segunda-feira, 3 de abril de 2017

Entrevista: Segregates



Inspirados pelos lendários precursores do punk metal Motörhead, surgem os Segregates, um power trio britânico, responsável por trazer a mensagem musical de Lemmy & Co. até às novas gerações. Burston é o trabalho de estreia e o motivo que nos levou à fala com o baixista e vocalista Smell.

Olá, Smell! Obrigado pela tua disponibilidade. Antes de mais, podes apresentar os Segregates aos rockers portugueses?
Os Segregates formaram-se algures em 2011. Depois de algumas mudanças de formação, agora somos Smell (questionável) no baixo e gritos, animal Bilo na bateria e gritos ocasionais e Dr J Horn na guitarra e talento.

Inquestionavelmente, os Motörhead são a vossa principal influência. Mas que outros nomes foram também responsáveis ​​pelo nascimento e música dos Segregates?
É correto dizer que os Motörhead são a principal influência e não temos vergonha em dizer que eles são a maior banda de todos os tempos! Mas não somos uma cópia descarada e temos influências de outros nomes do punk rock britânico como GBH e ANWL, bem como do rock ‘n’ roll clássico como Eddie Cochran e Little Richard. Obviamente, também temos muito de Inepsy, Warefare, G.A.T.E.S e músicos como Wilko Johnson também devem ser mencionados. Se é apropriado dizer, não temos tempo para os posers que desarrumam o mundo.

Claro que fazendo uma versão teria de ser de um tema dos Motörhead. Mas por que escolheram Riding With Driver? Têm alguma ligação especial a essa canção?
Já há muito tempo que tocamos Riding With The Driver, mas a decisão de a gravar surgiu simplesmente com a ligação que este álbum teve com Wurzel. Fomos convidados a gravar no The Croft Studios pelo companheiro e baixista de Wurzel, Tim Atkinson (Leader Of Down). Isso foi depois de um encontro casual com Tim nos bastidores de um espetáculo dos Motörhead em Manchester. Frequentemente o estúdio era usado por Wurzel com os Leader Of Down e alugamos algum do seu equipamento para usar neste disco, bem como como um velho amplificador de baixo do próprio Lemmy. Chamamos este álbum de Burston em homenagem a Wurzel (Michael "Wurzel" Burston) e decidimos colocar esta música uma vez que sentimos que era uma das melhores em que esteve envolvido durante a sua estadia nos Motörhead.

Parece que a criação e o desenvolvimento deste disco não foram muito fáceis. O que aconteceu?
Beber muito (ou não o suficiente?) em estúdio tornou o processo de gravação mais lento do que o esperado e, depois, a falta de qualquer tipo de habilidade musical também não ajudou, Dr Horn excluído. Tivemos uma oferta para lançar pela Bestial Invasion Records, mas o tempo passou e depois de quase dois anos desde que começamos o álbum, tivemos uma oferta da Cleopatra Records com quem acabamos por assinar. Portanto, foram cerca de 2 anos desde começar até lançar o álbum, com grandes lacunas entre as sessões, etc.

Mas agora, com as excelentes reações que o álbum tem tido, estão recompensados, não é?
Temos recebido algumas boas reviews de pessoas que parecem entender o que estamos a fazer, que é verdadeiro Rock and Roll. Houve algumas negativas, mas que se lixem… Estamos felizes agora que o disco está cá fora e que a Cleópatra mostrou muita fé e apoio na música e banda.

Como tem sido levar Burston para palco?
Temos vários espetáculos anunciados aqui no Reino Unido e alguns em fase de agendamento. Mas pretendemos sair em breve para a Europa e, possivelmente, para os Estados Unidos.

Há mais alguma coisa que gostasses de acrescentar a esta entrevista?
Felicidades para todos que nos apoiam e vemo-nos no bar em breve.

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