domingo, 30 de novembro de 2014

Notícias da semana

Depois das apresentações ao vivo em Lisboa e no Porto, os Andycode continuam a promover o último álbum Karman Line. Durante a semana que passou disponibilizaram o segundo single Pale Blue Dot com uma nova roupagem – a diVersions que surge com um toque mais distinto, contemplativo, quase sussurrante e mostra o mood ambiental, lo-fi e minimalista que também carateriza os Andycode. O download é gratuito aqui.




Há um novo lyric video dos Laugh At The Fakes disponível: trata-se de Death Awaits, tema retirado de Dethrone The Crown, álbum que pode ser ouvido na íntegra aqui.




A Esoteric Antenna anunciou o lançamento de Signal To Noise, o novo álbum de estúdio do engenheiro dos Pink Floyd e duas vezes nomeado para os Grammy, Andy Jackson. Signal To Noise, sucessor de On The Surface, Obvious e Mythical Burrowing Animals promete ser um disco elegante, moderno e de fino recorte progressivo.




5 de dezembro é a data agendada pela Massacre Records para o lançamento de Memories, trabalho de estreia de Michael Jessen. Um trabalho que conta com vocais de Göran Edman (ex-Ymgwie Malmsteen), solo de guitarra em Blackwater a cargo de John Norum (Europe) e piano em Prisoner sob a responsabilidade de Morten Dybro. O tema My Own Funeral já está disponível.
 


Os Artic Fire, banda portuguesa de grunge, estreia-se para a Ethereal Sound Works com o EP de cinco temas intitulado Lower And Louder. O disco já está disponível em formato CD e digital.




Os Rotem são uma banda de um elemento apenas que tem já pronto o seu trabalho de estreia Dehumanization, uma ode à capacidade de a humanidade se conseguir destruir a si própria. A edição é da Ethereal Sound Works e a versão digital inclui dois temas adicionais: Behind The Mask e Creating Man.



Os Leyenda anunciaram a entrada de um novo vocalista nas suas hostes. É Dennys Singer, músico experiente que já passou pelos Ultreïa, com quem gravou três discos. A banda espanhola, entretanto, está a preparar um novo trabalho nos estúdios La Guarida de Mapeche, onde já haviam gravado Ciudad del Caos. O novo disco sairá pela PICAP em princípios de janeiro de 2015, precisamente no ano em que os Leyenda cumprem o seu 20º aniversário.



A editora Send The Wood Music apresenta uma nova proposta. Trata-se dos Vise Versa, a nova banda que junta Franky Costanza (Dagoba) e Jon Howard (Threat Signal). O primeiro single, Living A Lie, já está disponível. Quanto ao álbum, esse só chegará a 19 de janeiro de 2015.

Flash-Review: The First (Amulet)


Álbum: The First
Artista: Amulet
Editora: Century Media
Ano: 2014
Origem: Inglaterra
Género: Heavy metal
Classificação: 4.5/6
Breve descrição: The First é a estreia dos Amulet banda londrina que segue as pisadas da NWOBHM como se ainda estivéssemos nos anos 70/80. Quem gosta do lado mais áspero dos dois álbuns iniciais dos Iron Maiden tem aqui o sucessor que o Killers nunca chegou a ter. Em alguns temas, os Amulet introduzem algo de sinistro e obscuro, aproximando-se de uns Black Sabbath. Muito presente está sempre uma atitude DIY e provocante.
Highlights: Evil Cathedral, Glint Of The Knife, Mark Of Evil, The Sacrifice
Para fãs de: Iron Maiden, Black Sabbath, Judas Priest, Motörhead

Tracklist:
01. Evil Cathedral
02. Glint Of The Knife
03. The Gauntlet
04. Bloody Night
05. Heathen Castle
06. The Flight
07. Talisman
08. The Sacrifice
09. Mark Of Evil
10. Wicked 'n Cruel
11. Black Candle
12. Trip Forever
13. Nightmare

Line-up:
Jamie Elton – vocais
Heathen Steven – guitarras
Nippy Blackford – guitarras
Bill Dozer – baixo
Dave Sherwood - bateria

Info: Dupla Keith Emerson & Greg Lake lança álbum ao vivo

Keith Emerson e Greg Lake, dois dos membros fundadores dos lendários Emerson, Lake & Palmer lançaram Live From Manticore Hall, um disco que captura a capacidade única destes dois músicos de criarem versões a dois (basicamente guitarra acústica e teclas) de material bem conhecido do reconhecido e aclamado catálogo dos ELP, incluindo o hit Lucky Man. Esta gravação foi feita em 2010 durante a sua tournée mundial e é apresentada pela primeira vez. Keith Emerson afirma que Live In Manticore Hall é uma visita introspetiva a algumas músicas dos ELP, salientando que quer ele quer Greg Lake imprimiram um toque muito pessoal neste conjunto de temas. Já Lake refere que este álbum oferece uma perspetiva muito interessante da forma como os dois músicos trabalham e criam conjuntamente. A edição é da ManticoreRecords, via Cherry Red Records.
Tracklist: 1. From The Beginning; 2. Introduction; 3. I Talk To The Wind; 4. Bitches Crystal; 5. The Barbarian; 6. Take A Peeble; 7. Tarkus; 8. CÉst La Vie; 9. Pirates; 10. Moog Solo/Lucky Man

sábado, 29 de novembro de 2014

Review: Neracruz (Neracruz)

Neracruz (Neracruz)
(2014, Valery Records)
(5.5/6)

O conceito Neracruz já surgiu em 1995 em Londres quando Raffa Cruz deixou a Itália e mudou para o Reino Unido. Foi aí que descobriu a sua paixão pelo som que acabou por moldar a sua personalidade artística e culminou neste disco que a banda meia italiana/meia britânica lança via Valery Records. Neracruz é uma intensa mistura do dark pop eletrónico dançável dos Depeche Mode, do rock gótico dos Sisters Of Mercy e do dark hard rock dos The Cult. Desde logo a principal saliência: negro! Sim, Neracruz é um disco em tons de negro, mas não depressivo. Antes festivo e, como dissemos, até dançável, fruto dos sucessivos e bem marcantes ritmos eletrónicos introduzidos entre baixos densos, guitarras pesadas e vocais graves e emotivos. Pormenor interessante é a dualidade linguística com os temas a serem cantados em inglês e italiano, por vezes nas duas línguas no mesmo tema. A multiculturalidade em todo o seu esplendor num sensacional disco, onde também a melodia e a energia marcam pontos. Uma verdadeira lufada de ar fresco no atual panorama rock internacional com temas como The Dream, Nova ou Look At Your Eyes a prometerem tornar-se verdadeiros hinos.

Tracklist:
1. Pure Love
2. Borderline
3. The Dream
4. Nova
5. Moonwatch
6. Kill Me Not
7. Fever
8. Look At Your Eyes
9. The Only One
10. Blind Game
11. War Dance

Line-up:
Raffa Cruz - vocais
Kevin Fisher - guitarras
Marco Mazzesi - teclados
Steve Pons - baixo
Stefano Lucchese - bateria

Internet:

Edição: Valery Records 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Entrevista: My Own Ghost


Do Luxemburgo não são conhecidas muitas bandas de metal. Mas a situação está prestes a mudar. Os My Own Ghost são muito jovens mas no seu primeiro álbum, Love Kills, apresentam argumentos mais que suficientes para fazer o mundo olhar para eles. Nós por cá, além de olharmos, também fomos conversar com o guitarrista David Soppelsa.

Olá David, obrigado pela tua disponibilidade. Quem são os My Own Ghost? Podes apresentar a banda para os metaleiros portugueses?
Olá! Somos os My Own Ghost do Luxemburgo. A banda foi fundada em 2013 por Fred Brever (guitarra), David Soppelsa (guitarra) e Joe May (baixo). Algumas semanas mais tarde juntaram-se a vocalista Julie Rodesch e o baterista alemão Michael Stein. Depois de tocarmos em alguns locais pelo Luxemburgo, Reino Unido e Alemanha, lançamos o nosso primeiro álbum Love Kills via Secret Entertainment a 13 de setembro.

São, portanto, ainda uma banda muito jovem. O que vos motivou a iniciar este projeto?
Todos nós vínhamos de bandas e projectos mais ou menos bem-sucedidos, e queríamos criar algo novo e fresco a partir do zero uma vez que sentimos que havia algum potencial inexplorado. Cada um de nós tem uma grande paixão e amor pela música. Foi importante para nós que todas as pessoas envolvidas neste novo projeto estivessem a puxar na mesma direção e tivessem as mesmas ambições... e talvez como um bónus, o mesmo estranho sentido de humor. Quando Julie apareceu na nossa sala de ensaio pela primeira vez, imediatamente começou a compor letras para uma canção que tinha acabado de completar e, na mesma noite, gravou os vocais para a canção que se tornaria mais tarde Free Fall. Tudo assentou no seu devido lugar de forma natural e não havia nenhuma dúvida que ela estaria na banda. Michael juntou-se a nós, felizmente, algumas semanas mais tarde e também assentou perfeitamente, tanto musicalmente, como a nível pessoal.

Então, já todos tinham tido experiências similares anteriores a MOG?
Sim, nós ganhamos experiência em diferentes bandas antes e já nos conhecíamos uns aos outros, de uma forma ou de outra. Alguns de nós ainda tocaram juntos em bandas antes dos My Own Ghost. Beneficiamos dessa situação, uma vez que todos têm as suas próprias experiências e agora podemos compartilhá-las com os outros membros da banda, a fim de avançar tão rapidamente quanto possível, sem perder muito tempo com detalhes sem importância.

Quais são as vossas principais influências?
Como todos nós vimos de diferentes origens que vão do pop ao metal, é muito difícil definir as principais influências, uma vez que há muitas. Se tivéssemos que citar algumas, seria The Cure, Paramore, HIM e Asking Alexandria, entre outros, misturados com algum metal old school e coisas hard rock. Nós somos uma espécie de família musical patchwork e através desta diversidade, gostamos de criar o nosso próprio som.

E são do Luxemburgo, nada muito habitual, de facto! Como é a cena no vosso país? Não há muitas bandas conhecidas por aí…
É verdade que o Luxemburgo ainda não está no grande mapa de bandas bem conhecidas. No entanto, temos uma cena musical muito bem desenvolvida com muitos músicos e bandas talentosos, especialmente quando se trata de metal e hardcore. Mas o país é muito pequeno e não há lugares onde possas tocar. A consequência é que algumas bandas tocam nos mesmos bares e clubes uma e outra vez, levando a uma espécie de supersaturação.

Vamos falar de Love Kills, a vossa estreia, correto? Como foi a produção do álbum?
De facto, Love Kills é o nosso primeiro álbum e gravamos num ambiente descontraído com o nosso guitarrista Fred a assumir a gravação e mistura. Gravamos guitarras, baixo, teclados e vocais na nossa sala de ensaios o que nos deu a liberdade de gravar sem qualquer pressão de tempo. Depois fomos gravar as baterias nos Bazement Studio na Alemanha, com Markus Teske, conhecido pelo seu trabalho em álbuns de Vanden Plas, Symphony X, Spock’s Beard e Patrick Rondat. Markus, fez também uma mistura adicional e masterizou o álbum. Todo o processo de gravação e produção levou-nos cerca de seis meses.

O álbum já estava pronto ainda antes de assinarem pela Secret Entertainment. Ficaram responsáveis apenas pela distribuição?
Sim, já tínhamos tudo no lugar e basicamente a Secret Entertainment tratou da distribuição do álbum na Europa e garantiu a sua distribuição online. E, claro, fizeram todo o trabalho promocional do álbum. Este é um aspeto muito importante, especialmente para uma banda nova como nós.

Isso significa que a versão internacional é exatamente a mesma que vocês gravaram?
Há apenas uma versão do álbum. Love Kills contém 13 músicas e começa com o energético Crimson Ground, em seguida, passa para as batidas eletrónicas de Beautiful Mistake e Broken Mirror, incursões pelo piano-driven em Silence e nossa o primeiro single Crystal Ball, bem como canções mais dançantes, como Lost e Bad Love e, em seguida, depois de quase uma hora de música termina com o duplo baixo de Intoxicated.

Falando da Secret Entertainment, como surgiram no vosso caminho?
Trabalhar com a Secret Entertainment é descontraído. Eles são muito profissionais e permitiu-nos ter anúncios e reviews em revistas como a Terrorizer e Legacy. Recebemos muitos comentários e pedidos de entrevista de todo o mundo, que sem o seu apoio não teria sido possível. Como o Luxemburgo é um país muito pequeno, não há muitas revistas e estações de rádio, de modo que a Secret Entertainment deu-nos a oportunidade de apresentar o nosso álbum para um público mais amplo.

Como referiste, Crystal Ball foi o primeiro vídeo filmado a partir de Love Kills. Porque escolheram essa canção?
Quando Julie gravou os vocais para Crystal Ball, imediatamente senti que poderíamos ter algo que talvez pudesse ter uma oportunidade em algumas estações de rádio. A canção acabou por ficar muito melódica e poppy. A melodia é bastante direta e fica na cabeça e todos podem, de alguma forma, relacionar-se com as letras. Depois contactamos com Tom Jungbluth que filmou dois dos nossos espectáculos e depois editou o vídeo. No final, foi a decisão certa, uma vez que foi o vídeo de Crystal Ball no YouTube, que despertou o interesse da Secret Entertainment.

Recentemente tiveram uma experiência no Reino Unido, não foi? Que lembranças guardam desses momentos?
Foi uma grande experiência, com certeza nunca esqueceremos! Em abril de 2014, fizemos uma pequena tournée pelo Reino Unido, tocando, entre outros, no Castelo de Dublin, em Camden Town. Tivemos a oportunidade de tocar com muitas bandas fixes e talentosos e todas as pessoas envolvidas, desde organizadores a técnicos de som, foram muito profissionais e foi um prazer trabalhar com eles. Divertimo-nos muito e tivemos grandes momentos no palco e fora dele e ficámos todos bastante deprimidos quando tivemos que voltar para nossos trabalhos normais na segunda-feira...! Com certeza, esta experiência deixou-nos a querer mais!

A respeito de tours – alguma  coisa agendada para os próximos tempos?
Por enquanto estamos ocupados a preparar alguns concertos no norte da Europa, em abril de 2015. Além disso, gostaria de tocar em alguns dos maiores festivais de verão aqui no Luxemburgo, ou em qualquer outro lugar. E quem sabe, talvez Portugal um dia; tocamos em todos os lugares, se nos permitirem... Também estamos ocupados a procurar uma booking agency. Isso realmente ajudar-nos-ia muito! E entretanto, como nós não estamos sentados em cima das nossas mãos, já começámos a gravar o nosso segundo álbum. Nas próximas semanas, vamos também filmar o nosso segundo vídeo para Silence, cujo lançamento está agendado para janeiro de 2015.

Obrigado David, foi um prazer conversar contigo. Há mais alguma coisa que queiras dizer para os nossos leitores ou para os vossos fãs?
Muito obrigado pela entrevista! Saudamos todos os fãs de metal portugueses! Embora tenhamos uma elevada percentagem de portugueses a viver no Luxemburgo, infelizmente, não conheço muitos fãs de metal portugueses por aqui. Esperemos que isso possa mudar... Podem visitar-nos em www.myownghost.com o, é claro, dar-nos um like no Facebook! Obrigado pelo vosso apoio!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Playlist 27 de novembro de 2014


Review: KillSmith & The Greenfire Empire (Neal Smith)

KillSmith & The Greenfire Empire (Neal Smith)
(2014, Kachina Records)
(5.5/6)

Neal Smith é, essencialmente, conhecido por ter sido o primeiro baterista de Alice Cooper. Em nome individual, KillSmith & The Greenfire Empire, é já o terceiro álbum, embora seja o primeiro conceptual. Uma ópera rock criada com base num heavy rock sujo muito por culpa dos vocais sinistros de Smith e das guitarras obscuras. Isso não impede o multi-instrumentista de, todavia, promover outras ambiências neste disco. Desde logo a entrada por alguns campos mais experimentais, por exemplo em The KillSmith Overture e na sinistra e pesada Pandemonium. Depois na introdução de criatividade no honky tonk, saxofone e coros gospel em Good Morning Blue Soul Land, no flamenco e música étnica de The Killsmith Overture, no saxofone e voz femininas em Death To The King e na melódica canção de Natal em Noelle No Wonder. Finalmente na capacidade de incutir emotividade num álbum tão obscuro principalmente notória na acústica Remember Blue Soul Land e Noelle No Wonder. O trabalho de guitarra é sensacional e bastante pesado em grande parte do disco. Pelo contrário, a secção rítmica é simples, ritmada e bastante eficaz. A exceção surge em Pandemonium com uma bateria demolidora e tribal. Do cruzamento destes predicados com as nuances antes apresentadas surge um disco de grande personalidade que a espaços se aproxima de Trans-Siberian Orchestra, essencialmente no conceito, mas pontualmente também na forma. Em suma, um grande disco de um mítico músico.

Tracklist:
1.      Blessings And Curses
2.      Good Morning Blue Soul Land
3.      Screaming Bloody Murder
4.      The Killsmith Overture
5.      Palacio de Esmeraldas
6.      Greenfire Born Of Poison
7.      I Want Money
8.      Pandemonium
9.      I Remember Blue Soul Land
10.  Death To The King
11.  Noelle No Wonder

Line-up:
Neal Smith – vocais, bateria, guitarra ritmo, sintetizadores
Peter Catucci – vocais, baixo
Lady Elizabeth Dellinger – vocais
Kevin Franklin – guitarra solo
Pete “Keys” Hickey – sintetizadores, teclados
Hubert Martin – vocais
Joe Meo – saxofone
Rick Tedesco – guitarras
Doug Wahlberg – guitarra solo

Internet:

Edição: Kachina Records

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Entrevista: Wild Rose


Os Wild Rose atingem a marca do seu terceiro trabalho de forma sustentada e madura. Pela primeira vez na AOR Blvd Records e a trabalhar com o vocalista David A Saylor pela segunda vez, Hit ‘n’ Run assume-se como o melhor trabalho dos gregos. Por isso fomos falar com o teclista Dirty Haris.

Olá Dirty, obrigado pelo teu tempo despendido com Via Nocturna! Que melhor maneira de comemorar o vosso 10º aniversário do que com um novo álbum de estúdio...
Hahaha, sim, foi tipo uma dupla comemoração.

Como analisas esses primeiros dez anos da vossa carreira? Alcançaram os objetivos a que se propuseram inicialmente?
O nosso objetivo inicial era ir lançando álbuns, depois de obtermos um line-up estável. Nos últimos quatro anos acho que superamos as nossas expetativas, uma vez que os nossos álbuns têm esgotado muito rápido.

Em termos musicais, de que forma Hit 'n' Run se aproxima ou afasta dos vossos lançamentos anteriores?
Hit 'n' Run está mais próximo dos nossos lançamentos anteriores no sentido que que é um álbum original dos Wild Rose. Tudo o que conheces sobre a banda está lá. No entanto, Hit 'n' Run também é um pouco diferente dos álbuns anteriores, o que significa que o nosso som está a progredir.

Já que falamos de álbuns anteriores, Half Past Midnight está esgotado, não é verdade? Existe alguma ideia para uma reedição, por exemplo, pela vossa nova editora?
Não está nos nossos planos atuais fazer uma reedição de Half Past Midnight, mas vamos considerar isso no futuro, juntamente com um par de faixas inéditas, talvez.

Novamente com David A. Saylor como vocalista. É já o segundo álbum com ele. Suponho que já seja membro efetivo e não apenas um convidado...
Por enquanto, David é vocalista da banda. Ele continua a ser um vocalista de sessão, mas temos uma cooperação muito boa e todos nós esperamos que esta cooperação continue.

Segundo álbum com David e primeiro para a AOR Blvd. Records. As duas coisas estão ligadas? É um contrato para um álbum apenas?
Bem, David disse-nos que as coisas estavam a ir bem com AOR Blvd, então decidimos dar-lhe uma oportunidade. Paul (CEO da AOR Blvd.) fez-nos uma oferta que não podíamos recusar e aqui estamos nós. É um contrato de um disco, assim como a grande maioria dos contratos nos dias de hoje.

Aliás, três álbuns, três editoras diferentes. Sempre à procura do melhor, certo?
Claro! Não podemos recusar uma oferta melhor apenas para lançar um álbum com a mesma editora. Nós tentamos sempre obter várias ofertas e vamos com a melhor.

Durante quanto tempo trabalharam nestas músicas?
Durante todo este tempo todos trouxeram ideias e trabalhamos em conjunto para obter as demos prontas. Fizemos as demos no verão passado, depois estivemos vários meses a melhorar e completar as músicas, a gravar e, claro, muito tempo para a mistura e masterização do álbum. Eu diria que para todo o processo foi um ano completo.

Já têm feedback relativo a este novo álbum? O que nos podes dizer sobre isso?
Os nossos fãs parecem adorar e muita gente que só nos descobriu agora parece estar à procura dos primeiros álbuns para obterem um pouco mais de Wild Rose. Portanto, o feedback é definitivamente positivo até agora. E acho que Hit 'n' Run vai ser o nosso álbum mais bem-sucedido.

Têm outros projetos extra-Wild Rose?
O Andy está a trabalhar num projeto – irás ter notícias dele em breve. Como também sabes, David lançou o seu álbum solo, que é uma enorme bomba AOR. Os restantes não estão envolvidos em mais nada.

Thru The Night é o primeiro vídeo filmado a partir do álbum. Porque essa música em particular? Há ideias para mais algum?
Thru The Night é realmente o nosso primeiro vídeo oficial. Escolhemo-lo coletivamente considerando que era aquele que todos mais gostam. Além disso, acho que é provavelmente a música mais apropriada para um vídeo. Não haverá outros vídeos de Hit ‘n’ Run para serem lançados.

E há alguma tour planeada?
Infelizmente, não. É muito difícil para nós, poder planear uma tournée já que eu e David estamos no Reino Unido e o resto da banda está na Grécia. No entanto, gostaríamos de tocar em todos os lados para onde formos convidados.

Dirty, foi um prazer conversar contigo. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Quero dizer um grande "obrigado" a todos os fãs que nos apoiaram ao longo destes anos. Keep On Rockin’…