Entrevista: ShannoN

Há cinco anos em silêncio os ShannoN regressaram, neste inicio do mês, com um novo álbum, Circus Of Lost Souls, e um line up remodelado onde se inclui uma nova secção rítmica. O coletivo juntou-se para nos falar sobre este novo e espetacular álbum bem como das dificuldades que uma banda como a sua enfrenta na França atual.
 
Novo álbum para os ShannoN já nas ruas. Quais são as vossas expectativas para Circus Of Lost Souls?
Philippe: Esperamos que este álbum toque o maior número possível de pessoas e nos permita participar em maiores eventos do que até agora (festivais e abrir para bandas bem conhecidas).
 
Este é um lançamento independente, correto? Foi uma opção vossa?
Philippe: É quase impossível na França haver uma grande editora que lide com o nosso tipo de música. Depois de várias tentativas falhadas para tentar que essas majors ouvissem o nosso álbum, decidimos construir a nossa própria estrutura para fazer nascer este álbum.
 
Foi um longo intervalo de tempo desde o vosso último álbum. O que fizeram durante esse período?
Patrice: De facto, houve um intervalo de 5 anos entre Angel In Disguise e Circus Of Lost Souls. Depois do segundo álbum, tivemos que lidar com problemas com a editora. Também tivemos que encontrar uma nova secção rítmica (baixo e bateria) e completar o processo de escrita e de gravação das novas músicas. A música não é o nosso trabalho, por isso tivemos de gerir o nosso tempo livre para fazer este álbum. Demorou um pouco de tempo!
 
Precisamente, ocorreram algumas mudanças na formação dos ShannoN. Isso afetou o procedimento normal de criação e gravação?
Philippe: Todas as músicas de Circus Of Lost Souls já estavam escritas quando o Jean-Marc e eu entrámos para a banda. Por isso, só tivemos que tocar as nossas partes durante as sessões de gravação. Mas a partir de agora, vamos trabalhar todos os juntos nos novos temas e todos da banda estarão envolvidos no processo de escrita. Para a sessão de gravação de Circus Of Lost Souls, tivemos a oportunidade de trabalhar no nosso estúdio caseiro. As partes de bateria e baixo foram registadas no On Air estúdio (o meu estúdio caseiro) e as guitarras e partes vocais foram finalizadas nos Shadow Studios (estrutura do Thierry). Podem ver-se alguns making off destas sessões nos vídeos de Ride To Live e Smalltown Boy.
 
E como foi a adaptação dos novos membros à banda e aos temas quer os mais antigos quer os novos?
Thierry: Tiveram que trabalhar muito rapidamente para aprender um monte de músicas: juntaram-se à banda em meados de janeiro de 2010 e seu primeiro espetáculo ao vivo (DVD ao vivo) foi tocado apenas 8 semanas depois! Depois disso, tiveram que aprender todas as partes das canções de Circus Of Lost Souls, mas também tiveram que colocar o seu próprio toque nas canções. O facto é que o Jean-Marc e o Philippe têm vindo a tocar juntos há quase 20 anos e formam uma secção rítmica muito coesa. Acho que se pode ouvir no álbum.
 
Neste álbum tiveram a contribuição de alguns convidados. Podem apresentá-los e dizer-nos como surgiu a ideia de os convidar?
Patrice: Paul Sabu entrou em contato connosco logo após o lançamento de Angels In Disguise. Disse-nos que tínhamos feito um bom trabalho neste álbum. Sabíamos que ele é um músico talentoso, quer através de seu álbum quer dos lançamentos com Only Child. Começamos a trabalhar com ele e foi uma experiência valiosa. Encontramos os Praying Mantis várias vezes, compartilhamos o palco com eles e passamos tempos muito bons durante e depois dos espetáculos (não podemos vencê-los nos pubs nem em bares!). Assim, foi de forma muito natural que nós trabalhamos com eles e o mesmo vale para o caso dos nossos amigos Sideburn. Convidamos Harry Hess e Tony Mills porque realmente gostamos e respeitamos o seu trabalho e talento.
 
O tema final é uma cover de Smalltown Boy. O que vos motivou a incluir uma versão e por que a escolha deste tema em particular?
Patrice: Esta canção foi um sucesso quando foi lançada e foi um desafio para nós fazer uma versão desta canção. Foi só por diversão, não há nenhuma declaração política na nossa versão.
 
Parece que está a haver um aumento de interesse no clássico hard rock/heavy metal. Sentem isso? Como vêm, atualmente, a cena no vosso país?
Philippe: O AOR e o hard rock clássico mantêm o interesse de muitos amantes da música de todo o mundo e isso é bom! Infelizmente, os meios de comunicação franceses não mudaram a sua ideia sobre esse tipo de música. É cada vez mais difícil fazer eventos ao vivo aqui em França e, como dissemos, quase impossível ser promovido ou ajudado por grandes editoras.
 
Já existe alguma tournée planeada? O que podem, desde já avançar aos vossos fãs?
Philippe: Iremos Fazer dois espetáculos em Paris, um com o vocalista dos Tokyo Blade e outro com uma banda espanhola. Estamos à procura de mais concertos, mas nada planeado de momento. Seria ótimo para nós fazer uma tournée por toda a Europa para promover este álbum, mas uma vez que não temos um promotor, resta apenas um desejo. Convidem-nos do teu país, seria uma honra tocar para vocês!
 
A terminar, dava-te a oportunidade de acrescentares algo mais para os nossos leitores…
ShannoN: Tocar numa banda é um verdadeiro prazer para todos os membros dos ShannoN, e esperamos que vocês possam obter o mesmo prazer ao ouvir os nossos álbuns como nós tivemos a fazê-los. Obrigado pelo teu apoio… Rock On!!

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