sábado, 30 de novembro de 2013

Review: Uma Casa de Bonecas (Igor)

Uma Casa de Bonecas (Igor)
(2013, Independente)
(4.5/6)

Uma Casa de Bonecas é o segundo álbum de Igor Freitas e sucedendo a Circo dos Horrores, refina-se a estratégia. Igor volta mais mordaz, mais teatral, mais provocante. Uma Casa de Bonecas é um disco conceptual com uma história que tem tanto de romantismo e paixão como de decadência e perversão. Musicalmente, Igor não impõe limites à sua composição e por isso, este um álbum que tanto tem de pop, como de rock, como de industrial/techno, como de darkwave, como de cabaret e até big band! Uma interessante diversidade estilística que acaba por encontrar paralelo na diversidade vocal de Igor Freitas, como se ele próprio vestisse a pele de diversas personagens nesta história contada em tons de cor-de-rosa com bolinha no canto superior direito. Portanto, este é um disco de difícil catalogação e de nada easy-listening, e até sem grande possibilidade de comparação no panorama nacional. Mão Morta, a espaços, Bizzarra Locomotiva noutros momentos, mas essencialmente, até pelo arrojo, decadência e humor negro, La Chanson Noire. Grande Abertura da Volúpia é a faixa introdutória e a primeira de um conjunto de cinco pequenos trechos curtos e narrados, entrando por campos do spoken-word, que servem para irem situando o ouvinte em termos de história. No entanto, verdadeiramente brilhante é a escolha de três temas bem conhecidos do nosso cancioneiro (O Corpo é Que Paga, de António Variações; Ele e Ela, de Madalena Iglésias; e Nini dos Meus Quinze Anos, de Paulo de Carvalho) para cobrir. Brilhante não só porque a temática de cada uma delas encaixa na perfeição no rumo que a história leva, mas também porque a roupagem criada por Igor se revela uma mais-valia que transmite a sensação de terem sido criados para este álbum. Mas há outros momentos de interesse: o formato de musical em Bailarina Sem Vestido, o blues decadente com guitarras fortes de Barbie Modelo-Cabaret (o melhor tema, na nossa opinião); a grande musicalidade de Olhos de Porcelana ou a pop à Delfins de Circo dos Amores. Todavia, fica a sensação que a integral perceção deste conceito e trabalho só será conseguida ao vivo. Ainda assim, regista-se a criação de uma obra diferente, com qualidade e desafiadora dos standards estabelecidos.

Tracklist:
01 Grande Abertura da Volúpia
02 Can-Can dos Horrores
03 O Despenar das Plumas
04 Bailarina Sem Vestido
05 Circo dos Amores
06 O Corpo é Que Paga
07 Barbie Modelo-Cabaret
08 Cubos de Letras Desarrumados
09 Olhos de Porcelana
10 Almofada em Forma de Coração
11 Nini dos Meus Quinze Anos
12 Quarto em Pantanas
13 Ele e Ela
14 Trágica Hora do Chá

Line-up:
Igor Freitas – vocais e teclados
Nuno Cardiga – guitarras
Ricardo Silva – baixo e acordeão
Siul Soarez – bateria

Internet:

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Entrevista: King's Call

Alex Garoufalidis é um grego radicado na Alemanha. Os King’s Call são o seu projecto constituído por elementos de todo o mundo. Depois de Destiny, surge Lion’s Den, um trabalho mais focado no hard rock em detrimento do AOR da estreia. O lendário Chris Tsangarides voltou a estar no controlo dos botões e outro lendário Mike Freeland assumiu as vocalizações. Tudo junto, resultou num excelente trabalho. O próprio Alex, guitarrista, respondeu às questões de Via Nocturna.
 
Viva Alex! Obrigado pelo teu tempo gasto com Via Nocturna. Podes apresentar os King’s Call aos hardrockers portugueses?
Olá, nos somos os King’s Call. O meu nome é Alex, sou o líder da banda. Temos o Andreas Kramer no baixo e o Asec Bergemann na bateria. A banda está sediada na Alemanha, apesar de sermos originários de toda a Europa. Mike Freeland cantou no nosso novo álbum Lion’s Den. Grande personalidade... Grande voz.
 
Este é o sucessor de Destiny, a vossa estreia de 2011. O que têm feito entretanto?
Não tem havido falta de tempo. Durante esse período, escrevi canções, criamos um plano de logística entre outras coisas. Portanto, temos estado bastante ativos. E não te esqueças que a partir do momento que um registo está terminado até à data de lançamento o tempo passa...
 


Como analisas Lion’s Den em comparação com Destiny?
Comparar os dois álbuns não é fácil, já que eles são tão diferentes. Destiny é mais AOR enquanto Lion’s Den é Hard Rock com algum Blues. Rock de vanguarda. A banda pode fazer as duas coisas... É isso que apresentamos nos álbuns.
 
Neste álbum tens um line-up galático! Consideram-se um supergrupo?
Bem, obrigado. Sim, temos uma grande equipa de produtores, músicos. Tens de trabalhar com grandes profissionais, a fim de alcançar um bom resultado. Estou muito feliz com o resultado.
 
E também um line-up multinacional! Como foi a seleção dos músicos?
Não parti em busca de músicos de todo o mundo de propósito... Simplesmente aconteceu dessa forma e isso é bom!
 
Sendo de diversas partes do mundo, como foi o trabalho de estúdio? Juntos ou separados?
No estúdio todos juntos, que é como uma banda soa real e não juntar tudo. Além disso, com um produtor como o nosso esta é a forma certa de trabalhar. Muito autêntico.
 
Pois, como foi trabalhar com a lenda Chris Tsangarides, aliás repetindo a experiência do primeiro álbum?
Trabalhar com uma lenda como o Chris não tem preço. Ele simplesmente sabe o que faz... E passamos sempre um tempo fantástico a gravar e sair juntos!
 
As faixas bónus são duas músicas do vosso álbum anterior. Fizeram algumas alterações?
Sim, duas faixas bónus de Destiny. A masterização é diferente e as músicas são um lembrete de que nós tocamos Hard Rock e AOR.
 


E qual foi a razão para serem colocadas?
... Como mencionado, mostram de que é que são feitos os King’s Call.
     
Já têm algum vídeo para Lion’s Den?
De momento estamos a trabalhar em vários projectos e sim, também num vídeo.
 
Estiveram em tournée com os Harem Scarem. Como decorreram as coisas?
Foi ótimo. Tivemos um tempo muito bom rockando juntos. Os elementos dos Harem Scarem são todos músicos finos e muito divertidos para se sair. Os King’s Call foram muito bem recebidos pelo público e pela comunicação social. Fizemos muitos novos fãs, e assinamos um monte de autógrafos...
 
E projetos futuros em mente... o que se pode adiantar?
A banda já está a trabalhar em novo material e ansiosa por mais tournées em 2014!
     
A terminar, mais uma vez obrigado e dava-te a oportunidade de acrescentar mais alguma coisa que não tenha sido abordada nesta entrevista?
Muito obrigado pelo interesse! Para todos os nossos fãs e amigos... Façam o que fizerem sejam autênticos. Obtenham a vossa cópia de Lion’s Den... Levantem-se e rockem!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Playlist 28 de novembro de 2013

(Clicar na imagem para ampliar)

Review: Space Gypsy (Nik Turner)

Space Gypsy (Nik Turner)
(2013, Purple Pyramid)
(4.9/6)

Flautas hipnotizadoras, saxofones estonteantes, sintetizadores a criarem uma miríade de sonoridades estranhas e algumas guitarras potentes e ritmadas, assim se pode descrever, de forma sucinta, o regresso do lendário Nik Turner (membro fundador dos space-rockers Hawkwind) às suas origens intergalácticas com o seu novo trabalho de originais, Space Gypsy. O conjunto de 9 temas (mais o bónus) pode ser dividido em duas componentes. Por um lado temas cheios de ritmo, quase maquinais, com guitarras possantes a sobressaírem. Destaque, neste particular para Fallen Angel STS-51-LJoker’s Song e Time Crypt, trio inicial deveras catártico e onde o equilíbrio entre hard e space rock é atingido na perfeição. Depois existem outros que se revelam o expoente máximo da experimentação e do psicadelismo, com flautas, saxofones, moog e mellotron adicionados de algumas guitarras acústicas a criarem momentos verdadeiramente hipnóticos e de elevação espiritual. Galaxy Rise, Eternity e, principalmente a longa Coming Of The Maya, são os melhores exemplos. Há ainda um outro conjunto de temas que acabam por cruzar esses dois mundos, assumindo-se simultaneamente rockeiros na participação das guitarras (sempre ritmadas, compassadas e maquinais) e atmosféricos/espaciais nos efeitos criados, como é o caso de Anti-Matter e The Visitor. Os momentos com mais guitarradas acabam, claramente, por superar os outros que, embora mais arrojados nos arranjos, acabam por se tornar um pouco monótonos e, principalmente, demasiado estranhos. Ainda assim, é com gosto que vemos um rejuvenescido Nik Turner a regressar aos originais de uma forma tão enérgica.

Tracklist:
1.      Fallen Angel STS-51-L
2.      Joker’s Song
3.      Time Crypt
4.      Galaxy Rise
5.      Coming Of The Maya
6.      We Ride The Timewinds
7.      Eternity
8.      Anti-Matter
9.      The Visitor
10.  Something’s Not Right (bonus track)

Line-up:
Jürgen Engler – guitarras, sintetizadores moog, mellotron
Jeff Piccinini – baixo
Jason Willer – bateria, percussão
Nik Turner – vocais, flauta, saxofone
Nicky Garratt - guitarras

Internet:


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Review: Hide The Sun (Kingdragon)

Hide The Sun (Kingdragon)
(2013, Retrospect Records)
(5.2/6)

Ainda não há muito tempo que um nome como Kingdragon nos dizia logo que se tratava de uma banda power metal. Mas estes gregos baralham a coisa e apresentam-nos um AOR numa linha de Foreigner ou Bon Jovi cruzado com o hard rock da escola Whitesnake. Por isso, logo se vê que a sonoridade que aqui se ouve é tipicamente radiofónica, com coros melódicos, riffs soft e teclados muito presentes. Naturalmente, nada de novo. De registo e a assinalar de relevo (para além de um conjunto de temas de audição agradável e muito catchy) os desempenhos de vocalista e guitarrista a ajudar a guindar este conjunto de temas para outro patamar de beleza. Duas excelentes baladas – Dreams Are Broken e Only Winter - bem conseguidas e com interessantes registos acústicos criam o clima mais emotivo. Um pouco fora do campo do AORLive 4 Rock, um tema mais virado para o hard rock puro. E depois ainda há ainda Asian Star o mais metalizado tema do disco, com uma introdução completamente atípica de metal sinfónico e vocalizos femininos orientais. Acabam por ser estes os pontos de diferenciação de um disco equilibrado e homogéneo que tem também em Shout, Very Loud outros momento de destaque, tema aliás, escolhido para videoclip. Portanto, os apreciadores do género deverão encontrar aqui alguns motivos de interesse.

Tracklist:
1. Last Time
2. Shout, Very Loud
3. Man Of Yesterday
4. Dreams Are Broken
5. Burn it Down
6. Asian Star
7. Living for Tommorow
8. Only Winter
9. Victim Of Love
10. Judgement Day
11. Hide The Sun
12. Live 4 Rock

Line-up:
George Aspiotis: vocais, teclados
Anastasis F.: guitarras
Mark Kontopidis: bateria
Andrew Roumeliotis: baixo

Internet:


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Entrevista: As de Espadas

Quando um elemento dos punks Defying Control decide fazer algo diferente e chama alguns dos seus companheiros e ex-companheiros nascem os As de Espadas. João Ás, vocalista e baixista, o Killer nos Defying Control, teve a ideia e daí até à edição de Âncora foi um passo curto. João Ás explica-nos o porque do nascimento deste projeto, numa conversa que, naturalmente, passou pelos DC.

Viva João! Obrigado pelo tempo despendido com Via Nocturna. De que forma se deu a génese deste novo projeto?
Olá Pedro e muito obrigado pela entrevista. A origem do projeto vem maioritariamente da vontade de escrever em português. Além disso queríamos fazer algo menos elaborado e mais calmo do que fazemos em Defying Control. Fazer música mais simples mas que fosse giro e que tocasse a um maior número de pessoas. Cantar em português é um grande alívio. Não existe a preocupação extra que se tem de ter quando cantamos em inglês, quando o inglês não é a nossa língua materna.

Uma vez que contigo estão outros elementos e ex-elementos dos Defying Control, de onde surgiu a ideia? Partiu de ti e falaste aos outros elementos ou foi uma ideia de conjunto?
A ideia partiu de mim. Tinha músicas na gaveta que não eram material para Defying Control, eram mais rock n roll então surgiu a ideia de criar As De Espadas. Falei com a malta et voilá, aqui estamos nós.

Entretanto mudaste de Killer para João As. Porque?
Continuo a ser o Killer, mas achei piada criar um pseudónimo com uma “onda” mais relacionada com a banda. Como o meu verdadeiro nome é João, foi só adotar o Ás. João Ás é bem rock n roll lol

E já agora o porque de ser As sem acento?
Em ”João Ás”, leva acento em “As De Espadas”, não. Só para chatear ahahha. Sabes como é, a nossa génese é o punk, temos de ter sempre qualquer coisa para chatear as pessoasJ

Naturalmente os As de Espadas acabam por apresentar uma sonoridade diferente dos Defying Control. Quais são as vossas referências para este projeto?
As referências musicais em As De Espadas são o rock n roll, ponto. A ideia era fazer o que os Social Distortion fazem mas em português. Rock n roll com espirito punk. De futuro vamos ter mais folk e mais elementos tradicionais portugueses à mistura. Um pouco o que os Quinta Do Bill fazem e os Sitiados faziam tão bem.

Então, como descreverias Âncora?
Descrevo Âncora como um álbum carregado de rock, swing, simplicidade e alma. Ingénuo e puro, sem grandes pretensiosismos, como quase todos os primeiros álbuns de qualquer banda o são.

Este é trabalho apenas com edição digital, certo? Quem o quiser adquirir o que deve fazer?
Certo. Saiu pela N’Music. Podem adquiri-lo através do MusicBox, aqui: http://musicbox.sapo.pt/album/ancora-514122

Para este trabalho tudo foi feito por vocês próprios não foi?
Foi. Tudo feito por nós. Já estamos habituados pois Defying Control tem sido uma escola e pêras. No entanto foi tudo feito com relativa tranquilidade uma vez que não havia pressão alguma. Falando por mim, foi extremamente divertido uma vez que estava a gravar em português e as linhas de baixo completamente diferentes das que costumava gravar, muito fixe mesmo.

Em janeiro do ano passado, Francis, numa entrevista que nos concedeu falava de um caminho sinuoso trilhado pelos Defying Control. De que forma ou não As de Espadas se insere nessa vertente sinuosa?
Com Defying Control existe mais pressão, especialmente para mim e para o Francis, uma vez que somos os mentores da banda. A responsabilidade cai sempre sobre nós os dois. As De Espadas serve um pouco para espairecer, levar as coisas com mais calma e nos divertirmos mais. Sair um pouco da linha dura do Punk Rock/Hardcore.

Já agora, em que situação ficam os Defying Control? Vão continuar? E em caso afirmativo, já há perspetivas para um novo álbum?
Existe o melhor álbum de sempre para Defying Control mas por enquanto vamo-nos manter em hiato. Estamos a fazer uma pausa e não sabemos para quando o nosso regresso. A malta está a levar a cabo projetos laterais e vai-nos fazer bem descansar um pouco. Dez anos de Punk Rock a 200/hora foi muito bom mas todos nós neste momento estamos a ter novas experiências musicais.

Depois desta experiência, há mais vontade de voltar ao punk rock ou não? Ou poder-se-á esperar outro tipo de experiências noutras áreas?
O punk rock em Defying Control vai estar sempre presente, é essa a razão de existir da banda. Quando voltarmos com certeza vamos estar mais amadurecidos e novos elementos surgirão que vão enriquecer a nossa música. Em As De Espadas, o punk rock está presente no espirito da coisa. Além disso as pessoas poderão sempre contar com uma ou duas músicas a rasgar, por álbum. Uma vez punk, punk para sempre lol.

Uma curiosidade: Dia de Bola remete para que emblema? (risos)
Bem, a ideia é remeter para todos os emblemas mas se tiver que nomear um, é sem sombra de dúvida, a Selecção Nacional. ‘Bora Pooooortugaaaaal!!!

Obrigado, mais uma vez, por este momento, e dava-te a oportunidade de acrescentar algo que não tenha sido abordado nesta entrevista.

Obrigado mais uma vez em meu nome e em nome dos As De Espadas. Votos de muito sucesso para ti Pedro e para a Via Nocturna. Para os leitores e ouvintes fica o apelo. Não desistam de Portugal, haveremos de sair desta crise de cabeça erguida. Apoiem a música nacional! Estimem a Natureza e sejam verdadeiros.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Review: This Savage Land (Black Spiders)

This Savage Land (Black Spiders)
(2013, Listenable Records)
(4.9/6)

Se há banda que tem feito furor, essa banda chama-se Black Spiders. Não adianta agora estar a enumerar os comentários elogiosos de muita agente importante do meio. Importante é mesmo analisar This Savage Land, quarto trabalho dos britânicos se contarmos com os dois EP’s lançados ainda antes da estreia em formato longo, Sons Of The North de 2011. Como forma de aviso, This Savage Land começa logo em grande ritmo, sempre a abrir, velocidade, vocais altos, riffs demolidores, guitarras sujas e graves. Um interessante misto de hard rock e stoner rock. Logo a seguir, Stick It To The Man escancara as portas do rock n’ roll e começamos a perceber que o manancial de argumentos deste quinteto é bastante diversificado. Isso acabará, efetivamente, por se confirmar com o desenrolar do disco, onde as referências a Guns n’ Roses, Black Sabbath, AC/DC e ZZ Top vão surgindo aqui e ali espalhadas. Som muito denso, guitarras muito possantes e sujas, riffs agressivos, secção rítmica poderosa, vocais inflamados (e inflamáveis!), muito groove, afinações graves, partes speedadas a coabitarem com outras mais compassadas e outras quase-doom e até uma balada com uma reação potente é o que os Black Spiders nos oferecem. Ah! E uma energia imensa! This Savage Land é um álbum para ser ouvido muito alto. E é um álbum para ser desfrutado ao vivo. E mesmo que alguma monotonia surja em determinados momentos e mesmo que o disco não consiga manter a mesma bitola do princípio ao fim, tudo se esquece e perdoa quando os Black Spiders demonstram ter a esta atitude e capacidade explosiva.

Tracklist:
1.      Knock You Out
2.      Stick It To The Man
3.      Balls 2
4.      Young Tongues
5.      Put Love In It’s Place
6.      Raised By Wolves
7.      Trouble 1
8.      Teen Age Knife Gang
9.      Creatures
10.  Sleepy Demon

Line-up:
Pete Spiby – vocais, guitarras
Ozzy Lister – guitarras
Mark Thomas – guitarras
Adam Irwin – baixo
Tiger Si – bateria

Internet:


domingo, 24 de novembro de 2013

Review: Lion's Den (King's Call)

Lion’s Den (King’s Call)
(2013, Mausoleum)
(5.4/6)

Depois da estreia Destiny em 2011 havia a enorme expetativa de ver como este coletivo multinacional, criado por um grego mas sediado na Alemanha se sairia na sua segunda proposta. Pois bem a resposta dada foi sensacional: Lion’s Den. Uma capa imponente antecipa um disco de hard/heavy/AOR não menos imponente. Como imponente é a entrada com um par de temas muito fortes, onde sobressai o superior trabalho de guitarra de Alex Garoufalidis bem como os vocais rasgados, perfeitamente adaptados ao género em causa, do experiente Mike Freeland, conhecido por ter sido vocalista dos lendários Praying Mantis. A partir de Shy Love nota-se que algo começa a mudar. A força dá lugar à sensibilidade e os King’s Call apresentam, então, um conjunto de temas diferente mas sempre extremamente agradável, mantendo as nuances anteriormente referidas, mas adicionadas de mais subtileza e de mais riqueza estrutural. Para nós o melhor momento surge com Get Up, tema que faz a ponte para a excelente e rápida Holy Ground. O tema final é um curto outro. A versão que nos foi facultada inclui dois temas bónus, ambos retirados do trabalho de estreia – Waiting For You e Love Will Find A Way. São dois temas cheios de qualidade e que transpiram excelência por todos os poros. Eventualmente uma forma de chamar a atenção para quem só agora tomou contacto com a banda que já existia um trabalho antes que, à semelhança deste, vale bem a pena descobrir.

Tracklist:
01. Mother Nature
02. Riding The Storm
03. Dig It
04. Shy Love
05. Is This The Life
06. Avalon
07. Red Lights
08. Get Up
09. Holy Ground
10. Avalon – Rising
11. Waiting For You
12. Love Will Find A way

Line-up:
Alex Garoufalidis - guitarras
Azerbaijani Asec Bergemann - bateria
Andreas Kramer - baixo
Mike Freeland – vocais

Internet:


Edição: Mausoleum Records