quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Entrevista: Breedunder

Já 2011 tinha terminado quando fomos surpreendidos por um EP de uma banda estreante, oriunda de Vale de Cambra: os Breedunder. Com Subversion, apresentam a sua candidatura à categoria de revelação do ano passado, fruto dessa auspiciosa estreia. Por isso, quisemos saber um pouco mais deste novo e promissor coletivo nacional.

Olá! Sendo ainda uma banda jovem, podes falar-nos um pouco sobre os Breedunder?
O projeto Breedunder tem de facto pouco tempo de vida mas exprime-se por pessoas que já se conhecem dos bancos da escola, que começaram a ouvir e partilhar música juntos e mais tarde a descobrir um instrumento musical juntos. Todos os membros são da mesma cidade, conhecemo-nos bem e temos acompanhado os projetos uns dos outros pelo que, não nos sentimos estranhos quando decidimos apostar na formação de Breedunder.

Qual é o vosso background musical?
Todos vimos de outros projetos e todos acompanhamos o trabalho uns dos outros ao longo do tempo. Sentimos que era altura de nos juntarmos para criarmos algo que, mais do que o valor comercial ou eventual projeção mediática, traduzisse os nossos gostos pessoais, mesclados, mas ligados com sentido. Uma das críticas que melhor traduziu aquilo que sentimos em Breedunder é a de o Subversion ter “cinco temas criados numa base metalcore muito volátil. Isto é, tanto por lá andam como não!”, o que a nós nos diz que aquilo que “ouvimos”, enquanto construção mental da nossa música, é também aquilo que ouvem “lá fora”, uma materialização de quatro personalidades diferentes com tudo o que isso acarreta no momento da criação.

Que nomes nacionais/internacionais vos influenciaram mais?
As nossas influências foram variando com o tempo e variam também entre nós, existindo sempre aquelas que todos ouvimos, uns mais outros menos. Se falarmos em nomes internacionais, bandas como Lamb of God ou Machine Head, Unearth ou early Trivium como gostamos de dizer, Mastodon, Meshuggah, Textures, Byzantine, enfim, tudo o que atravesse de alguma maneira o espectro do metal é alvo da nossa curiosidade. Nomes nacionais, talvez Ramp ou Moonspell e mais recentemente bandas como W.A.K.O. ou Crushing Sun. Mas nem sequer será justo dizer que ouvimos apenas metal, a nossa curiosidade vai bastante para além disso…

Como é que em tão pouco tempo conseguem criar uma obra com este dinamismo como é Subversion?
Tem muito a ver com o facto de não sermos estranhos, nos conhecermos “desde sempre” e termos acompanhado o percurso musical uns dos outros como referimos atrás.

Como é o processo de escrita nos Breedunder?
Habitualmente, os temas nascem de uma de duas formas: ou a partir de uma jam que gostamos de fazer no início dos nossos ensaios, como warm-up, ou então com base numa ideia que um de nós apresenta ao resto da banda, sendo desenvolvida a partir daí, absorvendo os diferentes ângulos de abordagem ao riff e a perspetiva particular de cada um.

E como decorreu o processo de gravação?
Fantástico! Uma experiência que não nos era estranha, de outros projetos, mas que pelo espírito de amizade entre os membros da banda e entre a banda e o Paulo (Soundvision) foi particularmente agradável. O Paulo, que gravou, masterizou e coproduziu o EP connosco, percebeu rapidamente a sonoridade que procurávamos para o EP e a experiência pessoal dele enquanto membro de uma banda que se encaixa bem nas nossas “listas de reprodução”, ajudou bastante.

Pelo que pude reparar, já tem diversos vídeos prontos. O que nos podem adiantar sobre isso?
Sim, lançamos um teaser antes do lançamento do EP, com imagens do processo de gravação, temos também um Promo Video do Subversion e estamos prestes a lançar o videoclip da Dead Peasent. Temos tido a ajuda do Mário Costa, tem sido inexcedível, sempre disponível para ajudar e os vídeos são inteiramente da autoria e da sua capacidade técnica e criatividade, como será também o videoclip que esperamos divulgar brevemente.

Como tem sido a receção a este EP?
As críticas têm sido muito positivas, querendo com isto dizer que as temos encarado como construtivas. A generalidade toca em aspetos que para nós são importantes, descrevendo uma banda com uma sonoridade baseada no Metalcore mas que acrescenta elementos de outros géneros, de outras influências, sem deixar cair o sentido dos temas. Temos consciência de que este é o nosso primeiro trabalho e não criamos expectativas demasiado altas para o que podemos atingir com ele. Estamos apenas a fazer aquilo que gostamos…

E em termos de concertos, como tem sido?
Estamos em Portugal... Infelizmente o metal não tem muitas oportunidades... Sentimos que poderíamos beneficiar de ajuda no agendamento, sentimos que existe espaço no ‘’mercado’’ para mais agentes /agências que promovam e procurem espaços para a divulgação das bandas, para que possam tocar e crescer. Neste momento, as agências que existem  procuram trabalhar com bandas que já tenham algum nome e que garantam à partida “casas cheias”. Por outro lado, sempre ouvimos dizer que santos da casa não fazem milagres, e continuamos a preferir qualquer coisa que venha de fora, mesmo que por vezes a qualidade não seja superior ao que temos cá dentro… Não existem grandes oportunidades para bandas que, como nós, gravamos o 1º EP e que procuramos divulgar o nosso trabalho...

Dada a qualidade demonstrada neste EP, já se verificaram abordagens por parte de alguma editora?
Sim, já tivemos uns contactos, mas nada que nos parecesse beneficiar a banda no momento embrionário em que se encontra. Aguardamos serenamente novas propostas…

Já devem ter novos temas compostos. Seguem a mesma linha?
Já temos algumas ideias... Não nos concentramos em seguir determinada linha, vamos criando consoante o que nos vai soando bem... Não temos a preocupação, aliás, fugimos do conceito de nos colarmos a determinado rótulo ou género musical estanque, daí que as críticas que referimos atrás nos soem tão bem… ninguém vai dizer em Breedunder “não podemos tocar isso dessa forma porque não é Metalcore, Trash ou Prog ou…” Aliás, confessamos algumas dificuldades na compreensão e distinção dos “pseudo-géneros” musicais associados ao Metal que todos os dias vamos ouvindo…

A terminar, querem acrescentar alguma coisa ao que já foi dito?
Queríamos apenas agradecer ao Via Noturna e às demais publicações a atenção e divulgação do nosso EP. Fazem um grande trabalho por um género musical que de outra forma teria ainda mais dificuldades em sair das salas de ensaios. Obrigado.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Entrevista: Outside The Box

Formaram-se em 2004, mas só em 2011 apresentaram o seu primeiro trabalho, simplesmente chamado Bridge e… simplesmente soberbo. Com a vantagem de os temas irem crescendo e apurando ao longo do tempo, Bridge é uma estreia como há poucas. Jeff Cafone, guitarrista e vocalista do quarteto norte-americano, faz uma retrospetiva do passado e projeta um brilhante futuro para os Outside The Box.

Podes apresentar os Outside The Box? Quando, quem e porque formaram a banda? E porque demoraram tanto tempo para gravar o vosso primeiro álbum?
Mark e eu formamos a banda quando tínhamos 14 e 15 anos de idade. Nós costumávamos jogar hóquei no gelo juntos e percebi que gostávamos do mesmo tipo de música. Ainda demorou alguns anos até sabermos tocar em palco e escrever canções. Eu acho que naquela idade não poderíamos gravar um disco e ser significativo. As músicas que eu escrevia não provinham de um encarar as coisas reais que fazem os grandes temas do rock ‘n’ roll. É preciso uma quantidade infinita de tempo para desenvolver as preferências musicais, o ouvido para ouvir, e eventualmente o próprio estilo. No final de 2010, sentimos que tínhamos as músicas e a capacidade técnica para tentar o nosso primeiro longa duração. Penso que fizemos uma boa escolha em esperar. Estamos muito orgulhosos de Bridge. Em muitos aspetos, 2011 foi o ano 1 para os Outside The Box. Agora é altura de aproveitar esse momento e olhar para projetos futuros. Os grandes músicos nunca param de mudar, crescer e expandir. E isso é o que esperamos ser.

Quais são as vossas principais influências?
No meu Top 5 estão The Band, Wilco, The Hold Steady, Counting Crows e Bruce. Recentemente tenho ouvido coisas como Josh Ritter, Elvis Costello, Rilo Kiley, Florence & The Machine, Fastball, Ryan Adams entre outros. Eu tento ouvir álbuns do início ao fim e não saltar entre as faixas. Eu acho que a maioria dos artistas pretende que os seus registos sejam ouvidos dessa maneira. Eu sinto que é o meu trabalho como ouvinte para honrar isso. É a única maneira que de se poder, realmente, entender e apreciar o trabalho como um todo.

Como decorreu o processo de gravação de Bridge?
Eu penso que antes de Bridge, as pessoas viam os Outside The Box como uma banda exclusivamente "ao vivo". Quando nos propusemos a fazer o álbum, estávamos preocupados em conseguir fazer a transferência de energia ao vivo para o trabalho que fizemos em estúdio. Mantivemos sempre isso em mente quando estávamos em gravações. Para este primeiro álbum, tínhamos mais de quatro anos de material original para escolher. Começámos com uma lista de 27 canções e reduzimo-la a 14. Foram gravadas 12 e 11 aparecem no disco. Uma vez que esperamos tanto tempo para gravar o nosso disco tínhamos as músicas trabalhadas ao vivo. Fomos para o estúdio muito bem ensaiados para não haver percas de tempo. Muitas das canções foram totalmente tocadas na maior parte ao vivo, exceto os vocais e alguns overdubs.

Vocês têm tido muito sucesso. Nos Prémios Asbury Music ganharam vários troféus e tiveram outras nomeações. Como vêm este reconhecimento?
É bom ser reconhecido pelos pares, mas eu realmente odeio prémios. Para mim, parecem forçados e artificiais. Sucesso para mim é medido pelo que nós realizamos na estrada e no estúdio. O verdadeiro prémio está quando se ganha amigos e fãs e se cresce constantemente como músico.

Mas, sentem-se com mais responsabilidade para o futuro, ou não?
Eu sinto que temos muito a provar. Nós fizemos um álbum muito bom do qual estamos orgulhosos e eu não posso esperar para ter a oportunidade de fazer um outro que seja dez vezes melhor. E depois disso, um.... terceiro, quarto, quinto, e assim por diante

Bridge chega agora à Europa e vocês também já estão a planear uma tournée europeia. Algo em especial em preparação? Quais são as vossas expectativas?
Mal posso esperar para ir à Europa e compartilhar a nossa música. Iremos em setembro e outubro. Será um grande passo para os Outside The Box. Mas não estou só ansioso por essa tournée. Estou ansioso para ser bem sucedido desta vez e depois voltar de novo e de novo, tanto quanto possível. Realmente quero aumentar a nossa base de fãs na Europa e torná-la nossa segunda casa.

Já estão a trabalhar em novos temas?
Sim, mas não temos um calendário específico para quando iremos gravar e lançar um próximo álbum. Sentimo-nos bem a escrever canções com um projeto específico em mente. O próximo álbum vai ser mais focado e condensado com personagens comuns, temas e definições. Eu não quero chamá-lo de álbum conceptual, mas ele vai definitivamente ter uma continuidade forte do início ao fim. Como eu disse anteriormente, fomos desenhando, em cerca de cinco anos de composição, quando nos propusemos a fazer Bridge. Para o próximo álbum, a maioria das músicas será nova e escrito em menos de um ano. É mais um desafio e presta-se a um projeto ainda mais unido e coeso.

Para terminar, há mais alguma coisa que gostasses de dizer aos fãs portugueses?
Eu mal posso esperar para fazer novos amigos e fãs quando chegarmos a Portugal. Espero que todos possam obter uma cópia de Bridge no iTunes ou nosso site. Não há sensação melhor do que tocar num espetáculo onde toda a gente cante junto!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Review: Halfway To Heartache (Human Temple)

Halfway To Heartache (Human Temple)
(2012, Escape Music)

Aquele que poderá ser considerado um dos mais importantes nomes da atual cena hard rock finlandesa, os Human Temple, está de regresso com o seu terceiro álbum, Halfway To Heartache. Trata-se de um disco que confirma as boas indicações anteriormente dadas apresentando um conjunto de 11 temas do mais fino hard rock clássico. Como principais pontos fortes regista-se a excelência das vocalizações e as agradáveis estruturas e arranjos que se convertem em temas muito bem construídos e trabalhados. E neste campo, deveremos concentrar-nos na terceira faixa, Like A Beat Of The Heart que dá início a uma fantástica sequência de temas de grande classe, onde se incluem Our World Our Time (quanto a nós o mais sublime momento de todo o álbum), Almost There, Run Away e termina com a cover de Little Lies. O que salta mais à vista em Halfway To Heartache é a forma como os Human Temple cruzam o tradicional hard rock com aquele sentimento melódico tão típico do seu país. Em momentos, a banda consegue endurecer o seu som e isso acontece, principalmente em dois momentos: a abertura I Will Follow e mais tarde em Misery, dois pólos de intensidade máxima que transmitem equilíbrio e diversidade ao disco. A finalizar, destaca-se em Some Things Are Never Long Time Ago a participação de Emppu Vuorinen, guitarrista dos Nightwish, mas deve referir-se que este é um disco de excelente nível e que nem precisava da ajuda de ninguém famoso para se impor por si próprio.

Tracklist:
1.      I Will Follow
2.      Bleeding Through
3.      Like A Beat Of A Heart
4.      Our World Our Time
5.      Almost There
6.      Run Away
7.      Little Lies
8.      Because Of You
9.      Misery
10.  Some Things Are Never Long Time Ago
11.  She Talks To Angels

Lineup:
Janne Hurme - vocais
Risto Tuominen - guitarras
Kalle Saarinen - bateria
Jori Tojander - teclados
Harri Kinnunen - baixo

Internet:

Edição: Escape Music




domingo, 26 de fevereiro de 2012

Entrevista: Karnak Seti

Os Karnak Seti estão de regresso com mais um trabalho que, na opinião dos próprios, se pode classificar de mais melódico e dinâmico. A estrear um novo vocalista, In Harmonic Entropy vem mostrar que a Madeira também consegue produzir material de alta qualidade. Erre, o novo vocalista, fala-nos deste novo trabalho do coletivo.

Novo trabalho, três anos após a vossa bem sucedida estreia. Como decorreu o processo de composição deste novo trabalho?
É verdade, um novo álbum. Começamos a compor em meados de 2010 as primeiras músicas para o In Harmonic Entropy. Podemos dizer que foi um processo bastante natural apesar da pressão que pusemos sobre nós próprios, queríamos fazer um trabalho diferente do Scars Of Your Decay, não nos queríamos repetir mas também não queríamos perder a nossa essência. Gravámos alguns demos no final de 2010 para poder melhorar alguns pormenores e ter uma ideia geral de como seria o álbum. Já tínhamos em mente adicionar alguns temas de demos anteriores e as escolhas caíram sobre Figureless Icons e Collateral Dreams, temas fortes que nunca tiveram a devida qualidade de estúdio.

Entretanto, mudaram de vocalista. De que forma é que isso afetou a vossa forma de trabalhar e compor e de que forma se refletiu isso neste novo disco?
Quando saímos dos UltrasoundStudios em 2008 sabíamos que iríamos ficar sem o Nelson Nascimento mas só caímos na realidade o quão difícil seria arranjar um novo vocalista uns meses depois das gravações. Entretanto estávamos a preparar as músicas na eventualidade de tal vocalista aparecer, a composição para um novo álbum ainda estava distante e sinceramente, apesar de termos um bom álbum nas nossas mãos, estávamos um pouco desmotivados. Com a entrada do Erre para a família e com o primeiro concerto da era "Scars..." em finais de 2009 a motivação veio ao de cima e prosseguimos com os planos de divulgação do álbum. A mudança de vocalista não veio alterar muito a forma de compor, a base era a mesma, o Erre é que teve de se adaptar.

E como foi essa adaptação?
O Erre, apesar de estar há pouco tempo no meio da música, conseguiu adaptar-se bem ao ambiente da banda e não teve dificuldades em apanhar os temas antigos visto que sendo um fã da banda já conhecia muitas das músicas. A falta de eventos quer na região e também o atraso no lançamento do álbum por parte da distribuidora fez com que também fossemos trabalhando com calma.

Para além da mudança de vocalista, que outras diferençais mais significativas apontas entre a vossa estreia e este trabalho?
Há duas coisas que saltam logo ao ouvido quando comparamos os dois álbuns; um registo de voz diferente, para não falar na introdução de vozes limpas, cortesia do senhor Daniel Cardoso, e a aposta nos teclados para dar mais ambiente às músicas. Pondo estes pormenores de parte, In Harmonic Entropy é claramente um álbum mais melódico e dinâmico que o Scars Of Your Decay.

Há algum tópico principal a ser abordado em In Harmonic Entropy?
In Harmonic Entropy aborda inúmeros temas em que todos eles refletem o percurso existencial de cada um de nós. Um percurso é feito de quedas e de momentos harmoniosos com o próximo e com o que nos envolve. Cada um tem a consciência que se não existisse “entropia” na vida de cada um, não seriamos resistentes. A queda traz resistência. Somos o nosso percurso e In Harmonic Entropy transparece precisamente isso: as falhas, a força e a capacidade de cada ser conseguir se adaptar a uma sociedade.

Voltaram a gravar com o Daniel Cardoso. Como decorreram as sessões?
O Daniel Cardoso é um grande profissional e com uma musicalidade que nos apela muito. Temos grande respeito por ele e foi, mais uma vez, muito bom trabalhar com ele. Foram duas semanas muito intensas, com alguns contratempos e imprevistos mas a banda demonstrou que é capaz de superar qualquer problema que surja pela frente. Contámos com as participações do Daniel Cardoso, Pedro Mendes, Shore e Juan Pestana neste álbum, tudo ideias trabalhadas no estúdio que vieram dar mais profundidade ao nosso trabalho.

Este é um disco em lançamento independente, certo? Já tem havido contactos com alguma editora?
Sim, desta vez decidimos não esperar por editoras/distribuidoras, queríamos por o álbum cá fora o mais depressa possível. Já tivemos alguns contactos mas não nos são muito favoráveis, continuamos a mostrar o nosso trabalho, receber reviews e estamos sempre dispostos a ouvir novas propostas que eventualmente surjam.

De que forma o facto de serem da Madeira condiciona ou não o vosso crescimento e desenvolvimento?
Condiciona em termos de divulgar o nosso trabalho ao vivo, isso não há sombras de dúvidas. Os gastos são muito mais elevados, o transporte, backline, condiciona bastante o nosso crescimento dentro do meio. Alem de também sermos postos de parte a quando de eventos no continente, nem somos considerados por causa dos custos que a promotora de eventos irá ter, é compreensível. Apesar disto tudo, tentamos visitar o continente sempre que nos é possível, como foi durante 2010 que tivemos varias atuações fora da ilha, SWR Barroselas, Vimaranense e as data com Dark Tranquillity. Mostramos que somos uma banda capaz de bons shows apesar de estarmos stranded no meio do Atlântico.

E o que já está planeado a respeito de apresentações ao vivo de promoção a este novo trabalho?
Demos o nosso primeiro concerto de 2012 passado dia 18 com os Switchtense aqui na Madeira. Já entramos em contacto com varias promotoras de eventos no continente mas até agora sem resposta positiva, mas vamos continuar a tentar e esperamos voltar ainda este ano pisar o solo continental. Entretanto podemos já ir trabalhando no sucessor de In Harmonic Entropy.

A terminar, queres acrescentar algo…
Desde já obrigado pela oportunidade de divulgação através desta entrevista, é algo que ainda estranhamos um pouco. O nosso álbum, assim como qualquer dos nossos lançamentos, está disponível através do correio eletrónico da banda (karnakseti@gmail.com) e custa 10€ com os portes incluídos. Apostamos bastante no aspeto visual deste álbum com 16 páginas de artwork a cargo da Ana Gomes (www.artofanasgomes.com) e podem ouvir alguns temas online no nosso site (www.karnakseti.net) ou na nossa página de facebook, myspace e outras semelhantes. Espero que as pessoas gostem e partilhem o nosso trabalho.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Review: Immortal Beauty (Silent Opera)

Immortal Beauty (Silent Opera)
(2011, Ravenheart)

O final do ano passado ficou marcado por mais uma estreia no mundo do metal sinfónico. A jovem banda italiana Silent Opera apresentou-se com Immortal Beauty, um disco com o selo da Ravenheart e que agora é alvo de uma melhor e mais ampla distribuição fruto da ligação da banda à Rock ‘n’ Growl Promotion. E ainda bem que assim aconteceu, porque era uma pena que Immortal Beauty caísse no esquecimento. Ao cruzamento entre o romantismo dos Within Temptation com o poder e dramatismo dos Nightwish (era Tarja, naturalmente!), os Silent Opera ainda adicionam atmosferas cénicas, artísticas e teatrais numa vertente Fantasma da Ópera. Como resultado, Immortal Beauty converte-se em 11 temas (dez mais um pequeno interlúdio) num total de 55 minutos de metal sinfónico e operático bem trabalhado e construído onde a voz soprano de Lady Victoria (vocalista que atualmente já não está na banda) nos transportam de imediato para os sublimes Oceanborn ou Wishmaster, momentos únicos do metal sinfónico/operático. Claro que seria demasiado pretensioso dizer que os Silent Opera estão ao nível dos finlandeses. Mas não devemos deixar de realçar que temas como Chapter 7, Morningstar, Selene ou Lilium seguramente farão as delícias dos adeptos deste género de metal. E por isso se aconselha a descoberta deste jovem quarteto.

Tracklist:
1.      Mask Manor
2.      Chapter 7
3.      Morningstar
4.      Lilium
5.      Selene
6.      Farewell
7.      Hidden Lies
8.      Always With You
9.      Introducing The Muse
10.  Your Muse
11.  The Silent Opera

Lineup:
Lady Victoria – vocais
Rain – guitarras e teclados
Alexandre – baixo
Shadow – bateria

Internet:

Edição: Ravenheart

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Entrevista: The Bourbons

Mais uma jovem banda a começar a sua carreira de forma muito promissora. Chama-se The Bourbons e são praticantes de um hard rock enérgico que tem por base nomes como Led Zeppellin ou Guns ‘n’ Roses entre outros. Enquanto preparam o seu EP de estreia, vão-se dando a conhecer ao mundo musical. Por isso, juntaram-se e responderam a Via Nocturna

Os The Bourbons são uma banda ainda muito recente. Podem contar-nos um pouco do vosso historial até agora?
Três dos membros dos The Bourbons, (Alex, Gilberto e Nelson) estão juntos desde a adolescência, em vários projetos musicais. Iniciamos com uma banda de covers, onde tocámos alguns anos. Sempre tivemos vontade de fazer um projeto de originais. O Tiago surgiu com a mesma vontade, também ele vindo de uma banda de covers. Falámos e decidimos formar os The Bourbons.

Então a vossa experiência é maioritariamente em bandas de covers?
Até à data, apenas tocámos Rock em covers, noutros projetos. Esta é a nossa primeira experiência musical em originais, neste género.

Que objetivos vos nortearam aquando da criação da banda?
Um dos nossos principais objetivos quando decidimos criar esta banda, foi sem dúvida, começar a compor músicas nossas e fazer algo que nos agradasse musicalmente, ou seja, Rock!

Que nomes podem ser citados como vossas principais influências?
Podemos citar aqui algumas bandas que nos influenciaram e marcaram de algum modo, o nosso interesse e gosto pela música, como por exemplo: Led Zepplin, Aerosmith, Guns ´n Roses, Oasis, Cult…entre tantos outros, a lista seria enorme!

De que forma poderiam descrever o vosso som?
Pensamos ter um som intenso, puro e enérgico que transmite o nosso gosto e sinceridade no que fazemos. Pensamos que o Rock é isso mesmo!

O vosso primeiro concerto aconteceu já este ano. Como foi a experiência? Têm tido mais oportunidades de se apresentarem ao vivo?
Para nós, foi extremamente agradável a sensação de pela primeira vez, mostrarmos o nosso trabalho e sentirmos, da parte do público, uma aceitação e interação com músicas originais. Já tivemos oportunidade de tocar ao vivo, algumas vezes. Tem sido uma boa experiência. O público conhece e canta as nossas músicas. É espetacular!

Entretanto, já tem um conjunto de temas gravados. Já estão a preparar a edição de um EP. Como estão a decorrer as coisas?
Estamos a finalizar alguns detalhes nas músicas já gravadas. Queremos gravar mais dois temas, para incluir na edição deste trabalho.

Um dos vossos temas já foi alvo de um vídeo. Como decorreu essa experiência?
Foi uma experiência muito positiva, entre amigos, com uma vontade enorme de mostrar a nossa música, em imagens descontraídas. 

Para além do EP, que outros projetos tem em vista para os próximos tempos?
Estamos a preparar um novo videoclip, completamente diferente do primeiro. Continuamos a compor novos temas e esperamos agendar concertos para os poder mostrar ao vivo.

A terminar, há algo mais que queiram acrescentar?
Agradecemos imenso a oportunidade de responder às questões sobre a nossa banda. Esperamos com esta entrevista, dar a conhecer o nosso trabalho a todos os interessados em ouvir e divulgar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Playlist 23 de fevereiro de 2012

(clicar na imagem para ampliar)

The Delta Saints: regresso à Europa e DVD


Os norte americanos The Delta Saints irão regressar à Europa em junho e julho para participarem em alguns festivais e atuarem em alguns clubes. A banda também se prepara para lançar um novo DVD extraído da sua participação no legendário festival germânico Rockpalast, onde já se poderão ouvir alguns temas do seu próximo álbum, Death Letter Jubilee a ser editado em 2013.

Novos vídeos de My Black Light e Defying Control


Já se encontram disponíveis para visualização os novos vídeos dos My Black Light e dos nacionais Defying Control, respetivamente My Separation e Time Changes. No caso do Defying Control, serão, ainda, disponibilizados, nas próximas semanas mais dois vídeos de estúdio e um outro vídeo para a música Dreams.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Entrevista: Us & Them


É oficial: falar de hard rock em Portugal tem que se incluir Us & Them. A banda gaiense está de regresso com um novo lineup, um novo EP, Jack Class, e um conjunto de temas que eleva o seu hard rock a patamares únicos de intensidade e atitude. Ricardo, guitarrista, falou-nos do que há de novo no seio dos Us & Them.

Antes de mais, obrigado por se disponibilizarem, mais uma vez, a responder para Via Noturna. Em primeiro lugar, o que têm feito os Us & Them desde Highway 19?
Obrigado nós pela oportunidade. Os Us & Them desde o lançamento do seu primeiro EP têm tocado em vários palcos pelo país todo, quer em festivais, concursos ou concertos em bares, a sua formação original alterou-se e por fim lançámos este novo trabalho, Jack Class.

Este Jack Class é um passo em frente na vossa carreira. Concordam?
Sim, sem dúvida. É o nosso segundo título mas o primeiro em várias questões. Quase metade da formação é nova, temos influências mais variadas e temos outras atitudes, princípios e ideias. Jack Class revela a nossa evolução na música e na nossa forma de ser ou estar. Mais que um CD com 5 músicas, é a nossa cara.

De que forma preparam este novo EP?
Adaptamo-nos facilmente às novas tecnologias e aos tempos em que vivemos. Temos divulgado bastante através das redes sociais que a internet nos disponibiliza e gerido um sistema de newsletter que nos é muito útil. Para além disto, prevemos apresentar brevemente algumas datas de concertos de apresentação do novo trabalho e continuar, como sempre, a percorrer o país em nome desta promoção do EP Jack Class e da nossa paixão pela música e pela estrada.

Tiveram alterações no vosso line up. De que forma isso se reflete neste novo trabalho?
De uma forma bastante fundível. A nova guitarra rítmica trouxe composições mais dinâmicas e preencheu espaços rítmicos que se tornaram essenciais. A nova voz mostra mais garra e é o reflexo da nossa forma de ser e viver. No fundo foram alterações bastante saudáveis que curar alguns problemas que havia anteriormente.

O facto de agora serem um quinteto, com dois guitarristas a tempo inteiro (chamemos-lhe assim) potencia a forma como a composição é realizada?
Sim. A nossa forma de compor é espontânea. Não existem regras nem influências do público, do mercado atual, nem do local onde estamos. O dinamismo sobressai-se, as ideias surgem, os “buracos” preenchem-se e tem um resultado muito mais artístico.

Em Jack Class voltam a incluir Don’t Mess With Me que já aparecia, em versão live, em Highway 19. Porque sentiram a necessidade de a voltar a incluir?
Após Highway 19 estivemos um pouco ocupados com a nossa necessidade de melhorarmos artisticamente, em todos os aspetos, e também tivemos uma agenda bem composta. Entretanto a formação alterou-se e a adaptação e a agenda de 2011 ocuparam um pouco do tempo, e por isto, as novas composições ficaram um pouco esquecidas. No entanto, é um dos nossos temas preferidos pois achamos que é dos que nos mais caracteriza.

Para já este trabalho pode ser descarregado gratuitamente do vosso site, certo?
Sim, está disponível para download livre. O nosso interesse é divulgar e portanto não queremos impor limites na sua escuta.

Mas irá ou não haver uma edição física do mesmo? Para quando a data de lançamento?
Haverá edição em formato físico, sim. Infelizmente aconteceram alguns imprevistos com o seu lançamento mas esperamos que esteja disponível no concerto de apresentação de Jack Class, ainda por anunciar a data e local, mas já em preparação.

E em termos de concertos, como estão as coisas?
Ainda estamos um pouco concentrados na promoção do EP e nos seus pormenores. No entanto, estamos em contacto com vários locais e pessoas, e esperemos que haja notícias em breve.

A terminar, existe algo mais que queiram referir?
Só queremos rockar, nada mais!