segunda-feira, 30 de abril de 2012

Review: Pistol Whipped In The Bible Belt (Bang Tango)

Pistol Whipped In The Bible Belt (Bang Tango)
(2012, 78 Productions)

Os Bang Tango sempre foram associados ao movimento glam, muito por culpa do seu look e de serem de L. A., mas a verdade é que, eles, como poucos, sempre adicionaram importantes doses de funk ao seu hard rock. Depois de alguns álbuns aclamados durante os idos anos 80 e 90, no início do novo milénio o vocalista Joe Leste aventurou-se num coletivo com uma sonoridade mais moderna, os Beautiful Creatures, banda que chegou a abrir para os Kiss. Mas, definitivamente, esta não era uma área onde o músico se sentisse bem e por isso, 2004 assistiu ao renascimento dos Bang Tango com a edição de Ready To Go. Oito anos depois e com mais um álbum pelo meio (From The Hip, em 2006) dá-se o regresso com o curto mas excitante Pistol Whipped In The Bible Belt, um disco onde o rock’n’roll é rei e senhor, fruto de uma atitude descomprometida, perfeitamente descontraída e ritmos eletrizantes. Ao seu hard rock de base os Bang Tango adicionam a sua tradicional vertente funky mais notória em temas como Bring On The World ou I Like It, groove como acontece em Suck It Up, algum rockabilly no tema título e muito humor particularmente em Live Life. Em suma, um autêntico e sentido disco de puro rock’n’roll que consegue aliar essa componente a uma musicalidade digna de registo. E isso é mais claro a partir do meio do disco, altura em que a banda inicia um processo de transformação que a leva a abandonar um pouco a sua atitude mais suja e a aventurar-se em criações mais elaboradas e trabalhadas. Por isso Pistol Whipped In The Bible Belt é um disco completo, diversificado, maduro e de grande qualidade. Valeu bem a espera de seis anos!

Tracklist:
1. Dick In The System
2. Suck It Up
3. Our Way
4. Bring On The World
5. Have You Seen Her
6. Live Life
7. I Like It
8. Boom Box Séance
9. Drivin
10. Pistol Whipped In The Bible Belt

Line-up:
Joe Leste – vocais
Scott LaFlamme – guitarras
Lance Eric – baixo
Trent Anderson – bateria

Internet:

Edição: 78 Productions

sábado, 28 de abril de 2012

Review: Brace For Impact (Gun Barrel)

Brace For Impact (Gun Barrel)
(2012, Massacre)

Os Gun Barrel foram uma das bandas que fazia parte da constelação histórica da Limb Music, pela qual lançaram quatro álbuns, o último dos quais em 2008. Um DVD e um álbum ao vivo editado em formato independente, lançados como forma de comemoração do décimo aniversário da banda, marcam os novos sinais de vida, em 2010 e Brace For Impact, quinto trabalho de originais, representa o regresso aos originais na sua estreia para a Massacre e serve de apresentação para o novo vocalista Patrick Sühl, que acaba por se enquadrar plenamente na filosofia musical da banda. Quanto a este álbum, poucas dúvidas restam que estamos na presença de um dos melhores colectivos dentro do seu género: uma explosiva mistura de power metal com NWOBHM, com guitarras musculadas e uma secção rítmica encorpada, com poder, atitude e groove. Mas os Gun Barrel injectam uma série de nuances que fazem do seu metal clássico algo de diferente e mais apetecível. A forma como introduzem sujidade e rudeza no seu som, aproximam-nos quer do punk (em alguns momentos) quer do thrash (noutros) e a áurea de rock’n’roll que paira sobre este disco revela-se verdadeiramente deliciosa. Tudo isto envolto num dose energética assinalável, a pedir punhos no ar e muito headbanging. Que é como quem diz, a pedir palco. Alguns elementos de emotividade também estão presentes e embora este não seja, claramente, o campo predileto dos teutónicos demonstram habilidades interessantes. Seja como for, Brace For Impact representa um regresso importante e com qualidade suficiente para voltar a colocar o nome dos Gun Barrel no seu lugar merecido.

Tracklist:
1. No Survival On Arrival
2. Brace For Impact
3. Dancing On Torpedoes
4. Books Of Live
5. Start A Riot
6. Stand Your Ground
7. Diamond Bullets
8. With Might And Main
9. The Wild Hunt
10. Turbölence & Decadence
11. Big Taboo

Line-up:
Patrick Sühl - vocais
Rolf Tanzius - guitarras
Tomcat Kintgen - baixo
Toni Pinciroli – bateria
 
Internet:

Edição: MassacreRecords

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Review: For Queen And Metal (Nightqueen)

For Queen And Metal (Nightqueen)
(2012, Massacre)

For Queen And Metal é o trabalho de estreia dos belgas Nightqueen e revela-nos mais um coletivo a alinhar no campeonato do metal épico e sinfónico. Desde logo o que mais salta à vista é o timbre diferente do habitual da sua vocalista Keely Larreina, com uma voz que incute alguma alma negra do soul. Aliás, a parte vocal associada a algumas boas melodias e harmonias são mesmo o mais interessante deste disco. No entanto, For Queen And Metal é um trabalho básico de epic-power metal com ligeiros apontamentos sinfónicos, na linha do que fizeram bandas como Xandria (antes deste novo Neverworld’s End) ou Visions Of Atlantis. Um daqueles álbuns de consumo imediato, que se torna agradável às primeiras audições mas que começa a saturar passado algum tempo. Aliás, o mesmo se passa dentro do próprio disco com um início fulgurante com a abertura sinfónica Into The Night e a bombástica Nightfall a darem lugar, paulatinamente, a temas cada vez mais repetitivos onde, felizmente ainda se vão encaixando alguns momentos um pouco mais interessantes, como acontece com a balada Nocturnal Thoughts, com a forte Rebel To Rebel ou com a épica Dark Fairy. Ainda assim, manifestamente insuficiente para tornar For Queen And Metal um álbum minimamente marcante.

Tracklist:
1. Into The Night
2. Nightfall
3. Mystical Night
4. For Queen And Metal
5. Lady Fantasy
6. Nocturnal Thoughts
7. Secret Of The Blind Man
8. Majesty
9. Rebel To Rebel
10. Screaming For Mercy
11. Dark Fairy

Line-up:
Keely Larreina : vocais
Rex Zeco : guitarras
Alan Rawson : guitarras
Steven Steele : baixo
Daniel Kells : teclados
William Blodyn : bateria

Internet:
 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Playlist 26 de abril de 2012

(clicar na imagem para ampliar)

Mais um video dos Defying Control

Já se encontra disponível para visualização o novo videoclip dos Defying Control para a música Dreams. A música faz parte do novo EP do mesmo nome, o quarto lançamento oficial da banda.

Estreia dos Confidence


Os suecos Confidence já tem data para a edição digital da sua estreia. Prelude estará disponível a parir de 23 de maio para download nas mais diversas plataformas digitais.

The Amenta com EP digital em maio


Umas das bandas mais extremas da Austrália, os The Amenta preparam-se para colocar no mercado a sua última oferta digital. Em meados de maio a Listenable disponibilizará Chokehold que incluirá dois novos temas do coletivo: o próprio Chokehold e uma cover de Christ Bait Rising dos Godflesh. O EP incluirá, ainda, dois temas ao vivo extraídos do álbum V01D de 2011 bem como uma remix do tema V01D. O vídeo deste tema pode ser visualizado aqui.

Vocalista dos Empires Of Eden em programa de talentos


Chris Ninni, um dos vocalistas do projeto global Empires Of Eden fez a sua estreia em televisão ao aparecer como concorrente no programa australiano The Voice. Este é um programa que se orgulha de revelar os verdadeiros talentos desconhecidos. Recorde-se que Chris Ninni apareceu em todos os trabalhos dos Empires Of Eden.

Puddle Of Mudd na Ilha Terceira, Açores


Os norte-americanos Puddle Of Mudd, vencedores de 4 Billboard Music Awards, com mais de 7 milhões de álbuns em todo o mundo e com várias nomeações para Grammys irão atuar no próximo dia 7 de Agosto nas Festas da Praia, na Ilha Terceira, Açores

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Entrevista: Mike Paradine Group

Com Death In The Family, Mike Paradine, baterista dos ArcticFlame, lança um conjunto de temas muito pessoais que abordam diversos problemas que afetaram alguns membros da sua família e dele próprio. Numa conversa tranquila, Mike Paradine revelou-nos algo deste seu primeiro trabalho em nome próprio e revisitou alguns desses momentos que marcaram, para sempre, a sua vida pessoal.

Antes de mais, obrigado por aceitares respondeu a Via Nocturna. Depois de vários álbuns com a tua banda, quando decidiste que estava na altura de avançares com um projeto em teu nome individual?
Na verdade, nunca pensei nisso. Pelo menos até ter terminado o álbum dos ArcticFlame, Guardian At The Gate. Eu construí um pequeno estúdio de gravação no meu quintal só para fazer demos e outras coisas. Como tinha algumas letras escritas, entrei em contato com alguns amigos músicos para ver se eles estariam interessados ​​em fazer um projeto juntos. Inicialmente trabalhei algumas ideias com o guitarrista dos Bloodfeast mas isso não durou muito tempo. Escrevemos cerca de 4 músicas, mas com a sua agenda tornou-se impossível continuar. Uma noite estava no facebook e vi algumas coisas que o produtor Dave Manheim (ele foi o responsável pelo álbum Declaration dos ArcticFlame) estava a fazer e falei-lhe na minha ideia. Mostrou-se totalmente interessado e chegámos a um acordo que ele iria fazer o meu álbum a solo e o próximo álbum dos ArcticFlame.

Mas os temas que apresentas agora foram escritos recentemente ou tens vindo a escrever ao longo dos anos?
Um pouco de ambos. Monster’s Ball foi iniciada há uns anos atrás, quando estava nos Balistik Kick e originalmente chamava-se Killers Party. Acabei por lhe adicionar algumas linhas e alterar a letra para caber na música. A maioria eram apenas ideias escritas em papel e que foram ficando guardadas. Acho que só Dust estava concluído há já alguns anos.

Este é realmente um álbum muito pessoal. Por que escolheste a tua própria vida como tópico principal? Não teria sido mais fácil escrever sobre qualquer outra coisa?
Claro que poderia ter feito isso e teria sido mais fácil, mas eu queria fazer um álbum real, verdadeiro e honesto. Adorava a maneira como o Phil Lynott fazia isso e eu modelei este álbum depois disso. Gosto de músicas e filmes que mostrem a condição humana, o que ela pode fazer e como a mente humana pensa.

De todas essas histórias que agora trazes a público, a que mais me impressiona é a tua batalha contra o cancro com apenas 13 anos de idade. Como viveste essa situação na altura e de que forma isso te afetou para o futuro?
No início assustou-me mim e todos em meu redor. A primeira coisa que vem à mente é a morte. Tive que por um ponto final em algumas coisas que eu gostava de fazer, como jogar basebol. Mas é uma situação que temos de aceitar e depois seguir em frente. Tenta-se viver a vida da melhor maneira. Quando estás no hospital, és o paciente, quando estás na escola, és aluno mas quando estiveres com os amigos, és apenas tu próprio, por isso deves fazer o que tem que ser feito. Honestamente, posso dizer que não me afetou muito para o futuro. Fiz tudo o que queria fazer, portanto não me posso queixar. Há pequenas coisas como não poder ensinar os meus filhos a andar de moto, mas eu ensinei-lhes outras coisas. E no final tudo funcionou.

Temos, também, referências ao 11 de Setembro. Como americano, como viveste essa situação? Estavas lá quando tudo aconteceu?
Eu moro do outro lado da baía do World Trade Center, mas na altura eu estava a trabalhar em Brooklyn e vi tudo acontecer. Demorei horas para chegar a casa uma vez que eles fecharam todas as pontes e túneis. Nos dias seguintes, foi o puro caos. O fumo durou semanas. E durante semanas fomos bombardeados com fotos e imagens da destruição. Eu costumava passar pelo World Trade Center para apanhar o combóio para o Brooklyn. Quando os comboios se atrasavam, eu ia até ao bar e esperava até que a multidão fosse embora. Conheci muita gente boa lá. Gostaria de ver e falar de novo com essas pessoas e muitas vezes pergunto-me se eles estarão bem.

E o que leitura fizeste e/ou fazes de toda a situação? Acreditas que o Bin Laden foi o responsável ou foi tudo uma conspiração do governo americano como afirma uma teoria que tem vindo a ser defendida?
Apenas acredito em evidência e não em teorias.

Ao mesmo tempo, musicalmente parece que prestas tributo aos monstros do passado. Foi um objetivo ou simplesmente aconteceu?
Era mesmo assim que eu queria que as músicas ficassem. Para regressar a todas as minhas influências e divertir-me apenas. Eu não queria fazer apenas um estilo. Isso faço com os ArcticFlame por isso queria fazer algo diferente.

E como foi a escolha dos músicos que te acompanham? Foi fácil?
Eu queria muito mais pessoas no álbum, mas foi impossível. Por mim, teria convidado toda a gente que conheço mas isso teria sido uma verdadeira dor de cabeça em termos de coordenação. Com excepção de Richard Holmgren, todos vivem aqui perto, por isso foi mais fácil e mais prático. Eu tenho o seu álbum a solo do Richard Holmgren, Blackworld, e adoro a voz dele. Tem uma qualidade Dio-ish. Ele fez um ótimo trabalho com as duas músicas que fez.

Quando escolheste os músicos as músicas já estavam completamente prontas ou os teus convidados tiveram oportunidade de participar na composição?
Todas as músicas já estavam escritas por mim e pelo produtor Dave Manheimer. Enviámos as demos e eles tocaram e cantaram as suas partes.

Considerando tens vários músicos de outras bandas, como decorreu o processo de gravação?
Enquadrámos as agendas de todos e, felizmente, tudo bateu certo na mesma altura que tínhamos o estúdio. A parte do Richards, foi feita na sua casa na Suécia e depois enviou-ma pela internet.

E será que haverá hipóteses para uma tournée?
No início não pensava fazer nenhum espetáculo ao vivo. Sempre disse que era para ser um projeto de estúdio, mas as pessoas gostaram do álbum e perguntavam-me quando iriamos tocar. Ainda esta semana juntei banda e iremos ensaiar cerca de 2 semanas. Iremos fazer alguns espectáculos locais e ver como isso funciona, mas parece muito promissor. Uma boa dose de rock’n’roll à antiga com todas as minhas influências. Se alguém quiser contratar a banda, apenas têm que me contactar e nós vamos tentar realizar o pedido.

Para terminar, como está a tua banda principal, ArticFlame?
O novo álbum Shake The Earth tem lançamento agendado para Junho e iremos tocar The Metalgods Festival em Mansfield, Inglaterra a 26 de maio. Espero um dia poder tocar para vocês.... Obrigado pelo teu tempo e pelas questões. Eu gostei!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Chaos Genesis - estreia dos Adamantine


Os Adamantine, banda considerada como a melhor banda sem contrato em 2010, pela Loud! Magazine, apresentam o seu álbum de estreia, Chaos Genesis. O disco foi gravado nos Poison Apple Studios (Hills Have Eyes, Before The Torn) e foi masterizado pelo conceituado Tue Madsen.


Novo vídeo de Katana


Os suecos Katana que a 14 de maio lançam o seu segundo disco, Storms Of War, via Listenable, tem já disponível para audição um dos temas extraídos desse álbum: Kubilai Khan. Podem ouvi-lo aqui.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Review: Plains Of Oblivion (Jeff Loomis)

Plains Of Oblivion (Jeff Loomis)
(2012, Century Media)

Um dos mais aplaudidos e influentes guitarristas da sua geração, Jeff Loomis, volta a deixar a sua marca de inegável classe com o disco Plains Of Oblivion. O músico escreveu e gravou sete álbuns com os Nevermore, sendo de sua responsabilidade a criação de alguns dos mais memoráveis riffs do metal dos finais dos anos 90 e inicio do novo século. Produzido e misturado por Aaron Smith (7 Horns 7 Eyes) e masterizado por Jens Bogren (Opeth, Amon Amarth), as dez faixas de Plains Of Oblivion mostram-nos um trabalho diversificado onde Loomis eleva as suas capacidades até patamares pouco previsíveis mesmo pelos seus mais acérrimos fãs. Desde o thrash metal em Mercurial até ao arena rock de Chosen Time; desde a groovy Continuum Drift até à crua Surrender; desde a melancólica em registo acústico Rapture até à dura Sybylline Origin, Jeff Loomis, definitivamente, ultrapassou os limites. Sabendo-se da máxima que, para se ser o melhor tem de se trabalhar com os melhores, Jeff Loomis rodeou-se de uma verdadeira constelação de estrelas: os vocalistas Ihsahn (em Surrender) e Christine Rhoades (em Tragedy And Harmony e Chosen Time), os três únicos temas vocalizados; os guitarristas Marty Friedman, Tony MacAlpine e Attila Vörös e o baterista Dirk Verbeuren. Uma composição absolutamente galáctica que dá o garante de um trabalho a roçar a perfeição em termos técnicos. A estes sonantes nomes deve somar-se o de Shane Lentz, impressionante baixista que o próprio Loomis descobriu no youtube. Plains Of Oblivion apresenta-nos um Loomis inovador e vital como sempre, criando a sua obra mais pessoal até à data.

Tracklist:
1. Mercurial (feat. Marty Friedman)  
2. The Ultimatum (feat. Tony MacAlpine)  
3. Escape Velocity     
4. Tragedy And Harmony (feat. Christine Rhoades) 
5. Requiem For The Living (feat. Attila Vörös)  
6. Continuum Drift (feat. Chris Poland)
7. Surrender (feat. Ihsahn)    
8. Chosen Time (feat. Christine Rhoades
8. Rapture      
9. Sibylline Origin     

Line-up:
Jeff Loomis: guitarras
Shane Lentz: baixo
Dirk Verbeuren: bateria

Internet:

Edição: CenturyMedia

sábado, 21 de abril de 2012

Review: Ecila (Ashes)

Ecila (Ashes)
(2012, Edição de Autor)

A produção nacional tem provado que, cada vez mais, nada fica a dever ao que se faz lá fora. E curiosamente, alguns dos trabalhos com mais qualidade surgem de coletivos ainda longe das luzes da ribalta. Os exemplos têm-se sucedido, sendo que o mais recente é mesmo o novo trabalho dos Ashes, Ecila, surgido 5 anos após a estreia em formato EP. Tendo por base a história de Alice no País das Maravilhas, os Ashes partem para uma encenação musical digna de registo, apresentando uma sonoridade refrescante, onde os momentos calmos, melancólicos e atmosféricos são bruscamente sacudidos por violentas tempestades sónicas. Trata-se da fusão de diferentes influências que juntas num mesmo tema ajudam a criar complexas estruturas e elevar o nível de imprevisibilidade. A componente teatral é muito forte, desde o trabalho excêntrico do violino (elemento fundamental na definição da estrutura musical em Ecila) até ao desempenho diversificado em termos vocais, sempre em registo digno de saliência, seja em que situação for. Os seis temas de Ecila ficam, então, enquadrados por um conceito, partindo para a exploração de uma versatilidade musical assinalável com a inclusão de pormenores deliciosos e de momentos ora belos ora arrepiantes. O resultado é um trabalho digno de realce, com uma personalidade muito vincada e longe dos estereótipos vigentes. Por isso, altamente aconselhável.

Tracklist:
1.      Ecila
2.      Hail Of Mirrors
3.      The Kind Of Strange
4.      Rewind
5.      Queen Of Thy Black Hearts
6.      Redemption

Line-up:
David Pais – vocais
Pedro Caldeira – guitarra
Eduardo Serraventoso – guitarra
João Cardoso – baixo
Marco Rosa – violino
Ricardo Neto – bateria

Internet:

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Review: Death In The Family (Mike Paradine Group)

Death In The Family (Mike Paradine Group)
(2012, Edição de Autor)

Mike Paradine é o baterista dos ArcticFlame e Death In The Family é a sua primeira aventura a solo. Como o próprio nome deixa transparecer, este é um trabalho vincadamente familiar, com um conjunto de canções onde são abordadas diversas temáticas relacionadas com a sua vida pessoal e familiar, desde a vivência do 11 de Setembro até à sua luta contra o cancro com apenas 13 anos de idade. Musicalmente o trabalho evolui desde o thrash metal do tema de abertura, Venom And Piss, até um final emocional, melódico e sinfónico sob a forma de Dust. Pelo meio, detetam-se entradas em diversos campos estilísticos, como o heavy metal, o hard rock ou simplesmente o rock, quase ao jeito de homenagem aos grandes nomes que construíram esses diversos géneros, como Kiss, Judas Priest, Thin Lizzy ou Guns’n’Roses, como fica demonstrado, por exemplo, pela cover de Parasite dos Kiss. Mas deve ser salientado que Death In The Family, independentemente da sua heterogeneidade, provocada não só pelos diferentes estilos abordados, como também pela diversidade de vocalistas utilizados, é, de facto, um excelente disco, com muitos e bons momentos que devem ser destacados. Assim, referiríamos temas como Rise Up From The Grave (numa linha power metal a lembrar um cruzamento entre Riot e Manowar), Suzie With An Uzi (claramente na vertente mais punk dos Guns’n’Roses), Taste My Fist (inicialmente a lembrar Manilla Road mas a crescer para campos Priestianos) e a já citada Dust, entre outros. Mas o mais importante é que, indubitavelmente, Mike Paradine conseguiu transpor para um agradável conjunto de canções um pedaço da sua vida pessoal expondo-se de uma forma muito transparente. Não sendo este, naturalmente, o principal motivo de análise num disco de música é de salientar a forma extremamente positiva como o músico americano consegui fazer essa ponte e criar um disco muito agradável, sem cair na tentação da lamechice fácil.

Tracklist:
1. Venom And Piss
2. Rise Up From The Grave
3. Monster's Ball
4. On A Tuesday Morning (The John J Harvey)
5. These Are The Days
6. Parasite
7. Suzie With An Uzi
8. Taste My Fist
9. Bow Down To The Queen
10. Dust

Line-up:
Mike Paradine – bateria e vocais
Richard Holmgren – vocais
Michael Clayton Moore - vocais
Jeff  Scott – baixo
Dave Manheim – vocais, baixo, guitarra e teclados
Kilroy – guitarras

Internet:

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Playlist 19 de abril de 2012

(clicar na imagem para ampliar)

Ethereal Sound Works assina com Fadomorse


A Ethereal Sound Works assinou contrato com os Fadomorse para o lançamento do seu triplo álbum comemorativo dos seus 13 anos de existência. O álbum Magala Invisível, contará ainda com o lançamento de um single. Os lançamentos estão previstos para o mês de maio.

Festa de lançamento de surface/light (Vertigo Steps)


Realizar-se-á no próximo dia 24 de abril a festa oficial de lançamento do álbum surface/light dos Vertigo Steps. O evento será no Spock Café Bar, na Rua de S. Bento, 34, a partir das 21h00 e contará com: sessão de autógrafos, audição dos três álbuns da banda (21h-24h), projeção dos telediscos e fotos exclusivas, bebidas a preço especial, oferta de singles, DJ Munir (after 24h). A entrada é livre.

Sarah Jezebel Deva lança EP digital


Sarah Jezebel Deva e sua banda irão lançar um novo EP apenas em formato digital intitulado Malediction. Neste trabalho, Sarah contará com a participação especial de Bjorn Strid (Soilwork) com quem fará um dueto em Lies Define Us. Depois de 14 anos como backing singer dos Cradle Of Filth, este EP serve também para voltar a juntar a vocalista com Dani Filth que aqui terá algumas aparições.

Edição 13 da Infektion Magazine


A edição 13 da Infektion Magazine já se encontra online e disponível para download gratuito! Juntamente com o PDF encontra-se também, na íntegra, o álbum Xenogenesis dos nacionais Darkside Of Innocence. Esta edição contém um artigo dedicado ao Metal Oriental e entrevistas com Moonspell, The Firstborn, Job For A Cowboy, Enthroned, Valkiria, Pilgrim, Sanctus Nosferatu, The Foreshadowing, The Grotesquery, Azaghal, Crimson Cult e Iodine

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Blind & Lost Studios com facilidades


Para as bandas que pretendam tocar no Rock Nordeste 2012, os Blind & Lost Studios estão a oferecer a gravação de quatro temas originais (necessários para a inscrição no festival, até dia 11 de Maio) a um preço muito especial. Só têm que contactar através do email blindandloststudios@gmail.com e consultar o regulamento do evento que decorrerá a 27 e 28 de Julho.

Novos vídeos de Outshine, Furyon e Gazua

Os Outshine já têm disponível Here Now o primeiro single com o respetivo vídeo. Trata-se de um tema incluído no próximo álbum da banda, Addiction com data de edição prevista para 6 de junho. O vídeo pode ser visualizado aqui e o single pode ser baixado aqui. Também os Furyon tem um novo vídeo pronto a ser visualizado. Trata-se do tema Don’t Follow, extraído do álbum Gravitas editado em março, via Frontiers Records. Finalmente, os Gazua também têm o primeiro vídeo do novo álbum Transgressão pronto. Chama-se O Segredo e pode ser visualizado aqui. Relembre-se que o quarto trabalho de originais da banda lisboeta será lançado a 10 de maio com um concerto no Musicbox.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Review: Delirium (4Bitten)

Delirium (4Bitten)
(2012, Rocksector)

Enquadrada no crescente interesse em jovens bandas que constroem o seu hard rock em bases blues, surge esta banda de Atenas, formada em 2002 e com uma front-lady que já espalhou a sua arte pelos Estados Unidos. 4Bitten é então o nome deste coletivo que surge com um trabalho inspirado nos grandes nomes das últimas quatro décadas, desde Led Zeppelin a Metallica, desde Black Sabbath a Alice In Chains. Delirium é já o segundo trabalho da banda, sucede a No More Sins, datado de 2009 e por aqui se nota uma acentuar do peso em relação à estreia. Eventualmente as bases blues estão mais diluídas em riffs heavy bem fortes. Aliás, isso fica logo bem provado nas duas faixas iniciais com a voz de Fofi Roussos muito mais poderosa e com as guitarras de George Maroulis com muito mais músculo. A vocalista acaba por se evidenciar, fruto da sua excelente prestação ao longo dos 45 minutos do álbum seja nos temas mais rápidos seja nos a mid-tempo. Em termos musicais a base vem dos riffs rock dos anos 70/80 embora bem condimentado por elementos do metal mais contemporâneo e mesmo algum nu-metal ao nível do trabalho de guitarra. No entanto não se vislumbram grandes rasgos de inovação em Delirium. Far From Grace e Not This Time são os temas que mais se afastam da trajetória delineada. O primeiro numa linha muito radio friedly e o segundo a incluir vocais metalcore e com uma secção rap que acaba por não surtir. Por outro lado, em temas como Let It All Burn ou Live 4 Today nota-se a introdução de alguns elementos southern rock. Autêntico e sólido, este é um trabalho bem construído mas que nada apresenta que lhe permita destacar-se de entre as dezenas de lançamentos que surgem diariamente.

Tracklist:
1. Burning The Candle
2. Jaded
3. Let It All Burn
4. Live 4 Today
5. A Different Fate
6. Games U Play
7. Far From Grace
8. Delirium
9. Not This Time
10. Through The Fire
11. Tomorrow Never Comes

Internet:

Edição: Rocksector Records