Entrevista: Pastore

Mário Pastore, conhecido vocalista brasileiro, está de regresso aos álbuns com a segunda proposta dos seus Pastore. The End Of Our Flames sucede a The Price For The Human Sins e mostra-nos uma banda com maior complexidade e mais peso nas suas composições. Como, aliás, se pode depreender das palavras dos elementos da banda.
 
Viva! Tudo bem? Novo álbum, edição pela Inner Wound, parece que tudo vai bem no reino dos Pastore! Corresponde à verdade?
Pastore (P): Olá tudo bem sim. Exatamente, o nosso cd está a sair na Europa e América do Norte e é a mais pura verdade. Tudo tranquilo.
 
Neste álbum estreiam um novo baixista, correto? De que forma isso influenciou a vossa sonoridade?
P: No Price o Raphael gravou os baixos e a entrada do Aléxis trouxe mais peso à banda. Ele é um excelente músico por isso trouxe-nos diversas vantagens. Ele também compôs algumas letras.
 
E como chegaram à Inner Wound? Esta editora tem tido alguma apetência pelo mercado brasileiro… Isso trouxe-vos vantagens?
P: Chegamos a eles através do German Pascual que é um grande amigo e me disse que valia a pena pela honestidade do selo e as pessoas conhecem o selo.
 
Que diferenças vocês apontam como sendo as mais notórias e que melhor caraterizam a vossa evolução desde a vossa estreia em 2010?
P: Captamos melhor o som de todos os instrumentos, as músicas ficaram mais complexas e mais pesadas e isso foi uma evolução natural de um álbum para o outro.
 
A gravação de The End Of Our Flames decorreu em São Paulo. Como decorreram as sessões?
P: Sim no estúdio do baterista Fábio Buitvidas. Gravamos o álbum todo muito rápido. O Raphael produziu rápido e da melhor forma, porque o Japão queria lançar em março, e das demos até o cd foram uns 3 meses mais ou menos.
 
Por falar em Japão, depois das excelentes classificações obtidas lá com The Price For The Human Sins, quais são as vossas expectativas para este álbum? Voltam a apostar nesse mercado?
P: Temos ido muito bem lá no Japão. Ficamos em vendas à frente de bandas como Epica e temos muitos fãs á. Vamos aguardar para ver.
 
Existe algum conceito intrínseco neste álbum?
P: Falamos basicamente do caos que se intensifica a cada dia nos seres humanos e isso extinguirá a nossa raça.
 
A mistura e masterização foram feitas na Suécia nos Panic Room Studio com Thomas "Plec" Johansson. Como se proporcionou essa experiência?
P: Tínhamos um outro famoso produtor que iria misturar e masterizar, porém ele não o pode fazer e então falamos novamente com o German Pascual e ele indicou o Plec que fez um trabalho fantástico e em tempo hábil. Ficamos muito felizes com o resultado.
 
E como estamos em termos de concertos? O que há planeado?
P: Não temos feito muitos shows, porque o Brasil não tem um bom investimento para as bandas de metal. Gostaríamos muito de tocar no mundo todo mas precisamos de um manager que invista na banda.
 
Mário, voltas a participar no novo trabalho do projeto Soulspell. Como decorreram os trabalhos e qual foi o teu papel?
Mário Pastore: Sim ainda tenho algumas partes nesse novo cd. Gravei na época que fiz a parte 2, estava doente na época com uma sinusite muito forte, mas com cuidados e usando boa técnica consegui gravar a minha participação. O meu papel foi de Timo o filho de Tobit.
 
A terminar querem acrescentar algo para os nossos leitores e fãs portugueses?
P: Queremos agradecer a vocês pelo carinho e atenção com a banda Pastore. Comprem os cds sem medo e gostaríamos de nos apresentar aos nossos fãs portugueses. Abraço a todos!!

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