquivos AIFF descompactados se preferirem uma melhor qualidade em relação ao download. Para mais informações podem contactar-me para o email guitaramam@yahoo.com.

Os comentários a este álbum têm sido muito positivos. Estavam à espera?
Tivemos alguns muito positivos e outros não tão positivos (risos). É sempre o que deveremos esperar. Eu lembro-me sempre de algumas reviews do Geddy Lee dos Rush, quando saiu pela primeira vez (sorrisos).

De qualquer forma, essas boas críticas poderão influenciar a criação de um próximo trabalho de originais?
Não, de todo... Eu estou numa fase particularmente criativa. No entanto, foi afirmado que adicionámos uma vocalista feminina para justapor e adicionar mais profundidade e altura para as seções mais dramáticas.

Sobre o vosso próximo lançamento o que nos podes dizer por agora?
Será mais cinematográfico! Tenho feito algumas bandas sonoras de filmes e gosto tanto disso que tenho estudado muito mais de perto a arte de criar música para filmes mudos.

A terminar, ficou alguma coisa que queiras acrescentar para os nossos leitores?
Eu só quero agradecer a todos pelo carinho! Realmente espero que gostem do novo CD novo e espero que haja algo para "lá" com que se possam relacionar de alguma forma.

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