quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Review: Two Seasons - Live In Japan (GPS)

Two Seasons – Live In Japan (GPS)
(2012, Gonzo Multimedia)
 
Quando em 2006 Geoff Downes decidiu reunir o line-up original dos Asia, John Payne, com Guthrie Govan e Jay Schelen e posterior recrutamento de Ryo Okumoto, criava os GPS. Window To The Soul foi o trabalho do coletivo editado nesse ano, via InsideOut Music, e que obteve um enorme êxito. Durante o ano seguinte, a banda fez uma tournée muito bem-sucedida pelo Reino Unido e Japão. Cinco anos se passaram e vem agora a britânica Gonzo Multimedia editar uma caixa com 4 CD’s e 2 DVD’s onde são recuperados dois dos espetáculos nipónicos. O Volume I foi gravado no O-West em Tóquio a 14 de outubro e apresenta o espetáculo com a banda completa. O Volume II foi gravado no Clapper, também na capital japonesa a 6 de abril e trata-se de um show mais intimista, apenas com Payne e Govan em formato acústico. No primeiro volume é tocada a totalidade do álbum Window To The Soul, com exceção do tema I Believe In Yesterday, adicionado dos solos de Okumoto e Schellen e de alguns temas dos Asia. Já no segundo volume, todo o álbum é interpretado em formato acústico adicionado do solo de Schellen e de mais dois temas dos tempos dos Asia. Portanto, nota-se que estes quatro discos áudio se destinam aos fãs da banda que aqui têm a hipótese de ouvir os GPS em dois registos diferentes. No entanto, a qualidade da captação do som não é famosa, tornando estes discos em algo muito próximo de um bootleg. Os DVD’s apresentam fielmente ambos os concertos, sendo de registar alguns extras interessantes. O Volume I apresenta uma pequena apresentação acústica numa loja de Tóquio (algo parecido com as nossas FNAC’s) e um momento verdadeiramente brilhante retirado do concerto de O-West, denominado de GPS Jazz-Trio. Tratou-se de um momento em que uma anomalia técnica impediu o normal desenvolvimento do concerto e, aproveitando a paragem, Okumoto, Schellen e Govan literalmente improvisaram. O resultado é sensacional! Aliás, este é o melhor momento de um DVD também ele com uma captação de som e imagem deficiente. A existência de apenas uma câmara a registar e ainda por cima fixa em frente ao palco, faz com que muitas das vezes o guitarrista Govan e o teclista Ryo Okumoto desapareçam dos ecrans. A situação melhora no segundo volume, no espetáculo acústico, quer em termos sonoros quer de imagem. Este DVD traz como extra uma entrevista que baixista e baterista concederam em exclusivo para este lançamento. Quem já tem Window To The Soul não precisa de adquirir Two Seasons, embora este seja um documento histórico importante no qual os verdadeiros fãs quer de GPS quer, eventualmente dos Asia, poderão encontrar algum interesse. Porque indiscutivelmente, a música que aqui se apresenta é de altíssima qualidade. Ou não o tivesse já sido Window To The Soul!
 
Tracklist:
Volume I
CD 1:
1.      The Objector
2.      All My Life
3.      Since You’ve Been Gone
4.      Heaven Can Wait
5.      Window To The Soul
6.      Taken Dreams
7.      Ryo’s Solo
8.      Military Man
9.      Gold
CD 2:
1.      Written On The Wind
2.      Silent Nation
3.      Long Way From Home
4.      Jay’s Solo
5.      Only Time Will Tell
6.      Guthrie’s Solo
7.      Heat Of The Moment
8.      New Jerusalem
 
Volume II
CD 1:
1.      Taken Dreams
2.      All My Life
3.      Written On The Wind
4.      Heaven Can Wait
5.      Gold
6.      The Objector
7.      Guthrie Solo
 
CD 2:
1.      I Believe In Yesterday
2.      Window To The Soul
3.      New Jerusalem
4.      Since You’ve Been Gone
5.      Military Man
6.      The Longest Night
 
Line-up:
Volume I:
John Payne – vocais e baixo
Guthrie Govan - guitarras
Jay Schellen -  bateria
Ryo Okumoto - teclados
 
Volume II:
John Payne - guitarras
Guthrie Govan - guitarras
 
Internet:
 
Edição: Gonzo Multimedia

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Entrevista: PhaZer

Depois de um EP promissor, Revelations e de um álbum verdadeiramente assombroso, Kismet, considerado por muita gente (inclusive nós) como o melhor disco do ano, os PhaZer estão de regresso com o seu terceiro registo, Rockslinger. Com uma personalidade cada vez mais vincada, a banda lisboeta assume-se como uma das grandes referências do rock nacional. Paulo Miranda aceitou, mais uma vez, responder a Via Nocturna sobre as últimas peripécias dos Phazer.
 
Olá Paulo, tudo bem no seio dos Phazer? Após um muito bem-sucedido Kismet, o que fizeram os Phazer?
Paulo Miranda: Viva Pedro, tudo bem felizmente. Após o lançamento do Kismet, percorremos o país a promover o disco, nos quais fizemos novos fãs e reencontramos outros que conhecemos na tour do Revelations. Depois passado um ano, decidimos fecharmo-nos no estúdio a compor novas músicas para um novo disco, que agora está aí disponível.
 
Durante a longa fase de concertos de promoção a Kismet, olhando para trás com que sensações ficas?
PM: Com vontade de fazer tudo novamente, ainda para mais, desde que começamos a trabalhar no novo disco, paramos com os concertos e neste momento a vontade é muita de voltarmos à estrada e encontrarmos os nossos fãs frente a frente, pois muita gente que nos tem conhecido e contactado pelas redes sociais ainda não teve oportunidade de nos ver ao vivo e perguntam-nos sempre quando será o próximo concerto. Vamos resolver isso muito rapidamente!
 
E se te pedisse para indicares um ou dois concertos que tenham ficado gravados na vossa memória o que dirias?
PM: Eu diria o concerto no Coliseu de Lisboa a abrir para Cheap Trick, onde foi a primeira vez que atuamos nesse sítio mítico e pelo privilégio de partilharmos o palco com verdadeiras lendas do rock mundial. Outro concerto a destacar foi na Concentração Motard de Faro no 30º aniversário do moto clube onde estiveram também os Iron Maiden. Foi brutal, pois nunca tivemos tanta gente a ver PhaZer ao vivo.
 
Na altura do Kismet afirmaram a Via Nocturna que não tinham sentido qualquer tipo de pressão. Suponho que agora também não houve…
PM: Para este disco tentamos um método diferente, sendo que o processo de composição e gravação do Kismet durou perto de 2 anos, para o novo disco, decidimos em primeiro lugar não fazermos um álbum e sim um EP, e depois tivemos uma abordagem em termos de composição ainda mais solta do que o Kismet, com músicas mais diretas e não tão refinadas, e isso fez com que em estúdio, a gravação, mistura e masterização estivesse concluída em quase 2 semanas. Ou seja, não acusamos pressão seja interna ou externa, mas como decidimos ter uma abordagem musical mais direta, fez com que a composição e a produção em estúdio fosse extremamente mais rápida em comparação com o processo do Kismet.
 
Quando começaram a preparação deste novo EP Rockslinger?
PM: Em janeiro deste ano começámos a compor, depois em estúdio, tivemos 2 sessões, uma em março e outra em maio.
 
Acho que este trabalho ainda é mais de extremos que Kismet. Concordas?
PM: Não sei responder, a verdade é que em todos os discos (exceto o primeiro), sempre houve algo de novo que não existia no anterior. Acredito que no caminho do Revelations até ao Rockslinger nos tenhamos deixado levar pelo rock cada vez mais pesado, mas sempre procuramos oferecer algo que não estivesse no disco anterior e acredito que no próximo disco não será diferente.
 
E voltamos a ter uma peça de uma incrível fragilidade e sensibilidade. Já começa a ser um hábito nos vossos trabalhos…
PM: Sim, o My Treasure. Essa é uma música que eu e o Gil Neto escrevemos nos tempos do Revelations, e por ser tão diferente do resto das músicas, nunca pensamos colocá-la em disco, mas na tour do Kismet, tocávamos o My Treasure ao vivo nos showcases acústicos porque julgámos que se enquadrava bem nesse ambiente de espetáculo, e a reação do público foi boa e surpreendente, o que nos deu confiança para gravarmos e incluirmos esta música no disco. E sim, assumo que esta fragilidade e sensibilidade é algo que nos descreve pessoalmente a todos na forma mais sincera possível. No nosso dia-a-dia, temos momentos em gostamos de ouvir e tocar som mais a abrir e outros em que gostamos de tirar o pé do acelerador e curtir um som mais íntimo e “frágil” e acredito que ao partilharmos isso dessa forma no disco, quem ouvir irá reconhecer a autenticidade de que somos assim mesmo. Se é um hábito a manter não sei, se continuarmos a sentir que faz sentido então sim, caso contrário não fazemos muita questão que isto seja uma regra imperativa.
 
Têm algum convidado a colaborar em Rockslinger?
PM: Não, fora da banda apenas participou o Fernando Matias na produção do disco e teclas no My Treasure, e amigos próximos em coros.
 
Desta vez verificou-se a estabilidade com a manutenção do mesmo line-up. De que forma isso transparece em Rockslinger?
PM: Por não ter havido alterações na banda, foi naturalmente mais simples manter o mesmo processo criativo o que facilitou a escrita e a produção, e talvez por todos nós nos conheceremos cada vez mais, existe uma melhor química musical e isso julgo que se reflete no disco.
 
I’ve Been Shot é o primeiro single deste EP. Porque a sua escolha? Está disponível para download gratuito, certo?
PM: Sim, está disponível para download gratuito no nosso website em www.gophazer.com. Essa música conquistou-nos a nós e ao produtor Fernando Matias muito rapidamente. Foi quase imediata a escolha dela, por ser uma música de rock puro que achamos que resulta bem na primeira audição, e dessa forma seria a melhor aposta para satisfazer os fãs que já aguardavam novidades há algum tempo e que nos acaba por definir e apresentar-nos a novos fãs como banda rock que somos.
 
Do mesmo tema foi criado o vídeo. Como decorreram as sessões de captação e quem trabalhou convosco na sua conceção e criação?
PM: Podemos dizer que este vídeo é uma family production. Um grande amigo da banda e como lhe costumo chamar o El General da nossa PhaZer Street Team, Paulo Rodrigues juntamente com Christopher Ferreira foram os responsáveis pela produção do vídeo. As filmagens correram muito bem. A captação foi em Viseu num antigo matadouro, e sendo nós de Lisboa tínhamos uma janela muita curta para a captação, houve um trabalho prévio muito bem feito de planeamento, em termos da storyboard, planeamento das cenas, logística e felizmente tudo correu muito bem e de acordo com os planos, e acima de tudo a equipa que participou foi excecional, um ambiente muito bom e uma tarde muito bem passada entre amigos da família PhaZer.
 
Como decorreram os trabalhos de gravação desta vez?
PM: Desde o Kismet que estabelecemos uma forte amizade com o produtor Fernando Matias, tanto que acabamos por nos tornar vizinhos e os nossos estúdios são a paredes meias, ou seja, o contacto é constante, não só ele vai acompanhando as novas composições in loco, como quando foi para gravar, apenas foi necessário mover os nossos instrumentos para o piso de cima! Num ambiente tão próximo como este, a cumplicidade é tão grande que faz com que o processo seja extremamente rápido e natural. Acho que ele entende perfeitamente o nosso som e por onde queremos ir, e constantemente lhe pedimos opiniões e sendo quem ele é, o seu contributo nas nossas músicas é como a cereja no topo do bolo, é a verdadeira especialidade dele, a pastelaria! (risos) Acho que fazemos uma excelente equipa!
 

Um dos temas é uma cover de um tema dos The Cult. Esta banda acaba por ser uma referência para os Phazer? Como surgiu a ideia de fazer essa cover de Lil Devil?
PM: Sim, é uma banda com quem crescemos e que nos influenciou assim como tantas outras mas temos um carinho especial por eles. Este tema surgiu quando fomos convidados para gravar uma cover de uma música dos anos 80 para uma compilação de nome Metropolis 79/89 lançado pela Raging Planet em 2009. Esta versão teve uma boa reação tanto na compilação como ao vivo, e como era inédito na nossa discografia, decidimos inclui-la neste novo disco.
 
Como é que os Phazer surgem numa reportagem alemã sobre os Jogos Paraolímpicos de Londres 2012?
PM: Na época do primeiro disco, fizemos um amigo e fã alemão, que nos contactou a pedir autorização para a utilização de algumas músicas do EP Revelations, para uma série animada na web produzida por ele. Mas por razões que desconhecemos, nunca chegou a ver a luz do dia... ou da rede! Mas a amizade ficou e ele continuou a seguir-nos atentamente. Entretanto voltou a contactar-nos, desta vez em nome da Deutch Telecom onde atualmente trabalha, acho que é a PT do sítio, e pediu-nos autorização para utilizar algumas músicas desta vez do álbum Kismet na cobertura dos Jogos Paraolímpicos de Londres 2012 também produzido por ele. Muitas vezes brincamos entre nós sobre o facto de termos fãs nas mais variadas profissões, como se tratasse quase de um “Fight Club” e de termos um plano maquiavélico de dominar o mundo (risos)! A verdade é que a família de PhaZer cada vez tem crescido mais e nas mais diferentes geografias e extratos sociais, e esta malta têm mostrado um apoio incondicional que nunca esperamos ver tão forte e dedicado e não podíamos ficar mais satisfeitos e orgulhosos por tudo isto!
 
Depois de Revelations ter sido em edição de autor e de Kismet ter sido editado por duas editoras, Rockslinger resulta da pareceria de três. Parece que toda a gente quer trabalhar com os Phazer…
PM: (risos) Parece que sim, felizmente temos o privilégio de termos os parceiros certos a bordo e com a sua estrutura, trabalharmos em equipa com objetivo de fazer chegar a nossa música a mais gente. Contudo, hoje são tempos diferentes para a industria musical e confesso que estivemos a ponderar em lançar o Rockslinger apenas como edição digital, mas o Daniel Makosch da Raging Planet motivou-nos a fazermos a edição física e no mesmo formato do Kismet juntamente com a Raising Legends com uma parceria de distribuição de custos e receitas e desta vez com um novo parceiro, a editora Ethereal Sound Works, que embora o nosso som não seja o género predominante do seu catálogo, desde o primeiro minuto mostrou interesse e disponibilidade em trabalhar connosco.
 
E em termos de concertos, já há alguma coisa programada?
PM: Sim, acabamos de anunciar no nosso website e facebook 6 novos concertos já confirmados, entre eles alguns showcases acústicos. Esperamos em breve anunciar mais datas. As datas já anunciadas são:
·         FNAC Almada (showcase acústico) – 3/Novembro – 17h;
·         In Live Caffé, Moita – 3/Novembro – 23h;
·         FNAC Viseu (showcase acústico) – 10/Novembro – 17h;
·         Estudantino Café Bar, Viseu – 10/Novembro – 23h;
·         Hard Rock Café, Lisboa – 12/Novembro – 23h (Festa de Lançamento);
·         FNAC AlgarveShopping (showcase acústico), Albufeira – 1/Dezembro – 17h.
 
A terminar, obrigado mais uma vez pela vossa disponibilidade e deixo-vos espaço para acrescentarem o que entenderem para os vossos fãs em particular e para os nossos leitores em geral.
PM: Quero em primeiro lugar agradecer-te a oportunidade no Via Nocturna. Durante este nosso percurso, o Via Nocturna tem mostrado sempre um grande empenho e apoio aos PhaZer, o que nos deixa bastante agradecidos e orgulhosos. Muito Obrigado e um abraço muito especial para ti Pedro! Para concluir a entrevista, não posso deixar de retribuir a toda a malta que nos tem vindo a apoiar ao longo destes anos, alguns apenas agora nos conheceram agora, mas têm mostrado que são fãs de topo. O nosso muito obrigado e fica a promessa de nos encontrarmos em breve num próximo concerto! Muito Obrigado a todos, são os melhores fãs do mundo!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Review: Live Atmosphere (Curved Air)

Live Atmosphere (Curved Air)
(2012, Curved Air)
 
Os Curved Air são uma das bandas pioneiras do rock progressivo britânico tendo sido fundada em 1969 e tendo editado o seu primeiro álbum, Air Conditioning no ano seguinte. Em 1976, a banda desmembrava-se de forma prematura e apesar de periodicamente se reunir para alguns concertos, sempre ficou aquela sensação que os Curved Air poderiam, definitivamente, voltar. Ora foi isso que aconteceu. Ausentes durante (longos) 18 anos, regressaram em 2008 com uma série de concertos e festivais na Europa (Portugal incluído) e Japão que congregaram os mais velhos fãs e adicionaram novos. Como forma de recuperarem um pouco o tempo perdido e enquanto um novo álbum de originais não surge (o que deverá acontecer apenas no final de 2013), a banda resolveu lançar para os seus fãs um conjunto de temas gravados ao vivo a qual apelidaram de uma “poderosa compilação única de canções dos Curved Air tocadas por uma banda contemporânea”. Live Atmosphere inclui potentes novas versões de muitos dos clássicos da banda dos anos 70, como It Happened Today, Back Street Luv, Propositions, Phantasmagoria ou Strech. Este álbum junta no mesmo palco novos e originais membros dos Curved Air, mas o destaque acabará sempre por recair na poderosa e teatral (ou não fosse ela também atriz) vocalista Sonja Kristina. As novas gerações que, eventualmente desconheçam esta instituição devem obrigatoriamente ir descobrir este disco que assim funciona como forma de saudar os velhos fans e de dar a conhecer o projeto aos mais novos. Live Atmosphere mostra a banda no seu melhor campo: o ecletismo. Do hard rock ao blues, passando pelo jazz, funk e fusão, mas sempre sob o denominador comum que é o progressivo este é um trabalho que mostra a mais fina nata da carreira da banda. Sonja Kristina aparece no seu melhor, sempre bem acompanhada pela excelência dos seus companheiros que conseguem criar momentos de sublime delicadeza ou de imponente excentricidade. Ansiosamente aguardamos pelo seu novo trabalho de originais. Até deliciemo-nos com esta brilhante recuperação de um passado glorioso.
 
Tracklist:
1.      Atmospheric Overture (Intro)
2.      Marie Antoinette
3.      Propositions
4.      Easy
5.      Hide And Seek
6.      Screw
7.      Phantasmagoria
8.      Melinda
9.      Everdance
10.  Back Street Luv
11.  Stretch
12.  It Happened Today
13.  Atmospheric Overture (Outro)
 
Line-up:
Sonja Kristina – vocais
Robert Norton – teclados
Paul Sax – violin
Kit Morgan – guitarras
Florian Pilkington-Miksa – bateria
Chris Harris – baixo
 
Internet:
 
Edição: Curved Air Records

domingo, 28 de outubro de 2012

Entrevista: Soulicit

Os hardrockers americanos Soulicit já partilharam o palco com nomes como Buckcherry, Fuel, SevenDst, Halestrom, Pop Evil e mesmo Lacuna Coil. Tudo a partir da edição, ainda em 2011, do seu primeiro longa-duração Parking Lot Rockstar. O álbum chega agora à Europa e Via Nocturna foi conhecer um pouco melhor este coletivo de Wichita, num diálogo com o vocalista Darick Parson.
 
Obrigado por aceitarem responder a Via Nocturna. Podes apresentar os Soulicit aos metal maniacs portugueses?
Olá, somos os Soulicit, uma banda de rock moderno dos Estados Unidos da América.
 
Quais são as vossas principais influências?
A vida é a minha influência. Todas as pessoas que me rodeiam, todas as minhas experiências, todas as memórias que fazem quem eu sou são o que me influenciam mais do que qualquer outra coisa.
 


Parking Lot Rockstar é o vosso álbum de estreia. As primeiras impressões foram muito boas. Esperavam isso?
Trabalhamos muito duro no álbum e sentimos que tínhamos um grande produto. É sempre bom ouvir as pessoas validar esse sentimento quando dão ao disco tantos elogios. Sabíamos que estávamos no caminho certo só não sabíamos o quão grande ele seria.
 
O álbum foi lançado nos EUA em 2011, mas só agora chega à Europa. Como têm sido as reações aqui? Tão boas como as norte-americanas?
Honestamente, as reações da Europa têm sido incríveis. Toda a gente parece gostar realmente do disco e as opiniões até agora têm sido incríveis. Definitivamente tenho que dizer que a Europa é uma aliada dos Soulicit!
 
E por que esse hiato entre os lançamentos?
Sinceramente, não tenho certeza por que houve tal atraso entre os lançamentos. Suponho que tenham sido situações relacionadas com a parte negocial a respeito de um certo número de coisas que tinham que ser feitas antes de nós sermos capazes de o lançar no exterior. Mas estamos contentes de finalmente ter o álbum na Europa!
 
Dois singles retirados do álbum tiveram muito sucesso e entraram no top Modern Rock e em vários outros tops. Esses tops são escolhas dos editores e dos ouvintes. É significativo…
Sim, estamos muito entusiasmados com o sucesso de Hell Yeah e Complicated. Temos a sorte de ter as nossas músicas e vídeos a serem reproduzidos em alguns meios muito significativos.
 
Como te sentes quando te apercebes que o tema Hell Yeah toca no Super Bowl, por exemplo?
Foi muito emocionante. Muitas pessoas em todo o mundo assistem ao Super Bowl e saber que a nossa música foi tocada durante este grande evento foi um regalo para nós e uma grande honra.
 
Como decorreu o processo de gravação de Parking Lot Rockstar?
Foi uma explosão. Tivemos um ótimo tempo para fazer o registo enquanto ainda estávamos a trabalhar duro para o fazer no tempo estabelecido. Será definitivamente algo que iremos lembrar para o resto das nossas vidas.
 
Já andaram em tournée para promoção deste álbum?
Sim, fomos para a estrada em janeiro de 2012 e até julho fizemos uma extensa tournée. Neste momento estamos há algum tempo fora da estrada.
 
Para terminar, queres acrescentar algo mais para os nossos leitores?
Obrigado a todos os nossos fãs europeus! Gostaríamos muito de ir aí tocar para vocês um dia e apreciar todo o vosso apoio. Keep rocking Soulicit!