segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Review: Carry The Fire (Millennial Reign)

Carry The Fire (Millennial Reign)
(2015, Ulterium Records)
(5.5/6)

O baixista dos Aska, Dave Harvey, apresentou o primeiro álbum homónimo do seu projeto Millennial Reign em 2012. Todavia, Carry The Fire, segundo trabalho, primeiro para a Ulterium Records, acaba por ser o nosso primeiro contacto com o coletivo. E ficamos agradavelmente surpreendidos pela forma como este conjunto de 10 canções se mostra incrivelmente melódico mostrando, ao mesmo tempo, fantásticas estruturas e arranjos, executados por um conjunto de músicos de grande craveira técnica. Principal destaque neste Carry The Fire, o desempenho vocal de James Guest, num registo aparentemente frágil mas superiormente técnico e emocional. Diríamos que já não se ouvia uma voz assim desde os míticos vocalistas dos Crimson Glory (Midnight) ou Queensrÿche (Geoff Tate). Mas Carry The Fire mostra outros argumentos, salientando-se a inteligente, criativa e bela utilização de coros em vários temas. Aqui e ali surgem toques orientais num disco que varia do metal melódico ao metal mais orientado para o power, que apresenta momentos de relativa suavidade e doçura embora saiba introduzir cavalgadas épicas e que termina de forma surpreendentemente áspera e rude com os dois temas finais claramente mais diretos. Aqui se recupera a magia dos grandes vocalistas enquanto se mantém a força, a beleza, a melodia e a crueza do metal mais tradicional. É por isso que Carry The Fire se torna um disco especial para ouvir. Daqueles que até já nem se fazem muitos… por isso vale bem a pena!

Tracklist:
01. Forever Changed
02. Way Up High
03. Millennial Reign
04. Men Stand Alone
05. Save Me
06. This Day
07. Will You
08. Innocent Cry
09. Not On My Own
10. I'll Try

Line-Up:
James Guest – vocais
Dave Harvey – guitarras
Jason Donnelly – guitarras
Daniel Almagro – baixo
Wayne Stokely – bateria

Internet:
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Edição: Ulterium Records    

domingo, 29 de novembro de 2015

INFO: Michael Stanley oferece compacto com os seus melhores temas

Michael Stanley é um cantor/compositor/músico/radialista Americano que quer a solo quer com a sua Michael Stanley Band pratica um estilo de rock (mais orientado para o country em nome individual, mas direto e cru em banda) que lhe granjeou alguma popularidade no midwest americano nas décadas de 70 e 80, tendo feito tours com nomes como Bruce Springsteen, Eagles, Foreigner entre outros. Numa altura em que o músico regressa aos discos de originais com And Then… (brevemente analisado aqui), a editora lança uma compilação intitulada The Compact Michael Stanley (5.0/6). Uma compilação com 15 temas retirados de cada um dos álbuns a solo do músico e com a curiosidade de nenhum deles estar presente na sua antologia The Solo Years 1995-2014. A primeira faixa, Rosewood Bitters é retirada do seu primeiro álbum homónimo (1973, Tumbleweed) e aquele que lançou a sua carreira. As duas seguintes são retiradas do segundo álbum Friends & Legends (1973, MCA), sendo que Let’s Get The Show On The Road ainda hoje é presença obrigatória nos setlists ao vivo de Stanley. A partir daí nota-se um grande hiato de tempo que corresponde à Michael Stanley Band. American Road, do álbum com o mesmo nome (1005, Line Level) define o género do rock oriundo do mid-west americano. Nestas 15 canções há duas coversDead Flowers, original dos Rolling Stones e que aparece em The Farrago Sessions (2006, Line Level) e Downstream, escrita por B. Walkenhorst do álbum Eighteen Down (2000, Razor & Tie). O disco fecha com a atual Breaking News do álbum The Job (2014, Line Level). Esta compilação não se encontra à venda, sendo distribuída gratuitamente a quem adquirir um dos álbuns de Michael Stanley. Sem dúvida um presente agradável que a editora e o músico disponibilizam para os seus fãs.

Tracklist:
1.      Rosewood Bitters
2.      Among My Friends Again
3.      Let’s Get The Show On The Road
4.      Moving Right Along
5.      After Hollywood
6.      American Road
7.      Tupleo Rain
8.      Downstreet
9.      Dead Flowers
10.  Come On Down
11.  Cadillac Man
12.  From Somewhere Else
13.  When The Smoke It Finally Clears
14.  In For A Dollar
15.  Breaking News

sábado, 28 de novembro de 2015

Notícias da semana

Foi recentemente publicado pelos Caelum’s Edge, o mais recente single de Mariza, Melhor de Mim, tendo atingido mais de 1000 visualizações no Youtube. Cantado em Português, os Caelum’s Edge fizeram assim uma estreia ao adaptarem uma música Portuguesa ao seu próprio estilo, o Rock Espacial. Num registo completamente distinto da música original, reforçaram a energia transmitida pela música ao englobarem guitarras elétricas, coros, teclados e efeitos eletrónicos. O próximo capítulo desta banda criada em 2012, que já passou pelo NOS Alive em 2013 e 2014, será lançar o 1º álbum pela Sony Music Portugal no próximo ano.



Duas semanas após o lançamento do novo álbum da Trans-Siberian Orchestra, Letters From The Labyrinth, lidera os top’s de álbuns Rock e hard rock da Billboard, e está na posição número 7 no US Top 200. Um dos temas mais impressionantes deste álbum – Forget About The Blame com interpretação de Lzzy Hale dos Halestorm – está disponível para audição no Vimeo.



Darrel Bath (The Vibrators, Crybabys, Ian Hunter, Nikki Sudden, Dogs D’Amour, ex-UK Subs) compositor e guitarrista de punk blues rock lança o seu novo álbum a solo Roll Up a 11 de dezembro via Livewire/Cargo Records. Um excerto do tema It’s In The Music pode ser visualizado.






Com o aproximar do Natal é normal o lançamento de diversas compilações. Pois bem, apontem esta: uma caixa com 19 (!!) álbuns a solo de Patrick Moraz! Nesta coleção incluem-se os seguintes títulos: Change Of Space, Coexistence, Esp - Etudes, Sonatas, Preludes*, Future Memories I And II, Future Memories II*, Future Memories Live On TV, Human Interface, “i“ (a.k.a. “The Story Of i”), Live At Abbey Road*, Mainhorse , Music For Piano And Drums - Live In Maryland, Out In The Sun , Patrick Moraz III , Patrick Moraz In Princeton*, Pianissimoraz, Resonance*, Time Code* e Windows of Time. Note-se que os álbuns assinalados só estão disponíveis nesta coleção. Por sua vez o álbum Music For Piano And Drums - Live In Maryland inclui dois CD’s áudio. Patrick Moraz nasceu na Suíça e ficou conhecido pelo seu talento como teclista dos Yes (entre 1974 e 1976) e dos The Moody Blues (de 1978 a 1991).



O novo álbum dos Millennial Reign, banda do baixista dos Aska Dave Harvey, chama-se Carry The Fire e foi lançado pela Ulterium Records a 30 de outubro. Depois dos vídeos para os temas Man Stand Alone e Carry The Fire, surge agora mais vídeo para Way Up High.




Os rockers franceses Young Cardinals, acabam de lançar o seu primeiro single The Weight Of Inertness, retirado do próximo álbum Sunset Chaser a ser lançado a 8 de fevereiro de 2016 via Send the Wood Music/Season Of Mist.






Morreremos de Pé, o primeiro álbum dos Cruz de Ferro, tem data de lançamento marcada para dia 19 de dezembro, numa edição a cargo da NonNobis Prod. A data vai ser celebrada, ainda sob o signo do Outono de Ferro, com um concerto de apresentação em Meia Via - Torres Novas. A primeira parte está cargo dos Stonerust e dos Blood Fueled Chainsaw.




Double Take é o nome do álbum de estreia do virtuoso da guitarra Micha Schellhaas com data de lançamento agendada para 1 de dezembro. Neste álbum o guitarrista conta com a colaboração dos lendários Carl Verheyen (Supertramp) na guitarra e Chad Wakerman (Frank Zappa e Allan Holdsworth) na bateria.




Os Fade IN lançaram o seu primeiro EP editado pela Music In My Soul. Insane é o título do trabalho, e é também o nome do primeiro single lançado pela banda. Este coletivo do Porto, unido pela paixão da música, juntou-se para apresentar uma sonoridade rock caraterística e influenciada por vários estilos desde a música tradicional portuguesa até ao pop-rock. A banda é composta por Adriano Borges (voz e guitarra), João Baptista (bateria), Rui Reis (baixo) e Gil Garrido (guitarra solo).


Os Striker lançam novo álbum a 5 de fevereiro de 2016. Chama-se Stand In The Fire e tem edição pela Record Breaking Records. Enquanto esperam, os fãs têm desde já acesso a um dos temas, Too Late, para download gratuito. 






Sam Coulson é atualmente guitarrista da lendária banda Asia e acaba de lançar o seu primeiro álbum a solo intitulado Electric Classic. Como o próprio nome deixa antever, trata-se de um disco onde o guitarrista executa na sua guitarra algumas das mais famosas peças clássicas, nomeadamente Ave Maria, Recuerdos de Alhambra ou Moonlight Sonata. Um vídeo promocional já está disponível.




Os Dog’s Bollocks são uma twone man band de rock e blues que acaba de lançar o seu primeiro álbum Single Malt Blues. Desse álbum já foi realizado o vídeo para o tema The Birds And The Bees.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Review: Parece Mas Não É (Rés-do-Chão)

Parece Mas Não É (Rés-do-Chão)
(2014, Independente)
(5.4/6)

Têm um nome curioso estes Rés-do-Chão, mas o jovem trio lisboeta tem vindo a provar nesta sua curta existência que tem valor e ideias para desenvolver. Nasceu em 2011 e em 2013 lançou o EP Quando eu Chegar, posteriormente (já em 2014) o single Redes Sociais e este álbum Parece Mas Não É. Parece Mas Não É parece pop, mas não é. Parece punk, mas não é. É uma mistura dos dois mundos. O instrumental alinha pelo segundo, com a batida rápida, enérgica e a guitarra distorcida. A temática lírica situa-se no primeiro segmento, com letras juvenis que falam de miúdas (diversas e em diversas situações), bailes, ressacas e outras situações corriqueiras e cotidianas. Nesta parte nada a referir. A temática tem um destinatário claro: os jovens adolescentes das escolas secundárias com pseudoproblemas e que começam a perceber que há muito mais música para além dos hip-hops costumeiros. Instrumentalmente, há muito mais para dizer. Não sendo, por norma, o punk, um género muito dado a grandes variações, em Parece Mas Não É o trio apresenta um conjunto de temas bem interessantes onde se notam algumas boas ideias para além da simples e constante energia e distorção. Por exemplo, Baile, um dos melhores temas, tem um swing fantástico introduzido por um exemplar desempenho do baixo; Raquel entra por campos do reggae, como os Mestres Peste & Sida já o tinham feito; Nada tem um ritmo diabólico com o baixo e a guitarra com uma sensacional prestação num tema que, no global, mantem a referência a Peste & Sida; Sem Namorada tem uma subtil guitarra limpa cheia de funk; Roupa Interior atira para um country punk e Ressaca, em registo acústico, lembra Jorge Palma. Presença contínua são as melodias orelhudas em temas relativamente curtos, em que apenas os dois finais ultrapassam os 4 minutos. Melodias e temas que, seguramente, resultarão muito bem ao vivo.

Tracklist:
1.      Cátia Não Cases
2.      Nós Devíamos Juntar-nos
3.      Baile
4.      Raquel
5.      Miúda do Autocarro
6.      Adolescentes
7.      Alguém
8.      Nada
9.      Sem Namorada
10.  Anti-Social
11.  Roupa Interior
12.  Nada a Perder
13.  Ressaca

Line-Up:
Luis Eustáquio - bateria e voz
Diogo Bermejo - baixo e voz
Ivan Marcos - guitarra e voz

Internet:
Bandcamp   
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Playlist Via Nocturna 26 de novembro de 2015


Flash-Review: Exodus (Waken Eyes)


Álbum: Exodus
Artista: Waken Eyes 
Editora:  Ulterium Records    
Ano: 2015
Origem:  EUA
Género: Metal/Prog Metal/Melodic Metal
Classificação: 5.5/6
Breve descrição: Álbum de estreia deste supergrupo do metal progressivo, liderado por Tom Frelek que compôs as canções e, posteriormente conseguiu reunir à sua volta uma all star band. Muita melodia, muita musicalidade, frequente utilização de elementos acústicos e eletroacústicos. O contraponto é feito com variações para secções mais pesadas e cheias de groove. Como balanço, a parte melódica é bastante apelativa e mostra uma grande personalidade. Quando o peso é introduzido, a banda torna-se mais banal e perde alguma da sua identidade.
Highlights: Cornerstone Away, Aberration, Back To Life, Exodus, Still Life
Para fãs de: Symphony X, Darkwater, Fates Warning, Dream Theater, Circus Maximus

Tracklist:
01. Cognition
02. Aberration
03. Deafening Thoughts
04. Back To Life
05. Palisades
06. Cornerstone Away
07. Still Life
08. Arise
09. Across The Horizon
10. Exodus

Line-up:
Henrik Båth [Darkwater] – vocais
Mike Lepond [Symphony X] – baixo
Tom Frelek – guitarras, teclados, orquestrações
Marco Minnemann [The Aristocrats, Steven Wilson, Joe Satriani] – bateria

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Entrevista: Signum Regis


Oriundos da Eslováquia, os Signum Regis são, claramente nos dias de hoje, um dos nomes de maior qualidade dentro do power metal/melodic metal/epic metal. A atravessar uma excelente fase criativa, 2015 vê o lançamento de dois registos – um EP e um longa duração. Foi precisamente por aí que começamos mais uma conversa com o líder, mentor e baixista Ronnie König.

Olá Ronnie! Mais uma vez, obrigado pela tua disponibilidade. Como vais?
Estou muito bem, obrigado.

2015 parece estar a ser uma fase muito criativa para os Signum Regis. Dois lançamentos - um EP e um longa duração. Porquê a opção de lançar dois CDs separados?
Tínhamos bastante material, mais do que se pode colocar num CD. E também queríamos apresentar nosso o novo cantor Mayo Petranin o mais rapidamente possível e um EP foi, também, algo que nunca tínhamos feito, por isso avançamos. Hoje, 2 meses após o seu lançamento não nos arrependemos de todo da nossa decisão. O EP funcionou muito bem, as pessoas adoraram e acho que tivemos as melhores reviews até agora.

O que mudou nos Signum Regis desde Exodus?
Muitas coisas! O terceiro álbum Exodus foi feito com 10 ou 11 cantores diferentes e Mayo foi um deles. Ele é um cantor bem conhecido na cena do metal da Eslováquia, por isso Filip (guitarrista) sugeriu convidá-lo também. Este foi o detonador para tudo o que se seguiu. Já nos conhecíamos antes, mas após aquela pequena cooperação, tornamo-nos amigos, começamos a ensaiar juntos, começamos a tocar ao vivo juntos. Mais tarde, decidimos começar de novo como uma banda com formação fixa, com Mayo atrás do microfone. Estamos muito felizes com esta decisão e com a direção em que estamos a ir.

Portanto, está mas que visto - Mayo Petranin é, definitivamente, o homem certo para os Signum Regis?
Sim, absolutamente. Queremos manter este line-up o maior tempo possível.

Um facto curioso nos Signum Regis é o facto de nunca se repetirem de um álbum para outro. Desta vez, The Reckoning está mais perto de que álbum, na tua opinião?
Fico feliz por dizeres isso. Acho que é uma coisa positiva para se ouvir. Quem quer ouvir o mesmo álbum uma e outra vez? Acho que há um pouco da vibe que tínhamos no nosso álbum de estreia (2008), algo que havia em Exodus e algo que nunca tivemos antes.

E acreditas que este é o vosso melhor álbum até agora?
Acredito que a composição é a melhor até agora e a interpretação também é excelente, por isso, sim. Fizemos o nosso melhor. E acredito que algumas canções irão permanecer connosco durante muito tempo.

The Reckoning é um álbum conceptual?
Per se, não é um álbum conceptual, já que cada canção tem um significado próprio. Por outro lado, tínhamos que encontrar um título para o álbum e um tema para o artwork. Pensamos que a canção Prophet Of Doom poderia funcionar. Há um verso que diz: if you do not like the message, do not blame the messenger. Isso é basicamente o que se pode ver na capa. Há essa figura que mostra às pessoas que há uma grande nuvem do mal que está a chegar. Está a tentar avisá-los. E o que fazem as pessoas? Culpam o mensageiro e querem lincha-lo. É esta a maneira como acontece sempre. Nos tempos antigos e também na política de hoje.

Com este contínuo crescimento dos Signum Regis, até onde podem chegar no futuro?
Estamos extremamente felizes pelo facto de estarmos a crescer, mas, ao mesmo tempo, mantemos os nossos pés bem assentes no chão. Vamos ser realistas. Nunca mais vai haver uns novos Metallica. Aqui o nosso objetivo é: vender tantos discos que não percamos dinheiro e podermos dar-nos ao luxo de fazer um ou dois vídeos agradáveis. E ter uma base de fãs, que por ser tão grande, não possaa ser ignorada por quem faz agendamentos nos grandes festivais. Isso seria porreiro.

Em Exodus montes de convidados, em The Reckoning apenas dois. Queres apresentá-los e falar sobre o seu trabalho?
Claro. Desta vez, tivemos Maestro Mistheria, que é um fenomenal pianista e teclista italiano. Eu chamo-o de Jordan Rudess Europeu! Já trabalhou com inúmeros artistas, incluindo Bruce Dickinson e agora, está no Vivaldi Metal Project. Ele toca piano em Bells Are Tolling. O segundo convidado é o nosso amigo, o guitarrista Roger Staffelbach, que é mais conhecido pelo seu trabalho na Shrapnel Records com a banda Artension.

Já fizeram algum vídeo para este álbum?
Temos um lyric-video que contém um pouco de um vídeo real, mas também planeamos fazer um vídeo de música, embora não te possa dizer com qual música ainda. Ainda estamos em fase de planeamento.

Mais uma vez Ronnie, muito obrigado. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado por despenderem o vosso tempo a ler esta entrevista. Por favor, considerem a hipótese de nos seguir no Facebook, Twitter e confiram o canal oficial de YouTube da Ulterium Records. Lá podem encontrar uma grande quantidade de boa música, incluindo a nossa, é claro.