quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Entrevista: Galderia

Uma das maiores esperanças do metal francês são os Galderia e um disco como Return Of The Cosmic Men só veio confirmar isso mesmo. Só para gravar os coros foram seis meses, por isso podem imaginar a magnificência dos arranjos vocais deste disco. Mas há muito mais para descobrir neste trabalho de excelência. Agora, fiquem com as análises de Seb, vocalista e guitarrista e um dos responsáveis pela criação desta obra prima.

Olá Seb! Tudo bem contigo? Novo álbum e, em relação aos anteriores, é notória a vossa evolução. Naturalmente, sentem-se realizados…
Olá meu amigo! Sim, estamos. Verdadeiramente, profundamente, cosmicamente realizados!!

No que diz respeito a este novo álbum, nota-se que, além do seu talento, também há muito trabalho. O resultado final excedeu as vossas expetativas?
Sim, foi um enorme trabalho de gravação, arranjos, material de produção... Foram seis meses só para gravar todos os coros!! Muitas músicas não soam como as imaginamos no inicio. Mas sim!! O resultado está além do que eu poderia esperar quando começamos. Incrível para mim.

Decorreu um período de cinco anos em relação ao vosso álbum anterior. Tempo suficiente para testar todas as soluções e deixar as músicas crescerem?
Sim, algo assim! Alteramos o arranjo das músicas muitas vezes. É uma das razões pelas quais há duas versões da mesma música no álbum (Wake Up The World). Não conseguimos escolher entre as duas. Mas também houve muitas outras coisas que nos impediram de o lançar antes.

Um dos principais aspetos da música dos Galderia é o excelente trabalho vocal. Todas as músicas são cantadas em dueto ou trio, certo?
Sim! Quis que o nosso guitarrista principal, o Tom, se envolvesse mais no canto, porque tem uma grande e poderosa voz! Ele pode cantar o que quiser e admiro muito o seu talento. Bob, o baixista, também é um ótimo vocalista. Portanto, foi com naturalidade que eles participaram nos vocais principais no álbum. E o resultado parece uma ópera espacial de homens cósmicos cantando para a glória da luz universal!! Adoro!

Esta acaba por não ser uma situação muito comum no metal, mas resulta na perfeição. Foi preciso muito trabalho…
Sim! Mas é muito instintivo para mim saber o que fica melhor em cada música. Na verdade, a maior dificuldade é a questão do planeamento. Porque todos eles têm um enorme talento, logo são capazes de fazer o seu trabalho rapidamente. Mas tê-los todos em estúdio ao mesmo tempo, é que é difícil!

Em termos melódicos, este álbum está ainda mais desenvolvido do que os seus antecessores. Foi premeditado ou simplesmente aconteceu?
Absolutamente premeditado. Queria algo mais melódico do que nunca. Adoro melodias e esta é a primeira razão pela qual eu faço e amo música. Trabalhamos bastante nos arranjos para que a essência de cada música fosse a caraterística dominante.

Tiveram um convidado para os teclados e orquestrações. Que ligação tem ele à banda? Juntar-se-á a vocês para a tour?
Peter Crowley é um jovem da nossa região. Naturalmente, pedi-lhe que fizesse as orquestrações. Tenho ouvido o seu canal de Youtube e tenho muitas músicas dele no meu mp3. E sim! Pedi-lhe que se juntasse à banda para a tour, mas ele recusou a proposta. Não é um homem do palco.

Essa dupla de mágicos que são Mikko Karmila e Mika Jussila foram os responsáveis pela mistura e masterização. Conseguiram captar a essência da música dos Galderia?
Absolutamente! Eles são incríveis! Adoro-os!! São os elementos certos para os Galderia. Têm o espírito certo, a energia certa. E o mais importante, são verdadeiros seres humanos.

Por outro lado, a capa foi entregue a outro génio - Felipe Machado Franco. Ou seja, os melhores para um excelente disco...
Adoramos o Felipe e o seu universo. Desde o primeiro álbum, que criamos juntos um poderoso conceito visual. Do qual gosto muito! Era exatamente o que os Galderia necessitavam. Ele disse-me, há alguns anos, que descobriu os Galderia um mês antes de começar a trabalhar no nosso primeiro álbum The Universality, graças a um amigo dele. Esse amigo disse-lhe: "Talvez um dia trabalhes para esta banda!!". Aconteceu um mês depois!

Este é um álbum conceptual ou não?
Não, não é um álbum conceptual, embora todas as músicas estejam ligadas pelo mesmo espírito: o despertar de toda a humanidade para a sua natureza universal.

A respeito de uma tournée já há alguma coisa planeada?
Há planos, sim! Mas neste momento nada de concreto.

Muito obrigado Seb, queres acrescentar mais alguma coisa?
Lembrem-se de que todos vivemos no mesmo universo, no mesmo planeta, a mesma espécie. Somos um! Quer nos agrade ou não. Talvez devêssemos aprender a crescer juntos para criar esse mundo que queremos ver desenvolver desde o início da humanidade. Obrigado, meu amigo!

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