sexta-feira, 30 de março de 2012

Review: This Is Rock'n'Roll (Sticky Boys)

This Is Rock’n’Roll (Sticky Boys)
(2012, Listenable)

Em 2008 Tom e Alex decidiram dar à França algo que o país não tinha: um genuíno grupo de rock ‘n’ roll. Rapidamente se sucederam concertos e o estabelecimento de uma verdadeira e sólida base de fãs. Sem surpresa a principal label gaulesa, a Listenable,  reparou neles e agora apresenta o seu trabalho de estreia, simplesmente intitulado:This Is Rock’n’Roll. Um título que não engana porque o que os Sticky Boys praticam é isso mesmo: rock’n’roll cheio de ritmo, sempre a abrir, com a tradicional fragmentação do trabalho de guitarra e vocais rasgados. Atitude e aquele agradável feeling live abundam por aqui num trabalho que cruza influências de AC/DC com DAD e que ainda tem tempo para ir ao baú das memórias buscar reminiscências dos Kiss e Scorpions dos anos 70. Descomprometido, cheio de alegria e vivacidade, This Is Rock’n’Roll é o álbum ideal para quem procura diversão e farra. Temas como Rock’n’Roll Nation, Girls In The City, The World Don’t Go Round e The Way To Rock’n’Roll prometem não deixar ninguém indiferente.

Tracklist:
1. This Is Rock’n’Roll (intro)
2. Rock’n’Roll Nation
3. Bang That Head
4. Great Big Dynamite
5. Girls In The City
6. Big Thrill
7. Miss Saturday Night
8. The World Don’t Go Round
9. Night Rocker
10. Fat Boy Charlie
11. The Way To Rock’n’Roll

Lineup:
Alex Kourelis – guitarras e vocais
JB Chesnot – baixo
Tom Bullot – bateria

Internet:

Edição: Listenable

quinta-feira, 29 de março de 2012

Playlist 29 de março de 2012

(Clicar na imagem para ampliar)

Totenmond: anunciado tracklist do Best Of...


Já é conhecido o tracklist do Best of… dos Totenmond, Keine Sonne Mehr a ser lançado a 11 de maio. Confiram:

1. Honigtraum
2.
Väterchen Frost
3. Sagenwelt
4. Die Schlacht
5. Der Misanthrop (Narsaak Cover)
6. Leichen Der Liebe
7. Panzerdampf
8. Arbeiterreserve
9. Polizei SA SS (Slime Cover)
10. Marschieren (EA80 cover)
11. Permafrost
12. Eiswalzer
13. Heroin
14. Blutost
15. Achtung Panzer!
16. Sonnenstrahl

DVD dos Watain


Para comemorar os seus 13 anos de carreira os Watain estão a preparar uma prenda especial para os fãs. Trata-se da edição do DVD Opus Diaboli com edição agendada para 7 de maio através da His Master Voice/Soulfood.

Darktribe na Massacre


Os franceses Darktribe são a nova contratação da Massacre que assim se prepara para editar Mysticeti Victoria no dia 24 de agosto.

Listenable editam Deeply From The Earth dos Moonloop


Depois de um longo período de experimentação e crescimento musical, está pronto o álbum Deeply From The Earth dos espanhóis Moonloop com edição Listenable agendada para o dia 28 de maio. A tracklist é a seguinte e o tema Strombus pode ser ouvido aqui.
1.AWAKING SPIRALS OF TIME
2.BEGINNING OF THE END
3.A LIFE DIVIDED
4.FADING FACES
5.STROMBUS
6.DECEIVING TIME
7.LEGACY OF FEAR
8.WAILING ROAD
9.LANDSCAPE
10.ATLANTIS RISING

quarta-feira, 28 de março de 2012

Entrevista: Hydrogyn

Private Sessions mostra-nos uns Hydrogyn de regresso às suas raízes do rock melódico com aquele que pode ser considerado o melhor álbum da carreira do coletivo de West Virginia. A bela vocalista Julie Westlake falou a Via Nocturna.

Obrigado por aceitares responder a algumas questões de Via Nocturna. Private Sessions é o vosso novo álbum. De que forma se diferencia dos vossos anteriores lançamentos?
Desta vez tivemos uma abordagem diferente na fase de mistura. Fizemos uma abordagem mais moderna com este álbum e não iniciámos a fase de escrita com noções pré-concebidas sobre como queríamos que o álbum soasse. Neste aspeto, cada um dos nossos lançamentos têm sido totalmente diferentes uns dos outros e todos eles têm o seu próprio som. Isso é muito importante para nós darmos aos nossos fãs algo diferente em cada lançamento e não apenas mais do mesmo. Isso seria muito chato mas algumas bandas tendem a fazer isso.

E quais são as vossas expectativas?
As expectativas são as mesmas de sempre. Esperamos que corra bem e nós, como banda, achamos que é o nosso melhor álbum até à data. Só o tempo dirá, mas tem havido alguns bons indicadores, por isso temos grandes esperanças para Private Sessions.

Para este álbum tiveram algumas mudanças de line-up. De alguma forma isso afetou o vosso processo de escrita?
Nem por isso. Desde 2004 que as nossas mudanças na formação ocorrem no posto de baixista e baterista. Chris Sammons é agora o nosso baixista e tem sido desde 2006 e Jeff Westlake sempre foi o guitarrista de modo que nunca mudou. O baterista que temos agora, Joe Migz, está connosco desde 2010 e ele é um grande baterista e uma pessoa ainda melhor, mas não tem muito a ver com o processo de escrita. Essa área tem sempre sido muito bem conduzida por mim e pelo Jeff com Chris a ter alguma colaboração também. Mas para este registo foi o Jeff e eu com a ajuda dos nossos amigos franceses Patrick Liotard, Mike Jublin e Anthony Dura. Para este disco nós trabalhamos como uma equipa desde a escrita até à produção. Foi um projeto muito divertido para todos nós.

Por um curto período vocês contaram com o ex-Megadeth Jeff Young. Como foi essa experiência e porque não resultou? Queres comentar?
Claro. A experiência com Jeff Young durou cerca de 5 meses e, realmente, não funcionou. Sem dúvida, Jeff é um grande instrumentista e um bom músico, mas simplesmente não se adaptou aos Hydrogyn. Esta é a verdade pura e simples.

Voltando a Private Sessions, os processos de escrita e as sessões de gravação foram rápidas: apenas dois meses. Sentem-se confortáveis a trabalhar a este ritmo?
Eu acho que o processo demorou exatamente o que precisava demorar. No passado demorámos 2 anos para escrever Deadly Passions, 6 semanas para Bombshell e 10 meses para Judgement. Eu não acredito que haja um limite de tempo para o processo criativo: tanto se pode apressar tudo como demorar uma eternidade, mas nós seguimos totalmente o nosso feeling do que estamos a fazer. Para este disco, realmente as coisas foram muito rápidas. Provavelmente porque escrevemos muito mais rápido agora do que no passado de modo que ajuda a acelerar as coisas. Este disco está como era suposto estar e acho que tem canções muito fortes, bem como a produção. Estou muito orgulhosa dele.

Em termos líricos, quais são os principais temas abordados?
Um pouco de tudo, mas como sempre é baseado em experiências pessoais que eu tive ou a banda teve. Mas acho que as melhores letras são aquelas que deixam algo em aberto para o ouvinte a interpretar na sua vida.

Mas o álbum está pronto desde 2011, certo? Porquê a sua edição apenas agora?
Sim, o CD está pronto desde outubro de 2011 mas não queríamos lançá-lo antes das férias de forma que escolhemos abril para a sua edição. Ele será lançado em abril em todo o mundo. Na Europa, é no dia 20 e nos Estados Unidos e no resto do mundo é no dia 17.

Michael Wagener disse que os Hydrogyn serão uma grande banda. Como reagem a um elogio deste calibre? A responsabilidade aumenta, não?
Foi incrível ele ter dito isso sobre nós. Mas a nossa reação é de esperar que aconteça (risos). Temos vindo a crescer desde 2004 e temos aumentado as nossas vendas de CD’s em cada lançamento. Claro, queremos crescer mais e ser grandes de acordo com as palavras do Mestre Wagener.

O que está a ser preparado para promover Private Sessions? Alguma tour está planeada?
Há diferentes aspetos a serem estudados, mas temos de prestar atenção ao aspeto financeiro para se ter a certeza que será positivo para a banda fazer uma tournée. Nós, os músicos, também temos contas, mas estamos a pensar efetuar uma tournée nos EUA este verão e na Europa no Outono ou princípios da primavera.

Mais alguma coisa que queiras acrescentar?
Obrigado a todos por nos apoiarem ao longo dos anos e esperamos que gostem deste novo álbum, tanto quanto nós. Acompanhem-nos em www.hydrogyn.com e vemo-nos em breve.

terça-feira, 27 de março de 2012

Review: Necks & Ropes (Reality Slap)

Necks & Ropes (Reality Slap)
(2012, Hell Xis)

Os Reality Slap são, talvez, a melhor banda nacional de hardcore da atualidade. Abrasivo, ríspido e hostil, Necks & Ropes, o novo trabalho, sucessor de My Brother Evil, de 2009, apresenta-nos 14 murros na face na forma de 14 intensas descargas de adrenalina furiosa, quase sempre abaixo dos dois minutos. Ainda assim, este é um álbum altamente fluente, em que os temas se sucedem sem perderem a sua identidade e discernimento, com diferentes posturas na forma de abordar o trabalho de guitarra e a postura vocal. Diferenças tais que permitem aos Reality Slap introduzirem um instrumental (The Calm) e até fecharem com um tema onde incutem alguma estranha técnica e melodia (Gold). Não quer dizer que o que esteja para trás seja apenas força bruta. Longe disse, como vimos, bem patente ao nível das guitarras com um conjunto de riffs plenos de groove e solos bem conseguidos. Mas claro que este é um disco forte, poderoso e agressivo. E é esse mesmo o objetivo. Portanto… conseguido!

Tracklist:
1.      What You Hear is…
2.      Silence
3.      When You Were Dead
4.      Necks & Ropes
5.      Check Your Pulse
6.      The Biggest Sleep
7.      Re-Animator
8.      The Calm
9.      The Storm
10.  Crowds
11.  Katakiuchi
12.  All The Animals Come Out Night
13.  Eyes Wide Shut
14.  Gold

Lineup:
Johnny – vocais
Gus – guitarras
Tim – guitarras
Tiago – bateria
JP - baixo

Internet:

Edição: Hell Xis

segunda-feira, 26 de março de 2012

Entrevista: Departure


O quarto álbum para os norte americanos Departure, primeiro com o vocalista sueco Andi Kravljaca, Hitch A Ride mostra um Mike Walsh em plena forma no processo de composição e a comunidade rockeira melódica agradece mais uma obra-prima. O mentor do projeto, guitarrista e teclista,  Mike Walsh acedeu a contar a Via Nocturna o processo de crescimento deste novo trabalho.

Olá Mike, o que nos podes dizer a respeito de Hitch A Ride?
De certa forma, este é um disco muito pessoal para mim. Tive que superar muitas adversidades pessoais nos últimos anos sempre na expectativa deste álbum ser lançado. Também tive a oportunidade de trabalhar com o meu filho Ryan, o que se transformou num sentimento muito especial para mim.

Quais os principais objetivos que pretendes atingir com Hitch A Ride?
Existem três principais objetivos que queria alcançar com este disco. Em primeiro lugar, concentrar-me nas minhas capacidades de compositor. A maioria das canções deste disco foi escrita por mim. As colaborações foram muito menores do que em qualquer disco anterior. Em segundo lugar, esforçar-me para trazer as performances da mais alta qualidade de todos os músicos no álbum - Dewey Ribustello na bateria, Ryan Walsh no baixo e Johnny O'Connell nas teclas, Bill Miller na percussão e Roy Williams nos trompetes. Eu fui muito direto na produção para tirar o melhor de todos que vieram até ao meu estúdio. Por último, mas não menos importante era aumentar a minha capacidade musical e superar-me em relação ao que tinha feito no passado.

Considerando que Hitch A Ride é um excelente trabalho, as tuas e vossas expetativas são altas…
Quando se grava um novo disco, as expetativas tem que ser sempre definidas em alta. Existe algo neste disco que define quando eu penso sobre a qualidade e musicalidade. Esse algo ou alguém é Andi Kravljaca. Deliberadamente deixei-o de fora da questão anterior porque ele merece ficar sozinho, tais são as suas capacidades musicais. Tudo o que posso dizer é que tenho feito isto toda a minha vida e nunca vi um vocalista com talento, conhecimento e disposição como Andi. A qualidade de um disco pode ser definida por duas coisas: escrita da canção e musicalidade.

Quais são as principais diferenças entre Hitch A Ride e os teus trabalhos anteriores?
Antes de mais, há mudanças de formação. Andi Kravljaca assumiu a posição de vocalista e o meu filho Ryan o baixo. O processo de escrita amadureceu um pouco e a musicalidade foi incrementada. Por outro lado, a filosofia dos Departure continua a ser a mesma. Trabalhar duro para se conseguir o máximo!

Dado que os teus álbuns anteriores foram muito bem recebidos, sentiste algum tipo de pressão no sentido de superares os trabalhos anteriores?
Há sempre pressão quando se produz um novo disco. Acho que é uma pressão saudável. Estas canções nesse disco são histórias pessoais sobre minha vida, experiências fortes e esperança. A minha capacidade de escrita evoluiu um pouco nos últimos dois anos. É o resultado da combinação de adversidades pessoais e trabalho com muitos cantores e compositores ao longo dos últimos anos. Eu gosto da pressão de ideias novas e de criar novas músicas. Gosto de entrar em competição comigo mesmo.

Pelo que depreendo, este é um disco muito pessoal mesmo em termos líricos…
Como disse, eu compus a maioria deste disco baseado em mim: na minha experiência pessoal, a adversidade pessoal, triunfos pessoais. Eu fui capaz de transmitir estas experiências, forças e esperanças para o que acredito sejam algumas das melhores músicas dos Departure. Há alguns colaboradores no campo lírico que foram escolhidos com muito cuidado. Todas as músicas deste disco foram compostas com sinceridade. Como sempre, aliás…

Como foi a seleção dos músicos para este trabalho?
Como mencionei anteriormente, a formação mudou um pouco. Em primeiro lugar, o vocalista sueco Andi Kravljaca tomou a posição de liderança vocal. O meu filho Ryan Walsh assumiu o baixo. O veterano membro dos Departure Dewey Ribustello voltou à bateria e outro veterano, o teclista Johnny O'Connell voltou à sua posição. Também tive alguns convidados especiais, também eles já veteranos: Bill Miller na percussão e Roy Williams nos trompetes. Na minha honesta e humilde opinião, o meu melhor line-up até à data!

Como decorreu o processo de gravação?
Desta vez foi uma incrível jornada tecnológica. Eu produzi todas as músicas aqui no meu estúdio em Nova Jersey, fiz as linhas vocais e enviai-as ao Andi, na Suécia. Ele gravou todas as faixas vocais, exceto algumas partes que foram feitas pela minha irmã Theresa e enviou-as de volta para mim. Voltei a enviá-las para a masterização e depois voltaram à Suécia para o Martin Kronlund fazer a mistura em Gotemburgo. Tem sido sempre assim: eu não misturo nem masterizo os meus próprios discos. Estamos tão perto deles que é quase impossível de ver (ouvir). Esta foi a primeira vez que fiz um disco sem ter conhecido o vocalista! Espero que da próxima vez seja diferente.

Quanto mais não seja ao vivo, certo? Vamos ter estes Departure ao vivo?
Muitos dos nossos fãs têm-nos feito essa pergunta. Quando iremos tocar ao vivo? Estamos a trabalhar nisso. Conhecemos muito bem as músicas e estamos em conversações com a nossa editora e com Khalil Turk para levar este espetáculo para a estrada. Esperem por notícias.

domingo, 25 de março de 2012

Review: Babylon (Matt Skiba and The Sekrets)

Babylon (Matt Skiba And The Sekrets)
(2012, Superball Music)

Quinze anos de carreira e oito álbuns, o vocalista e principal compositor dos Alkaline Trio, Matt Skiba, autor de alguns dos mais agradáveis momentos da dark pop dos últimos anos, saíu e arriscou o seu álbum em nome individual, acompanhado pelos The Sekrets. Babylon é o título genérico desta aventura e, na realidade, não marca grande diferença para o trabalho que os seus fãs já estavam habituados. Melodias simples, cativantes, facilmente memoráveis são a principal imagem de marca de Skiba que volta a aparecer com forte presença em Babylon. O que aparece como novidade é o facto de o músico não ficar preso a dinâmicas de grupo o que lhe permite uma outra independência. O resultado é, então, a criação de alguns pormenores que transportam as canções de meras faixas a algo com mais cuidado na composição. Isto significa que Matt Skiba agora compõe o que quer sem estar amarrado às democracias existentes nas bandas. Por isso temos temas rápidos como a abertura Voices e acústicos como o fecho sob a forma de Angel Of Deaf. Pelo meio, Olivia mostra-nos o momento mais emotivo e sensual do disco enquanto Luciferian Blues cativa por uma das mais bem conseguidas melodias e Falling Like Rain nos remete para o post-punk new wave dos anos 80. Claro que os fãs de Alkaline Trio acharão este trabalho irresistível, quanto mais não seja pela presença de temas como The End Of Joy ou You, embora este seja um disco claramente mais abrangente, sem por isso, por em causa toda a energia eletrizante e alegra dinâmica habitualmente empregue.

Tracklist:
1. Voices       
2. All Fall Down      
3. Luciferian Blues     
4. Haven’t You       
5. The End Of Joy     
6. You         
7. Olivia       
8. Falling Like Rain     
9. How the Hell Did We Get Here? 
10. Angel of Deaf     

Lineup:
Matt Skiba – vocais, guitarras
Hunter Burgan – baixo
Jarrod Alexander - bateria
 
Internet:

Edição: Superball Music

Entrevista: The Delta Saints

Depois da sensacional EP A Bird Called Angola, os norte-americanos The Delta Saints preparam-se para regressar aos discos – com uma nova proposta a sair no seu país ainda este ano, Death letter Jubilee – e aos palcos europeus. Pelo meio também se conta a edição de um DVD. Portanto, fortes motivos para voltarmos a conversar com Ben Ringel.

Olá de novo! Estiveram algum tempo em estúdio. Como descrevem esse tempo e o todo o processo criativo?
O nosso tempo no estúdio foi incrível. Nós gravamos o álbum inteiro em 10 dias, por isso foi tudo muito rápido. Passamos a última metade de dezembro e quase todo janeiro a escrever e finalizar as músicas, o que foi uma agradável pausa para o longo período de tours que já levávamos. A vida é tão diferente quando estamos a escrever e gravar um álbum, em comparação com quando estamos em tournée. Dormimos na mesma cama todas as noites, podemos ver os nossos amigos/amigas/família regularmente. Foi muito bom. Aliás, já era muito bom ser capaz de relaxar e de nos concentrarmos na escrita. Porém, posso dizer, que no final deste break todos nós fomos ficando um pouco loucos.

O que poderemos esperar para ver dos The Delta Saints em 2012?
2012 prepara-se para ser um ano louco. Estamos de regresso à Europa pela segunda vez, estamos a fazer algumas tournées norte-americanas ainda maiores e em breve lançaremos o nosso primeiro álbum. Parece que vai ser o nosso melhor ano de sempre. 2011 já tinha sido muito bom para nós, mas de maneira diferente. Sentimos que no último ano fomos capazes de nos preparar e configurar para o crescimento que está a acontecer este ano. Também acho que este ano começamos a estabelecer o “nosso som" e a nossa identidade, portanto, os nossos espetáculos ao vivo e a nossa música são cada vez melhores por causa disso.

Depreendo das vossas palavras que estão empolgados com o regresso à Europa?
Sim, estamos muito entusiasmados com este regresso. A maioria das pessoas nunca terá hipótese de viajar pelo mundo a tocar música e de alguma forma nós temos esta oportunidade uma segunda vez. É literalmente um sonho para nós.

E estão a preparar algo especial para este regresso?
Por um lado, o nosso espetáculo evoluiu desde que estivemos na Europa no passado; por outro temos um conjunto de novas músicas para tocar. Portanto, acho que quando as pessoas nos vierem ver de novo, não irão sentir que estão a ver a mesma coisa que da última vez.

Esse vosso novo trabalho será lançado apenas no final de 2012 (ou 2013 na Europa). Será que vamos ter a oportunidade de ouvir novas músicas da Death Letter Jubilee nesta tournée europeia?
Absolutamente. Nós estamos a tocar ao vivo todas as músicas que estão no álbum, com exceção de duas. Essas duas músicas são aquelas que ao vivo requerem elementos adicionais que não podemos fornecer apenas nós os cinco. Mas sim, estamos a tocar quase todas as músicas novas.

Pelo que pude perceber, os vocês têm várias datas em Espanha, mas Portugal ficou de fora! Porquê?
Realmente, ainda não houve oportunidade de programar espetáculos em Portugal. O vosso país está na lista e estamos a tentar conseguir algumas datas para a próxima tournée.

Enquanto isso, uns meses antes de chegarem à europa, irão lançar um DVD gravado ao vivo no Rockpalast em Bona. O que é que este DVD oferece aos fãs?
O DVD vai ser como uma pré-visualização de quem somos, de como é o nosso espetáculo ao vivo e também de como o nosso novo álbum vai soar. Para as pessoas que já nos viram antes e têm o nosso EP, é uma visão atualizada do nosso espetáculo ao vivo e das canções que estamos a tocar.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Review: Private Sessions (Hydrogyn)

Private Sessions (Hydrogyn)
(2012, Rapid Fire)

Ser uma banda de rock com uma vocalista feminina já não é nada que surpreenda nos dias de hoje. Aliás, de tão banal é acaba quase por ser contraproducente. Os Hydrogyn são um dos exemplos de mais uma banda de rock melódico liderada por uma bela senhora. Este seu novo trabalho mostra-nos o seu lado mais forte até à data, sem comprometer o seu lado melódico. E é desta conjugação que nasce Private Sessions, um disco engraçado, embora não mais do que isso. Se por momentos (nomeadamente entre as faixas Forbidden Kind e I Don’t Know How) a banda se aproxima de uns Evanescence ou mesmo Within Temptation, no restante álbum até se demarca bem dessas referências, atuando mais no campo de uns Clandestine, por exemplo, com uma sonoridade mais crua e mais rockeira. Seja como for, os Hydrogyn aparentemente estão à vontade em qualquer dos campos, embora isso não se reflita na criação de um álbum de assombrar. Sim, é agradável à audição, mas pouco mais fica depois disso.

Tracklist:
1. Something To Say
2. Forbidden Kind
3. Scream
4. I Don't Know How
5. Heated Nights
6. Creeper
7. Don'tcha Walk Away
8. Roseline's Song
9. Feeling
10. Un Monde Perdu
11. It Doesn't Matter
12. Alone (Bonus Track)

Lineup:
Jeff Westlake – guitarras
Julie Westlake – vocais
Chris Sammons – baixo
Joe Migs – bateria
Rev. Davo Chandler – sound

Internet:

Edição: Rapid Fire

quinta-feira, 22 de março de 2012

Playlist 22 de março de 2012

(clicar na imagem para ampliar)

Pump na Rock 'n' Growl


Os heavy rockers germânicos Pump, onde alinha o ex-vocalista dos Brainstorm Marcus Jurgens assinaram com a Rock’n’Growl Management. A banda encontra-se atualmente a trabalhar no seu quarto álbum Waiting For The Rapture a ser lançado no final deste ano. Uma versão ainda não masterizada de Halo (I Don´t Care) pode ser ouvida aqui.

Enchantya na Massacre Records


Os Enchantya, banda formada em 2004 após a saída de Rute Fevereiro das Black Widows, são a mais recente contratação da gigante Massacre Records. Atualmente a banda é formada por Rute Fevereiro (vocais), Nuno Seven (guitarras), MP (baixo), João Paulo Monteiro (bateria) e Bruno Prates (guitarras) e editará Dark Rising, o seu próximo trabalho no final deste ano.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Review: Sphere Of Morality (Venial Sin)

Sphere Of Morality (Venial Sin)
(2012, Infektion)

Mais uma banda de Vila Real a surgir e a demonstrar qualidade acima da média. Fala-mos dos Venial Sin que se estreiam através do selo Infektion Records com o EP Sphere Of Morality. A inspiração vem da Suécia e Noruega, principalmente nos momentos mais death/black metal, cruzando-se em múltiplas vias de circulação atmosférica, progressiva e até psicadélica. Sugestões que nos encaminham para Opeth ou mesmo Pink Floyd. Portanto, a mistura é arrojada e os Venial Sin até se saem bastante bem. A um início forte e altamente técnico conseguido com A New Rose e Prepare For Battle, a banda evolui para dois momentos mais atmosféricos e melódicos em Novembers Fall e Real End, esta uma verdadeira pérola. Vanishing Into Death volta a acentuar a costela agressiva, mas também denota o primeiro momento de fragilidade com o seu black metal a se tornar algo banal e previsível. O final faz-se com o longo Sphere Of Morality dividido em duas partes separadas por dois minutos de estranhos ruídos. A primeira, no campo do death/black metal, segue os trâmites da faixa anterior; a segunda, revela-se verdadeiramente fantástica, psicadélica, com uso de flautas a elevar estes momentos a patamares únicos de brilhantismo. Sphere Of Morality é um conjunto de seis temas onde os Venial Sin revelam e imprimem uma forte dose de dinâmica estrutural e estilística. Parece-nos que estão muito mais à vontade nas partes mais melódicas, experimentais e atmosféricas do que nas mais agressivas e brutais, onde se nota alguma falta de espontaneidade. No entanto, esta é uma estreia muito promissora, deixando antever grandes momentos num futuro próximo.

Tracklist:
1.  A New Rose
2.  Prepared For Battle
3.  Novembers Fall
4.  Real End
5.  Vanishing Into Death
6.  Sphere Of Morality

Lineup:
Renato Sousa - vocais
Pedro Matos – guitarras e sintetizadores
Rafael Pinto - guitarras
Gustavo Gonçalves - baixo 
Hélder Guedes – bateria

Internet:
 
 
Edição: Infektion Records