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Entrevista: Ghost Avenue

Ao terceiro álbum e pela primeira vez os Ghost Avenue arriscam um álbum conceptual e passam com distinção. Impact é o nome do disco que se baseia em ficção científica, nomeadamente numa invasão de aliens e a subsequente luta dos humanos para manteres a sua liberdade. O baixista Magnus Liseter explica melhor.

Viva Magnus, tudo bem? Mantendo a tradição de longos intervalos entre lançamentos, como analisam este vosso novo trabalho?
Viva! Tudo bem no reino dos Ghost Avenue! Estamos entusiasmados com o nosso novo álbum e com todas as reviews positivas que recebemos até agora e estamos bastante otimistas sobre o que o futuro nos irá trazer. Sim, foram quase quatro anos desde o nosso álbum anterior e concordamos que foi um pouco longo demais, por isso vamos ver se conseguiremos lançar o próximo álbum um pouco mais cedo...

Sendo este um álbum chamado Impact, que impacto esperas que vossa vir a ter?
Ah, essa é uma boa pergunta... Pensamos que é o nosso melhor álbum até agora, tanto no que se refere à produção como às músicas. Amadurecemos as nossas habilidades de composição e agora, comparando com anteriormente, trabalhamos mais os detalhes. Mas vamos ter que esperar e ver o impacto de Impact, mas acreditamos que vai abrir algumas novas portas para a banda e ajudar-nos a avançar no nosso objetivo de espalhar a nossa música!

Voltando um pouco atrás, o que têm feito os Ghost Avenue desde a última vez que conversamos em 2013?
Em 2013 tinha sido lançado o nosso último álbum, pelo que andamos ocupados com as coisas normais da banda – promover o último álbum, criar nova música, tocar bastante, etc.

O facto de terem mantido o mesmo line-up e permanecerem na mesma editora, naturalmente reforçou a coesão da banda. Isso foi notório na forma como vocês trabalharam e prepararam este disco?
Mantivemos a mesma formação até à altura em que Impact foi gravado, mas depois o nosso guitarrista principal Øystein Wiik saiu e foi substituído pelo dedicado e altamente qualificado Thomas Eljarbø. Thomas trouxe uma nova energia e sentimos que estamos mais fortes do que nunca. Quanto à editora, ainda estamos na Pitch Black Records, pois a nossa colaboração funciona muito bem e por que mudar uma equipa vencedora, certo?

Impact é um disco conceptual. Esta é a vossa primeira experiência em álbuns deste género?
Sim, Impact é nosso primeiro álbum conceptual, pelo que foi uma experiência nova para nós. A principal diferença para os nossos dois álbuns anteriores foi que tivemos que pensar mais no álbum como um todo e não apenas como um conjunto de músicas. Portanto, um desafio em alguns aspetos, mas também mais fácil noutros, como o título do álbum e as ideias para a capa que se tornaram óbvias quando a história relativa ao conceito ficou pronta. Em retrospetiva, foi uma ótima maneira de trabalhar, e por isso já temos planos para um novo conceito para o nosso próximo álbum.

E qual é essa temática e como foi a preparação de toda a história e música?
É um conceito de ficção científica inspirado numa ideia que o nosso vocalista Kim trouxe sobre uma invasão alienígena da terra e a luta da humanidade para retaliar. Kim tinha 5-6 textos e a história pronta, portanto, andamos em torno disso. Escrevemos a música como sempre fizemos - começando com um ou dois riffs que alguém traz e, em seguida, construindo as músicas como banda na nossa sala de ensaios.

Basearam-se em algum filme ou livro para construir a história e as personagens ou não?
Nenhum em particular, apenas o interesse de Kim pelo género de ficção científica como um todo.

E a existência de sons e ruídos entre as canções também dá a ideia de uma continuação... Era precisamente essa a vossa intenção, eu suponho?
Sim, a intenção era tentar unir as músicas apenas para enfatizar o conceito e dar ao ouvinte algum indício das temáticas e do que virá na música seguinte. Achamos que funcionou muito bem.

Este tipo de conceito é propício à criação de vídeos. Já têm ou estão a trabalhar em algum?
Ainda não lançamos nenhum vídeo em nenhum dos nossos álbuns, mas isso é algo que faremos em breve. O conceito dá muitas possibilidades para um vídeo, portanto, fiquem atentos para um novo vídeo dos Ghost Avenue num futuro não muito distante!

Sei que têm algumas tournées agendadas na Noruega para 2017. Mas há algo maior planeado? O resto da Europa, por exemplo?
Já tivemos muitos espetáculos após o lançamento de Impact e ainda temos alguns para fazer antes do verão. Também iremos tocar no festival Power Of The Night em Chipre no final de julho, e isso é algo que realmente esperamos. Quanto a uma tournée no resto da Europa, isso é algo que realmente gostaríamos de fazer e é algo que temos vindo a falar há algum tempo. Nada planeado até agora, mas vamos chegar a isso também.

Há mais alguma coisa que gostasses de acrescentar a esta entrevista?
Só quero agradecer pela entrevista e pelo interesse pela nossa banda. Apreciamos muito! E para os leitores, não deixem de conferir a nossa música! Mais informações em: Http://www.ghostavenue.com/ e Https://www.facebook.com/ghostavenue

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