quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Review: Totally Driven (Uriah Heep)

Totally Driven (Uriah Heep)
(2015, Huriah Heep Records/Cherry Red Records)
(5.7/6)

Uriah Heep - considerados um dos 4 grandes e históricos coletivos do hard rock/heavy metal do final dos anos 60/inícios dos anos 70, juntamente com Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabbath. Destacavam-se dos demais pelas harmonias vocais (todos os elementos cantavam), pelo uso do Hammond B3 e pela guitarra com pedal wah-wah, embora, ao contrário dos restantes, nunca tivesse atingido grande popularidade nos EUA. Entre discos de originais, live albums e coletâneas, são já incontáveis os lançamentos dos Heep. Depois de um novo álbum de originais lançado o ano passado, Outsider, a banda relança, naquele que é primeiro registo com o selo da sua própria editora, a Uriah Heep Records, a compilação Totally Driven. São, no total, 27 temas clássicos, memoráveis e intemporais escritos por uma das melhores bandas de hard rock de sempre e completamente regravados em 2001 com o mais mítico de todos os line-ups da banda. Este material foi registado aquando da preparação dos concertos Acoustically Driven e Electrically Driven e já havia sido lançado sob a denominação algo confusa de Remasters. Verdadeiramente inovador neste conjunto de temas clássicos é a inclusão de um ensemble de cordas e o recurso a flautas, coros e guitarras acústicas que ajudam a transformar uma bela coleção de temas em algo cheio de magia. O resto já é de todos conhecido: baixo com grande personalidade e groove, belíssimas harmonias vocais, bateria com fantásticas dinâmicas, utilização inteligente e criteriosa do Hammond. Totally Driven é uma belíssima coleção que ilustra na perfeição toda a qualidade de uma das bandas com maior longevidade no hard rock e uma forma perfeita para os fãs mais jovens se entrosarem com o som dos britânicos.

Tracklist:
CD 1:
1.      Gypsy
2.      Traveller In Time
3.      Bird Of Prey
4.      Sunrise
5.      Rain
6.      Come Away Melinda
7.      Return To Fantasy
8.      Look At Yourself
9.      Come Back To Me
10.  The Easy Road
11.  Sweet Freedom
12.  Why Did You Go?
13.  July Morning
14.  Easy Livin’

CD 2:
1.      Between Two Worlds
2.      Only The Young
3.      Different World
4.      Love In Silence
5.      Blind Eye
6.      Wonderworld
7.      Stealin’
8.      Time Of Revelation
9.      Cross That Line
10.  More Fool You
11.  Universal Wheels
12.  The Golden Palace
13.  Lady In Black

Line-Up:
Mick Box – guitarras
Lee Kerslake – bateria
Trevor Bolder – baixo
Phil Lanzon – teclados
Bernie Shaw – vocais

Convidados:
Liz Cheyen Liew – primeiro violino
Sarah Chi Liew – segundo violino
Saskia Tomkins – viola
Pauline Kirke – violoncelo
Stefan Hannigan – flauta
Melvin Duffy – pedal steel e slide guitar
Kim Chandler – flauta
Pip Williams – guitarra acústica adicional em Lady In Black
Emma Robbins, Kim Chandler, Billie Godfrey - coros

Internet:
Website    
Facebook    
Twitter   

Edição: Huriah Heep Records/Cherry Red Records    

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Flash-Review: Blackbird (The Kenneth Brian Band)


Álbum: Blackbird
Artista: The Kenneth Brian Band   
Editora:  Southern Shift Records    
Ano: 2015
Origem:  EUA
Género: Southern Rock/Country Rock/Blues Rock
Classificação: 5.0/6
Breve descrição: Welcome To Alabama foi a fabulosa estreia, há dois anos, de Kenneth Brian e sua banda. Enquanto o segundo álbum não surge, os fãs podem ir-se entretendo com este EP de sete temas marcados por um country/blues/southern rock de guitarras marcadamente ásperas e produção claramente suja e crua. Destaque para a colaboração de Ikey Owens (The Mars Volta, Jack White) no hammond, músico que faleceu recentemente.
Highlights: Goin Down Hard, Vultures, Go West
Para fãs de: The Outlaws, Black Oak Arkansas, Lynyrd Skynyrd, Kentucky Headhunters

Tracklist:
1.      Blackbird
2.      Shakedown
3.      Goin Down Hard
4.      Vultures
5.      Go West
6.      Ponderosa Breakdown
7.      The Pale Horse

Line-up:
Kenneth Brian – vocais e guitarra solo
Travis Stephens – harmónicos vocais e guitarra elétrica
Frank Rische – baixo
Aaron Fisher – bateria
Ikey Owens – Hammond B3, teclados
Lillie Mae Rische – violin, harmónicos vocais
Grace Rische – harmónicos vocais

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Review: Would You Like Something Fresh? (Mad Hornet)

Would You Like Something Fresh? (Mad Hornet)
(2015, Independente)
(5.3/6)

Dezanove segundos. É quanto demora a introdução deste disco, num curtíssimo discurso em italiano. Uma brincadeira. Depois, olhando para a capa ficamos com a ideia de outra brincadeira. Brincadeiras simples que acabam por não se confirmar na música presente em Would You Like Somethin Fresh?, o segundo álbum dos Mad Hornet que é um trabalho muito sério e que, afinal de contas, nada tem a ver com a capa nem com a intro.  Hard rock assente num baixo poderoso cheio de personalidade e que injeta um descomunal groove em canções cheias de glam que parecem ter saído diretamente de Los Angeles – Anos 80 – principalmente Van Halen (ora ouçam Pink Pants School). Rock poderoso, melódico e com algumas atmosferas um pouco melancólicas é como pode ser descrito este Do You Like Something Fresh?. A pergunta é óbvia mas a resposta poderá não o ser. Se considerarmos fresco, no sentido de inovador, a banda de Maruggio não se enquadra. Mas se considerarmos fresco, a frontalidade, veracidade e honestidade com que o coletivo transalpino ataca o seu hard rock, então sim. Só por isso, e também por um conjunto de grandes canções aqui presentes, vale a pena descobrirem estes Mad Hornet.

Tracklist:
1.      Would You Like Something Fresh?
2.      Your Body Talks
3.      Dyin’ Love
4.      Blue Blood
5.      Free Rock Machine
6.      Game Of Death
7.      Raise ‘n’ Do It
8.      Walking With You (In The Afternoon)
9.      Pink Pants School
10.  What Is Love
11.  Roses Under The Rain

Line-Up:
Ken Lance – guitarras
Alex “El Piamba” Saracino– baixo
Beats Frank – bateria
Mic Martini – vocais

Internet:
Facebook   

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Flash-Review: Flash The Leather (The Bones)


Álbum: Flash The Leather
Artista: The Bones    
Editora:  People Like You Records   
Ano: 2015
Origem:  Alemanha
Género: Punk Rock ‘n’ Roll
Classificação: 5.6/6
Breve descrição: Há três anos em silêncio no que diz respeito a álbuns de originais, aí estão os The Bones com o seu sétimo disco. São mais dezasseis pequenas descargas de rebelião, adrenalina e anarquia, diretas e sem rodeios. Bateria esmagadora, guitarras incendiárias, baixo diabólico tudo bem embrulhado em melodias sing-along.
Highlights: El Intro, The Compadres, Non Grata Stigmata, A. L. F., New Hooligans (090909), Busting My Balls, Salute The Remote
Para fãs de: V8 Wankers, Psychopunch, Motörhead, Backyard Babies, Peter Pan Speedrock

Tracklist:
1. El Intro
2. The Compadres
3. Chainsaw
4. Die Wilden Jahre
5. This Dance
6. Non Grata Stigmata
7. Bigger Than Jesus
8. Ms. Mortuary
9. A.L.F.
10. New Hooligans (090909)
11. C’mon, C’mon
12. Busting My Balls
13. In Rust We Trust
14. Salute The Remote
15. Violent Hostility
16. Dollar Signs & Kryptonite
17. Monkeys With Guns 

Line-up:
Beef Bonanza – vocais e guitarra
Spooky - bateria 
Boner – vocais e guitarras
Andi Nero - baixo 

domingo, 27 de dezembro de 2015

Flash-Review: The Oblivion Particle (Spock's Beard)


Álbum: The Oblivion Particle
Artista: Spock’s Beard    
Editora:  InsideOut Music
Ano: 2015
Origem:  EUA
Género: Rock Progressivo
Classificação: 5.7/6
Breve descrição: Dois anos após o sensacional Brief Nocturnes And Dreamless Sleep, os Spock’s Beard estão de regresso com um novo álbum. Para evitar repetições o coletivo embarca numa viagem progressiva que o leva a explorar novos territórios como o clássico, o jazz-fusão e o R & B. Alan Morse adicionou alguns novos instrumentos ao seu habitual arsenal (autoharpa, bandolim, cítara), David Ragsdale (Kansas) empresta a magia do seu violino e Ryu Okumoto expande a sua prestação com uma imensidade de solos sacados aos seus teclados. Ou seja, mais um grande trabalho dos norte-americanos.
Highlights: Tides Of Time, Minion, The Center Line, Disappear
Para fãs de: Transatlantic, The Flower Kings, Neal Morse, Enchant

Tracklist:
01. Tides Of Time   
02. Minion          
03. Hell’s Not Enough       
04. Bennett Built A Time Machine
05. Get Out While You Can
06. A Better Way To Fly
07. The Center Line  
08. To Be Free Again   
09. Disappear     

Line-up:
Alan Morse – guitarras, vocais
Dave Meros – baixo, teclados, vocais
Ryo Okumoto – teclados, vocais
Jimmy Keegan – bateria, vocais
Ted Leonard – vocais, guitarras

INFO: Billy Sherwood lança dois álbuns em simultâneo

Billy Sherwood, conhecido pelo seu trabalho com os Yes (onde atualmente é o baixista tendo tocado com o mítico coletivo ao longo de todo o ano de 2015) e Circa lança, em simultâneo, dois álbuns: um novo trabalho de estúdio intitulado Divided By One (4.1/6) e uma compilação retrospetiva simplesmente intitulada Collection (3.5/6). Estes dois lançamentos já estavam disponíveis em formato digital em todas as plataformas ou directamente a partir do site do músico com oferta de um postal autografado. Divided By One é já o sétimo trabalho discográfico de Sherwood e Collection é a introdução ideal à carreira do multi-instrumentista apresentando, ainda, duas faixas exclusivas – Dark To Light, nunca antes lançada e uma versão do tema I Hunt My Head de Sting. Em ambos os discos esta é a sua primeira edição física e está a cargo da editora britânica Cherry Red Records.

Divided By One tracklist:
1. On Impact
2. The Scene Comes Alive
3. No Stone Unturned
4. Between Us
5. Divided By One
6. Sequence Of Events
7. Sphere Of Influence
8. Here For You
9. Constellation Codex
10. End Of An Era

Collection tracklist:
1. Drone Decipher
2. Seeing Through The Walls
3. Call
4. On Impact
5. Dying Breed
6. The Recurring Dream
7. What Was The Question?
8. I Hung My Head
9. Dark To Light