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Entrevista: Ghost Avenue

Nasceram na Noruega em 2002 simplesmente como Ghost. Depois do sucesso do álbum anterior, The Engraving, assinaram pela Pitch Black Records e aproveitaram para começar esta nova fase com um novo nome para se diferenciarem dos demais Ghost’s. Assim surge o álbum homónimo Ghost Avenue. Um portento de hard rock/heavy metal como se fazia nos anos 80 que vale a pena descobrir. Também nós quisemos descobrir um pouco mais deste coletivo. Aqui fica a entrevista que a banda nos concedeu.

Viva, obrigado pelo tempo despendido com Via Nocturna e parabéns pelo vosso novo álbum. Podemos começar já por aí. Novo álbum, já o segundo, com grandes reviews, até agora. Esperavam esta boa receção?
Olá e muito obrigado! Na verdade, tinha grandes esperanças para uma boa receção com este álbum. O nosso álbum de estreia recebeu muito boas críticas e com este novo álbum, sentimos que tínhamos melhorado um pouco e que no global tínhamos um álbum melhor. Claro que não é certo que os outros tenham a mesma impressão por isso é um bom sentimento ler estes grandes comentários!

De que forma este álbum homónimo representa a vossa evolução desde a vossa estreia?
Em comparação com a nossa estreia, o novo álbum representa uma melhoria em muitas áreas. Individualmente sentimos que crescemos como músicos e melhoramos ao nível da escrita e da organização da música como grupo. Muito menos luta e mais focada como uma banda. Acho que a música deste álbum ficou um pouco mais interessante, com mais harmonias e twin guitars, um pouco mais dinâmica e nosso vocalista Kim, mesmo já tendo sido muito bom no álbum anterior, é realmente fantástico neste. E, sim, esperamos manter esse progresso para o próximo álbum também!

Três anos se passaram desde The Engraving. Porque este hiato?
Não tenho certeza de que possamos chamar de hiato. Na verdade, nós começamos o processo de escrever coisas novas para este álbum antes mesmo do último estar concluído. Começamos a gravar em maio de 2012, de modo que o plano foi originalmente para lançar este novo álbum 2 anos após a estreia. Mas um conjunto de coisas ao longo do caminho levou muuuuito mais do que o planeado por isso demorou quase um ano e meio depois de começar a gravar e antes do álbum ser lançado. Frustrante às vezes, mas hey, está cá fora agora, por isso quem se importa!

Vocês começaram a vossa carreira simplesmente como Ghost. Porque a mudança de nome?
A mudança de nome de Ghost para Ghost Avenue tornou-se uma necessidade devido à existência de outros artistas com o mesmo nome. Principalmente o nosso nome irmão sueco que teve grande sucesso nos últimos anos e o facto de sermos sucessivamente comparados a eles fez-nos decidir pela mudança de nome. Ninguém nos obrigou a tal, mas queríamos ter um nome mais original e a assinatura com a Pitch Black foi também uma oportunidade para começar de novo com um novo nome.

É verdade, vocês juntaram-se à Pitch Black Records para este novo álbum. Como aconteceu essa ligação?
Começamos a conversar com a Pitch Black Records logo depois de termos lançado The Engraving que enviamos para um monte de editoras para obter algum feedback. Uma vez que eles gostaram da nossa música mantivemos contato durante todo o processo de gravação do novo álbum e escolhemos assinar com eles porque nos parecem honestos, trabalham muito e bem. Ainda temos a mesma impressão e estamos muito felizes com a nossa colaboração conjunta!

A respeito do vosso trabalho homónimo, como descreveriam a música nas vossas próprias palavras?
Tocamos hard rock/heavy metal clássico dos anos 80 da forma como deve ser tocado! Como grandes fãs da cena hard rock/metal dos anos 80 misturamos as nossas influências com o nosso próprio toque e sentimos que trazemos uma nova vida a um género que realmente merece ser mantido vivo. Se gostas de bandas hard rock/heavy metal dos anos 80, temos a certeza que irás gostar da nossa música!

Como decorreu o processo de gravação? Tudo bem?
O processo de gravação foi muito bom. Usamos o mesmo estúdio e o mesmo engenheiro das nossas duas gravações anteriores e uma vez que tínhamos a maioria das canções e dos arranjos prontos foi mais fácil fazer o trabalho do que tocar no estúdio.

A mistura e masterização estiveram a cargo de Vagelis Maranis, certo? Qual foi o seu input na música?
Vagelis Maranis fez a mistura e masterização do álbum. Nós gravamos num estúdio na Noruega e também a mistura e masterização aqui, mas não ficávamos contentes com o resultado. Faltava às músicas o som cheio do rock que queríamos, e foi quando a Pitch Black Records falou das habilidades de Vagelis. Então, optamos por lhe enviar as gravações para ele fazer uma nova mistura e masterização e o resultado foi ótimo! Estamos muito felizes com o resultado!

A respeito de tournées, há algo planeado para os próximos tempos?
(Risos) “Alguém" na banda não planeou muito bem este lançamento. O nosso baterista Petter foi pai pela primeira vez algumas semanas após o lançamento do álbum, por isso tivemos que adiar o espetáculo de lançamento e a possível planificação de uma tournée para o início do próximo ano. Até agora, temos um par de shows locais no final de novembro e depois vamos ver o que 2014 trará. Estamos prontos para sair e tocar o máximo que pudermos e espero fazê-lo!

A terminar, mais uma vez obrigado e dava-vos a oportunidade de acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os vossos fãs?

Só quero agradecer a todos vocês que têm ouvido a nossa música e nos têm ajudado a espalhar a palavra da nossa banda! Se vocês ainda não ouviram o nosso disco, dêem-lhe uma oportunidade e prometemos que não se irão arrepender! Aproveitem e rock on!

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