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Entrevista: oLudo

Tendo A Minha Grande Culpa e Fica, Não Te Vás Daqui, como carão de visita, os oLudo entram em 2017 apresentando o seu quarto álbum de originais, intitulado Abraço. E este abraço personifica a encruzilhada entre o rock e o indie pop português, caraterística que tem sido marcante no trajeto musical dos olhanenses. Fomos falar com João Pedro Batista que nos dissecou este novo trabalho.

Olá João Pedro, tudo bem? Sendo esta a primeira vez que conversamos, gostaria de perguntar, afinal quem são os oLudo?
oLUDO são uma banda com 11 anos de existência no panorama de indie pop rock portuguesa.

Nascidos em 2005 e já com quatro registos de estúdio, pergunto como tem sido o vosso percurso até agora.
Tem sido um percurso tranquilo uma vez que somos independentes e fazemos o que mais gostamos ao ritmo que queremos e podemos. Tem sido uma boa viagem musical.

Sei que a construção deste disco não foi muito fácil. O que passou?
Durante a fase de composição deste disco passamos pela integração de um novo baterista, o nosso amigo Luis Leal que se juntou-se à banda. A outra dificuldade teve a ver com a necessidade de compormos à distância, por razões profissionais alguns elementos da banda frequentemente ausentavam-se e tivemos de encontrar uma forma de contornar esta questão.

Comparando com Almirante, de que forma há pontos de contacto ou afastamento para este Abraço?
O estilo da banda, a forma de compor e os temas das letras mantêm-se, contudo houve uma preocupação em “vestir” a sonoridade de uma forma mais atual, foram favorecidas as canções em vez de partes mais técnicas e aparece uma voz feminina que abre as “cores” da banda.

Depois de participarem no ciclo de concertos Latitude 37º com Teresa Aleixo, a vocalista volta a ser convidada para este novo álbum. Uma parceria vencedora…
Sim, as coisas foram pensadas e preparadas nesse sentido, fazia-nos sentido fazer um ciclo de concertos para rodar os novos temas e verificar se a nova sonoridade funcionava antes de gravar o novo disco.

Quanto ao método de trabalho, como foi a preparação e gravação de Abraço?
Como toda a criação artística o método é sempre caótico e atropelado. Há canções que estão quase prontas mas num ensaio sem aviso prévio aparece uma que passa à frente das antigas. Quando temos um leque de canções que achamos boas, fechamos o álbum e dedicamo-nos à pré-produção e finalização desse leque para gravação.

Já em termos líricos, que temáticas são abordadas neste novo trabalho?
São abordados temas universais como relações humanas, preocupações, aventuras, amor etc.

No início de abril será a apresentação do disco. O que estão a preparar de especial para os vossos fãs?
Estamos a preparar um concerto que seja interessante, que transporte os nossos fans e as pessoas que gostem numa viagem pelo seu sentimentos, e pelas suas memórias.

E depois disso, o que se seguirá?
Estamos muito contentes de partilhar este trabalho e queremos mostrá-lo a muita gente. O momento é para viver o presente. Depois logo se verá...

Obrigado! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Queremos aproveitar a dizer a quem nos conhece para não deixar de ouvir o nosso Abraço e convidar quem não nos conhece a ouvir as nossas cantigas.   

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