Entrevista: Sons Of Hippies

Oriundos da Florida os space-rockers Sons Of Hippies apresentam Griffons At The Gates Of Heaven, o terceiro trabalho do trio e que foi produzido por, nada mais nada menos que Jack Endino, nome associado ao som de Seattle e particularmente aos Nirvana. A filha de hippies, vocalista e guitarrista Katherine Kelly respondeu às nossas questões de forma sucinta e clara e surpreendeu ao responder uma questão totalmente em português. Ou não fosse Jonas Canales, baterista do coletivo, brasileiro…

Olá Katherine, obrigado pelo teu tempo despendido com Via Nocturna! Importas-te de apresentar os Sons Of Hippies aos rockers portugueses?
Fala ai pessoal, nós somos os Sons Of Hippies ou Filhos de Hippies aqui dos Estados Unidos mandando um abraço grande a todos os rockeiros do mundo e conhecedores da Língua Portuguesa. Esperamos que todos vocês gostem da nossa música e mantenham a chama do rock n 'roll viva. Muita paz, amor e música para todos. (Nota: esta resposta foi dada originalmente em português!)

Porque um nome como Sons Of Hippies? Vocês são realmente filhos de hippies?
Sim, somos dois filhos e uma filha!

Podes contar um pouco da vossa história até agora?
Bem, estamos juntos desde 2008 - só eu e Jonas durante um período no início. Já lançámos três álbuns de forma independente e o último pela Cleopatra Records. Já tivemos três baixistas e David Daly, que atualmente toca baixo já está connosco há quase dois anos. Estivemos em tournée desde junho deste ano.

Como referiste David Daly só mais tarde entrou para a banda. Quais as principais diferenças com a sua entrada?
Ele preenche uma imensidão de espaços vazios - ele toca sintetizador e baixo, muitas vezes ao mesmo tempo e canta.

Quais são as vossas principais influências e como descreverias a música SoH?
Flaming Lips, Metric e Radiohead. Descrevemos nossa música como o space-punk ou neo-psych/garage.

Este é o vosso terceiro álbum e tem sido considerado o mais ambicioso até agora. O que difere de trabalhos anteriores?
Desta vez trabalhamos com Jack Endino - um grande produtor/misturador - que fez o álbum Bleach dos Nirvana. O maior nome que já tivemos atrás da nossa música até agora.

Realmente, trabalharam com essa lenda viva! Como foi a experiência?
Foi incrível. Adoramos Seattle. E apresentou-nos novos alimentos saudáveis e deliciosos.

E pela primeira vez um lançamento da Cleopatra Records. Como se proporcionou essa ligação….
Conhecemo-nos por acaso através de um colega mútuo. Eles vieram fazer um espetáculo na nossa cidade e assinamos o contrato para um disco.

Como têm sido as reações a este vosso novo álbum?
Comentários muito positivos.

E já há três vídeos retirados deste álbum, não é verdade? Podes falar um pouco sobre isso?
São loucos… Tens de os ver.

O tema do vosso segundo single, Rose, já havia aparecido no EP, Invisible Personalities que nunca chegou a ser lançado. O que aconteceu? E Rose é a mesma canção é ou é substancialmente diferente da sua primeira encarnação?
O EP nunca foi lançado porque foi gravado por nós próprios e soava terrivelmente! O nosso principal produtor estava em tournée e não estava disponível para trabalhar nele e nós desfizemo-nos dele. Por sorte tivemos a oportunidade de regravar duas faixas com um bom som - não são muito diferentes dos originais a não ser na qualidade do som.

Ainda estão em tournée? Como estão a decorrer as coisas?
 Já andamos em tournéemuuuuuuiiiito tempo! Adoramos!

E planos para o futuro, alguma coisa em vista?
Fazer alguns festivais, mais tournées e mais um álbum em março/abril de 2014.

A terminar, mais uma vez obrigado e dava-te a oportunidade de acrescentar mais alguma coisa que não tenha sido abordada nesta entrevista...

Paz, pote e microponto. Muito obrigado!

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