sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Entrevista: Barry White Gone Wrong

Acabados de chegar de uma tour pela Bélgica, onde apresentaram a superior qualidade do seu trabalho de estreia os Barry White Gone Wrong, banda com a curiosidade de ter nascido a meio de uma viagem para Oslo, acederam a responder a Via Nocturna, na pessoa do seu líder Peter de Cuyper.

Olá Peter, tudo bem? Para começar, quem são os Barry White Gone Wrong?
Neste momento sou eu - Peter De Cuyper -, o Miguel Décio, Mário Moral, Pedro Frazão e Ivo Xavier. Juntos formamos os BWGW e tentamos fazer boa música e dar bons concertos.

Quando e com que motivações criaram este projeto?
Começou em maio de 2010, numa viagem para Oslo. Conhecemo-nos e demo-nos imediatamente bem, trocámos ideias e falámos em fazer qualquer coisa. Em novembro de 2010, gravámos o primeiro single em casa do baixista da formação original, Nuno Gelpi. Eu ainda hesitei em lançar o single mas depois de um empurrãozito do Samuel Úria lancei-o apenas online, enviei para as rádios e marquei 5 concertos, com apenas 2 músicas feitas. 

Expliquem lá essa curiosa história de terem nascido a 12 mil metros de altitude… 
Foi num voo para Oslo, com a Ryanair. Na viagem de volta tivemos problemas com a Ryanair e fizemos uma música de protesto contra a companhia, ainda em nome d’Os 3marias, a banda onde o resto do pessoal tocava.... Podem procurar no youtube, chama-se Don’t Fly Ryan Air.

Que outras experiências musicais anteriores tiveram que ajudaram a criar esta nova entidade?
Todos tivemos bandas, anteriormente. Alguns de nós ainda tocam em vários projetos paralelos e estamos sempre a ouvir muita música, quer de diferentes estilos quer de diferentes épocas – do mais atual ao mais antigo.  

Já agora, o vosso nome é deveras curioso. Como é que ele surgiu? 
O nome dava título a uma critica numa revista online canadiana sobre a música dos Le Divan, um projeto que tive anteriormente. O jornalista achava muito curiosa a combinação da música e da minha voz. Eu achei genial e lembrei-me no momento certo.

Afinal, onde é que Barry White estava errado?
Ele nunca errou. Podia ter tido mais cuidado com o peso para ficar mais tempo entre nós, mas afinal todos os artistas são eternos. 

Falem-me da criação do vosso álbum homónimo. Como se desenrolaram os processos de composição e gravação?
Já falamos do álbum há uns dois anos e meio, mas só queríamos gravar em ótimas condições, com Tatanka (The Black Mamba) como produtor e em dezembro de 2016, finalmente, começámos as sessões no Black Sheep Studio. As músicas já estavam feitas e já as tocávamos há algum tempo, mas o Tatanka deu-lhes a volta com arranjos novos. Não podíamos ter tido melhor produtor, uma jóia de pessoa e com um conhecimento musical do caraças. Depois, e muito rapidamente, percebemos que a melhor opção para primeiro single seria a Tornado e, além disso, também achámos um nome forte para o álbum. 

Já têm feedback da reação ao mesmo?
As reações têm sido ótimas, até agora só tivemos criticas boas. Trabalhamos muito e é gratificante receber palavras boas e construtivas.

Já há vídeos retirados deste álbum, certo?
Certo! Em abril lançamos o vídeo e single da Tornado, na rádio e no canal da Antena3; incluímos a Dynamite no álbum, que já foi lançado anteriormente e também com vídeo. Neste momento, estamos a finalizar um novo vídeo.
  
Para além disso, que outros projetos têm em mente para os próximos tempos?
É simples: criar, ensaiar, tocar, gravar vídeos e repetir tudo. 

Obrigado. Querem acrescentar mais alguma coisa?
Apareçam nos concertos, nós gostamos muito de pessoas e obrigado pela entrevista!

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