domingo, 30 de abril de 2017

Flash-Review: Hell Sweet Hell (Crawler)

Álbum: Hell Sweet Hell
Artista:  Crawler   
Edição: Valery Records   
Ano: 2017
Origem: Itália
Género: Heavy Metal
Classificação: 5.0/6
Breve descrição: Com um vocalista que é, simultaneamente, vocalista da Children Of The Damned (banda transalpina de tributo aos Iron Maiden), rapidamente se percebe que estes italianos se inspiram na Dama de Ferro. Verdade, apesar de não ser a única influência. Hell Sweet Hell, o novo trabalho dos Crawler, mostra-se potente, cheio de boas malhas de metal tradicional combinadas com outros momentos mais balanceados e outros mais épicos.
Highlights: I Wait For My Siren, No Pain, Winter Is Coming, 7 Days, Akhenaton
Para fãs de: Judas Priest, Iced Earth, Iron Maiden

Tracklist:
1.      Intro-Dacarys!
2.      Winter Is Coming
3.      Dhampyre
4.      The Power Of Magic
5.      Neverland
6.      I Wait For My Siren
7.      No Pain
8.      The Eyes And The Dark
9.      The Lair Of The Smoking Dragon
10.  Hell Sweet Hell
11.  7 Days
12.  Akhenaton

Line-up:
Claudio Cesari – vocais
Matteo Cattaneo - guitarras
Filippo Severgnini – guitarras
Daniele Mulatieri – baixo
Nicola Martiniello - bateria

sábado, 29 de abril de 2017

Noticias da Semana

Tuhka é o segundo EP da banda de rock finlandesa Karmia, depois da mudança de letras de inglês para a sua língua nativa e após o lançamento do single Mistakes onde as duas línguas se cruzaram. O vídeo do tema título já está disponível para visualização/audição.


Os Ward XVI são uma banda britânica de avant-gard rock teatral que acabam de assinar pela Rock ‘n’ Growl Records para o lançamento do seu álbum de estreia The Art Of Manipulation. Trata-se de um álbum conceptual de 12 temas onde a história introspeciva de uma psicopata se cruza com riffs metal, solos de guitarra, ritmos ska, pianos melancólicos, acordeão, vozes femininas e apontamentos eletro. O álbum sai este verão.


Influenciados por bandas como Symphony X, Dream Theater, Haken, Rush entre outros, os Cydemind lançam o seu primeiro longa-duração, Erosion, a 26 de maio. O sucessor do EP Through Mist And Ages, de 2014, traz uma abordagem refrescante ao rock/metal progressivo com o violino a ter papel de destaque e a substituir a voz. A banda associou-se à Prog Spheres para a apresentação do tema Tree Of Tales que já pode ser ouvido.


A estreia dos Holocaust, The Nightcomers, originalmente lançado em 1980 foi reeditada este mês com a adição de 9 temas bónus. The Nightcomers foi considerado como um dos maiores expoentes dos NWOBHM e esta é a primeira vez que o álbum fica disponível nos últimos 20 anos.



Os Psycho Tramps acabam de lançar o segundo álbum de originais Silk Gloves On Hard Boys através da Dog City Records.  O CD apresenta 12 temas originais que cheiram a paixão, whisky, sangue, perfume barato, noites selvagens, perigosas e divertidas. Algures entre as ruas decrépitas de Detroit nos anos 60 e o eixo Nova Iorque/Londres nos anos 70, com um toque de Escandinávia do início dos anos 90. Os temas Lipstick Rape e Number One já podem ser ouvidos.


Há uma festa aqui ao lado é o primeiro single do novo álbum d'O Gajo, Longe do Chão que é editado no dia 20 de maio. Este trabalho de estreia do músico João Morais será apresentado, ao vivo, em Lisboa no Teatro da Barraca no mesmo dia do lançamento. Longe do Chão, é um trabalho de sombras vagas de final de tarde que povoam o universo o artista, e nos contam histórias da cidade oculta. Longe do Chão é um voo sobre nós próprios embalados por uma Viola Campaniça que nos enche como a maré e nos inunda com sentimentos de naufrágio


Os Wizard anunciaram o lançamento do seu novo álbum Fallen Kings. As primeiras impressões já podem ser tiradas através do vídeo do tema Liar And Betrayer. Para além disso, foi também já apresentado o artwork a cargo de Aldo Requena que já trabalhou com Feanor, Black Majesty e Paragon. Fallen Kings sai a 16 de junho pela Massacre Records.



É por entre árvores e arbustos que se dá a união mais improvável de todas... Mighty Hunter e Danger Rabbit são as personagens de uma perseguição infernal que revela o início de Pink Pussycats From Hell. O duo apresenta o novo videoclip da música Hello, o primeiro single do álbum Hell-P, um videoclip seria impossível sem os incansáveis João Horta (realização e edição) e Catarina Monteiro (produção).


A banda de rock alternativo For My Demons tem um novo vídeo para o single La Fleur Du Mal. Este tema faz parte do próximo álbum Close To The Shade a ser lançado a 19 de maio.



Os The Ossuary têm pronto o vídeo para a faixa título do seu mais recente trabalho, Post Mortem Blues. Os The Ossuary são oriundos de Itália e praticam uma sonoridade influenciada por Black Sabbath com fantásticos vocais.


Nothing To Me é o nome do novo lyric video dos Jupiter Falls. É mais um tema retirado do sensacional álbum Faces In The Sand Part One, lançado a 24 de março via Broken Road Records. O vídeo conta com a participação da bela e talentosa atriz americana Tara Lynn Phillips.



O lendário trio londrino de rock, Rock Goddess lançaram o vídeo para o tema título do seu próximo EP, It’s More Than Rock And Roll, que estará nas lojas a 19 de maio com distribuição da Cargo Records. As primeiras 500 cópias da edição física serão assinadas e numeradas.


Os russos Distant Sun lançaram o single God Emperor, tema retirado do seu álbum Into The Nebula. Juntando as tradições melódicas da Europa com a agressão do som americano, os Distant Sun regressam à famosa saga de ficção científica de Dune. Um disco para fãs de Iced Earth, Annihilator, Blind Guardian e Rage.



Oriundos de Alcobaça e sem rótulo aparente, os Fuzzil trazem consigo uma mistura agressiva de fuzz com vocais melódicos. Sexo, amor e vinho é do que fala Threesome Wine, tema de avanço ao seu novo EP Molten π que tem data de lançamento marcada para dia 1 de maio. Simultaneamente podem ver, também, o vídeo do tema Worms.


The Borders Of Light é o novo trabalho dos Raw Silk, numa edição da Fame Of Poets Records. O segundo single retirado deste álbum já tem lyric video e trata-se de One Lifetime.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Entrevista: Dirty White Boyz

Tony Mitchell (Kiss Of The Gypsy e Kingdom Of Deadmen) começou a escrever o seu quinto álbum. Eventualmente, a Escape Music ouviu e sugeriu que Tony começasse a trabalhar com alguns músicos associados à editora. Havia pois que arranjar um novo nome e surgiu Dirty White Boyz, que já tinha sido uma anterior banda de Mitchell. O resultado final é o que se pode ouvir em Down And Dirty complementado pelas explicações do vocalista e guitarrista.

Olá Tony, como está? Como surge este teu novo projeto Dirty White Boyz?
Em 2016, decidi voltar às minhas raízes do rock melódico escrevendo e gravando um novo álbum solo. Quando o tinha quase terminado, em vez de o lançar, como habitualmente, pela minha própria empresa XGYPSY Music, enviei-o para algumas editoras. Tudo o que queria era lança-lo mas Khalil Turk da Escape Music sugeriu-me que eu regravasse as músicas com músicos estabelecidos que ele conhecia e com quem já trabalhava há muitos anos. Concordei e em vez de ser um álbum de Mitchell, tornou-se um projeto de banda.

Porque a escolha deste nome, particularmente com o z no final de Boyz?
Sugeriu-se que o gravássemos como um projeto Kiss Of The Gypsy mas eu não queria essa associação. Khalil pediu algumas ideias de nomes para a banda, pelo que lhe mandei alguns. Um desses foi Dirty White Boyz, já que em 1984 assinei o meu primeiro contrato de gravação com a Spirit Records com uma banda chamada No Hard Feelings, embora nos chamássemos até essa altura Dirty White Boyz, altura em que mudamos. O nome é uma espécie de ressuscitar a minha banda de 1984.

De que forma este álbum se aproxima ou distancia dos teus trabalhos anteriores?
Antes de Kiss Of The Gypsy estive numa banda chamada Fantazia que era uma banda de AOR/rock melódico e quando tentávamos fazer um contrato de gravação, a maioria das companhias dizia que éramos muito melódicos e não suficientemente pesados para eles. Como resultado disso, Kiss Of The Gypsy nasceu com uma abordagem mais rock clássico. Desde então, fiquei na cena do rock clássico uma vez que os álbuns de Mitchell, até formar os Kingdon Of Deadmen, eram muito mais pesados de que qualquer coisa que tenha feito antes, tendo lançado dois álbuns conceptuais dos quais me orgulho muito.

Foi a primeira vez que trabalhaste com estes músicos? Aparentemente, e olhando para a qualidade do material apresentado, a química entre vocês esteve bem presente…
Sim, a química esteve lá desde o primeiro momento. Eu não conhecia estes músicos, mas conhecia o seu trabalho e a grande reputação que têm na comunidade rock.

Em termos de composição foi um trabalho de equipa ou esteve apenas centrado em ti?
Como o álbum já estava escrito no momento em que Khalil me apresentou aos outros elementos, foi difícil envolvê-los no processo criativo, pois tínhamos um prazo para nos conhecermos. No entanto, individualmente, todos eles colocaram a sua marca inconfundível neste álbum e ele assumiu uma nova vida.

Durante quanto trabalhaste neste disco?
On & off, este álbum levou cerca de um ano para escrever, gravar e produzir, já que também estive envolvido na escrita e gravação de outros projetos ao mesmo tempo e tinha que fazer tudo ao mesmo tempo.

Podes contar-nos um pouco da forma como decorreram as sessões de gravação?
Quando gravei as demos, fiz tudo a partir dos estúdios XGypsy e quando Escape quis lançar o disco, Paul, Neil, Nigel & Neil entraram, houve muita troca de ficheiros, para que cada membro pudesse estabelecer as suas faixas e quando estava tudo bem, Paul juntou tudo.

Estão a preparar alguma coisa para levar Down And Dirty para palco?
Felizmente, já fizemos alguns espetáculos. Um em janeiro no festival Just Say Yes onde obtivemos uma grande resposta. Também tivemos o nosso espetáculo de lançamento do álbum a 8 de abril. Estamos a tentar alguns festivais no Reino Unido ou fora. Nenhuma tour está planeada para já.

Este é um projeto para ficar ou apenas para um álbum só?
Sempre disse que, se houver interesse em nós e o álbum for bem recebido, então vamos ficar a bordo deste comboio de Rock n Roll durante o tempo que pudermos. Com todos nós envolvidos em tantos projetos em andamento, é difícil encaixar tudo, mas até agora, estamos todos a escrever e gravar novo material para um novo álbum, portanto esperamos que acha um sucessor deste álbum.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Playlist Via Nocturna 27 de abril de 2017


Review: Forward Into The Past (Skyclad)

Forward Into The Past (Skyclad)
(2017, Listenable Records)
(5.4/6)

Desde a sua origem que os Skyclad se têm revelado uma peça fundamental na história do metal pela sua capacidade de cruzarem heavy metal tradicional com elementos folk. Para além disso, outra das suas imagens de marca são os conteúdos líricos, muito voltados para temas políticos, ambientais e sociais. O novo trabalho dos britânicos, Forward Into The Past, não foge à regra e volta a compilar todos estes elementos num conjunto de treze temas onde se inclui uma intro, uma outro e um curto instrumental sensivelmente a meio. Borderline é o melhor exemplo da capacidade dos Skyclad, sendo um dos temas com maior dose de criatividade neste disco. O folk e as ambiências étnicas são trazidas à tona muito por ação do violino, sendo Change Is Coming, A Heavy Price To Pay e Unresolved os momentos mais bem conseguidos neste aspeto. Destaque ainda, para momentos mais crus e ásperos, com a costela punk mais evidente que acontecem em A Heavy Price To Pay (que assim se torna, também, um dos temas mais rico e diversificado) e The Measure. Ou até para a existência de elementos progressivos em The Last Summer’s Rain. Como se confirma, riqueza estilística e diversidade musical não falta a Forward Into The Past, mais um disco cheio de canções agradáveis e muito catchy, embora não chegue nunca a ser verdadeiramente explosivo ou transcendente.

Tracklist:
1.      A Storyteller’s Moon (intro)
2.      Stage Of The Union Now
3.      Change Is Coming
4.      Strastruck?
5.      A Heavy Price To Pay
6.      Words Fail Me
7.      Forward Into The Past
8.      Unresolved
9.      The Queen Of The Moors
10.  The Last Summer’s Rain
11.  The Measure
12.  Borderline
13.  A Storyteller’s Moon (outro)

Line-up:
Kevin Ridley – vocais e guitarras
Georgina Biddle – violin, teclados, piano
Steve Ramsey - guitarras
Dave Pugh - guitarras
Graeme English – baixo, guitarras acústicas
Aaron Walton - bateria

Internet:
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Youtube   

Edição: Listenable Records   

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Entrevista: Agresiva

É comum dizer-se do mais recente disco que é o melhor da carreira. Já se tornou um cliché. Mas no caso dos Agresiva, o seu terceiro longa-duração, Decibel Ritual é mesmo o melhor. A estrear um novo baixista a banda madrilena mostra-se em grande forma e, agora, na Minotauro Records pode chegar mais longe e ampliar a sua base de fãs.

Viva! Para começar, podes contar-nos algo sobre a banda e o vosso background?
Viva! Estou muito satisfeito em responder às tuas perguntas. Estamos todos bem, muito animados com o novo lançamento e atualmente muito ocupados a promove-lo. Agora, a respeito da banda. Foi fundada em junho de 2008 pelos guitarristas Miguel Coello e Eduardo Chamón, que saíram pouco depois de terminarem de gravar o nosso primeiro LP em dezembro de 2011. Desde aí, depois de transformar a banda num quarteto, lançamos mais álbuns e um EP e tocamos em quase toda a Espanha e em alguns outros países da Europa.

Uma vez que Decibel Ritual é o vosso terceiro álbum, como tem sido o vosso percurso até agora?
Tem sido muito intenso. Nove anos em tours a tentar melhorar as nossas performances de som e vida por forma a oferecer o melhor aos nossos seguidores. Milhares e milhares de quilómetros feitos, muitos hotéis, cidades, shows, maníacos de heavy metal de quase todos os lugares e toneladas de junk food (risos)...

Todos os vossos álbuns, até agora, têm sido edições independentes. Este aparece associado à Minotauro Records. Como se estabeleceu essa ligação?
O Marco, chefe da editora, contactou-nos há dois anos para reeditar o nosso primeiro lançamento, Eternal Foe. Gostamos muito da forma como ele o promoveu e se preocupou como saiu a reedição. Portanto, conversamos com ele para lançar este nosso novo álbum, Decibel Ritual.

Acham que agora os Agresiva podem ter uma maior projeção internacional? Já sentiram isso?
Sim, embora já tenhamos jogado noutros países como Holanda, Rep. Checa ou recentemente Inglaterra, esperamos que com este novo álbum e o apoio da editora, consigamos mais shows e exposição no estrangeiro. Normalmente este é um problema para as bandas espanholas, mas parece que ultimamente a maré tem estado a mudar.

Para este álbum tiveram algumas mudanças de formação. Em que consistiram?
Sim, temos um novo baixista na nossa formação. Chama-se Miguel Martín e estamos muito felizes com ele na banda. Ele é um músico incrível e conhece o meio.

Isso refletiu-se no processo de composição?
Não propriamente, já que o Sr. Martín apenas se juntou a nós quando estávamos quase a entrar em estúdio, com todas as canções praticamente já escritas e arranjadas.

Portanto, este é o vosso melhor álbum até agora? Como analisam a vossa evolução?
Eu sei que esta frase é um cliché, mas acreditamos que Decibel Ritual é o nosso melhor lançamento até agora e, honestamente, tenho que dizer que este é o trabalho do qual estou mais orgulhoso. Além disso, temos vindo a receber incríveis reviews quer da Europa como dos EUA, o que, em nossa opinião, vem confirmar isso. Isso não significa que de repente deixasse de gostar dos nossos álbuns anteriores. Na realidade gosto de todos, significam muito para mim. O trabalho árduo e o esforço trouxeram-nos até aqui, mas agora é tempo de Decibel Ritual.

A masterização foi feita por este mágico que é Mika Jussila nos seus Finnvox Studios, uma situação que se tem vindo a repetir nos vossos últimos registos. É, de fato, um trunfo para o vosso trabalho?
Sim, ele é um ativo juntamente com os nossos produtores, J. Garrido e D. Melián. Trabalhamos com a Mika desde o lançamento do EP em 2013, Chronophobia e estamos muito felizes com o resultado. Na verdade, ele também colabora muito frequentemente com o estúdio onde registamos os dois últimos álbuns, New Life Studios, portanto, é tudo fácil.

Honestamente, e na minha opinião, um dos maiores problemas do metal espanhol são as vocalizações, especialmente quando em espanhol. Vocês sabem isso bem, e inglês foi a escolha certa...
Sim, concordo totalmente. Mas devo dizer que, no nosso caso, eu vivi em Inglaterra durante quase dois anos e, o estúdio New Life forneceu-nos assistência em língua inglesa para as gravações, embora, claro, esteja ciente que mantenho o meu sotaque espanhol. Trabalhamos muito para o fazer de uma forma que soasse compreensiva. Além disso, no nosso caso, temos tocado e, especialmente, recebido reviews do estrangeiro e nunca recebemos críticas sobre o sotaque de nenhum órgão de comunicação. Na verdade, os únicos recebidos são surpreendentemente da Espanha (risos)

E agora, daqui para a frente, o que têm planeado em termos de estrada?
Sim, temos muitos planos. Vamos fazer Valência e dois dias seguidos em Madrid ao lado de nossos irmãos Neverworld do Reino Unido. Além disso, planeamos fazer alguns festivais de verão, para depois, no outono, continuarmos a fazer algumas cidades espanholas e, se tudo correr como planeado, novamente alguns países europeus novamente.

Obrigado!
Muito obrigado pela tua atenção e apoio. Também gostaríamos de cumprimentar todos os leitores de Via Nocturna e convidar-vos a seguir-nos no Facebook dos Agresiva e no nosso canal do YouTube e, se gostarem da nossa música, adquiram o nosso último lançamento, Decibel Ritual. Muito obrigado.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Review: Faces In The Sand Part One (Jupiter Falls)

Faces In The Sand Part One (Jupiter Falls)
(2017, Broken Road Records)
(6.0/6)

Um dos segredos mais bem guardados do metal britânico e que é urgente descobrir são estes Jupiter Falls. E se as indicações deixadas pelos trabalhos anteriores já eram muito positivas, a banda supera-se e eleva-se a um patamar de inigualável classe com este seu novo álbum, Faces In The Sand Part One. Em 11 temas de fino recorte técnico e de exemplares arranjos, os Jupiter Falls mostram como o metal/hard rock moderno pode ser brilhante sem ter necessariamente de ser igual a tudo o resto. Porque, de facto, Faces In The Sand Part One não é comparável com mais nenhum trabalho, fruto de uma autenticidade e de uma individualidade ímpar criada por estes britânicos. OK, eventualmente, a genialidade dos Avenged Sevenfold, num City Of Evil, por exemplo, acabe por ser percetível, pelo menos nos seus momentos mais melódicos. E a verdade é que forma como a banda trabalha as suas músicas, as compõe, as faz crescer e desenvolver, as dinâmicas que cria, é simplesmente genial. Para além do trabalho há realmente também muito talento neste conjunto de músicos. Aliás só o talento justifica que se criem temas e melodias como os apresentados no épico que batiza o álbum, no single de avanço, Nothing To Me, na faixa de abertura, Welcome To My World (aliás, aqui refira-se que o ambiente inicial com a guitarra acústica e o lead de guitarra elétrica, logo mostram que algo de grandioso irá acontecer) ou no sensacional This Is A War We Can Not Win, com a colaboração de Chris Clancy. Faces In The Sand Part One é, em suma, um disco memorável. Um daqueles discos que quando se chega ao fim se tem uma vontade indomável de voltar ao princípio! Brilhante!

Tracklist:
1. Welcome To My World
2. Nothing To Me
3. Illusion
4. Call Me
5. This Sickened World
6. Follow You
7. Voices
8. This Is A War We Can Not Win (Feat. Chris Clancy)
9. It’s Your Problem Now
10. See You On The Other Side
11. Faces In The Sand (Part One)

Line-up:
James Hart – vocais
Deano Silk – guitarra solo
Zachari Daniels – guitarras
Dan Clark – baixo
Luke Hatfield – bateria

Internet:
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Edição: Broken Road Records