quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Entrevista: Virgin Steele


Figura inigualável do cenário heavy metal internacional, amado por uns, odiado por outros, tem sabido manter os seus Virgin Steele numa rota única de criatividade, intensidade e sucesso. Falamos, claro, de David DeFeis, o vocalista que vive no limite, o compositor único no seu estilo de cruzar sentimentos bárbaros e românticos. Para nós foi uma honra o espaço que David nos concedeu para falarmos de Nocturnes Of Hellfire & Damnation, o mais recente trabalho do coletivo.

Olá David! Como estás? Obrigada pela tua disponibilidade.
Saudações! Estou bem, obrigado!

A primeira questão é: o que andaste a fazer nos últimos 5 anos?
Ao longo deste período de cinco anos fizemos o seguinte: assinamos com a SPV, em 2010 e como eles queriam começar o relançamento de todo o catálogo dos Virgin Steele, comecei a ordenar as várias obras, remasterizar faixas e a planear, escrever e gravar novas músicas para colocar em cada reedição. Se verificares, já temos já alguns álbuns reeditados pela SPV, até agora, nomeadamente Noble Savage, Age Of Consent, Life Among The Ruins, The Marriage Of Heaven & Hell Part 1, The Marriage Of Heaven And Hell Part 2 e Invictus e vais notar que cada álbum contém numerosas faixas bónus, e a maioria também contêm um segundo disco. Tudo que é material acrescentado dá pelo menos para um novo álbum dentro do antigo. Naturalmente, esse trabalho levou bastante tempo a preparar. Além disso, durante os últimos 5 anos tocamos muito ao vivo e também começamos a trabalhar num DVD e na criação de uma box set. Esses dois últimos projetos que mencionei foram colocados em banho-maria porque a SPV queria um novo álbum... e uma vez que eles pediram mergulhamos diretos no novo álbum Nocturnes que surgiu muito rapidamente. Para além do que eu acabei de mencionar, uma grande quantidade de composição e gravação do que serão os próximos dois álbuns dos Virgin Steele já está adiantada. Portanto, temos estado muito ativos. Ah sim, também estamos a preparar as partes visuais para alguns vídeos a lançar no próximo mês.

Durante quanto tempo trabalharam neste álbum?
Certamente não nos levou 5 anos para gravar o álbum Nocturnes. Desde que começamos demorou apenas cerca de 6 meses com tudo. Acabamos com 29 canções, mas poderíamos facilmente ter lançado ainda mais faixas. O trabalho fluiu muito bem e naturalmente. Eu gostava mesmo de fazer este álbum.

É um álbum conceptual ou não?
Não, não é um álbum conceitual com um enredo linear que tens de seguir do ponto A ao ponto Z, como era The House Of Atreus. É mais uma coleção de canções que funcionam muito bem juntas tanto musical como atmosfericamente e que têm uma ligação através de uma linha que liga e suporta a maioria das faixas. Em grande parte o álbum lida com problemas de relacionamento e com o que acontece quando uma pessoa entra em contato com a viagem, estilo de vida, química, esfera, personalidade, aura, esse tipo de coisas de outra pessoa. Também aborda as ligações que temos com nós mesmos, todos os nossos amores e ódios, os nossos desejos, paixões e obsessões. Por falar em obsessões, por exemplo, o tema Glamour à primeira vista, podes dizer: "oh, é sobre uma mulher, uma rapariga, algum relacionamento que ele tem ou teve”. E sim, certamente é, mas se observares melhor verás que também pode ser sobre a música e a minha relação com ela e o que ela tem feito por mim para mim. O bom, o mau e o feio. Para além do que acabei de mencionar, o álbum também é sobre conexões entre entidades, como em todos os tipos de seres, não necessariamente os seres humanos, mas coisas como Deuses & Deusas. Por exemplo, Persephone fala da relação entre Hades e Perséfone e o ciclo da violação - a sua mãe Deméter foi violada por Poseidon, irmão de Hades. E temos a relação entre Apollo e Cassandra na canção Devilhead... que não resultou muito bem para Cassandra. Mas, para ser breve, o álbum é principalmente sobre conexões entre as pessoas. Pessoas e os seus vários sistemas de crenças, as pessoas e os seus Deuses ou Deusas. Mas não me refiro apenas à sua espiritualidade, mas aos seus profundos desejos obscuros e de novo as... obsessões. As pessoas e as suas filosofias de vida e também as várias substâncias químicas ou outras que injetamos nos nossos rituais diários e noturnos. Em suma, é sobre todas as complexidades do que nos dirige, nos faz ser quem somos e quem não somos, nos leva para onde podemos... ou não estar indo. Para resumir este álbum é sobre a noite escura da alma e todas as várias maneiras pelas quais nós, humanos, nos embaraçamos a nós mesmos ou nos destruímos a nós mesmos...

Importas-te de nos explicar o significado deste título obscuro Nocturnes Of Hellfire & Damnation?
Claro, com todo o prazer. Um Noturno é uma peça ou canção noturna e são canções obscuras, cheias de fogo do inferno, lamentos e gritos. Lamentos e The Torture Of The Damned. Assim, o título do álbum abrange essencialmente toda a vibração desta obra. Este título retrata o álbum da mesma forma que os títulos Noble Savage e Age Of Consent retratavam cada uma dessas obras. O título oferece uma estrutura do tecido conjuntivo, mas cada música é realmente a sua própria coisa única. A mensagem geral é... cuidado ...

Parece que este disco é mais pesado e obscuro em vez do teu mais habitual registo bárbaro-romântico. Foi uma decisão consciente? É este o álbum que sentias que tinhas que fazer neste momento?
Era isso o que estava a acontecer dentro de nós, dentro de mim e era onde estávamos durante a realização do álbum. Nocturnes é um álbum muito pessoal. Liricamente o álbum está intimamente relacionado com o meu mundo, a forma louca como vivo, as pessoas com quem me relaciono, o vinho, as mulheres. A inspiração vem da forma como vivo! Sim, como disse há aqui coisas muito pessoais embora as expresse de uma forma que seja universal para que qualquer pessoa possa ver-se nas canções e relacionar-se com elas. Cada ouvinte vai ter uma interpretação diferente a respeito do significado de cada canção. Não vão, necessariamente, interpretar as músicas da mesma forma que eu, porque não estão a par das idas e vindas do meu mundo, mas seguramente irão relacionar-se e encontrar o seu próprio caminho nestas músicas, que é o que eu prefiro. Adoro a tentativa de fundir Poesia e Música. Estou sempre a escrever poemas, letras, pequenas histórias e tal... Musicalmente falando, Nocturnes toca um pouco em vários estilos dos nossos álbuns anteriores mas também oferece algo novo em termos de direção musical. Acho que poderás dizer que nós tocamos com base em tudo o que temos feito e, ao mesmo tempo, seguimos em frente para uma próxima época. Falando do novo, o álbum contém esse novo elemento que foi rastejando na minha escrita e que eu chamo de Gothic Blues. Portanto, acredito que ainda estamos a avançar e em desenvolvimento, o que para mim é muito importante.

Já que falas em blues, serão algo estranhos alguns momentos bluesy. Como surgem na tua música?
Não acho que seja estranho de todo. A música rock veio dos blues. Não existe aquele velho ditado que diz "Os blues tiveram um bebé e chamaram-no de Rock & Roll"? Se estudares o rock clássico vais encontrar bandas como os Black Sabbath, Led Zeppelin, etc. e todos vieram de uma base do blues. Adoro o blues e sempre quis tentar desenvolver esse estilo em algo maior e de âmbito mais alargado. A qualidade do blues sempre esteve presente nos Virgin Steele, embora nem sempre tão óbvio. Agora neste álbum e em algumas das faixas bónus que lançamos estes últimos anos, estão mais óbvios do que antes. Acho que é uma das qualidades que nos diferencia dos nossos pares e traz uma cor diferente aos sentimentos da nossa versão de Metal.

Olhando para trás na vossa carreira, chegaste a afirmar que este álbum poderia ter sido o seguimento de Noble Savage (1985). Por quê?
A respeito de qualquer tipo de conexão com esse álbum, o que eu quis dizer com isso foi que o Nocturnes tem a mesma urgência e agressão, o mesmo desespero e crueza ou selvageria que o Noble Savage tinha. E continuando, tive o mesmo sentimento de "eu devo ser balístico... Devo superar-me a mim mesmo em voz alta e de outra forma" que tive quando fizemos o álbum Noble Savage. Tal como no álbum Savage, as canções de Nocturnes são facilmente digeríveis numa primeira audição, embora tenham capacidade de proporcionar novas descobertas após cada nova audição, como se desenvolvessem e viajassem por outros lugares e em diferentes direções antes de voltar para casa para o pensamento original, que eu acredito que os faz ter substância e poder de permanência. Para ser breve, acho que a conexão é em grande parte devido ao sentido inerente de paixão e desespero que ambos os álbuns contêm e o suor cru e sensualidade que permeia as ranhuras.

Podes falar-nos e explicar-nos a ideia de criares três capas diferentes para o mesmo disco?
Claro. Especificamente, nós não definimos ter 3 capas. Isso desenvolveu-se ao longo do tempo. Sempre que estamos a fazer um álbum quero que a capa se ligue à música contida nesse álbum, isto para ser natural e orgânico com a minha vida, a nossa vida e, claro, para o trabalho... Olho sempre em redor de mim para ver se tenho alguma coisa que vá saltar para fora em mim e gritar "hey isto parece-se com a forma como o álbum soa". Fiz isso com o The House Of Atreus e descobri o escudo que compôs as capas de Act 1 e Act 2; fiz isso com Invictus e também com o Black Light Bacchanalia que, aliás, também tem 3 capas para 3 configurações diferentes. Mas de qualquer maneira como eu estava a dizer, ao olhar em volta do meu lugar nesse momento, os meus olhos pousaram numa gárgula... e os meus ouvidos ouviram instantaneamente Glamour, Persephone e The Plague & The Fire. Então peguei na gárgula, levei-a para fora e fotografei-a numa espécie de névoa outonal. Já tinha feito várias fotos da cena do inverno lá fora e também as queria usar. O nosso artista gráfico Jens Reinhold, tinha uma foto que ele tinha tirado de um "anjo" de pedra de um cemitério próximo de onde vive e combinou isso com a minha cena da neve do inverno. Adorei e também adorei a gárgula, (a minha ideia original). Portanto, pode obter-se um demónio ou um anjo e o outono, a árvore morta e triste e/ou o inverno com a cena da neve. Adicionalmente, uma vez que eu tinha explicado a Jens em que consistia o novo álbum, ele empenhou-se e sentiu-se inspirado para desenhar alguma coisa e com isso surgiu o "osso flauta". É apenas uma espécie de escalada... Estas capas captam a melancolia e o tormento das letras, bem como a atitude Barbára-romântica do grupo e refletem o clima... o essencial do que está a acontecer no disco...

Novo álbum... nova tournée, certo? O que está planeado para os próximos tempos?
Estamos a trabalhar nisso agora e quando as datas forem confirmadas, iremos publicá-las.

Muito obrigado David! Queres acrescentar mais alguma coisa?
O prazer é meu, Sir! Agradeço-te todas as tuas perguntas e desejo-te a ti, a todo o staff de Via Nocturna e a todos os teus leitores o melhor! Agradeço a todos pelo seu grande apoio e fé! Salve, saudações e BY THE BLACK SUN & MOON.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Review: The Overlords Of The Cosmic Revelation (Leroy Powell And The Messengers)

The Overlords Of The Cosmic Revelation (Leroy Powell And The Messengers)
(2015, Cleopatra Records)
(5.5/6)

Imaginem o resultado da junção de guitarras sulistas, vocais e melodias pop, arranjos country e teclados psicadélicos num disco que tanto soa a rock dos anos 60 e 70 como se revela imensamente refrescante. Uma junção e um paradoxo só facilmente explicados quando se ouve The Overlords Of The Cosmic Revelation de Leroy Powel And The Messengers. Desde a introdução Weightlessness, sensacional, onde a guitarra acústica, a elétrica e o órgão se conjugam na perfeição até ao final com Checking Out, num registo eletroacústico de fazer corar de inveja os The Beatles, há nesta rodela material para convencer os mais exigentes consumidores de rock. Destacamos a melodia pop anos 60 com grande trabalho ao nível dos coros em Time Flies; a claramente orientada para o hard rock com sensacionais nuances rítmicas e estruturais que é Kink Kong; a compassada e cheia de groove faixa que batiza o álbum; a estranha e complexa Liz; a suave balada acústica Star e, aquele que quanto a nós é o melhor tema do disco, a soberba Death Machine. The Overlords Of The Cosmic Revelation apresenta Leroy Powell e o seu conjunto de cowboys com um exímio trabalho ao nível dos arranjos vocais de superior qualidade quer a solo, quer nos coros. Associado isso, há um trabalho instrumental de eleição e um conjunto de grandes músicas, daquelas que dão um prazer do caraças ouvir vezes sem fim… Pena algumas baixas de intensidade com alguns momentos mais banais no meio do disco. Não fora isso e estaríamos, certamente, a falar de um dos melhores registos do ano.

Tracklist:
1.      Weightlessness
2.      Time Flies
3.      King Kong
4.      The Overlords Of The Cosmic Revelation
5.      Rising
6.      Brave New World
7.      Lost In The Future
8.      Liz
9.      Brainscan
10.  Star
11.  Death Machine
12.  Checking Out

Line-Up:
Leroy Powell – guitarras, sintetizadores e vocais
Dean Tomasek – baixo
Adam Box – bateria
Hugh Mitchell – backing vocals
Chris Powell – bateria e percussões

Internet:
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Edição: Cleopatra Records   

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Flash-Review: Brush With The Moon (Quill)


Álbum: Brush With The Moon
Artista: Quill    
Editora:  Independente
Ano: 2015
Origem:  Inglaterra
Género: Folk/Country/Pop/Rock
Classificação: 4.9/6
Breve descrição: Com o seu primeiro álbum a ser lançado mundialmente, os Quill estão entusiasmados com esta coleção de músicas compostas pelo falecido Ben Brain, sendo que aqui os Quill acabam por aproveitar os vocais de Ben retirados das demos originais. Suaves canções em tom de folk e country, com a guitarra acústica, linhas de piano e orquestrações com um ensemble de cordas a criarem emotividade, sensualidade, simplicidade e musicalidade.
Highlights: Quicksilver, Schoolyard, Poppy Fields, Twister, Man In White
Para fãs de: Judy Dyble, The Moody Blues, Simon & Garfunkel, Cat Stevens, 10000 Maniacs

Tracklist:
1.      Quicksilver
2.      Tumbling Years
3.      Schoolyard
4.      Poppy Fields
5.      Nine Mile Camp
6.      England
7.      Hollywood Blue
8.      Wedding Dress
9.      Twister
10.  Man In White

Músicos:
Ben Brain/Joy Strachan-Brain/Kate McWilliam/Dave Bailey/Tim Tandler/Bev Bevan/Tony Kelsey/Matt Davies/Alan Caves

Convidados:
Perkey Dudley/Paul Sargent/Brian Tatler/Jo Bates/Phil Bates/Joel Spencer/Erika Jones/Christian Nokes/Paul Sand/Corey Macri

domingo, 27 de setembro de 2015

INFO: guitarrista contemplativo Tom Caufield dá um passo em frente com sexto álbum

Tom Caufield é um guitarrista contemplativo com um estilo melódico raro e apesar da sua música compartilhar traços com a música ambiente, consegue apresentar melodias cantaroláveis bem identificadas. Os seus temas são construídos nas tradicionais estruturas verso-refrão-bridge, ou seja, uma boa notícia para quem gosta de música relaxante e ganchos melódicos. O sexto álbum Things I Heard While In The Womb, marca, também, um avanço em relação ao seu passado confirmando as promessas de criar algo completamente original – a sua própria visão do que pode ser feito com guitarra acústica num álbum moderno. Depois de quatro discos mais contemplativos, do género o guitarrista sozinho numa catedral, Caufield apresenta agora algo bastante mais profundo próximo de um prog rock dos anos 70. O longo épico de 23 minutos da abertura Waif Among The Reeds pode ser comparado a clássicos como Music For Airports de Brian Eno ou Ommadawn de Mike Oldfield. Segundo o autor, a influência veio mesmo de tentar imaginar como soariam Eric Clapton ou Carlos Santana se pegassem numa guitarra depois de horas imersos em Dark Side Of The Moon dos Pink Floyd. E no seu conjunto a fórmula funciona – uma construção frásica com blues, pop, folk, espanholadas, baixo acústico suave e macio, bateria quase sempre executada com escovas e os inconfundíveis toques da Fender Rhodes, do Hammond e do sintetizador Moog. Para além de tudo isso, Tom Caufield descobriu outro elemento fundamental neste seu registo: a improvisação que agora é adicionada às suas capacidades como compositor. A música de Things I Heard While In The Womb é definitivamente uma música para abrandar o implacável ritmo da vida. O seu objectivo é transmitir emoção de uma forma tão direta quanto possível, deixando ao ouvinte muito espaço para se encontrar consigo próprio dentro de cada música. Sem arranjos complexos nem partes rápidas, Things I Heard While In The Womb é um disco minimalista e capaz de criar experiências relaxantes e envolventes.

Line-up:
Tom Caufield – todos os instrumentos

Tracklist:
1.      Waif Among The Reeds
2.      Rubies On Fallen Leaves
3.      Palace Of Broken Mirrors

sábado, 26 de setembro de 2015

Notícias da semana

Oriundos do Japão, os Yuka & Chronoship lançaram o seu terceiro álbum de originais intitulado The 3rd Planetary Chronicles a 25 de setembro via Cherry Red Records. The 3rd Planetary Chronicles é um grandioso álbum conceptual relacionado com as evoluções/revoluções científicas/tecnológicas na história da humanidade. Um trailer está disponível aqui.



A carreira de David Bowie é claramente definida como artisticamente complexa e musicalmente desafiante. Por isso este lançamento que vos falamos é mais que um justo tributo a um nome incontornável que desafiou todas as regras da pop e do rock. Trata-se da reunião de um conjunto de nomes associados ao movimento indie que apresentam as suas visões pessoais dos melhores temas de David Bowie. Kittie, Dum Dum Girls, Electric Six, Rogue Waves, Heartless Bastards, The Muffs e muitos outros assinam A Salute To The Thin White Duke - The Songs Of David Bowie, álbum a ser lançado a 2 de outubro via Cleopatra Records.



O novo álbum dos The Silent Rage chama-se The Deadliest Scourge e é com orgulho que o coletivo grego anuncia a lista de convidados presentes neste seu trabalho. O vocalista Apollo Papathanasio (Spiritual Beggars, ex-Firewind), Yossi Sassi (ex-Orphaned Land), o pai do metal oriental, Vladimir Reshetnikov (Arkona, Rossomahaar) na gaita-de-foles e flauta ucraniana e Theophilos Kritikos (Feel). Um teaser desta importante lista de convidados pode ser visto aqui.


Os Primitive Reason lançam a 23 de outubro a coletânea Walk Inside: The Singles Collection. Este trabalho, editado pela Kaminari Records e distribuído pela Sony Music Portugal, reúne alguns dos maiores sucessos da banda remasterizados bem como um tema inédito que dá nome a este trabalho. Entre 1996 e 2013, começando com uma cassete, os Primitive Reason lançaram seis álbuns e vários EPs, sempre consistentes, sempre originais. Walk Inside: The Singles Collection reúne, pela primeira vez, os singles das várias fases da sua carreira, convidando a uma viagem pelo universo da banda, por ordem cronológica



The Beast Shouted Love, o novo álbum da banda lisboeta Beautiful Junkyards, editado pela NOS Discos em maio deste ano, está a colher frutos além-fronteiras. A banda assinou pelo selo inglês Mega Dodo (especializado em psych folk/eletrónica) e vê agora o seu álbum lançado em vinil e cd para toda a Europa e Estados Unidos. O interesse que os Beautify Junkyards têm despertado fora de portas já vem desde a edição de um single pela editora de culto Fruits de Mer e posteriormente com a distribuição do álbum de estreia pelos holandeses da Clear Spot.


Outubro será tempo de estúdio para os Cheers Leaders que iniciam o processo de gravação do primeiro disco de originais, The Wizard Spell. A banda formada no início de 2015 conta com Nelson Fontes (Voz), Tiago Marques (Guitarra), Gilberto Ferreira (Baixo) e Miguel Ferreira (Bateria). Em palco, os Cheers Leaders apresentam um espetáculo intenso com uma sonoridade consistente e genuína com um forte carisma e personalidade.



A Tarpan Records anunciou o lançamento internacional de Evolution, novo álbum de Narada Michael Walden, a 30 de outubro. O primeiro single chamou-se Billionaire On Soul Street e está nas lojas desde 14 de Agosto. Este novo disco do produtor nomeado e galardoado com Grammy’s e Emmy’s marca uma viragem de direção, com o músico a regressar às suas raízes da dance, funk e soul.





Os Snail, banda pioneira no psych metal associou-se à Classic Rock Magazine para a audição streaming da totalidade do seu novo álbum Feral.




A banda de metal tradicional Reverence (composta por Todd Michael Hall, vocalista dos Riot V; Bryan Holland, guitarrista ex-Tokyo Blade e por Steve Wacholz, ex-baterista dos Savatage) disponibilizou um trailer do seu próximo álbum Gods Of War, incluindo excertos dos temas Battle Cry, Angel In Black e do tema-título. Gods Of War será lançado a 4 de novembro pela Razar Ice Records.


Depois do EP The Four Elements, o guitarrista e compositor alemão Marc Vanderberg estará de regresso em novembro com um novo tema. Neste, Chris Divine, vocalista da banda rock austríaca Luna Rise e Tave Wanning, vocalista dos suecos Adrenaline Rush apoiam Vanderberg nesse novo tema Smoking Kills - But Only Love Can Break Your Heart, uma música apresentada como sendo um cruzamento entre Sisters Of Mercy e HIM.



Entre maio e setembro deste ano foi composto e gravado um novo álbum dos The Joy Of Nature. A Roda do Tempo marca o regresso às canções em português e, de certa forma, parte de onde The Empty Circle, Part II: Rastos de Sangue e Fragmentos da Tradição terminou. Este disco conta com 16 novas canções em pouco mais de uma hora de música, sendo o trabalho mais ambicioso dos The Joy of Nature desde a trilogia The Empty Circle. Foram usadas várias fontes para as letras das canções: poesia tradicional dos Açores, poesia contemporânea açoriana, poesia tradicional dos povos Celtas (escocesa e irlandesa), poesia chinesa antiga e algumas coisas que Luís Couto, o autor do projecto, escreveu entre 1997 e 2014. Apesar da variedade, tudo se conjugou sob os temas da natureza cíclica do tempo, da natureza cíclica de uma vida individual e o eixo da roda para lá do tempo. As faixas Para Lá do Rio do Esquecimento e Pastores do Oceano Imenso podem ser ouvidas no Soundcloud.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Review: Nocturnes Of Hellfire & Damnation (Virgin Steele)

Nocturnes Of Hellfire & Damnation (Virgin Steele)
(2015, Steamhammer/SPV)
(5.3/6)

Sem qualquer aviso Lucifer’s Hammer entra por nós a dentro e ao mesmo tempo esmaga-nos e seduz-nos. A coisa promete neste novo disco dos Virgin Steele intitulado Nocturnes Of Hellfire & Damnation. O coletivo de David DeFeis é já um veterano nestas coisas e sabe o que faz. E os ouvintes/fãs já sabem o que esperar. É constitucional: quem gosta sabe com o que contar; quem não gosta… também! Continuamos a achar que todos aqueles tiques vocais não fazem sentido, mas se o Sr. Defeis se sente bem assim, que se há-de fazer? De certeza que agora já não muda. Vai valendo o instrumental, normalmente de grande nível, para se ir aturando um pouco todos aqueles berrinhos, guinchinhos e outras coisas que tal. Mas, mesmo neste campo parece-nos que os americanos já se mostram mais inspirados que na presente obra. Um início fulgurante, muitas passagens teatrais, muitas variações rítmicas e estruturais. Sim, Nocturnes Of Hellfire & Damnation tem tudo isso. Mas os atuais Virgin Steele são muito mais densos, sinistros, obscuros e pesados, deixando um pouco de lado o seu lado bárbaro e simultaneamente romântico e reduzindo em muito as tão interessantes passagens de piano. David Defeis queria que este disco fosse assim e, efetivamente assim se concretizou. Mas custa um pouco esta adaptação e talvez por isso nos pareça que as últimas faixas, a partir de Delirium, sejam as mais bem conseguidas, com mais musicalidade, com o piano a surgir a espaços, com a guitarra mais trabalhada e menos barulhenta. Se bem que We Disappear também seja um dos melhores momentos pela sua fantástica melodia e Demolition Queen pela surpresa que é a entrada em campos de blues. E depois, claro as poderosas duas faixas iniciais suficientes para agarrar logo ali o ouvinte, embora a sequência possa perfeitamente ir largando alguns. Nocturnes Of Hellfire & Damnation é assim um disco que não é o mais fraco dos Virgin Steele mas que também está longe de ser o melhor. Aplaude-se o risco de variar, saúda-se a forma globalmente positiva como foi conseguido. 

Tracklist:
1. Lucifer’s Hammer
2. Queen Of The Dead
3. To Darkness Eternal
4. Black Sun – Black Mass
5. Persephone
6. Devilhead
7. Demolition Queen
8. The Plague And The Fire
9. We Disappear
10. A Damned Apparition
11. Glamour
12. Delirium
13. Hymns To Damnation
14. Fallen Angels

Line-Up:
David DeFeis – vocais
Edward Pursino – guitarras
Josh Block – baixo, guitarras
Frank Gilchriest – bateria

Internet:
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Edição: Steamhammer/SPV