domingo, 28 de maio de 2017

Flash-Review: Halfway There (Mark Slaughter)

Álbum: Halfway There
Artista: Mark Slaughter   
Edição: EMP Label Group    
Ano: 2017
Origem: EUA
Género: Hard Rock
Classificação: 5.1/6
Análise:
Nome incontornável da cena hard rock, Mark Slaughter regressa com o seu segundo trabalho em nome individual. E mostra que não só as suas aptidões vocais continuam intactas, como também cresceu como compositor e multi-instrumentista. Os anos 80 e o glam hard rock dessa altura continuam muito presentes mas aqui com um maior destaque numa produção contemporânea e poderosa. Em relação a Reflections In A Rear View Mirror melhora a eficiência dos temas (que já não se estendem indefinidamente) embora, no cômputo geral, Halfway There se mostre menos equilibrado.
Highlights: Halfway There, Forevermore, Disposable, Not here, Supernatural
Para fãs de: Slaughter, Warrant, Vain, Vinnie Vincent, Skid Row, Mr. Big

Tracklist:
1. Hey You
2. Devoted
3. Supernatural
4. Halfway There
5. Forevermore
6. Conspiracy
7. Reckless
8. Disposable
9. Turn It
10. Not Here

Line-up:
Mark Slaughter – vocais, guitarras, baixo, teclados
Josh Eagan – bateria
Jaymi “Pink Bassman” Millard – baixo (em 2,3,6,7,8,10)
Bill Jordan – piano (em 1)

Flash-Review: Them Dirty Roses + Trouble (Them Dirty Roses)

Álbum: Them Dirty Roses + Trouble
Artista: Them Dirty Roses   
Edição: Independente
Ano: 2017
Origem: EUA
Género: Rock, Roots, Southern Rock, Funk Rock, R & B
Classificação: 5.0/6
Análise:
Absolutamente sulistas, os irmãos Ford (James e Frank) seguem as pisadas de ícones como Lynyrd Skynyrd ou The Allman Brothers Band. Este trabalho junta os dois EP’s lançados anteriormente (o homónimo em 2014 e Trouble em 2016) sendo, ainda, adicionados dois temas ao vivo. Catorze temas (ou treze mais um repetido) assentes numa forte dose acústica, revivalistas e orgânicos, mas muitas vezes sem garra nem argumentos suficientes para se impor face a tantos lançamentos dentro deste género. Curiosamente, ao vivo a banda parece soltar-se mais, pelo menos a atender pela amostra dos dois temas registados nesse formato aqui presentes.
Highlights: Trouble, Songs About You, Shake It, A Bad Hand, Grew Up In The Country, Cocain And Whiskey
Para fãs de: The Eagles, Lynyrd Skynyrd, Marshall Tucker Band, Black Crowes, Grand Funk Railroad, Otis Redding, The Allman Brothers Band

Tracklist:
1.      Cocaine And Whiskey
2.      What Your Daddy Doesn’t Know
3.      Whiskey In My Cup
4.      Shake It
5.      Beers Cans And Tire Swings
6.      Songs About You
7.      Molly
8.      Back Home
9.      Trouble
10.  Grew Up In The Country
11.  Fix You
12.  Head On
13.  A Bad Hand
14.  Shake It

Line-up:
James Ford – guitarras e vocais
Andrew Davis – guitarras
Ben Crain – baixo
Frank Ford - bateria

sábado, 27 de maio de 2017

Notícias da Semana

Saiu ontem Paragon, o primeiro single do novo álbum dos Ten, Gothica. O 13º álbum dos hard rockers britânicos sai a 7 de julho pela Frontiers Records e este primeiro single é a poderosa e emocional balada Paragon. Gothica foi produzido por Gary Hughes e misturado e masterizado por Dennis Ward.


A banda sonora de Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias já se encontra disponível nas lojas, em formato físico e digital, tendo sido editada com o selo da Walt Disney Records um dia depois do filme se estrear nas salas de cinema portuguesas. Tal como com antigos filmes da saga Piratas das Caraíbas, e fazendo referência às bandas sonoras anteriores, a música tem uma grande importância neste Homens Mortos Não Contam Histórias, cuja banda sonora, da autoria de de Geoff Zanelli, compositor vencedor de um Emmy, é rica em melodias repletas de entusiasmo e intriga que se aliam na perfeição à recente aventura dos piratas.


Já está nas lojas a reedição especial de celebração dos 50 anos do álbum histórico Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos The Beatles. Para esta reedição, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band foi novamente misturado por Giles Martin e Sam Okell em estéreo e áudio 5.1 surround. Fazem ainda parte da nova edição desta obra-prima da história da música maquetes das primeiras gravações de estúdio, incluindo 34 gravações até hoje nunca editadas. Esta é a primeira vez que Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band é remisturado e apresentado com gravações alternativas, sendo também o primeiro álbum dos The Beatles a ser alvo de novas misturas e aumentado, desde o lançamento em 2003 de Let It Be… Naked.



Os Zäitgeist, são uma nova banda nacional, oriunda de Lisboa e formada em 2016. O primeiro single será lançado em breve. As sessões de gravação do primeiro vídeo também já estão concluídas pelo que se espera para breve.



A Pitch Black Records anunciou a adição ao seu catálogo da banda de power metal sinfónico com vocais femininos Insatia. O segundo álbum da banda chama-se Phoenix Aflame e tem edição prevista para 23 de junho, sucedendo assim à estreia de 2013, Asylum Denied. O lyric video do tema título já foi disponibilizado.



Foi lançado ontem Olé Olé Olé! A Trip Across Latin America, dos The Rolling Stones, um documentário de Paul Dugdale. Lançado em DVD e Blu-ray, o filme estreou num número limitado de salas de cinema na Europa em setembro do ano passado e foi exibido no Channel 4 em dezembro do mesmo ano. Olé Olé Olé! A Trip Across Latin America serve de complemento perfeito a Havana Moon, lançado também no ano passado. Este DVD e Blu-ray serão acompanhados de sete temas bónus registados ao vivo na digressão do grupo pela América Latina. Além do filme completo, o material bónus que está incluído neste lançamento dá aos admiradores da banda uma coleção de performances incríveis desta digressão.


A Declassified Records anunciou o lançamento do novo álbum dos lendários BangTower, banda de prog fusão. O álbum chama-se With N With Out e conterá 13 novos temas. Será o primeiro álbum desde o internacionalmente aclamado Casting Chadows de 2010. A data de lançamento deste trabalho onde participam Percy Jones, Neil Citron, Walter Graces, Robby Pag, Frankie Banali, entre outros será em dezembro.


XXV Anos marca o regresso dos Alcoolémia num disco que celebra duas décadas e meia de rock e estrada do grupo de Não Sei Se Mereço, e que estará à venda no dia 09 de junho. O grupo lançou o convite a uma série de amigos que admiram, para celebrar e revisitar os seus maiores sucessos. Entre as vozes de músicos já consagrados, e novos valores, os Alcoolémia contam com a participação de António Manuel Ribeiro (UHF), Nelson e Sérgio Rosado (Anjos), Carlos Tavares (Grupo de Baile), Nuno Norte, Zeal (Dr. Estranho Amor), Maria João, Vasco Duarte (Ossos do Oficio), Alfredo Costa (Skills and Bunny Crew) e Tiago Estrela (Rock em Stock). Paulo Borges (GNR) está a cargo das teclas.


Os Reach estão de volta e com novidades. Desde logo a mais notória é a redução para trio e a outra é o anúncio do lançamento de um novo álbum. The Great Divine foi produzido por Jona Tee (H. E. A. T.) e Tobias Lindell (Europe, Avatar) e é composto por dez temas entre os quais, Into Tomorrow, Nightmare, Running On Empty e One Life.



Os Skeletoon revelaram o conceito do seu próximo álbum, que já se encontra completamente escrito. O terceiro trabalho dos italianos chama-se They Never Say Die, é uma obra baseada no filme The Goonies e deverá sair em 2019 com as gravações a acontecerem a partir do início de 2018 nos Domination Studio com Simone Mularoni.



Os Grand Delusion (Per Clevfors, guitarras; Mikael Olsson, baixo e teclados; Magnus Rehnman, bateria; Björn Wahlberg, vocais e guitarras) estão ativos desde 2011 e The Last Ray Of Dying Sun foi o seu primeiro álbum. Agora a banda sueca assinou com a Minotauro Records para o lançamento do álbum Supreme Machine.



A Rockshots Records anunciou o lançamento do álbum Hard & Loud dos Doll’s Diary. Este álbum de estreia dos ucranianos apresenta o que denominam de hard drama rock, resultante de uma combinação de classic hard rock com elementos atmosféricos orquestrais, arranjos dramáticos, melodias nostálgicas e motivos dos videojogos.


Laura Macedo e Marcelo Silva, músicos da banda portuguesa Xerife, deram voz e corpo a dois temas produzidos para a peça The Real Mother of Marilyn Monroe que teve estreia internacional no Luciole International Theatre, em Houston, nos EUA, no passado dia 26 de maio. A peça de Armando Nascimento Rosa estreou em Portugal em 2016 e contou com as interpretações de Núria Madruga, Sara Salgado e Maria Emília Correia. Os músicos Laura Macedo e Marcelo Silva foram desafiados para fazer os arranjos musicais de um tema original de Armando Nascimento Rosa, Goddess Within, que conta a história de um encontro com Norma Jean, antes de se tornar Marilyn Monroe. O segundo tema foi inteiramente produzido pelos músicos portugueses, inspirado em alguns temas que Marilyn interpretou. A letra foi adaptada do poema de Fernando Pessoa, Summer Moments.



Killer Of The Game é o nome do novo álbum dos Angeles, disponível em CD e em formato digital numa edição da Rock Avenue Records. Killer Of The Game aborda o caos da sociedade atual bem como épicas batalhas contra o mal.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Review: Late Bloomer (Black Paisley)

Late Bloomer (Black Paisley)
(2017, Independente)
(5.7/6)

Late Bloomer é o trabalho de estreia de um coletivo sueco, provavelmente desconhecido da maioria, os Black Paisley, mas que já cá andavam como StephMetal, uma banda de covers. Dos covers ao originais foi a evolução natural e daí até ao alocar recursos e meios para se chegar a um álbum foi o processo previsível. Mas se este processo é (ou foi) previsível, o mesmo já não se pode dizer da música que o quinteto apresenta em Late Bloomer. Forte e consistente dose de rock clássico com alguns toques de blues, country e sulista é a receita para este conjunto de nove temas bem interessantes. E é curioso verificar que nomes tão díspares nos surgem quando se ouve Late Bloomer. Vocalmente, o trabalho aproxima-se (nem sempre mas bastas vezes) de Eddie Veder dos Pearl Jam, mas musicalmente Brian Adams acaba por ser uma das referências mais óbvias, o que não deixa de ser, aparentemente, um contrassenso, face à distância estilística que separa estes dois nomes. E se é verdade que o inicio com Run Run Run promete muito hard rock, isso acaba por não se confirmar porque os Black Paisley rapidamente retiram o pé do acelerador, introduzem a guitarra acústica e acalmam. Mas é precisamente nesta altura que surgem os melhores momentos: Autumn (bela melodia), Kickin’ (rock mais vibrante), It Ain’t Over (bluesy, sulista com órgãos atmosféricos) e Coming Home (fantástica balada com inicio de piano à ABBA) são os melhores momentos que a banda consegue criar. E é aqui que se mostra e se prova que os Black Paisley têm ideias e capacidades para evoluírem ainda mais numa próxima etapa. Isto porque na primeira atingiram um resultado bastante satisfatório.  

Tracklist:
1.      Run Run Run
2.      Way To Something
3.      Easy
4.      Ordinary Day
5.      Autumn
6.      Kickin’
7.      This Is My Day
8.      It Ain’t Over
9.      Coming Home

Line-up:
Stefan Blomqvist – vocais e guitarras
Ulf Hedin – guitarra solo
Jan Emanuelsson – baixo
Robert Wirensjö – teclados, piano
Robert Karaszi - bateria

Internet:
Website        
Spotify      
Youtube      
Apple      
Soundcloud          
Facebook      
Instagram             
Twitter             

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Playlist Via Nocturna 25 de maio de 2017


Review: The Unity (The Unity)

The Unity (The Unity)
(2017, Steamhammer/SPV)
(5.9/6)

Com elementos dos Love.Might.Kill e outros que já tiveram passagens pelos Gamma Ray e Avantasia, os The Unity são o que vulgarmente se chama de superbanda. E o grande mérito desta superbanda é que fez um… superálbum. O que chama a atenção desde logo é a escolha do nome do projeto – The Unity - a lembrar que, se calhar, estes músicos estão mais unidos que uma junção de ocasião ou conveniência – como em algumas superbandas – poderá sugerir. E essa unidade é verificada quando se passa para a música. O que The Unity nos traz é algo de surpreendente porque pega no tradicional power metal e daí parte para outros patamares e outras andanças muito mais à frente. O disco é todo ele de uma elevada complexidade com diversas camadas instrumentais. Mas, independentemente do número de coisas que acontecem por unidade de tempo, o mais impressionante é a capacidade criativa ao nível do trabalho de guitarras e o arrojado trabalho ao nível vocal. Desde uns Firewind a uns Avenged Sevefold passando por uns Helloween ou Avantasia, o coletivo busca o melhor das suas influências para criar um disco moderno, que respira poder, diversidade e criatividade. Então o primeiro quarteto de temas é sensacional e logo ali fica demonstrada toda a capacidade de um conjunto de músicos que juntou forças porque realmente tinha algo de novo para construir e mostrar. No meio de temas muito elaborados surge Close To Crazy que acaba por ser o melhor exemplo de uma atitude descomprometida e um pouco fora do contexto. Depois Never Forget fecha o disco com chave de ouro num tema com forte componente melódica e muito catchy. Ainda antes, Always Just You é o que mais se aproxima de uma balada, embora bastante desconstruída para esse nível. Mas, quanto a nós, Redeemer é o expoente máximo do brilhantismo criativo dos The Unity. Uma enorme musicalidade num tema compassado (às vezes lembra Dio) e com um solo brutal de emotividade. Portanto, que não restem dúvidas: este é um disco feito por mestres, com enorme qualidade – uma qualidade que nasce da união e entrega e do talento.

Tracklist:
1. Rise And Fall
2. No More Lies
3. God Of Temptation
4. Firesign
5. Always Just You
6. Close To Crazy
7. The Wishing Well
8. Edens Fall
9. Redeemer
10. Super Distortion
11. Killer Instinct
12. Never Forget

Line-up:
Gianba Manenti - vocais
Michael Ehre - bateria
Henjo Richter - guitarras
Stef E - guitarras
Jogi Sweers - baixo
Sascha Onnen – teclados

Internet:
Facebook   
Instagram   
Website   
Twitter   
Youtube   

Edição: Steamhammer/SPV   

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Entrevista: Reflection

Profunda e sentida, a entrevista que o fundador dos Reflection, Stathis Pavlantis, nos concedeu, só é comparável ao sentimento intrínseco do seu regresso com Bleed Babylon Bleed. Passaram oito anos desde o anterior lançamento e a principal novidade é a estreia de um novo vocalista. Quase a completar um quarto de século de existência a mítica banda grega vive um dos seus momentos mais inspirados – sejam eles mais doom ou mais epic.

Olá Stathis e bem-vindos de volta. O que aconteceu para estarem quase uma década sem lançar nenhum álbum?
Para além de algumas coisas terem ocorrido, nós não somos uma banda profissional que tem que fazer álbuns... Nós não temos montes de faixas para escolher o que gravar.

Certamente muito aconteceu durante este tempo. O que mais se destacaria?
Antes de mais, o nosso anterior vocalista, Leo Stivala, não poderia continuar a deslocar-se continuamente entre Malta e a Grécia e ele/nós decidimos separamo-nos e foi muito difícil encontrar um substituto. Em segundo lugar, depois de termos encontrado um vocalista, fizemos muitos ensaios, gravamos o álbum e pouco antes da mistura, fui diagnosticado com linfoma de Hodgkin (cancro) e tudo desabou. As quimioterapias foram duras e não consegui lidar com a banda. A minha prioridade era a minha família. Os meus filhos e a minha esposa. Outro ano e meio foi adicionado ao projeto. Quando recuperei voltamos ao trabalho...

Mas também muitas coisas mudaram durante este longo período de tempo. Como viveste e sentiste todas essas mudanças no negócio da música, nas questões assuntos sociais, e por aí fora? Isso afetou a composição nos Reflection?
Não, acho que não. Somos um grupo de malta da velha guarda!!! A única mudança que notamos foi o facebook em vez de Myspace! A música e a alma são sempre as mesmas. Ainda ouvimos as mesmas bandas, fazemos as mesmas coisas.

Bom, mas o mais importante agora é comemorar o vosso regresso. Um regresso com um novo vocalista, como vimos. Já está na banda há muito tempo?
George é um bom amigo de longa data. Conhecemo-lo há séculos! Trabalhei muitas vezes com ele em estúdio nos seus projetos anteriores. Ele estava mais no power melódico e não tínhamos ideia de que se poderia transformar no vocalista que canta no álbum! Demorou muito tempo com certeza, mas George é um "soldado" e uma pessoa muito experiente. Fez um excelente trabalho! Estamos juntos há 3 anos.

Este regresso acaba por ser mais orientado para o épico e não tanto para o doom. Era essa a vossa intenção ou simplesmente aconteceu?
Não, simplesmente aconteceu. O álbum anterior era um álbum 90% doom. Este é mais épico talvez o próximo seja mais power. Depende do nosso sentimento. Não temos certas regras a seguir. Limitamo-nos a gravar o que gostamos. Adoramos as músicas e é tudo!

E com a importante inclusão de elementos étnicos, embora, desta vez, sem nenhum título na sua vossa própria língua...
Sim. Era algo que queríamos fazer... Ambos os lados da minha família experimentaram o genocídio. Do lado de meu pai, os meus avós em Pontos, e do lado de minha mãe os meus avós em Pireas/Atenas durante a ocupação dos alemães em 1940... Os meus avós conseguiram sobreviver a esse inferno e eu cresci com esta história trágica. Era algo que tinha que fazer como forma de homenagem. Conheço todos os detalhes desta viagem através do inferno e vejo que o genocídio, embora devesse aparecer apenas nos livros, é algo com que vivemos todos os dias, outra vez e em muitos lugares do mundo. Desta vez decidimos não utilizar a nossa língua nativa, mas usamos o ponente Lyre que foi usado no EP de 1995 Sire Of The Storm!!!

Mas este é, eventualmente, o vosso álbum mais consistente e maduro. É assim que o vês, também?
Sempre que há um álbum novo, dizemos a mesma coisa!!!! (risos). Acho que é até o próximo sair!

Destaque também para alguns convidados, alguns deles de renome mundial. Como se proporcionaram esses contactos?
Albert Bell (Forsaken) é como um irmão para mim e pensei que ele seria a pessoa ideal para narrar a introdução de Marching To Glory. E fê-lo!!! Foi uma grande honra! Kostas Tokas (Powercrue), por outro lado, é um amigo muito próximo e um excelente cantor. Queríamos ter um clima totalmente diferente em Stormbringer e sua voz suave faz um belo contraste com a voz de Thomaidis! E... Mats Leven (Candlemass/CRUX etc)!!!! Foi um sonho tornado realidade para nós, já que admiramos Mats desde a era Abstract Algebra. Tínhamos essa música que foi composta para uma voz como a dele em mente, enviamos-lhe e ele disse exatamente isso! Gostou da música e fez uma excelente performance - como sempre!

Lendo a vossa declaração inserta no álbum, nota-se uma revolta por toda a situação política e social vivida na Grécia nos últimos anos. Vocês também foram vítimas dessa coisa que se convencionou chamar de crise. Como lidaram com isso? Já ultrapassaram essa fase?
A crise é algo temporário. Depois de 7 anos, já não falamos de crise, mas de uma situação permanente... Mas, sim, podemos dizer que passamos por esta fase e agora somos, como sempre, uma verdadeira nação ocupada pelos Alemães. Quando estás ocupado simplesmente não "lidas" com isso. Lixa-os tanto quanto puderes até estares livre novamente.

É daí que surge um título como Bleed Babylon Bleed?
Bem, isso é obviamente uma metáfora. A Babilónia era o centro da civilização, o centro do comércio e o centro da humanidade. E por uma misteriosa razão "Deus" simplesmente destruiu-a. Acho que Pontos, é exatamente a mesma coisa! Euxine Pontos era o centro da civilização, o centro da cultura, o centro de tudo. E "Deus" queimou tudo, matando quase 500.000 almas. Bleed Babylon Bleed! É a ordem divina de "Deus". Sangrar sem misericórdia. Claro que também se refere a todos os genocídios...

Chegam à Pitch Black Records para o 50º lançamento da editora. Também por causa disso, este é um álbum especial...
Conheço o Phivos, o proprietário, há mais de 20 anos. Somos amigos muito próximos e foi um sonho poder estar juntos no mesmo lado, na mesma equipa! Phivos estava tão entusiasmado e tão seguro a respeito das canções quando as ouviu um pouco antes da impressão!!!! Inacreditável Ele assinou um contrato sem ouvir nada!! Que honra... Este é um lançamento muito especial para ambos os lados!

Para além disso, celebrar o 25º aniversário deve ser um momento muito especial. Olhando para trás, quais foram os seus melhores momentos deste primeiro quarto de século?
Só me lembro de memórias muito boas! Desde os primeiros anos em que tivemos todo esse entusiasmo e essa paixão (ainda tenho!!!), os primeiros shows, a primeira demo, o primeiro single de 7", a nossa primeira mini-tour, o show com Solitude Aeturnus em Atenas... e… e… e... Conheci pessoas muito especiais nesta viagem. Pessoas que, à medida que os anos passavam, se tornaram os meus melhores homens, se tornaram os padrinhos dos meus filhos, tornaram-se minha família. É disto que se trata. É o que eu chamo de "Presente Divino".

E o que têm planeado para os próximos 25 anos (risos)?
Nada!!! Honestamente!!! Nós não fazemos planos! Como disse, somos um grupo de adolescentes amadores com idade madura!!!! Mas planeamos alguns espectáculos realmente bons dentro e fora da Grécia para promover o novo álbum e nos divertirmos, é claro. Vamos participar em alguns grandes festivais, mas tudo vai ser anunciado a tempo! O próximo espetáculo será em Chipre no dia 4 de novembro com os nossos irmãos cipriotas RUST X. Até lá, stay heavy e façam os vossos exames médicos anuais... Eles vão salvar a vossa vida...