terça-feira, 18 de setembro de 2012

Entrevista: Alunah

Ao serem apelidados de “o futuro do doom” pela influente Terrorrizer, os Alunah saltaram para as bocas do mundo. E o caso não é para menos: White Hoarhoud, segundo trabalho da banda de Brirmingham, tem todos os predicados para se tornar num clássico, apesar de, como nos relata a guitarrista e vocalista Soph Day, os Alunah serem muito mais que uma simples banda de doom.
 
Obrigado por acederem responder a Via Nocturna. Antes de mais, quem são os Alunah? Podes apresentar a banda aos fãs portugueses?
Nós somos uma banda de heavy rock (alguns dizem doom metal, outros dizem stoner metal... mas basicamente uma banda de heavy rock), de diversas áreas perto de Birmingham, Inglaterra. Nascemos em 2006 e acabámos de lançar o nosso segundo álbum White Hoarhound pela PsycheDOOMelic Records.
 
Uma das coisas que mais curiosidade me despertou é o vosso nome! Existe algum significado especial?
Originalmente éramos Aluna nome retirado de uma canção dos Mindfunk. Mas rapidamente viemos a perceber que havia outras definições da palavra, todas centradas em torno da mãe natureza, o que se encaixava perfeitamente em nós. É o nome de um relógio de lua e também um princípio do povo Kogi, uma autêntica civilização perdida escondida numa remota pirâmide numa montanha na Colômbia. Em seguida, tivemos um problema com os direitos autorais sobre uma outra banda chamada Aluna por volta de 2008, de modo que acrescentamos o 'h' e, em retrospectiva, prefiro muito mais a ortografia, embora ainda mantendo a pronúncia.
 
White Hoarhound é já o vosso segundo lançamento. Que diferenças são mais notórias em relação à estreia?
Nós escrevemos Call Of Avernus, a nossa estreia, ao longo de 3-4 anos e há muitos sons e estilos diferentes no álbum. Com White Hoarhound, escrevemo-lo num ano e com uma ideia firme do som que queríamos criar. Eu acho que se pode dizer que ele flui melhor, os sons são mais evoluídos e tem uma direção mais sólida.
 
Como decorreu o processo de gravação, desta vez?
Gravamos com Greg Chandler (Serpent Cult, Moss) nos estúdios Priory de novo. Ficamos tão felizes e confortáveis com a nossa estreia que quisemos trabalhar com ele de novo. Ele está nos Esoteric portanto tem uma ideia correta do que queremos criar. Desta vez, foi misturado e masterizado pelo Tony Reed (St. Vitus), que encontramos quando a sua banda Stone Axe veio para a Inglaterra, embora já o conheça desde a altura que participou numa compilação da Catacombe Records com a sua outra banda Mos Generator. Tony não contribuiu apenas para a produção, ele também tocou algumas partes de Hammond e Mellotron no álbum. E também compôs a faixa bónus secreta usando a nossa gravação debaixo das pontes de Birmingham, ao lado dos canais. Nós ficamos muito felizes por trabalhar com estes dois elementos. Temos sorte de ter tido uma grande equipa por trás de nós.
 
Então, como descreverias a música em White Hoarhound?
É realmente difícil de descrever, uma vez que a estamos constantemente a ouvir desde as gravações em abril. Eu diria que é mais escura do que a nossa estreia. Os comentários positivos que surgiram foram dizendo que as canções estão mais intensas e eu também concordo. Nós pensamos muito mais sobre as músicas e também tentei escrever melodias que são cativantes e melancólicas ao mesmo tempo.
 
Até agora têm recebido excelentes críticas. Estava à espera de um sucesso assim?
Sem soar egoísta, sabíamos que tinha escrito um álbum bom. No entanto, a resposta ao mesmo ultrapassou as nossas expetativas. Na semana de lançamento entrou como álbum da semana em três listas incluindo a da MSN Entertainment, o que foi incrível.
 
Este é um lançamento PsycheDOOMelic Records, mas na mesma semana vocês assinaram dois contratos. Foi mesmo assim? Podes explicar-nos o que aconteceu?
Sim isso aconteceu quando assinámos com a PsycheDOOMelic um dia depois de termos falado com Ed Barnard da Doomantia para o re-lançamento da nossa estreia em vinil. Infelizmente isso caiu depois do nosso anúncio. É uma pena, mas nós ainda esperamos lançar quer a nossa estreia quer White Hoarhound em vinil. Nós lançamos uma edição limitada de um 7’’ em vinil há alguns anos atrás pela  Catacomb com os Queen Elephantine de Hong Kong e gostaria de trazer o nosso som para o vinil novamente. Quanto ao assunto da Doomantia, Ed tem sido um ávido defensor dos Alunah desde o dia 1. Recentemente, teve alguns problemas pessoais que quem é visitante regular do seu site já conhece. Nós dissemos isso antes, mas Ed é um grande homem, e sinceramente, espero que as coisas começam a melhorar para ele.
 
Recentemente, a Terrorrizer disse que os Alunah era o "futuro do doom". Como receberam estas palavras? Elas colocam alguma pressão sobre os Alunah para os futuros lançamentos ou não?
Foi muito lisonjeador e espero deixar alguma marca na cena doom. No entanto, doom não é a única coisa que fazemos. Nós adoraríamos ter o reconhecimento por ser uma banda que não tem medo de tentar algo novo. Demorou algum tempo para sermos levados a sério, é só nos últimos anos é que as pessoas têm entendido o que estamos a tentar fazer. Há e sempre haverá puristas que condenam o que fazemos, mas não escrevemos música para eles. Se as pessoas gostam de nossa música, isso é bom! Para nós é fantástico uma grande revista "extrema" dar-nos reconhecimento!
 
A terminar, queres acrescentar algo para os nossos leitores?
Agradecer a quem despendeu algum do seu tempo para nos ouvir, comprar o nosso merch ou ir a um espetáculo. Agradecer ao Via Nocturna pelo apoio e dizer que podem ir a http://www.alunah.co.uk para conhecerem as nossa últimas notícias e shows. Ou em http://www.facebook.com/alunah.doom para as nossas divagações.

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