Review: Wagner Reloaded - Live In Leipzig (Apocalyptica)

Wagner Reloaded – Live In Leipzig (Apocalyptica)
(2013, MBG)
(5.0/6)

A banda finlandesa de culto Apocalyptica será sempre lembrada pela fórmula única de fazer heavy metal com violoncelos, construindo algo completamente imprevisível e inesquecível. Após uma fantástica carreira de vinte anos a banda continua de forma inigualável a reinventar-se e a procurar novas fontes de inspiração. Apesar de já não haver nenhum trabalho de originais desde 2010 (com 7th Symphony) a banda não tem estado parada. Fez 200 concertos em todo o mundo e esteve a preparar o regresso mais forte do que nunca com o álbum ao vivo Wagner Reloaded. Wagner Reloaded é um projecto musical e teatral que desafia qualquer categorização. A 22 de maio deste ano comemoraram-se os 200 anos do nascimento de Richard Wagner e Gregor Seyffert, um premiado coreógrafo e dançarino encenou um brilhante evento que cruza diversos domínios como a dança, o teatro e a música. Tudo para celebrar a música de Wagner. Mas não baseado numa obra, mas em todo o trabalho e vida do célebre compositor. Depois, este espectáculo foi apresentado ao vivo com a música composta pelos Apocalyptica. Eis, então que surge Wagner Reloaded – Live In Leipzig, álbum composto pelas canções desse evento. No fundo não se trata do colectivo finlandês a interpretar músicas de Wagner, como o título pode deixar transparecer, mas sim um conjunto de temas novos dos Apocalyptica que pegando na vida de Wagner compuseram quase como uma banda sonora para um filme imaginário. Os fãs mais antigos, seguramente irão adorar este novo trabalho porque é totalmente instrumental e porque, como no início da banda, todos os temas foram escritos por Toppinen a pensar na sua interpretação com uma orquestra sinfónica e cerca de 100 bailarinos. Como banda sonora, é possível diferenciarem-se momentos densos e intensos intercalados com momentos suaves e frágeis; momentos de sensualidade e de fúria; momentos de fulgor e momentos de lamentação. A orquestra junto com o quarteto acaba por criar momentos deliciosos onde se destacam Fight Against Monsters, tema rápido e onde a vertente metalizada se cruza de forma perfeita com a parte orquestral; Lullaby que apesar de calma e introspetiva se revela imponente; as belíssimas melodias de Path In Life ou Running Love; e muito principalmente Birth Pain num registo de música sacra, um oratorium soberbo. E se, como dissemos no início, os Apocalyptica serão para sempre lembrados por construírem algo completamente imprevisível e inesquecível, então não pode ser deixado de fora dessas memórias este excelente trabalho.

Tracklist:
1.      Signal
2.      Genesis
3.      Fight Against Monsters
4.      Stormy Wagner
5.      Flying Dutchmann
6.      Lullaby
7.      Bubbles
8.      Path In Life
9.      Creation Of Notes
10.  Running Love
11.  Birth Pain
12.  Ludwig – Wonderland
13.  Ludwig – Requiem
14.  Destruction

Line-up:
Paavo Lötjönen – violoncello
Mikko Siren – bacteria
Perttu Kivilaakso – violoncello
Eica Toppinnen - violoncelo

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