sábado, 31 de agosto de 2013

Review: Fly Like An Eagle - An All-Star Tribute To Steve Miller Band

Fly Like An Eagle – An All-Star Tribute To Steve Miller Band (V/A)
(2013, Purple Pyramid)

Uma série de lendários ícones da música de todo o mundo reúnem-se neste disco para uma homenagem especial a um dos mais importantes nomes do rock clássico, a Steve Miller Band! Aqui participam membros dos Yes, Asia, XTC, Wishbone Ash, Dream Theater, Survivor e Curved Air mais Steve Stevens, Peter Banks, Steve Morse entre outros. E não deixa de ser uma fantástica experiência ouvir as novas roupagens de temas intemporais como Abracadabra, Fly Like An Eagle, The Joker, Take The Money And Run ou Rock’n Me com todos os pormenores que este conjunto de músicos consegue, ainda, introduzir. Trata-se da preservação de um legado musical de valor inestimável executado por um conjunto de músicos de classe inegável. O cruzamento perfeito entre grandes temas do passado (e de sempre) com grandes músicos do presente (e de sempre) que só pode resultar numa maravilhosa experiência e viagem musical através do passado mais glorioso do rock. Destaque maior para a presença de Peter Banks, fundador dos Yes, que aqui apresenta algumas das suas últimas gravações. Por isso, também, Fly Like An Eagle – An All-Star Tribute To Steve Miller Band, tem um interesse acrescentado.

Tracklist:
1.      Take The Money And Run
2.      Jet Airliner
3.      Living In The USA
4.      Abracadabra
5.      Swingtown
6.      Winter Time
7.      The Joker
8.      Jungle Love
9.      Space Cowboy
10.  Rock’n Me
11.  Fly Like An Eagle

Line-up:
Billy Sherwood – bateria, teclados, guitarras, baixo

Vocais: Colin Moulding, John Wetton, Fee Waybill, John Parr, Martin Turner, Sonja Krsitina, John Wesley, Joe Lynn Turner, Jimi Jamison, Rod Argent, Roye Albrighton
Hammond: Tony Kaye
Teclados: Klaus Henatsch, Geoff Downes, Joel Vandroogenbroeck
Solos teclado: Derek Sherinian, Rick Wakeman, Geoff Downes, Jordan Rudess
Guitarras: Roye Albrighton,
Guitarras solo: Steve Stevens, Peter Banks, John Wesley, Steve Morse, Steve Hillage
Baixo: Jürgen Engler
Bateria: Ron Howden
Flauta: Joel Vandroogenbroeck

Internet:


Edição: Purple Pyramid

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Entrevista: Antonello Giliberto

Oriundo da Sicília, Antonello Giliberto é um músico com longa experiência e com uma enorme aposta na sua formação como guitarrista. The Mansion Of Lost Souls é, todavia, a sua primeira experiência no campo da composição. Numa conversa agradável Antonello falou-nos um pouco da sua experiência musical passada e presente, mostrando-se, ainda, um amante do bom vinho português e um fervoroso adepto do Inter!

Viva Antonello, tudo bem contigo? Obrigado por despenderes algum do teu tempo a responder a Via Nocturna. Para começar, podes apresentar-te aos fãs portugueses?
Uma grande saudação para o povo de Portugal! Eu sou um guitarrista siciliano amante da velocidade e melodia! Em abril, lancei o meu primeiro álbum a solo, The Mansion Of Lost Souls, que tem vindo a receber críticas positivas em todo o mundo! Também sou professor na Academia de Guitarra nas escolas de Siracusa, Ragusa e Catania.

Estudaste guitarra durante muitos anos mas quando surgiu o teu interesse pela guitarra?
Comecei a tocar aos 13 anos como autodidata. Lembro-me de ter uma epifania com a música dos Beatles e gostava de imitar os solos de George Harrison. Quando cresci, ouvia de tudo, é claro!

E como tem sido o teu desenvolvimento (quer em termos de estudo quer de capacidades técnicas) ao longo dos anos?
Continuei durante muitos anos como autodidata, estudando de ouvido com álbuns de Led Zeppelin, Van Halen, Malmsteen, sempre a tentar aperfeiçoar-me tecnicamente. Sempre fui muito autocrítico. Depois comecei a ter aulas de jazz com o maestro Andrea Quartarone, que agora é um amigo e trabalhamos na mesma academia.

Notam-se, no teu álbum, influências de metal combinadas com os clássicos. Posso perguntar-te quais os nomes de ambos os campos que mais te influenciaram?
Bem, é claro Malmsteen e Bach! Mas sempre gostei de todos os guitarristas da Shrapnel Records, portanto poderia citar Jason Becker, Paul Gilbert, Richie Kotzen, Borislav Mitic e George Bellas. Quanto à música clássica, o meu período favorito é o barroco e o romantismo, com grandes músicos como Vivaldi, Albinoni, Corelli, é claro, Mozart, Paganini, Beethoven, Rossini e muitos, muitos mais!

Mike Varney disse que, comparado contigo, os seus dedos parecem ter artrite. Como te sentes com essas palavras?
Hahaha ele foi muito simpático! Sempre admirei as suas produções! E acho que é um bom patrocínio!

Apesar de este ser o teu primeiro lançamento já tocas há bastante tempo…
Sim, eu toco há quase 20 anos! Tenho trabalhado com várias bandas na Sicília, tocando covers e inéditos, mas só nos últimos anos me concentrei na composição. Comecei a trabalhar neste CD em março 2012 tendo já várias músicas prontas, enquanto outras foram escritas por impulso criativo.

The Mansion Of Lost Souls é um lançamento independente. Tiveste contacto com alguma editora?
Tive vários contactos com editoras, mas nenhuma me ofereceu um contrato interessante ou benéfico. O mundo da música mudou profundamente com a internet, a distância e a comunicação foram eliminadas e isso pode ser uma vantagem. No fim, penso que a autoprodução foi a melhor solução! Tomei pessoalmente cuidado com todos os aspetos do cd, e vendo os resultados confirmo que estou certo! Mas isso não significa que para o segundo cd não vá avaliar outras propostas.

Então, para quem quiser adquirir o teu disco, o que deve fazer?
O meu cd pode ser comprado no meu site http://antonellogiliberto.jimdo.com/shop/ ou em todas as plataformas digitais, como iTunes, Amazon CDBaby ou, simplesmente digitando o meu nome.

Neste disco acabaste por tocar todos os instrumentos. Ao vivo como será?
Estou à procura de músicos capazes de tocar a minha música! Eu gosto da fórmula de trio! Enquanto espero para encontrar as pessoas certas, vou tocando sozinho com backing tracks.

Falando em espetáculos ao vivo, já tens alguma coisa prevista?
Infelizmente, o metal não é um género muito popular na Itália, por isso é muito difícil fazer alguns espetáculos! No entanto, já tenho uma data em setembro, em Palermo.

És membro de alguma banda com algum disco gravado?
Sim, eu toco num trio de power rock chamado Blue Train, simplesmente blues rock selvagem! Faço muitos concertos com este trio e estamos a preparar-nos para gravar o nosso primeiro álbum, que deve sair em outubro ou novembro de 2013.

Sei que és um grande amante de vinho tinto… Portugal tem algumas boas marcas. Conheces e aprecias alguma?
Acho que a Touriga Nacional é um grande vinho! Também gosto de Baga, mas aqui na Sicília temos excelentes vinhos tintos, como Nero d'Avola ou Marsala, conheces?

E este ano volta a ser o ano do Inter? Devem sentir saudades do Mourinho…
Certamente todos os verdadeiros adeptos do Inter sentem nostalgia a respeito do Mourinho! O ano de 2010 foi um ano absolutamente único! Ainda me lembro da semifinal contra o Barcelona... Tinha a minha pulsação acelerada! Espero que este ano haja melhorias com Mazzarri, e possamos jogar um bom futebol. Mas devem reforçar a equipa!

A terminar, queres acrescentar mais alguma coisa, que não tenha sido abordada nesta entrevista?

Gostaria de agradecer ao Via Nocturna pela oportunidade de me apresentar aos rockers portugueses! Ter visibilidade é muito difícil! Apoiem a minha música comprando o meu cd e deixem os vossos comentários no facebook ou e-mail!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Review: Plays Fleetwood Mac's Rumours (The Royal Philharmonic Orchestra)

Plays Fleetwood Mac’s Rumours (The Royal Philharmonic Orchestra)
(2013, Purple Pyramid)

Uma das orquestras mais célebres e estimadas do mundo, a The Royal Philharmonic Orchestra (RPO), continua as suas ousadas reinterpretações sinfónicos de rock contemporâneo, desta vez revisitando na sua totalidade um dos álbuns favoritos do rock melódico dos anos 70, Rumores dos Fleetwood Mac. Gravado no histórico estúdio Abbey Road, este lançamento marca a estreia da Royal Philharmonic Orchestra a tocar um álbum na sua íntegra. Os cerca de 50 músicos que compõem a orquestra foram orientados pelos inteligentes arranjos de James Graydon e Richard Cottle, bem como aparições muito especiais de convidados como o lendário guitarrista Peter Frampton e Sarah Jory! E a verdade é que a RPO não poderia ter escolhido um álbum melhor para recriar. Lançado em 1977 e considerado um dos pontos altos, não só da carreira extraordinária dos Fleetwood Mac, mas do rock dos anos 70 em geral, Rumours produziu uma série de sucessos, incluindo Go Your Own Way, Don´t Stop, The Chain e Gold Dust Woman. Rumours foi um álbum muito importante tanto em termos de composição como produção e é composto por temas bastante conhecidos, por isso os arranjos para a RPO, partem de uma perspetiva ligeiramente diferente para que possa funcionar também dentro do mundo orquestral. O resultado é um disco épico, ainda para mais gravado no mítico estúdio 2 em Abbey Road que, seguramente, irá apelar a todas as gerações.

Tracklist:
1. Second Hand News
2. Dreams
3. Never Going Back Again
4. Don’t Stop
5. Go Your Own Way
6. Songbird
7. The Chain
8. You Make Loving Fun
9. I Don’t Want To Know
10. Oh Daddy
11. Gold Dust Woman

Internet:

Edição: Purple Pyramid


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Parabéns Nik Turner!

Orgulhosamente, Via Nocturna associa-se ao 73º aniversário de Nik Turner, que se comemora amanhã! O lendário membro dos space rockers Hawkwind está de regresso com um novo trabalho, Space Gypsy e uma nova tournée pelos EUA. Composto por 10 novos temas, Space Gypsy marca o regresso de Turner às suas raízes intergalácticas. Com Nik Turner estão Jürgen Engler, Jeff Piccinini, Jason Willer e Nicky Garratt, bem como os convidados Simon House no violino, Steve Hillage na guitarra e Chris Leitz no mellotron. Nik Turner fundou os Hawkwind e com este coletivo teve um período entre 1970 e 1976 de grande sucesso comercial e criativo. Foi ele quem escreveu ou co-escreveu alguns dos maiores êxitos da banda, nomeadamente, Brainstorm ou Master Of The Universe. Space Gypsy será lançado em diferentes formatos: digipack normal, uma edição limitada em vinil e uma edição para colecionador – uma edição de luxo com um CD bónus onde se poderão ouvir versões mais cruas e instrumentais dos temas e onde Nik Turner improvisa com o seu saxofone e flauta. Esta edição inclui, ainda, 4 posters, um patch e um pin. Aqui podem ver o vídeo de Time Crypt e aqui o de Fallen Angel STS-51-L. Para adquirir oeste último single acedam aqui. Para terminar, parabéns Nik!

Review: Overcoming The Monster (KingBathmat)

Overcoming The Monster (KingBathmat)
(2013,Stereohead)
(5.3/6)

Fica a sensação, atualmente, que o termo progressivo é usado de forma indiscriminada e, por vezes, de forma pouco criteriosa. Mas se há banda em que esse termo assenta que nem uma luva é nos britânicos KingBathmat que, ao seu sétimo trabalho (segundo editado este ano), Overcoming The Monster, voltam a provar precisamente isso. Truth Button, o álbum de janeiro era um álbum suficientemente diversificado e bem construído para se tornar uma referência, mas Overcoming The Monster eleva todas as qualidades do seu antecessor a um novo patamar. Por aqui se cruza de forma impressionantemente brilhante rock progressivo dos anos 70, art-rock, experimental, space rock, psicadelismo e até grunge. Para não falar de elementos étnicos e orientais e claro, metal. Verdadeiramente pulsante sucedem-se diferentes cenários de intensidades e colorações diversas. Parece haver nesta nova proposta um incremento da importância dos teclados, mas face à complexidade demonstrada e a todas as variações apresentadas em cada tema, pode ser apenas isso mesmo, um “parece”! Durante cerca de 50 minutos, intricadas e complexas estruturas, polifonias vocais e poliritmos criam intensas melodias, poderosos riffs metálicos e suaves paisagens relaxantes. Não é fácil fazer uma comparação da sonoridade dos KingBathmat, mas se arriscarmos referir Queen/Muse/Yes/Pink Floy adicionado de guitarras verdadeiramente metálicas, não andaremos muito longe. Mas o melhor mesmo é cada um descobrir por si próprio toda a qualidade intrínseca de Overcoming The Monster!

Tracklist:
1.      Sentinel
2.      Parasomnia
3.      Overcoming The Monster
4.      Superfluous
5.      Reality Mining
6.      Kubrick Moon

Line-up:
John Bassett – guitarras e vocais
David Georgiou – teclados
Rob Watts – baixo
Bernie Smirnoff – bateria

Internet:


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Entrevista: Until Rain

Não é muito vulgar a Escape editar trabalhos dentro do género progressivo, mas percebe-se o porque da aposta nestes gregos Until Rain e no seu trabalho Anthem To Creation. O guitarrista Theodore Amaxopoulos acedeu a falar-nos do seu grupo e deste seu novo trabalho.
 
Olá Theo, tudo bem? Obrigado por despenderes algum do teu tempo a responder a Via Nocturna. Para começar podes apresentar os Until Rain aos fãs portugueses?
Antes de mais, gostaria de dizer olá, é uma grande honra para nós. Until Rain é uma banda de metal progressivo de Thessaloniki-Grécia, formada em 2004. Na verdade, somos 5 elementos que amam a música e isso é tudo. Três de nós vivem na Grécia e os outros dois residem em Londres.
 
Podes falar um pouco da vossa história até agora?
Como disse antes, a banda foi formada em 2004. Nessa altura, Lefteris, Alex e o nosso ex-baixista começaram a banda com um nome diferente (Delirium). Na altura tinham apenas 14 anos de idade e, como podes imaginar, as coisas mudaram desde aquele dia. Eu juntei-me à banda em 2005, tornando-se um line-up completo pela primeira vez, começando a ensaiar covers e a descobrir o nosso som. Em 2009, lançámos a nossa estreia, o álbum conceptual intitulado The Reign Of Dreams. O line up ficou definido quando Yannis e Bill se juntaram à nossa família em 2010. Foi com o novo line-up que lançámos nosso EP anterior Pandemic e agora, Anthem To Creation.
 
Pelo que me é dado ouvir, sobre este vosso novo disco, Anthem Of Creation, a classificação de progressivo parece-me redutora, não concordas?
Acredito que sim. Mas na verdade o termo progressivo é para todos os estilos diferentes. É tudo sobre a liberdade e desenvolvimento da composição. Nós não queremos adicionar um rótulo à nossa música, mas agora é, pelo menos, necessário. Caso contrário, podes perder-te no meio da multidão.
 
Como as influências de folk grego ou art-rock aparecem na vossa música?
Acho que essa questão tem de ser respondida pelos ouvintes. Tentamos compor a nossa música da forma que soe bem aos nossos ouvidos e, claro, para exteriorizar as nossas emoções. Os resultados decorrentes são na maioria das vezes uma surpresa para nós!

Quais as principais diferenças que podes apontar entre este álbum e os anteriores?
Este é o nosso melhor álbum até agora, na minha opinião. Agora estamos mais conscientes de nós mesmos e tentamos expressar para o público as nossas emoções e as nossas atuais crenças. Claro que o som de Anthem To Creation é mais pesado do que o dos nossos lançamentos anteriores e usamos toda a nossa energia para com este álbum conseguirmos dar um passo em frente. Mas é claro que amamos cada álbum que fizemos até agora.
 
As palavras de Khalil Turk poderão aumentar as expectativas. Estão prontos para isso?
Sim, estamos prontos! Palavras elogiosas de tais pessoas sempre ajudam a dar um impulso para tentar mais e atingir o sonho! Mas, como sempre, mantemos as nossas esperanças no alto mas as nossas cabeças baixas.
 
A propósito, quando chegaram à Escape Music? Quando assinaram com a editora já tinham o álbum completamente pronto ou não?
Nós assinamos com a Escape Music pouco antes do verão de 2013, e sim, o álbum estava pronto (misturado e masterizado) um par de meses antes de termos assinado pela Escape.
 
Já têm algum vídeo e/ou single para promover Anthem To Creation?
Não temos um single (na forma convencional do termo), mas temos promovido o tema My Own Blood através de um lyric video e poderemos ter um outro vídeo dentro de alguns dias!
 
E sobre alguma tournée: alguma coisa programada?
Embora não possa revelar muito sobre isso, estamos a caminho de uma tournée pela Europa nas últimas 2 semanas de novembro de 2013!
 
Alguns de vocês são membros de outras bandas. Podes falar um pouco de como vão os trabalhos nessas bandas?
Yannis (o nosso vocalista) de momento está a fazer um ótimo trabalho com os Wardrum. Têm bastantes espetáculos e também um novo disco! Os restantes trabalham como músicos de sessão, mas não com músicas originais.
 
A terminar, queres acrescentar algo mais que não tenha sido abordado nesta entrevista?
Gostaríamos de destacar a participação de Jens Bogren na mistura e masterização deste álbum. Ele fez um grande trabalho de fazer sair o som que queríamos e de fazer deste álbum um álbum com atitude!

domingo, 25 de agosto de 2013

Breves

Depois da estreia com Barbed With Metal em 2011 os Elm Street andaram em tournée pela Europa em 2012 e em equipa com a Artscope Pictures fizeram um documentário sobre esta sua passagem pelo velho continente. O resultado é Elm Street – A Year On The Street um vídeo com mais de 20 minutos de música e entrevistas com os membros da banda e que pode ser visualizado aqui

Estão finalmente disponíveis, os primeiros vídeos da atuação dos Dr. Zilch na Amadora, no passado dia 14 de junho. De relembrar, que este concerto com Sacred Sin, foi o primeiro desde a atuação em conjunto com Bizarra Locomotiva em 2011. Mais vídeos estarão disponíveis nos próximos dias.

A Despotz Records assinou com os prog/powers suecos Tad Morose para a edição do seu sétimo álbum Revenant em novembro deste ano. Este trabalho, que surge depois de um intervalo de 10 anos, foi gravado nos Claustrophobic Studio na Suécia

O membro fundador dos space rockers Hawkwind, Nik Turner, está de regresso às suas raízes intergalácticas com o seu novo trabalho Space Gypsy. Neste álbum participam Simon House nos violinos, Steve Hillage na guitarra bem como outros convidados como Nicky Garratt dos UK Subs, Jurgen Engler dos industriais alemães Die Krupps e Jeff Piccinini dos ícones do punk dos anos 70, Chelsea. Para tornar este lançamento ainda mais excitante, Nik Turner tem pronto o vídeo para o tema Time Crypt Featuring Simon House. Este é já o segundo vídeo deste álbum, depois de Fallen Angel STS-51-L.


A tão aguardada estreia dos Maschine, banda de Brighton, para a InsideOut com o trabalho Rubidium já está na rua. E para já com excelentes reviews em publicações relevantes como a Classic Rock ou a Classic Rock Society. Um trailer com excertos das músicas pode ser visto aqui enquanto uma versão editada do tema de abertura, The Fallen pode ser vista e baixada aqui.


Os Toxic Waltz nasceram em 2009 pelo guitarrista Jimi e pelo ex-baterista Tim. Claramente influenciados pelo thrash metal da Bay Area (Exodus, Heathen, Dark Angel) as suas composições são diversificadas e artisticamente ricas. O seu trabalho de estreia, ainda sem título definido, será lançado ainda este ano, estando, para isso, à procura de uma editora.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Review: Underneath (Robin Beck)

Underneath (Robin Beck)
(2013, HMMR Records/Cargo Records)
(5.1/6)

Uma das mais ponderosas vozes do rock está de regresso. Falamos de Robin Beck que apresenta Underneath, um disco de intenso, vibrante e inteligente rock, cheio de grandes guitarradas, belas melodias e sensuais baladas. Desta vez a diva do rock chamou um enorme conjunto de estrelas para, consigo, com o seu marido James Christian (vocalista dos House Of Lords e que aqui acaba por assinar um arrepiante dueto em Burning Me Down) e com Tommy Denander (no conjunto, a sua principal equipa de criadores) ajudarem a construir um álbum de rock sólido e ambicioso. Por aqui aparece, então, muita gente a coescrever temas: Glen Burtnik, Barry Fay, Fiona, Crush Boys (conhecidos pelo seu trabalho com os teenagers Jeronimo e a banda feminina Monrose), Linnea e Joy Deb (vencedores do Euro festival da canção) e muitos outros… O resultado: precisamente o que seria de esperar. Rock cheio de atitude, como fica logo demonstrado na faixa de abertura, Wrecking Ball e se comprova daí para diante com um conjunto de grandes canções ritmadas, com as guitarras bem fortes lideradas pela soberba voz de Robin. Para além de atitude, a melodia e emotividade também têm forte impacto neste disco, nomeadamente nos temas mais calmos como os excelentes Underneath, Burning Me Down e I Swear The Nights. A componente familiar também está presente, uma vez que para além de Robin e do seu marido, também a sua filha, Liv é responsável pelos backing vocals. Uma família sólida na base de um sólido e ambicioso disco de grandes músicas. Altamente aconselhável.

Tracklist:
01. Wrecking Ball
02. Aint That Just Like Love
03. Sprain
04. Underneath
05. Catfight
06. Check Your Attitude
07. Burning Me Down
08. Perfect Storm
09. Ya Can’t Figth Love
10. I Swear The Nights
11. Follow You

Line-up:
Guitarras : James Christian, Jimi Bell, Glen Burtnik, Tommy Denander
Baixo: James Christian
Teclados: Jeff Batter, James Christian
Bateria: BJ Zampa
Backings vocals: Robin Beck, Fiona, Liv Beck, James Christian

Internet:


Edição: HMMR Records/Cargo Records

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Review: The Mansion Of Lost Souls (Antonello Giliberto)

The Mansion Of Lost Souls (Antonello Giliberto)
(2013, Independente)
(5.5/6)

Mike Varney disse que ao pé de Antonello Giliberto, os seus dedos tinham artrose. Mas afinal quem é este senhor que se estreia com o disco The Mansion Of Lost Souls? Antonello Giliberto nasceu na Sicília (Itália) e desde muito cedo se dedicou ao seu instrumento: a guitarra. Teve os melhores professores de Itália, frequentou as melhores escolas e foi desenvolvendo a sua técnica. The Mansion Of Lost Souls acaba por representar todo o crescimento, criatividade e superior técnica do guitarrista. É um excelente álbum instrumental, cheio de grandes temas e em que a guitarra é, naturalmente, a rainha. Yngwie Malmsteen acaba por ser uma referência no campo do metal bem como Bach pela sua influência clássica. The Mansion Of Lost Souls é um disco soberbo em que belas linhas melódicas se cruzam com furiosos riffs e em que apontamentos clássicos acabam por surgir dispersos. Giliberto usa e abusa da sua guitarra, saca dela excelentes pormenores, constrói nela belas melodias, escreve com ela paisagens e sensações únicas. E consegue com ela, criar um disco que todos os fãs do género deverão adquirir.

Tracklist:
1.      Equinox
2.      Lotus Effect
3.      The Mansion Of Lost Souls
4.      Sorrow
5.      Flight Of The Sleeper
6.      Entr’Act
7.      The Power Of The Whip
8.      Dream Of The Dead Tree
9.      Rise Of The Titans
10.  Ballad N.º 3
11.  The Ride
12.  Commiato

Line-up:
Antonello Giliberto – todos instrumentos

Internet: