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Entrevista: Gloryful

Nome capaz de manter e elevar o legado do heavy metal tradicional germânico, os Gloryful estreiam-se com The Warrior’s Code, um festim para os adeptos dos grandes nomes do passado como Manowar, Iron Maiden ou Judas Priest. O guitarrista Jens Basten, também membro dos Night In Gales, disponibilizou-se para contar tudo a Via Nocturna.
 
Olá Jens, antes de mais obrigado por nos concederes esta entrevista. Os Gloryful são uma nova banda. Podes contar-nos um pouco do vosso percurso até agora?
Johnny la Bomba e eu começámos os Gloryful no verão de 2010 como um projeto inicialmente apenas de dois elementos. Nessa altura não tinha objetivos profissionais em mente. O mais importante era prestar homenagem às bandas de Heavy Metal clássicas que consideramos as mais importantes para as nossas vidas, da mesma forma que são as bandas mais importantes para um milhão de metal maniacs pelo mundo fora. Refiro-me a deuses como Iron Maiden, Judas Priest e Manowar. Fizemos o Sedna`s Revenge demo EP como um lançamento em formato DIY. Foram as nossas três primeiras músicas. O feedback foi suficientemente bom para alargar o line-up e levar os Gloryful para palco. A formação atual é Johnny la Bomba (vocais), Vittorio Papotto (guitarra), Oliver Karasch (baixo), Hartmut Stoof (Bateria) e finalmente eu na outra guitarra. Produzimos o nosso primeiro álbum e pedimos a diversas editoras para o lançar. Assinámos um acordo com a Massacre Records no início de 2013. O nosso álbum de estreia chama-se The Warrior’s Code e foi lançado a 24 de maio. Estamos muito orgulhosos deste pedaço de metal e estamos a tentar promovê-lo o máximo que pudermos!
 
Os clássicos são, então, as vossas principais influências?
Como poderão facilmente ouvir as nossas principais influências são os grandes clássicos dos anos 80. Bandas de heavy metal como Judas Priest, Helloween, Manowar, Iron Maiden, Accept ou Running Wild. Podes adicionar um pouco de Thin Lizzy e de Rainbpw nas guitarras. Mas nunca tivemos essas bandas em mente para soar exactamente como elas. Apenas escrevemos algumas músicas de heavy metal e saíram assim.
 
Como já referiste, o vosso primeiro EP granjeou-vos uma grande reputação. Sentiram mais pressão para este álbum devido a isso?
Nem por isso (risos). Sabes que esse foi uma produção e lançamento completamente DIY. E não foi distribuído profissionalmente, por isso não teve muitas reviews. Além disso, foi gravado apenas com dois elementos. Sabíamos que, se produzíssemos o nosso álbum de estreia como uma banda completa com uma produção de qualidade, artwork profissional e tudo isso, ele iria facilmente superar esse demo-EP.
 
Dan Swanö referiu que com os Gloryful, o legado do metal alemão está intacto. É uma honra. Como sentiram sente estas palavras?
Dan cresceu com as clássicas bandas de metal dos anos 80, mesmo com as bandas importantes da cena alemã, portanto sabe do que fala. E, como referes, isso significa uma grande honra para nós. Nós crescemos com o genial primeiro trabalho dos Edge of Sanity. Unorthodox ainda é um dos meus discos favoritos de Death Metal de todos os tempos. Dan é muito mais do que um simples músico de prog ou death. Com o seu projeto dos anos 90 de metal verdadeiro chamado Steel, provou todo o seu conhecimento sobre o verdadeiro som Heavy Metal. E todos nos lembramos da grande capa de Blood of Enemies do Manowar em The Spectral Sorrows.
 
Falando em Dan ele misturou e masterizou o álbum. Como se processou o contacto com ele?
Tudo aconteceu no início de 2011. Nessa altura entrei em contacto com ele para misturar e masterizar o álbum de regresso dos Night In Gales, Five Scars. Ele mostrou-se uma pessoa muito fixe e muito terra-a-terra com pura diversão no trabalho, e o resultado que obteve com aquele disco dos Night In Gales foi simplesmente brilhante. Como ele, entretanto, se mudou para a Alemanha para uma cidade perto da nossa base, conhecemo-nos pessoalmente e mantivemos o contacto. Por isso, pedimos-lhe para misturar o The Warrior’s Code no Verão de 2012 e gostou de fazer este trabalho de puro metal. Sabes que para nós não se trata de escolher um grande nome como Kris Verwimp (que fez o artwork) ou ele. É exatamente porque precisamos contar com alguém a 100%. No negócio da música é melhor aproveitar as oportunidades (risos). Sabes que cada banda só tem um álbum de estreia…
 
Nas tuas palavras, como descreverias The Warrior’s Code?
The Warrior’s Code é um clássico álbum de Heavy Metal que traz a magia dos lançamentos clássicos dos anos 80 sem tentar soar como um disco anos 80. Podes perceber-te que nós não tentamos esconder as nossas principais influências como os primeiros Manowar, Iron Maiden e Judas Priest. Não temos que esconder isso porque temos um som único por causa da voz original de Johnny e com as nossas músicas que mostram um sentido Gloryful especial. The Warrior’s Code não é um típico disco de power metal europeu com altos vocais agudos e um monte de altos teclados na mistura. A voz de Johnny é muito mais rasgada e a música mais heavy metal. O nosso conceito é o de manter as estruturas simples e integrar alguns ritmos cativantes e coros nas nossas músicas. Gloryful não é um desses projectos de tendência retro muito em voga atualmente. Não usamos roupas glam, nem temos um som extra-grave para expressar a nossa “autenticidade”.
 
Quais os vossos planos para os próximos tempos?
Acabamos de lançar o nosso primeiro vídeoclip oficial de The Warrior’s Code no nosso canal do youtube. A próxima ação será o lançamento em vinil do álbum numa edição limitada a 300 cópias em finais de julho. Além disso, vamos completar o processo de composição para o nosso segundo álbum em breve. 70% das faixas para o segundo álbum já estão escritas. Temos que terminar todo o conceito lírico e tratar dos solos de guitarra e coisas assim. As sessões de gravação estão previstas para agosto/setembro.
 
Alguns de vocês ainda são membros dos Night In Gales. Há alguma novidade a seu respeito?
Bem, actualmente só estou na banda, mas como estamos a cumprir uma pequena pausa, isso não toma muito do meu tempo agora. Talvez a gente continue em 2014 com um novo álbum, mas não posso acrescentar muito mais neste momento.
 
E estão envolvidos em mais algum projeto?
Para todos nós, Gloryful é a principal atividade no momento. No entanto, Vito toca guitarra numa banda com vocalista feminina chamada Exotoxis, o baterista Hartmut está a fazer um estranho álbum de metal progressivo com seu projeto chamado Ikebana Warlords e o nosso baixista Oliver toca numa banda de jazz. Eu trabalho numa colaboração de black metal com um grande amigo meu. O nome da banda é The Wake. O álbum de estreia será lançado em algum momento no futuro.
 
Como será a agenda para levar The Warrior’s Code para palco?
Na verdade, tocamos quase todos os segundos fins-de-semana, pois há muitas ofertas a chegar e estamos a trabalhar com uma booking agency para conseguir espetáculos com bandas maiores. Até agora fizemos grandes concertos com bandas como Grand Magus, High Spirits, Vicious Rumors, Powerwolf, Helstar ou poderoso Paul di Anno. Estão previstos alguns espetáculos grandes e fixes, por exemplo com Axxis. Atualmente estamos em negociações para uma tour europeia. Espero que se tornem realidade.
 
A terminar, queres acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores?
Obrigado por comprarem o nosso disco! Para quem não ouviu até agora, por favor, vá e confira em www.gloryful.net. Lá podem ouvir todas as faixas. Também podem encontrar weblinks para material promocional e merchandising relativo a The Warrior’s Code. Entrem em contacto se querem ajudar a levar os Gloryful a atuar (talvez com a vossa banda?) no vosso país! Mantenham-se fiéis ao metal.

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