Entrevista: Reacta

Tal como a refração da luz nos objetos assim é a música dos Reacta e do seu álbum Refraction. A refração do seu rock alternativo pelos músicos do coletivo mexicano, sediado na cidade de Águascalientes. Inicialmente instrumental, só com a chegada do vocalista norte-americano Merritt é que ficaram estabelecidas as fundações para o integral desenvolvimento do projeto que se estreia para a Alaric Records. Quisemos conhecer um pouco mais destes Reacta e a banda reuniu-se para responder às nossas questões.

Viva! Como estão? Antes de mais, obrigado pelo vosso tempo! Podem apresentar os Reacta aos rockeiros portugueses? Quando e porque este projeto nasceu?
Em 2009 queríamos tocar música tão má que decidimos dedicar as nossas vidas a faze-la. As caraterísticas que a música oferece como uma saída para a necessidade de nos expressarmos, é o que faz a composição, produção e escrita tão viciantes. Obviamente, amamos o que fazemos e acredito que isso se nota na nossa música. É uma saída para as diferentes perspetivas que temos de nós mesmos e do mundo. De muitas maneiras, Reacta define quem somos, tanto quanto o contrário.

Podem contar-nos um pouco da vossa história até agora?
O projeto teve início em 2009. Originalmente eramos uma banda instrumental, mas sempre estivemos à procura de um vocalista para adicionar uma narrativa ao nosso som. No início éramos quatro membros: bateria, baixo e os dois guitarristas que também tocaram alguns sintetizadores. Mais tarde, convidamos o Salvador para os teclados e sintetizadores. Depois de um ano a tocar, em 2010, Merritt, o vocalista juntou-se a nós. Naquele mesmo ano, gravamos Refraction, mas devido à falta de financiamento e de acesso acabamos por não o terminar até 2014, e estamos muito contentes de ver o tipo de impacto que teve em todo o mundo.


Um dos aspetos mais curiosos a vosso respeito é a vossa proveniência: o México. Cá pela Europa não são conhecidas muitas bandas de rock mexicanas. Como é a cena no vosso país? Existem outras bandas de qualidade, circuito ao vivo, editoras…
Há um mercado de música enorme, mas não está focado em bandas como nós e realmente poucas bandas têm letras em inglês. Por causa da universalidade da língua, sempre ouvimos música em Inglês e foi por isso que mantivemos o projeto com um vocalista americano. A nossa cidade é um mercado pequeno em comparação com as grandes cidades, mas há realmente grandes bandas aqui em Aguascalientes. Há muito pouco apoio de grandes editoras, por isso acaba por ser muito difícil, mas não impossível.

Que nomes mais vos influenciam como músicos?
Cada membro tem as suas próprias influências. Reacta tem um monte de influências. Provavelmente poderíamos citar 6, mas esses não explicarão todo o cenário: Mute Math, Radiohead, Incubus, Phoenix, Foals, The Killers e muitos mais...

Como definiram Refraction, o vosso trabalho de estreia?
Refraction é a uma reação a nenhuma ordem. Vemos isso como uma analogia com a refração da luz através dos objetos como se a luz fosse a música e os objetos fossemos nós. É por isso que tem tantos sons e géneros e permite a liberdade de composição entre todos nós. Estamos orgulhosos dele e sabemos que temos ainda melhor material a vir, mas isso é o que está em causa. Esperamos que seja o primeiro passo para uma grande carreira.


Como decorreu o processo de gravação?
O processo de gravação foi lento. Temos vindo a gravar desde 2009! Trabalhamos com Gustavo Delgado, que tem um pequeno estúdio em Aguascalientes chamado Gusanto Records. Tivemos um bom relacionamento, e trabalhamos em Refraction durante quase um ano inteiro. Esse foi o primeiro passo. Tivemos o álbum nos nossos desktops, mas sem sair para fora, onde as pessoas o pudessem ouvir. O dinheiro também foi um problema, porque é muito caro fazer um cd, qualquer artista sabe isso. Acho que essa foi a principal razão pela qual Refraction só agora chegou às lojas.

Alguns de vocês têm ou colaboram em mais algum outro projeto?
Merritt, Carlos e Rodrigo também tocam numa banda de covers chamada The Wild Bunch e Salvador tem um projeto pessoal como Dj.

Têm já algum vídeo extraído deste álbum?
Primeiro gravamos o de Storyline. O guitarrista Fernando estava interessado em produzir um vídeo portanto ele fez um vídeo de baixo orçamento para isso. Mais tarde, depois de assinarmos com a Alaric Records, gravamos Sound Of Drums com Play Cinema Studio, realizado por Cesar Antonio de la Fuente . Podem vê-lo no Youtube

Têm alguma tour já prevista para breve?
Esperamos começar uma tour nos Estados Unidos em breve, provavelmente antes do verão. Se as coisas correrem bem começaremos pela Califórnia.

Bem, foi um prazer conversar convosco. Querem acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os vossos fãs?
Confira a nossa música no Spotify, iTunes e Youtube. Temos certeza que irão gostar e esperamos ir em breve até à Europa. Podem acompanhar os Reacta no Facebook e no Twitter para atualizações!

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