Entrevista: No Possession Blues

Resultado da junção de músicos muito diferentes, onde se inclui um growl vocalist, surgem na Suécia os No Possession Blues. Uma agradável surpresa pela forma como a banda cruza rock com blues e rockabilly. O seu trabalho homónimo está extremamente bem conseguido e revela-se uma verdadeira lufada de ar fresco. Por isso, quisemos conhecer um pouco mais desta revelação e estivemos à conversa com o guitarrista Micko Ylinikka.
 
Olá Micko, é um prazer poder falar contigo! Quando se apresentam os No Possession Blues se  ao público português?
Gostaríamos muito de ir tocar a Portugal, mas para já não. Espero que seja em breve! Enquanto isso vamos tentar promover o nosso álbum em todo o mundo.
 
Como descreverias No Possession Blues para quem ainda não vos conhece?
Bem, essa é uma pergunta difícil, mas vou tentar. Tocamos blues com outros elementos misturados, como Rock, Jazz, Soul, Rockabilly, etc., porque, na minha opinião, isso faz com que seja mais interessante tocar e ouvir. E nós adoramos tocar ao vivo, damos sempre 100% no palco, por isso os nossos espetáculos duram, normalmente, 3 a 4 horas.
 
Sendo este o vosso segundo álbum, que diferenças apontas para o primeiro trabalho?
Bem, na verdade este é o nosso primeiro lançamento oficial. O primeiro foi apenas uma demonstração promocional. Este álbum contém como sempre a nossa marca própria de blues/rock ou o que as pessoas gostam de chamar. Assim, a principal diferença é que agora não há versões e o álbum foi gravado ao vivo no estúdio para capturar a sensação de palco.
 
Podes falar do Scandinavian Blues Contest? Vocês foram a escolha do júri e do público…
É um concurso onde todos os anos se inscrevem centenas de bandas e onde apenas seis são selecionados para tocar em seis palcos na Main Street, em Mönsterås. A dupla vitória resultou em três espetáculos incríveis. Dois deles no Mönsterås Blues And Roots Festival em 2012 e no final do ano em que tivemos o privilégio de ir ao Blue Wave Festival 2012 em Binz, Alemanha - o maior festival de blues no Norte da Alemanha.
 
Para além dos No Possession Blues, alguns de vocês têm outras atividades musicais aí na Suécia. Podes falar um pouco delas?
Eu trabalho como professor de guitarra e produtor/compositor e engenheiro de som eo nosso baixista Mattias Westlund é o vocalista (ele grunhe!) de uma banda chamada Dethrone.
 
Já receberam as primeiras críticas ao vosso álbum? Como tem sido o feedback?
O feedback tem sido grande e estamos ansiosos para ir para a estrada para tocar para tantas pessoas quanto possível.
 
Como se processou a vossa entrada na família Doolittle Group?
Quando o álbum foi gravado e misturado achamos que soava muito bem, bom demais para ser apenas uma demo. Mandei uma cópia para a Doolittle Group e eles também pensaram o mesmo.
 
Como decorreu o processo de gravação? Foi fácil ou sentiram algumas dificuldades?
Como disse anteriormente, o álbum foi gravado ao vivo no estúdio com muito poucos overdubs. De certa forma, é mais difícil de gravar assim. Algumas músicas foram gravadas muito rapidamente, outras demoraram cerca de um milhão de takes (risos) Mas no final é muito mais divertido gravar ao vivo, porque o blues é sobre tocar junto e não separado.
 
Os NPB já estão na estrada? Qual é o cronograma para os próximos tempos?
Temos espetáculos na Suécia brevemente e espero que a gente possa ir tocar fora da Suécia, num futuro próximo.
 
A terminar, queres dizer algo mais para os nossos leitores?
Por favor, apoiem todas as bandas ao vivo, porque todos nós precisamos de música ao vivo neste mundo.

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